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domingo, 10 de agosto de 2014

A perversidade é que é natural

Para Aristóteles, "o homem tem, por natureza, o desejo de conhecer" e é naturalmente inclinado à verdade, só cedendo ao erro por acidente ou privação. Para Schopenhauer, ao contrário, a perversidade é que é natural ao gênero humano, e não só a perversidade moral, mas também a perversidade cognitiva que leva a preferir o erro à verdade.






Eu, Álison

terça-feira, 1 de julho de 2014

É a última vez

Hoje, assim como ontem, foram dois dias especialmente tristes. Não só para mim, mas acredito que para metade da cidade. Ontem, dia 30 de junho, pela manhã, recebi a notícia de uma tragédia. Não era nenhum membro da família ou colega de escola. Era um professor do colégio em que estudava. A pessoa mais educada, mais inteligente, mais sábia e mais genial que já tinha conhecido havia morrido. Quero esclarecer que quando eu digo, por exemplo, que ele era inteligente, não estou me referindo a completar uma faculdade. Estou dizendo inimaginavelmente inteligente. Isso serve para todas as outras qualidades. Que isso fique bem claro. Uma das duas pessoas que mais me influenciaram com relação à minha busca e em como eu a projetaria durante todo o resto da minha vida. A pessoa que me ensinou a importância de ser gentil, que fez com que eu me apaixonasse loucamente pela Biologia (curso que atualmente frequento na faculdade), que me mostrou a infinidade de coisas que eu poderia descobrir com a minha curiosidade e a infinidade de coisas que uma pessoa poderia aprender através de seu próprio esforço, sendo ele o maior exemplo disso. A pessoa que me convenceu de tudo que eu poderia ganhar com o hábito da leitura, que me mostrou como é ter uma biblioteca na própria casa, que me ensinou a simplicidade. Desde a simplicidade de vestir até a simplicidade de ser.

Hoje, dia 1º de julho, foi seu enterro. Sua despedida desse mundo. Mesmo a pessoa mais nobre e mais humana que eu já conheci, mais cedo ou mais tarde (e nesse caso, foi mais cedo), teria de ir embora. Lembro da última frase que ele me disse na última vez em que nos falamos, há alguns meses atrás: "Foi um prazer conversar contigo". Então eu queria dizer que, e aqui falo na condição de pessoa que teve a sorte de ser iluminada e abençoada pela sua presença que fique certo de que o prazer foi e será sempre todo meu. Minha infinita gratidão por tudo. Fica com Deus.







Eu, Álison

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

As questões centrais permaneceram

Quem sou eu? Para que tudo isso? Por que eu não sou feliz apenas quando eu possuo objetos? Por que o mal existe? Por que que eu não tenho paz em meio a tanta convivência?







Eu, Álison

sábado, 6 de julho de 2013

Eu sou um livro

Mas um livro trancado, do qual você não tem a chave, escondido em um lugar que você não sabe onde é, que está escrito em um idioma que você não conhece e que tem em sua capa apenas um fundo branco com um ponto de interrogação pintado de vermelho.







Eu, Álison

domingo, 2 de junho de 2013

Você seria?

Imagine quantos segredos existem nesse mundo. Imagine quantas coisas são feitas no apagar das luzes, em lugares remotos, escondidos ou protegidos. Imagine lugares restritos que, pessoas normais como nós, nunca terão a chance de conhecer e lugares que nem imaginamos que existem. Você seria capaz de dimensionar quanta coisa obscura ou sigilosa acontece ao seu redor?







Eu, Álison

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Qual o papel de um filósofo na sociedade?

Produzir indagação. Isto é, produzir aquilo que está faltando um pouco hoje, que é o espanto. Está tudo muito óbvio. A frase que mais se diz é: "A vida é assim". E a Filosofia sempre foi, na sua história, desde a sua organização mais formal, há 2600 anos atrás dentro do mundo grego clássico, a capacidade de levar a admiração.
Dar um passo para trás e prestar atenção nas coisas e não aceitar tudo como muito óbvio e, por outro lado, não deixar de procurar aquilo que não está, para que a gente não se conforme com as coisas como são achando que elas só podem ser daquele jeito.







