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sábado, 2 de agosto de 2014

Você já escutou o silêncio? - VII

Sonho de igualdade


Desculpem, mas tive um sonho

Estava num lugar muito estranho
O que mais chamava a atenção
O que mais tinha de diferente
Era que não havia comemorações
Como as nossas
Não havia os mesmos feriados

Festas apenas para a natureza
Plantio e colheita
Final e início de ciclos
Dançavam com as estações
Solstícios

Sem dia das mulheres
Sem dia das crianças
Nem mesmo das mães, dos pais
Dos negros, da independência
Nenhum dia do renascimento
Simplesmente nada desse tipo
Todos os dias eram iguais
Mesmo assim, especiais

Não havia distinções
Por isso não precisavam comemorar nada
Não havia minorias

Não havia desprezados para serem lembrados
Nem um dia do ano

Sim, havia algumas diferenças
Mínimas, sem muita importância
Apenas o suficiente para tornar cada um único
Apenas para identificar e diferenciar um do outro
Nada que lhes desse valor ou mérito
Para todos os efeitos, todos eram iguais

As diferenças eram só externas
O tamanho, o sexo, a cor, a origem, a idade...
Só detalhes externos
Internamente todos eram iguais
Todos eram humanos

Desculpem, foi só um sonho...





Eu, Álison

domingo, 4 de maio de 2014

In your embrace

Na maioria das vezes são os sonhos que se tornam realidade, mas no meu caso consegui transformar a realidade em sonho. Apesar de ter sido uma realidade da qual não participei, o sentimento provavelmente foi parecido. Ah, sim, o sentimento...






Eu, Álison

sábado, 3 de maio de 2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Queria saber uma coisa

- Depois de ganhar esse presente, se te perguntassem o nome do que você está sentindo, o que diria?
- Diria que ainda não há um nome para o que estou sentido.
- Certo, mas e se, ao invés de dizer o que está sentindo, tivesse de dizer algo sobre a pessoa que te deu o presente, o que diria?
- Eu diria que ainda não há um nome para o que ela é.
- Pelo menos posso ver o presente que essa pessoa te deu?
- Não.
- Mas por quê?
- Não é um presente visível. É um presente sensível.






Eu, Álison

sábado, 8 de março de 2014

Look back in my eyes

Close my eyes
Feel you sigh
A desperate aching wonder
Will you ever, ever let me off my knees?
 
 Wide awake
Like a dream
As simple as a secret
Being told, told to everyone but me

Will I
Bleed out
I gave it all
But you can't stop taking from me
And way down I know
You know where to cut me
With your eyes closed
Bleed out
It won't be long
Til this heart stops beating
So don't let me
Bleed out here alone
Hear my plea
You won't hear my plea

Another day
Come undone
I keep trying to heal your pain
In return, you cut me over and over
One more time and I will

Bleed out
I gave it all
But you can't stop taking from me
And way down I know
You know where to cut me
With your eyes closed
Bleed out
It won't be long
Til my heart stops beating
So don't let me
Don't leave me
Bleeding alone

I finally feel like I'm supposed to be,
Don't you take this moment away from me
But before you kill me won't you
Won't you look back in my eyes and watch me

Bleed out
I gave it all
But you can't stop taking from me
And way down I know
You know where to cut me
With your eyes closed
Bleed out
It won't be long
Til my heart stops beating
So don't leave me don't let me
Bleed out here alone
Hear my plea

