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sábado, 25 de outubro de 2014

Disse a si mesmo

Quando será a última vez?
É o que todos querem saber.
Mas na verdade, feliz
Ou infelizmente
Ninguém sabe ao certo.
Pode ser daqui há um ano,
Ou pode ser daqui um mês,
Pode ser daqui uma semana,
Ou pode ser amanhã.
E sabe o que é pior do que
Que a última vez seja amanhã?
A pior coisa do mundo é que,
Sem que a gente nem saiba,
A última vez tenha sido ontem.
Porque hoje o ontem já passou
E nem que se reze
Pela graça de todos os deuses
O ontem nunca volta.
"Nunca", disse a si mesmo
E começou a chorar...






Eu, Álison

domingo, 21 de setembro de 2014

Você já escutou o silêncio? - XI

Não é bom caminhar chorando


Não é bom caminhar chorando
Creio que seja deselegante
Podem achar que estás sofrendo
E tua dor é tamanha
Que já perdeste o controle

Creio que não seja recomendável
Nem socialmente correto
Pode causar espanto ou compaixão
Às vezes, repulsa
Melhor te comportares

Creio que é melhor nem saíres
Se for para ser assim
Fica em casa e espera
Até o choro cicatrizar
Até a dor acalmar
Até te conformares
Que não tens mesmo aonde ir
Que não tens para onde caminhar
Pois sempre estarás sozinho
Só com ela ao teu lado
Sempre junto, dentro de ti
Sempre companhia silenciosa
Sempre que caminhares
Então, para não entristecer tua saudade,
Creio que não seja bom caminhar chorando





Eu, Álison

sábado, 19 de julho de 2014

But there's one big lie

Colocou uma mão de cada lado da cabeça e balançou-se de lado a lado, choramingando como criança cuja tristeza não tinha limites.






Eu, Álison

domingo, 13 de julho de 2014

We can't die because we're young

Come spend the night inside our soul
It's so beautiful, at all

 

You're afraid of who you are
Crying 'cause your father's gone






Eu, Álison

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Nós nunca ficamos tristes

Eu queria chorar com você
Mas nós não podemos
Porque quando estamos juntos
Nós nunca ficamos tristes


Desde que te conheci
Tenho desejado mais tempo
Ter mais tempo
Para poder ficar com você






Eu, Álison

sábado, 21 de junho de 2014

You're so happy that you could die

I am higher than the sky
I want to fly
Never felt so alive
So, show me how to play
and I'll surrender to you now
I don't know why
I wanna cry
I'm so happy that I could die
Show me how to play
and I'll stay right here with you

You are higher than the sky
You want to fly
Never felt so alive
He'll show you how to play
Make you surrender to him now
You don't know why
You wanna cry
You're so happy that you could die
He'll show you how to play
Make you stay right there with him

Estou mais alto do que o céu. Eu quero voar. Nunca me senti tão vivo, então me mostre como jogar e vou me entregar a você agora. Não sei por quê eu quero chorar. Estou tão feliz que poderia morrer. Mostre-me como jogar e vou ficar aqui com você.
Você está mais do que o céu. Você quer voar. Nunca se sentiu tão vivo. Ele vai mostrar-lhe como jogar. Faz você se render a ele agora. Não sei porquê você quer chorar. Você está tão feliz que você poderia morrer. Ele vai mostrar-lhe como jogar, faz você ficar ali com ele.






Eu, Álison

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Porque eu não sou eu mesma

"Vamos, não adianta nada chorar assim!" disse Alice para si mesma, num tom um tanto áspero. “Eu a aconselho a parar já!”. Em geral dava conselhos muitos bons para si mesma (embora raramente os seguisse), repreendendo-se de vez em quando tão severamente que ficava com lágrimas nos olhos". 









Eu, Álison

sábado, 16 de novembro de 2013

Não posso deixá-lo

Nem por um momento, quando qualquer momento pode ser o último. Tenho de estar com ele, se... se...


- Não posso - ela chorou. - Que os deuses me perdoem, Robb, mas não posso, e se ele morrer enquanto durmo, e se ele morrer, e se ele morrer...