Eu, Álison

sábado, 30 de março de 2013

Albert Einstein

Um dia, seu pai lhe deu uma bússola. Era um brinquedo para entreter o menino. Albert fremia de entusiasmo ao contemplar a agulha “mágica” que se voltava para o norte. Via diante de si, não um brinquedo, mas um milagre. O mesmo acontecia ao rapazinho quando tocava violino. Seus olhos cintilavam e a mão tremia com uma paixão demasiada intensa para um menino sadio. Era a música que o agitava assim. Era um menino singular.
Diziam-lhe que o garoto tinha pouca agilidade mental, insociável, “sempre mergulhado nos seus sonhos absurdos”.
Sentia-se intensamente vivo num mundo cheio de coisas maravilhosas. E penetrava sozinho nesse mundo. Não precisava de companhia. Era inacreditavelmente feliz.
Estava só, tirante a companhia dos seus livros. Entabulou amizade, através dos séculos, com Euclides, Newton, Spinoza, Descartes. E adorava os poetas e músicos – Goethe, Beethoven, Mozart, Bach. Quando Albert cursava a escola secundária, sentiu, mais do que nunca, a necessidade de “afogar a solidão nos livros”. Suas excentricidades irritavam o pai.
Einstein tinha 26 anos quando solucionou o problema da harmonia celeste. Era uma solução de artista, bem como de cientista.
Os cientistas julgavam que o que parecia verdadeiro a eles quando observavam o universo do seu ponto de vista pessoal, de sua posição relativa em seu cantinho do mundo devia ser necessariamente ser verdadeiro para todos os que observavam o universo de todos os outros pontos de vista.
Einstein era um perfeito discípulo de Spinoza. Mas não de Newton.
Para um observador imparcial do universo, todo o tempo, assim como todo o espaço, se tornaria presente a um único volver de olhos. Se um homem pudesse deslocar-se com uma velocidade superior a da luz, alcançaria seu passado e teria a data do seu nascimento relegada para o futuro. Veria os efeitos antes das causas e presenciaria os acontecimentos antes que eles sucedessem realmente.
“Diante de Deus, todos somos igualmente sábios e igualmente loucos”, disse. Era um artista. Observara que poucos dos chamados eruditos compreendiam a significação do pensamento especulativo. Era um estudioso solitário, “um pesquisador singular, taciturno, arredio”.
Apoderara-se dele uma “curiosidade demoníaca” de procurar o último esconderijo da verdade – a cadência íntima do movimento das estrelas na sinfonia de tempo e do espaço.
“Esta guerra é um crime selvagem e perverso. Eu preferiria ser cortado em pedaços a tomar parte em tão abominável ação”. Mas poucas pessoas lhe deram ouvidos. Durante o conflito, Einstein viveu num cosmo à parte, um universo de sua própria criação.
Os físicos – declarou – andavam fundamentalmente errados na sua crença de que os objetos caíam, no sentido de serem puxados na direção de um centro de gravitação. Na realidade, não existe “embaixo” – nem “em cima” no universo.
“Todos falam em mim e ninguém me entende”. Na verdade, ninguém desejava entender esse assombroso malabarista de ideias matemáticas.
Einstein continuaria a ser simplesmente ele mesmo. Odiava a riqueza. Não queria saber de dinheiro. O que o mundo mais necessitava – dizia – nunca se poderia comprar com dinheiro.
“Nas crianças reside a esperança do mundo”. “Esperemos”, disse aos seus amiguinhos, “que a vossa geração dê o exemplo à minha”.
Ali esperava continuar, pacífica e silenciosamente, o seu velho curso acadêmico de fraternidade humana e sonhos cósmicos.





Eu, Álison

domingo, 17 de março de 2013

Porque estamos aqui?

De onde vem o mal?
Existe um deus?
Qual é a fonte da vida?
Há sentido no que fazemos?
A minha realidade é o que eu penso ou isso é um fruto da minha imaginação doentia?


Quem sou eu?
Fui criado no momento do meu nascimento ou existia anteriormente?
De onde vim?
E após a morte, tudo termina ou vou para outro lugar?
E a vida, para que serve?
Tem algum propósito maior?





