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domingo, 4 de maio de 2014

In your embrace

Na maioria das vezes são os sonhos que se tornam realidade, mas no meu caso consegui transformar a realidade em sonho. Apesar de ter sido uma realidade da qual não participei, o sentimento provavelmente foi parecido. Ah, sim, o sentimento...






Eu, Álison

sábado, 22 de março de 2014

Janela da Alma - Parte 1

Os textos que seguem foram retirados de um documentário chamado Janela da Alma, em que várias pessoas com problemas visuais comentam sobre a importância da visão em suas vidas. Não mencionei todas, apenas as que chamaram minha atenção, mas você pode procurar e olhar esse documentário por completo, pois vale a pena. Ele te faz pensar muitas coisas que você nem imaginava. Pelo menos eu não imaginava. Como o texto é grande, vou publicar em partes.

Nós não temos, por exemplo, os olhos como os têm a águia e o falcão. Nós vivemos dentro de uma possibilidade de ver, que é nossa, e nem ver, supondo que os nossos olhos são olhos sãos, normais, e nem ver nem de menos, nem demais. E para tornar isto claro, eu digo que, se o Romeu da história tivesse os olhos de um falcão provavelmente não se apaixonaria por Julieta, porque os olhos dele veriam uma pele que, enfim, veriam uma pele que provavelmente não seria agradável de ver. Porque a acuidade visual do falcão, cujos olhos o Romeu teria, não mostraria a pele humana tal como nós a vemos. - José Saramago

A realidade real não existe, na verdade. É sempre um olhar, é sempre um olhar condicionado. Cada experiência de olhar é um limite. A gente não conhece as coisas como elas são, mas só mediado pela nossa experiência. - Paulo Cezar Lopes

Portanto, saber o que é realidade... Bom, se eu acreditar que Deus fez os meus olhos para que eu visse a realidade tal como ela é, então estou bem, mas como nós sabemos que não é assim, então não vale a pena estarmos a perder tempo com isso. - José Saramago

Se o olho é a janela da alma, então você tem que olhar por essa janela com outro olho, e esse outro olho também é a janela da alma. Você tem que olhar por essa janela com outro olho. Quer dizer, a janela não olha. Quem olha é um olho através da janela. Num certo sentido, é uma metáfora complicada que leva a um tipo de coisa que não resolve o problema real de explicar o que é a visão, porque... Você vai ao infinito com essa história da janela da alma, entende? E nunca chega, na verdade, à própria alma. - Antônio Cícero

Mas vocês não são videntes clássicos, vocês são cegos, porque, atualmente, vivemos em um mundo que perdeu a visão. A televisão nos propõe imagens prontas e não sabemos mais vê-las, não vemos mais nada porque perdemos o olhar interior, perdemos o distanciamento. Em outras palavras, vivemos em uma espécie de cegueira generalizada. Eu também tenho uma pequena televisão e assisto-a sem enxergar. Mas há tantos clichês que não é preciso que eu veja fisicamente para entender o que está sendo mostrado.
Já era cego quando tirei minhas primeiras fotos, no colégio. Na época, minha irmã tinha comprado uma Zork 6, uma máquina russa. Ela me emprestou a máquina, e tirei algumas fotos de colegas na escola. Depois, levei a um fotógrafo, que já morreu. Ele o revelou e aconteceu um milagre: lá estavam as imagens. Fiquei chocado e surpreso. Disse a mim mesmo: "Não vejo as imagens, contudo sou capaz de fazê-las". Essa é minha sobrinha Verônica, a quem fotografei em um campo que vira há muito tempo. Pedi a ela que dançasse e corresse. Ela usava um sininho que eu escutava. Na verdade, fotografei o sininho, mas este não pode ser visto. Trata-se, então, de uma fotografia do invisível.
Às vezes percebo por mim mesmo, ou escuto e oriento a máquina em direção à voz. Às vezes alguém me conta. Às vezes são os livros que me contam. Às vezes é meu coração que me conta. Às vezes apaixono-me por uma paisagem ou por uma mulher e tento torná-la mortal, pois minhas fotos são bíblicas. Se faço nus de mulheres, faço-o por razões bíblicas, pois quando Adão e Eva se deram conta de que estavam nus compreenderam também que haviam se tornado mortais. Eis porque fotografo a mortalidade das mulheres. É um pouco trágico, mas é belo ao mesmo tempo. É preciso dar-se conta da mortalidade das mulheres para amá-las mais ao longo da vida e do tempo.
Atualmente eu prefiro olhar ao vivo. Isso é muito importante. Não devemos falar a língua dos outros, nem utilizar o olhar dos outros, porque neste caso existimos através do outro. É preciso tentar existir por si mesmo. - Eugen Bavcar





Eu, Álison

sábado, 25 de janeiro de 2014

Mas eu não quero o presente

Vive, dizes, no presente;
Vive só no presente.
Mas eu não quero o presente,
quero a realidade;
Quero as coisas que existem,
não o tempo que as mede.