Fecho os olhos. Sinto você suspirar. A desesperada maravilha ferida. Será que você nunca, nunca vai deixar que eu fique de pé?
Bem acordado, como um sonho. Tão simples como um segredo sendo dito, dito para todos, menos para mim.
Irei eu sangrar. Eu te dei tudo, mas você não consegue parar de tomar de mim. E de toda forma você sabe onde me cortar com os olhos fechados. Sangrar. Não vai demorar até este coração parar de bater, então não me deixe sangrar aqui sozinho. Ouça minha súplica. Você não vai ouvir o meu apelo.
Outro dia. Venha desfazer. Eu continuo tentando curar sua dor. Em troca, você me cortar mais e mais. Mais uma vez e eu vou.
Sangrar. Eu te dei tudo, mas você não consegue parar de tomar de mim. E de toda forma você sabe onde me cortar com os olhos fechados. Sangrar. Não vai demorar até meu coração parar de bater, então não me deixe, não me deixe sangramento sozinho.
Eu finalmente sinto que sou o que devia ser. Não afaste este momento de mim. Mas antes de você me matar, você não vai, não vai olhar para trás em meus olhos e me ver.
Sangrar. Eu te dei tudo, mas você não consegue parar de tomar de mim. E de toda forma você sabe onde me cortar com os olhos fechados. Sangrar. Não vai demorar até meu coração parar de bater, então não me deixe, não me deixe sangrar aqui sozinho. Ouça minha súplica.






Eu, Álison

sábado, 22 de fevereiro de 2014

sábado, 25 de janeiro de 2014

sábado, 28 de dezembro de 2013

And you let her go

Staring at the bottom of your glass
Hoping one day you'll make a dream last
But dreams come slow and they go so fast
You see her when you close your eyes
Maybe one day you will understand why
Everything you touch surely dies

Staring at the ceiling in the dark
Same old empty feeling in your heart
Love comes slow and it goes so fast
Well you see her when you fall asleep
But to never to touch and never to keep
Because you loved her to much
And you dive too deep

'Cause you only need the light when it's burning low
Only miss the sun when it starts to snow
Only know you love her when you let her go
Only know you've been high when you're feeling low
Only hate the road when you're missin' home
Only know you love her when you let her go
And you let her go 

Olhando para o fundo do seu copo esperando que um dia você faça um sonho durar, mas sonhos chegam devagar e passam tão rápido. Você a vê quando fecha os olhos. Talvez um dia você entenda o porquê. Tudo o que você toca, certamente, morre.
Olhando para o teto no escuro. O mesmo velho sentimento de vazio em seu coração. O amor chega devagar e passa tão rápido. Bem, você a vê quando dorme, mas para nunca pode tocá-la e nunca pode mantê-la porque você a amava tanto e mergulhou tão fundo.
Pois você só precisa da luz quando está escurecendo. Só sente falta do sol quando começa a nevar. Só sabe que a ama quando a deixa ir. Só sabe que estava bem quando está se sentindo mal. Só odeia a estrada quando está com saudade de casa. Só sabe que a ama quando a deixa ir. E você a deixou ir.






Eu, Álison

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Apenas de tormentos

É uma verdade incrível como a existência da maior parte dos homens é insignificantes e destituída de interesse, vista exteriormente, e como é surda e obscura sentida interiormente. Consta apenas de tormentos, aspirações impossíveis; é o andar cambaleante de um homem que sonha através das quatro épocas da vida, até a morte, com um cortejo de pensamentos triviais. Os homens assemelham-se a relógios a que se dá corda e trabalham sem saber a razão. E sempre que um vem a este mundo, o relógio da vida humana recebe corda novamente, para repetir, mais uma vez, o velho e gasto estribilho da eterna caixa de música, frase por frase, com variações imperceptíveis.