Eu, Álison

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Louis Pasteur

“Ele é o aluno mais dócil, menor e menos prometedor da minha classe”, escreveu o mestre de Louis Pasteur. Mas o menino tinha uma curiosidade insaciável.
“Tenha paciência e confie em mim”, escreveu o mal aventurado estudante. “Hei de conseguir maior êxito mais adiante”.
Padecia fome com frequência. “Mas, por sorte, eu também era sujeito a frequentes dores de cabeça, de modo que uma dor neutralizava a outra”.
“Não podemos ajuizar os teus ensaios”, escreveu-lhe o pai, “mas certamente podemos apreciar o teu caráter. Só nos tem dado motivos de satisfação”.
“Temo”, escreveu à mãe da moça, “que tenha Mlle. Marie ligue demasiada importância às primeiras impressões, que só me podem ser desfavoráveis. Não há nada em mim que atraia uma moça. Mas a experiência me diz que as pessoas gostam de mim depois que me conhecem melhor”. Poderia enganar-se, bem sabe. O tempo há de mostrar-lhe que, sob esta aparência fria e reservada, palpita um coração cheio de afeto por Mademoiselle.
“Estou sondando, o melhor que posso, o impenetrável mistério da Vida e da Morte”.
E assim, Pasteur lançou uma cruzada para eliminar uma dupla fonte de infecção – o micróbio físico, que atacava o corpo humano, o e “micróbio mental”, que tolhia o espírito humano.
No decorrer de suas pesquisas nesse campo, foi obrigado, como sempre, a combater não apenas contra a virulência da praga, mas também contra a virulência igualmente pertinaz dos preconceitos humanos.
Calmamente, como se ignorasse que estava cortejando a morte, sugou para dentro do tubo a peçonhenta saliva.
“Senhores... Vós me proporcionais a maior felicidade que pode ser experimentada por um homem cuja fé inabalável é que a ciência e a paz hão de triunfar sobre a ignorância e a guerra...”.






Eu, Álison

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sempre a perguntar

Todas as pessoas comentam que crianças pequenas estão sempre perguntando sobre as coisas. Se prosseguissem dessa forma por toda a vida dariam ótimos filósofos. Mas essa característica de perguntar é totalmente tolhida quando ela entra na escola e é obrigada a somente responder. Não há espaço para que ela encontre respostas para seus próprios questionamentos. Ela é obrigada a deixar a condição de curiosa e torna-se um robô mecanicamente treinado para responder perguntas que ela nem queria saber.







Eu, Álison

domingo, 25 de novembro de 2012

O motivo

Ter interesse em saber sobre suicídio não tem nada a ver com querer se matar. Tem a ver com querer saber o motivo pelo qual as outras pessoas se mataram.






Eu, Álison

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Em profundidade

Ele via as coisas em profundidade e com detalhes que os outros não viam. Ele observou e escreveu. A natureza reservada de Leonardo e sua curiosidade podem tê-lo induzido a observar de mais perto o lado sombrio da humanidade no seu próprio. Ele teria visto a morte de perto com muito mais frequência que nós no curso natural das coisas”.




Eu, Álison

sábado, 8 de setembro de 2012

Fazer por si mesmo

Não se deve estudar para impressionar os outros, nem para se ter um emprego melhor, nem para se conquistar dinheiro e fama. Isso tudo são consequências. O objetivo principal pelo qual você estuda deve ser para progresso pessoal. Você deve querer saber as coisas por vontade própria, porque você tem curiosidade de querer saber. Quando você estudar algo e ficar feliz por poder dizer: "Eu sei", mesmo que ninguém tenha lhe pedido para fazer isso, estará realmente entendendo o que é saber, o que é aprender e como isso te faz uma pessoa melhor. Não importa o que você estuda, não importa se é fácil ou difícil, o que vale é que você aprenda cada vez mais no decorrer da sua vida. A utilidade do seu conhecimento vai aparecer naturalmente com o passar do tempo, não se preocupe.

Na ciência existe sempre um lugar para surpresa, para o surpreendente. Você não pode ser apático com relação ao que estuda, você deve perceber a importância e a grandeza do que está aprendendo. Segundo Aristóteles, a filosofia nasce de uma atitude de assombro do homem em relação às coisas do mundo, um estado de encanto e surpresa, que o leva a procurar explicações para elas. Se você expandir esse estado de encanto a todas as ciências, tudo que você estudar lhe trará prazer e alegria. Você se transforma a cada palavra que lê, e quanto mais aprender, maior será. O progresso é contínuo e a evolução é constante. Basta que você se rebele contra a mesmice das coisas e queira ser alguém que pode realizar seus sonhos.






Eu, Álison

sábado, 11 de agosto de 2012

Você é realmente admirável


É difícil ver as pessoas e ver como elas realmente são.


Você vai encaixando peça por peça até, quem sabe um dia, encontrar a solução.