Fernando Pessoa







Eu, Álison

sábado, 28 de setembro de 2013

Ou se apenas pensa demais



Ao ver uma pessoa triste, nunca sei se ela tem motivos ou se apenas pensa demais. O simples ato de pensar em excesso te leva a uma discordância infinita com a realidade. Quem muito pensa enxerga o mundo sem enfeite, sem maquiagem. Grandes pensadores carregam dores maiores do que conseguem descrever.






Eu, Álison

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Não passa de insanidade

A loucura já está na mente,
Apenas desperta a incompetente,
de forma indecente!
Talvez em mim, em muita gente…
Passa por mim ou por outrem,
como se não passa-se por ninguém.
Com razão se tolera, é uma fera
que nasce de muita espera
por algo que não se tem
e um dia já se teve…
E o que se têm na realidade,
Não passa de Insanidade…






Eu, Álison

domingo, 17 de março de 2013

Porque estamos aqui?

De onde vem o mal?
Existe um deus?
Qual é a fonte da vida?
Há sentido no que fazemos?
A minha realidade é o que eu penso ou isso é um fruto da minha imaginação doentia?


Quem sou eu?
Fui criado no momento do meu nascimento ou existia anteriormente?
De onde vim?
E após a morte, tudo termina ou vou para outro lugar?
E a vida, para que serve?
Tem algum propósito maior?





Eu, Álison

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Mas esse vazio é ele próprio

O termo esquizóide refere-se ao indivíduo cuja totalidade de experiência divide-se em dois principais sentidos: em primeiro lugar, uma ruptura em seu relacionamento com o mundo e, em segundo, uma ruptura na relação consigo mesmo. Tal pessoa é incapaz de sentir-se "junto com" os outros, ou "à vontade" no mundo. Pelo contrário, experimenta uma desesperadora solidão e isolamento.

O esquizofrênico está desesperado, ou simplesmente sem esperanças. Precisamos reconhecer todo o tempo sua singularidade e diferenciação, sua separação, solidão e desespero. A esquizofrenia não pode ser compreendida sem que se compreenda o desespero.

"Eu discuto a fim de preservar minha existência". É possível dizer que se, de fato, imaginava que a perda de uma discussão colocaria em perigo sua existência, neste caso estava "fortemente desligado da realidade".

Ele se sente como um homem que se salva do afogamento somente pela mais estrênua, constante e desesperada atividade. A principal manobra usada para preservar a identidade sob pressão do temor da absorção é o isolamento. Ser compreendido corretamente é ser absorvido, cerceado, devorado, mergulhado, comido, sufocado, abafado pelo que se supõe seja a ampla compreensão da outra pessoa. Ser sempre mal interpretado é penoso e causa sensação de isolamento, mas pelo menos deste ponto de vista existe uma certa segurança no isolamento.

O indivíduo sente que, como o vácuo, está vazio. Mas esse vazio é ele próprio. Embora de outros modos anseia para que o vazio seja preenchido, teme a possibilidade de que isso aconteça porque passou a achar que a única coisa que ele pode ser é o medonho nada desse mesmo vácuo.

"Seis semanas mais tarde novamente defendeu-se com todas as forças contra a extinção do fogo de sua vida, até finalmente apagar-se de todo, espiritual e mentalmente. Daí em diante, há anos, é como uma cratera extinta".





Eu, Álison

sábado, 15 de setembro de 2012

A realidade

Se, quando perguntassem como você está, ao invés de dizer que está bem, você dissesse realmente como se sente, muitas pessoas ficariam tristes.






Eu, Álison



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Você precisa perceber

Quando você perceber que a maioria das pessoas sofre muito mais do que você, você vai calar a boca e parar de reclamar.










Eu, Álison

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O real não é real

Podem existir milhões de realidades alternativas para cada realidade.
Negativo e positivo são a mesma coisa, o real e o irreal também.
Esse livro diz que só existe se eu achar que existe. E se eu achar que não?
O que eu andei lendo, realmente eu acho que não existo.
E se o meu pensamento for a única coisa que me faz existir?
Às vezes, eu posso ver o tempo parando e a minha própria existência se desfazendo.
A luz não é nada mais que uma onda, isso significa que... Que nada é real. A realidade é só... Ah, meu Deus, está acontecendo!

Aqui é a realidade, estou em toda parte, em nenhuma parte. Eu sou nada e sou tudo.

Isso foi bem esquisito!

Sabe, hoje eu aprendi uma lição. A base de todo raciocínio é a conscientização de nossa mente. Todos nós somos como atores que entram e saem do palco. E nossa consciência representa o palco da vida que está presente em nós.


Nem parece South Park. Tudo em um único episódio!



Eu, Álison

sábado, 10 de setembro de 2011

A sua capacidade



de enxergar tão
a frente de sua 
realidade cotidiana
é uma das coisas que
o tornaram
eternamente popular.







Eu, Álison