Quando a ponta do véu de Maia (a ilusão da vida individual) se ergue diante dos olhos de um homem, de tal modo que já não faz diferença egoísta entre si mesmo e o restante dos homens, e interessa-se pelos sofrimentos dos outros como pelos próprios, tornando-se assim caritativo até à dedicação, pronto para sacrificar-se pela salvação de seus semelhantes, esse homem, chegado assim ao ponto de se reconhecer a si mesmo em todos os seres, considera como os seus sofrimentos infinitos de tudo quando vive, e apodera-se, dessa forma, da dor do mundo. Nenhuma miséria lhe é indiferente, todos os tormentos que vê e tão raramente lhe é dado amenizar, todas as angústias de que ouve falar, inclusive aquelas que lhe é possível conceber, perturbam-lhe o espírito como se fosse ele a vítima.
Insensível às alternativas de bens e de males que lhe sucedem em seu destino, livre de todo o egoísmo, penetra os véus da ilusão individual; tudo quanto vive, tudo quanto sofre, está igualmente junto de seu coração. Imagina o conjunto das coisas, a sua essência, a sua eterna passagem, os esforços vãos, as lutas íntimas, e os sofrimentos intermináveis; para qualquer lado que se volte, vê o homem que sofre. o animal que sofre, e um mundo que se desvanece eternamente. E une-se tão estritamente às dores do mundo como o egoísta a si mesmo. Como poderia ele, com tão grande conhecimento do mundo, afirmar com desejos incessantes a sua vontade de vida, e prender-se cada vez mais estritamente à vida?








Eu, Álison

sábado, 26 de outubro de 2013

A distância nos seus olhos

Eu pensei tê-la visto sorrindo, pensei tê-la visto cantando. Eu acho que pensei tê-la visto tentando. Mas aquilo foi só um sonho.


Acho que já falei demais.





Eu, Álison

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Daquilo que não ficou

pessoas deviam poder evaporar
quando quisessem
não deixar por aí
lembranças, pedaços, carcaças
gostas de sangue, caveira, esqueletos
e esses apertos no coração
que não me deixam dormir

Olinda Wischral






Eu, Álison

sábado, 24 de agosto de 2013

Selene, a Lua

Nocturnal poetry:
Dressed in the whitest silver, you'd smile at me
Every night I wait for my sweet Selene

But, still...

Solitude's upon my skin
A life that's bound by the chains of reality
Would you let me be your Endymion?

I would bathe in your moonlight and slumber in peace
Enchanted by your kiss in forever sleep

But until we unite
I live for that night
Wait for time
Two souls entwine

In the break of new dawn
My hope is forlorn
Shadows, they will fade
But I'm always in the shade
Without you...

Serene and silent sky
Rays of moon are dancing with the tide
A perfect sight, a world divine

And I...

The loneliest child alive
Always waiting, searching for my rhyme
I'm still alone in the dead of night

Silent I lie with smile on my face,
Appearance deceives and the silence betrays

As I wait for the time
My dream comes alive
Always out of sight
But never out of mind

And under waning moon
Still I long for you
Alone against the light
Solitude am I

In the end, I'm enslaved by my dream
In the end, there's no soul who'd bleed for me

Hidden from daylight I'm sealed in my cave
Trapped in a dream that is slowly turning to a nightmare

Where I'm all alone.
Venial is life when you're but a dream
The book is still open, the pages as empty as me...

I cling to a hope that's beginning to fade,
Trying to break the desolation I hate

But until we unite
I live for that night
Wait for time
Two souls entwine

In the break of new dawn
My hope is forlorn
We will never meet
Only Misery and me

This is my final call
My evenfall
Drowning into time
I become the night

By the light of new day
I'll fade away
Reality cuts deep
Would you bleed with me My Selene

Poesia noturna. Vestida na mais branca prata, você sorria para mim. Todas as noites eu espero pela minha doce Selene, mesmo assim... Solidão em minha pele, uma vida presa pelas correntes da realidade. Você me deixaria ser seu Endimião? Eu me banharia em seu luar e descansaria em paz, encantado pelo seu beijo num sono eterno.

Mas até que nos unamos eu vivo por essa noite. Esperando pela hora que duas almas se encontrarão. No raiar de um novo dia minha fé é renovada. Sombras desaparecerão, mas eu estou sempre nas sombras sem você...

Silencioso e sereno céu. Raios da lua dançando com a maré. Uma vista perfeita, um mundo divino, e eu... A mais solitária criança viva sempre esperando, procurando pela minha rima. Eu ainda estou sozinho no fim da noite. Silencioso eu espero com um sorriso no meu rosto. Aparência trai e o silencio engana.

