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sábado, 17 de janeiro de 2015

Desculpem, é a última vez

Relíquia s.f. Coisa preciosa e pouco vulgar; Objeto que merece um grau maior de cuidado e atenção; Coisa preciosa e mais ou menos antiga, à qual se dedica grande estima; Coisa preciosa, rara; Objeto de grande valor em função de ser raro ou antigo;

 O que nos resta de uma pessoa que existiu e que nos foi cara.





 Eu, Álison


qdeixou de existir e ue nos resta de uma pessoa que deixou de existir, e que nos foi cara.

"relíquia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/rel%C3%ADquia [consultado em 17-01-2015].
O que nos resta de uma pessoa que deixou de existir, e que nos foi cara.
4. Coisa considerada de grande valor por ser rara ou antiga.

"relíquia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/rel%C3%ADquia [consultado em 17-01-2015].
O que nos resta de uma pessoa que deixou de existir, e que nos foi cara.
4. Coisa considerada de grande valor por ser rara ou antiga.

"relíquia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/rel%C3%ADquia [consultado em 17-01-2015].
O que nos resta de uma pessoa que deixou de existir, e que nos foi cara.
4. Coisa considerada de grande valor por ser rara ou antiga.

"relíquia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/rel%C3%ADquia [consultado em 17-01-2015].
O que nos resta de uma pessoa que deixou de existir, e que nos foi cara.
4. Coisa considerada de grande valor por ser rara ou antiga.

"relíquia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/rel%C3%ADquia [consultado em 17-01-2015].

domingo, 10 de agosto de 2014

sábado, 2 de agosto de 2014

Você já escutou o silêncio? - VII

Sonho de igualdade


Desculpem, mas tive um sonho

Estava num lugar muito estranho
O que mais chamava a atenção
O que mais tinha de diferente
Era que não havia comemorações
Como as nossas
Não havia os mesmos feriados

Festas apenas para a natureza
Plantio e colheita
Final e início de ciclos
Dançavam com as estações
Solstícios

Sem dia das mulheres
Sem dia das crianças
Nem mesmo das mães, dos pais
Dos negros, da independência
Nenhum dia do renascimento
Simplesmente nada desse tipo
Todos os dias eram iguais
Mesmo assim, especiais

Não havia distinções
Por isso não precisavam comemorar nada
Não havia minorias

Não havia desprezados para serem lembrados
Nem um dia do ano

Sim, havia algumas diferenças
Mínimas, sem muita importância
Apenas o suficiente para tornar cada um único
Apenas para identificar e diferenciar um do outro
Nada que lhes desse valor ou mérito
Para todos os efeitos, todos eram iguais

As diferenças eram só externas
O tamanho, o sexo, a cor, a origem, a idade...
Só detalhes externos
Internamente todos eram iguais
Todos eram humanos

Desculpem, foi só um sonho...





Eu, Álison

domingo, 6 de julho de 2014

Nunca será o bastante









Eu, Álison

É o afeto justo

Não quero que você concorde com isso, mas leia com a mente aberta.
Porque se ele [o ódio] não fosse real, a gente não precisaria ter medo dele. É porque ele é real, é porque, às vezes, a gente tem que fazer guerra, é porque, às vezes, a gente tem que matar, é porque, às vezes, tem gente na humanidade que não dá para você amar, não dá para conviver.

Não adianta você dizer que todo filho, toda mãe, todo pai se amam. Senão não precisava de psicólogo. É bom ter melhor salário, mas nem por isso vai deixar de ter razão para odiar. É bom você ter um governo mais justo, mas nem por isso vai deixar de ter razão para odiar. É bom você ter melhor escola, mas nem por isso vai deixar de ter razão para odiar. Por que você não consegue fazer o ser humano ser bom por lei. E se o ser humano virasse bom não seria mais o ser humano. O ser humano é o que ele é. É assim que ele sobreviveu.

O ser humano odeia. Seja lá por que razão for. A gente mata. Alguns acham que você mata por causa de Deus, mas você pode matar porque você é contra Deus. O ser humano é fraco, medroso, precário, mentiroso sobre suas próprias angústias. A hipocrisia é parte da base da moral pública. Organização eficaz da agonia pode ser entendida como o modo como a seleção natural nos levou a conviver com esse monstro que a gente tem ou com essa fragilidade interna.