Eu, Álison

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Que seja à caneta

Que nossa história seja escrita à caneta.
Para que nenhum espírito mesquinho possa apagá-la.
Para que o Tempo não consuma o brilho dos momentos.
Para que o futuro não reduza a grandeza das pessoas, e para que elas, em um incerto amanhã, possam ler suas frases com um sorriso tranquilo.
Que as letras definam o essencial e destaquem o sublime.
Que ela seja redigida com calma e sensatez, para que não tomemos as decisões equivocadas.
Que ela seja cheia de ironias, metáforas e alegrias.
Que ela contenha frases diretas e claras, mas que nela também haja versos pressupostos.
Que nenhuma das folhas seja escrita pela metade e que todas as páginas possam trazer um detalhe que desperte algo que está adormecido dentro de cada um.
Que ela seja cheia de pontos.
Pontos de interrogação que despertem a curiosidade.
Pontos de exclamação que expressem a surpresa.
Que ela tenha vírgulas e reticências que a torne mais atraente.
Que cada nova linha simbolize um sonho que o destino tornou real; e que haja muitas novas linhas.
Que comecemos nossa história com uma letra maiúscula no momento que nascemos e que por sorte, o ideal se realize, e que coloquemos um ponto final somente quando morrermos, jamais antes, para que possamos viver plenamente tudo o que há.
E para o que não há ao nosso redor, nós possamos fazer haver dentro de nós.
E para o que não há nem mesmo dentro de nós, possamos encontrar alguém que nos conceda o dom de fazer haver o invisível aos olhos.
Porque talvez você mude. Talvez você seja diferente. E talvez seu ponto final não seja, no fim das contas... O fim.





Eu, Álison

domingo, 17 de junho de 2012

domingo, 1 de abril de 2012

Fantástico!

“Contam que uma vez se reuniram todos os sentimentos e qualidades dos homens em um lugar da terra. Quando o ABORRECIMENTO havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre muito louca, propôs: - Vamos brincar de esconde-esconde? A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE sem poder conter-se perguntou: - Esconde-esconde? Como é isso? - É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará o meu lugar para continuar o jogo.

 O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA. A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou por convencer a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada. Mas nem todos quiseram participar: a VERDADE preferiu não esconder-se. “Para que, se no final todos me encontram?”- pensou. A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não se arriscar. - Um, dois, três, quatro… – Começou a contar a LOUCURA. A primeira a esconder-se foi a PRESSA que caiu atrás da primeira pedra no caminho.

A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra do TRIUNFO que, com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta. A GENEROSIDADE quase não conseguiu esconder-se, pois cada local que encontrava parecia perfeito para algum de seus amigos: se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o voo de uma borboleta, o melhor para VOLÚPIA; se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim acabou escondendo-se num raio de sol. O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cômodo, mas apenas para ele. A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira! ela se escondeu mesmo foi atrás do arco-íris) e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões.

O ESQUECIMENTO… não me recordo onde se escondeu, mas isso não é o mais importante… Quando a LOUCURA já estava lá pelos 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou uma rosa e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas pétalas. - Um milhão! – terminou de contar a LOUCURA e começou a busca. A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos da pedra. Depois, escutou-se a FÉ discutindo zoologia com DEUS no céu. Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões. Em um descuido, encontrou a INVEJA e claro, pode-se deduzir onde estava o TRIUNFO. O EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo. Ele sozinho saiu de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas. De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede e ao se aproximar de um lago, descobriu a BELEZA. A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois estava sentada em uma cerca sem saber de que lado esconder-se…

E assim foi encontrando todos: o TALENTO entre as ervas frescas, a ANGÚSTIA numa cova escura, a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira! na verdade estava no fundo do oceano) e até o ESQUECIMENTO, a quem já  havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde. Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local…

A LOUCURA procurou em baixo de cada rocha do planeta, atrás de cada árvore, em cima de cada montanha… Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral. Pegou uma forquilha e começou a remover os ramos, quando, no mesmo instante, escutou um grito de DOR. Os espinhos haviam ferido o AMOR nos olhos. A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se. Chorou, rezou, implorou, pediu desculpas e perdão e prometeu ser seu guia eternamente… Desde então: O AMOR ficou cego e a LOUCURA sempre o acompanha!”





Eu, Álison

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sempre mais

"Era incansável ao observar e insaciável ao aprender. Propunha-se continuamente novas indagações, mas dava a impressão que as queria absorver apenas para si."





Eu, Álison

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O Capitão

"Não havia entre os homens quem lhe pudesse pedir contas de seus atos! Deus, se acreditasse Nele, e a sua consciência, se tivesse, eram os seus únicos juízes.
Estas reflexões atravessaram-me o espírito, enquanto aquele estranho personagem calava-se, absorto e como entregue a tumulto interior.  Eu o contemplava com pavor misto de curiosidade, decerto sentindo emoção análoga à que sofreu Édipo ao fitar a Esfinge."





Eu, Álison