Enquanto eu espero pela hora, meus sonhos virarão realidade. Sempre fora de alcance, mas nunca fora da mente. E abaixo da lua minguante eu ainda espero por você. Sozinho contra a luz, eu sou a solidão.

No fim, eu sou escravizado pelos meus sonhos. No fim, não há alma que sangraria por mim. Escondido da luz do dia, estou trancado em minha caverna, preso em um sonho que está lentamente se tornando um pesadelo. Aonde estou sozinho. A vida é perdoável quando você não passa de um sonho. O livro ainda está aberto, as páginas são tão vazias quanto eu. Eu me agarro a uma esperança que está começando a desaparecer, tentando quebrar a desolação que eu odeio.

Mas até que nos unamos, eu vivo por essa noite. Esperando pela hora que duas almas se encontrarão. No raiar de um novo amanhecer minha fé é abandonada. Nunca nos encontraremos, apenas miséria e eu. Esse é meu ultimo chamado. Minha queda. Me afogando no tempo, eu me torno a noite. No raiar de um novo dia eu desaparecerei. A realidade corta fundo. 
Você sangraria comigo minha Selene?

- Letra e tradução da música "My Selene", da banda Sonata Arctica.





Eu, Álison

domingo, 14 de julho de 2013

Que eu mostro-te quem eu sou

Eu estive lá com você naquela noite em que estava sozinha.
Naquela noite que passou pensando.
Naquela noite que chorou de medo.
Naquela noite que ficou sonhando.

Eu estive lá com você naquela noite em que ficou escrevendo.
Naquela noite que esteve com raiva.
Naquela noite em que chorou de saudade.
Naquela noite que passou acordada.

Eu estive lá com você naquela noite em que esteve lendo.
Naquela noite que pensou na vida.
Naquela noite em que chegou ao limite.
Naquela noite em que eu te disse:
Mostra-me quem tu és
Que eu mostro-te quem eu sou. De verdade.
E hoje somos um.






Eu, Álison

domingo, 16 de junho de 2013

My lonely night

You use to with me in my dreams, but tonight girl, is only you and me.


And I dream about all the time.






Eu, Álison

Quando não tem luz

Um filho pergunta à mãe: "O que a gente vai fazer agora que faltou luz?" e a mãe responde: "Nós vamos dormir". E lá se vão meia dúzia de humanos com histórias, desejos, projetos, sonhos... Cada um com a possibilidade de cantar um pouco para o outro, fazer uma poesia, contar uma história, dar risada... E eles escolhem ir dormir...







Eu, Álison

domingo, 26 de maio de 2013

Enquanto estiver vivo



Nunca vou saber o que teria acontecido se aquele sonho tivesse continuado... Mas depois que eu morrer... Aí é outra história.






Eu, Álison

sábado, 18 de maio de 2013

E assim foi escrito

Vou morrer hoje. Um buraco de terra granulada me aguarda. Um final justo para um homem consumido pela morte a vida inteira. Aceite esse beijo na testa.


Não sei, fiquei meio louco.

- Senhor, é Edgar Poe, não é verdade?
- Sou... Por mais alguns minutos... Senhor ajude minha pobre alma.

Aceite este beijo na testa.
e, partindo de ti agora,
muito a dizer nesta franca hora
Você não está errado, quem diria
que meus sonhos têm sido o dia;
Ainda se a esperança fosse um açoite
em um dia, ou numa noite,
numa visão, ou em ninguém
É isso então o que está aquém?
Tudo o que vejo, tudo o que suponho
É só um sonho dentro de um sonho.

As ondas quebram e fico ao meio
de uma praia atormentada
e eu seguro em minhas mãos
uns grãos de areia dourada -
Quão poucos! E como se vão
Pelos meus dedos para o nada,
enquanto eu choro, enquanto eu choro!
Ó Deus! Eu Vos imploro:
Não posso mantê-los em minha teia?
Ó Deus! Posso eu proteger
das duras ondas um grão de areia?
Será que tudo o que vejo e suponho
É só um sonho dentro de um sonho?






Eu, Álison