Eu, Álison

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

We can't die because we're young

You're ashamed of what you've done,
Crying 'cause your father's wrong
You're afraid of who you are
Crying 'cause your father's gone
Dreaming 'til you hit the truth 


We'll cry tonight, but in the morning we are new






Eu, Álison

domingo, 29 de setembro de 2013

Bleeding Heart

Now I know that the end comes
You knew since the beginning
Didn't want to believe it's true
You are alone again, my soul will be with you

Why is the clock even running
If my world isn't turning?
Hear your voice in the doorway wind
You are alone again I'm only waiting

I remember the moments
Life was short for the romance
Like a rose it will fade away
I'm leaving everything

No regrets, war is over
The return of a soldier
Put my hands on my bleeding heart
I'm leaving all behind
No longer waiting

You tear into pieces my heart
Before you leave with no repentance
I cried to you, my tears turning into blood
I'm ready to surrender
You say that I take it too hard
And all I ask is comprehension
Bring back to you
A piece of my broken heart
I'm ready to surrender

Agora eu sei que o fim chega. Você sabia desde o começo. Não queria acreditar que era verdade. Você está sozinha outra vez, minha alma estará com você.
Por que o relógio ainda está correndo se meu mundo não está mais girando? Ouço sua voz pelo vento na porta. Você está sozinha de novo, eu estou só esperando.
Eu me lembro dos momentos. A vida foi curta para um romance. Como uma rosa isso irá desaparecer. Eu estou deixando tudo.
Sem arrependimentos, a guerra acabou. O retorno de um soldado. Ponha minhas mãos no meu coração sangrando. Eu estou deixando tudo pra trás. Sem mais esperas.
Você despedaça meu coração antes de ir sem arrependimentos. Eu chorei por você, minhas lágrimas virando sangue, estou pronto para me render. Você diz que eu levo isso muito a sério e tudo que eu peço é compreensão. Trago de volta para você um pedaço do meu coração despedaçado. Estou pronto para me render.





Eu, Álison

sábado, 13 de julho de 2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

As lágrimas da dor

Chegando pela primeira vez em Lo-Manthang, encontrei uma mulher que, diferente de mim, não cobria-se com grossas camadas de roupa, mas vestia um traje simples, apesar do frio incessante. Notei que estava chorando. Lágrimas sem fim desciam por seu rosto, revelando um sentimento que feria gravemente seu interior. Ela, parecendo ignorar que a umidade em seu rosto aumentaria ainda mais o frio, mirava o nada, ao que parecia estar olhando o vento assobiar, despreocupada se o tempo passava ao se já havia se esquecido de seguir sua missão.
Não pude evitar de me aproximar e perguntar à triste moça porque estava na rua, em um dia tão frio, chorando copiosamente. A mulher respondeu, sem cessar seu pranto, entre soluços, que seu filho, o único que tinha, havia sido encontrado sem vida em uma montanha próxima à vila. Ele tinha se perdido e não resistiu ao impetuoso inverno, que castigava, ano após ano, sem piedade alguma, os habitantes da região. Neste momento entendi sua dor e tentei não me imaginar em seu lugar, já que não queria sequer imaginar tamanho sofrimento.
Perguntei a ela se não iria se recolher do frio e tentei, inutilmente, consolá-la, apesar de saber que para esse tipo de dor não há consolo. Ela me disse que não voltaria para casa e que esperaria, pacientemente, enquanto lavava seus olhos, a mesma força sobrenatural que havia levado seu filho, vir até ela e levá-la, seja lá para onde, pois a vida já não lhe valia a pena.
Dias depois, ouvi em grupo de pessoas comentando que a moça havia morrido, mas a causa não havia sido o frio. Foi algo inimaginavelmente pior. A pobre moça, mergulhada em profunda melancolia, morrera de tristeza.






Eu, Álison

domingo, 26 de maio de 2013

Fui à casa do meu amigo

E chorei. Ele não podia fazer nada por mim, pois também estava chorando. 


Lágrimas caiam do meu rosto. Chorávamos, os dois, de tanto rir!






Eu, Álison

sábado, 18 de maio de 2013

E assim foi escrito

Vou morrer hoje. Um buraco de terra granulada me aguarda. Um final justo para um homem consumido pela morte a vida inteira. Aceite esse beijo na testa.


Não sei, fiquei meio louco.

- Senhor, é Edgar Poe, não é verdade?
- Sou... Por mais alguns minutos... Senhor ajude minha pobre alma.

Aceite este beijo na testa.
e, partindo de ti agora,
muito a dizer nesta franca hora
Você não está errado, quem diria
que meus sonhos têm sido o dia;
Ainda se a esperança fosse um açoite
em um dia, ou numa noite,
numa visão, ou em ninguém
É isso então o que está aquém?
Tudo o que vejo, tudo o que suponho
É só um sonho dentro de um sonho.

As ondas quebram e fico ao meio
de uma praia atormentada
e eu seguro em minhas mãos
uns grãos de areia dourada -
Quão poucos! E como se vão
Pelos meus dedos para o nada,
enquanto eu choro, enquanto eu choro!
Ó Deus! Eu Vos imploro:
Não posso mantê-los em minha teia?
Ó Deus! Posso eu proteger
das duras ondas um grão de areia?
Será que tudo o que vejo e suponho
É só um sonho dentro de um sonho?






Eu, Álison

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Please, can you save me from myself?

Can't you hear me
Calling out for help
My days are coming to an end
Can't you hear, I'm crying in despair


Why can't you save me from myself?





Eu, Álison