Quando você diz que todas as pessoas devem ser amadas, é como se você causasse a destruição das diferenças entre as pessoas que merecem realmente ser amadas e as que não merecem, porque mesmo você sendo a pessoa mais sortuda do mundo, deve conhecer no mínimo uma pessoa que você imagina que não merece, ou não deve, ser amada. Algumas pessoas na nossa vida, ou na vida dos outros, conquistam o amor, por uma série de razões. E outras não. Elas conquistam o ódio.
A ideia de que você deve ou consegue amar todas as pessoas é (teoricamente) muito nobre, aliás, uma das mais nobres. Mas na prática, é uma impossibilidade que é evidente por si só. Basta você pensar em todas as pessoas más que existem e que, por motivos lógicos, você não ama, para perceber que só o fato de elas serem o que são já é suficiente para você mantê-las longe. Dizer isso é horrível, mas por mais duro que pareça, você precisa reconhecer que, às vezes, o ódio é o afeto justo.







Eu, Álison

segunda-feira, 12 de maio de 2014

sábado, 10 de maio de 2014

Só tem um problema

“Loucura?! Mas afinal, o que vem a ser a loucura? Um enigma... Por isso mesmo é que às pessoas enigmáticas, incompreensíveis, se dá o nome de “loucos”. Pelo contrário, um reduzido número de indivíduos vê objetos com outros olhos, chama-lhes outros nomes, pensa de maneira diferente, encara a vida de modo diverso. Como estão em minoria... São doidos. O meu amigo não pensava como toda a gente... Eu não o compreendia: chamava-lhe doido... Eis Tudo".






Eu, Álison

sábado, 12 de abril de 2014

É diferente

- Você parece cansado. Talvez esteja doente. Deveria descansar um pouco.
- Mas eu já descansei.
- Mas como? Você esteve esse tempo todo comigo.
- Exatamente. Consegue imaginar melhor descanso do que estar com você?







Eu, Álison

Não necessariamente é daquele jeito

O texto que segue foi retirado da biografia de Johannes Brahms, compositor de música clássica. O autor comenta sobre o desinteresse do músico com sua aparência física. Isso serve claramente para demonstrar como a aparência nada tem a ver com as qualidades de uma pessoa. Nesse caso, por mais desleixado que Brahms pudesse parecer, isso em nada impediu que ele se tornasse o gênio que era.
Porque aquilo que você está enxergando não necessariamente é daquele jeito.


 E como se quisesse acrescentar um novo símbolo ao seu caráter de eremita, deixou crescer uma barba que, com o tempo, se tornou branca e majestosa - e que lhe servia, além disso, para esconder o colarinho aberto, pois raramente usava gravata. À medida que envelhecia, tornava-se maior e mais pronunciado seu desleixo. Era, no íntimo, um camponês, que se agradava dos trajes grosseiros e das grosseiras gargalhadas dos camponeses. Trazia sempre um velho chapéu estragado que se diria ter saído de um cinzeiro. Nas mais rigorosas cerimônias envergava camisas de flanela sem mangas. As calças surradas apenas lhe chegavam aos sapatos. Certa noite, numa festa, como a conversa passasse a versar sobre meias, escandalizou um grupo de velhas senhoras vienenses observando: Vejam como são elegantes as minhas meias". E levantou a calça para mostrar um tornozelo nu. Via-se-lhe, de ordinário, um remendo no assento das calças e nos cotovelos do paletó de alpaca. Raramente trocava de roupa. Atirava-a de qualquer maneira dentro da mala quando tinha de viajar, e deixava-a espalhada pelo chão quando vinha dormir em casa. Nunca ninguém o viu passá-la a ferro. Persuadiram o alfaiate dele a cortar-lhe um par de calças que tivesse o comprimento adequado, mas quando Brahms as recebeu, cortou-lhe até que lhe ficaram acima dos sapatos. Nem sempre, no entanto, era muito acurado em seus cortes, de modo que, muitas vezes, aparecia com uma perna mais comprida do que a outra. Mesmo enquanto jovem, antes de se lhe confirmarem os hábitos de solteirão, demonstrava o mesmo relaxamento no tocante à aparência física.
Toda vez que se lhe rasgava as calças ele reunia os pedaços rasgados com lacre. "O que atrapalhava é que o lacre não durava muito tempo".





Eu, Álison

sábado, 5 de abril de 2014

Beautiful things

Every day I discover
more and more
beautiful things.
It’s enough to drive one mad.
I have such a desire
to do everything,
my head is bursting with it.







Eu, Álison

Then love might pass you by

 

Então nossa diferença poderia ser minha casa.
O que senti lendo suas cartas poderia ser meu alimento
Mas eu acho que você já foi embora. E eu nem te disse que...






Eu, Álison

domingo, 30 de março de 2014

Não são coisas



- Mas o presente... Não era algo importante?
- Não, não, a pessoa que me deu é que é importante.





Eu, Álison

sábado, 22 de março de 2014

Pois eu vos digo:



 "Mas, bem-aventurados são os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem." - Mateus 13: 16.






Eu, Álison