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domingo, 21 de setembro de 2014

Você já escutou o silêncio? - XI

Não é bom caminhar chorando


Não é bom caminhar chorando
Creio que seja deselegante
Podem achar que estás sofrendo
E tua dor é tamanha
Que já perdeste o controle

Creio que não seja recomendável
Nem socialmente correto
Pode causar espanto ou compaixão
Às vezes, repulsa
Melhor te comportares

Creio que é melhor nem saíres
Se for para ser assim
Fica em casa e espera
Até o choro cicatrizar
Até a dor acalmar
Até te conformares
Que não tens mesmo aonde ir
Que não tens para onde caminhar
Pois sempre estarás sozinho
Só com ela ao teu lado
Sempre junto, dentro de ti
Sempre companhia silenciosa
Sempre que caminhares
Então, para não entristecer tua saudade,
Creio que não seja bom caminhar chorando





Eu, Álison

sábado, 13 de setembro de 2014

Say yes to pull the trigger

Todas as cabeças se curvam em reverência silenciosa. O chão está molhado de lágrimas da lembrança dolorosa. Inspirado em seus passos vamos marchar à frente. Não fique chocado das pessoas morrem. Fique surpreso, pois continua vivo.

Do you believe in God? Say yes to pull the trigger.






Eu, Álison

sábado, 16 de agosto de 2014

Você já escutou o silêncio? - IX

Silêncio


I

Você já escutou o silêncio?
Já olhou para o vazio?
Sentiu gosto de nada?
Sem cheiro?

Um som no meio de todo silêncio
Precisa ter respeito
O único detalhe no meio do vazio
O gosto sutil, um perfume...

Quando tudo fala, tudo se mostra
Gosto e cheiro não identificáveis
Que valor há nisso?

O detalhe, único perfume
Som sutil, um só gosto
Este tem valor

Se por si, ou se pelo nada
Que o cerca, não sei
Mas tem valor, o pouco no muito
Ou só o nada
Só o vazio
A expectativa do que virá

A concentração em si
Do nada que nos forma
Do detalhe que somos

II

O único beijo, o toque de leve
O olhar que só os dois viram
A dúvida do nada real
O que virá?

O ponto criado
O quase sem som emitido
O perfume, o sabor

É só o que quero, o que tenho
Um pouco do todo de todos
O silêncio





Eu, Álison

domingo, 20 de julho de 2014

Você já escutou o silêncio? - VI

Explicar o amor


Querem que lhes explique o que é o amor?
Quem poderá fazê-lo?
Quem terá palavras para descrevê-lo?
Traços para desenhá-los?
Música que nos faça senti-lo completamente?

Não há um perfume que o identifique
Embora existam tantos
Um livro, uma obra de arte ou de engenharia
Que se assemelhe a ele

Se me pedirem para cantar o silêncio
Dançar com o que há de mais imóvel
Tudo seria mais fácil, imaginável
Mas, explicar o amor...

Posso querer dizer como ele age
Mas ele age de tantas formas...
Posso ousar falar sobre como ele chega
Mas sei que não há regras
E que para cada ser pode acontecer
De maneiras tão inesperadas
Ou até mesmo programadas
O que é ainda mais inesperado

Explicar o azul para quem nunca o viu
Fazer entender o gosto do mel
Para quem nunca o provou
Por mais eloquente que seja
Por mais técnicas que utilize
Só entenderá quem o viu, quem o provou

Quanto ao amor
O que posso dizer é o mesmo

Provem!





Eu, Álison

Memories of somewhere

Lost in the darkness
Hoping for a sign
Instead there is only silence
Can't you hear my screams?
Never stop hoping
Need to know where you are
But one thing is for sure
You're always in my heart

Lost in the darkness
Try to find your way home
I want to embrace you
And never let you go
Almost hope you're in heaven
So no one can hurt your soul
Living in agony
'Cause I just do not know
Where you are

Wherever you are, I won't stop searching
Whatever it takes, I need to know

I'll find you somewhere
I'll keep on trying
Until my dying day
I just need to know
Whatever has happened
The truth will free my soul


Perdido na escuridão, esperando por um sinal. Ao invés disso só há silêncio. Você não pode ouvir meus gritos? Nunca perca a esperança. Preciso saber onde você está, mas uma coisa é certa. Você está sempre no meu coração.
Perdido na escuridão, tente encontrar seu caminho de casa. Eu quero te abraçar e nunca deixar você ir. Quase espero que você esteja no paraíso, assim ninguém pode ferir sua alma. Vivendo em agonia porque eu não sei onde você está.
Onde quer que você esteja, não vou parar de procurar. Seja o que for necessário, eu preciso saber.
Eu te encontrarei em algum lugar. Eu continuarei tentando até o dia da minha morte. Eu só preciso saber o que quer que tenha acontecido. A verdade libertará minha alma.


In this world you tried
Not leaving me alone behind
There's no other way
I prayed to the gods let him stay
The memories ease the pain inside, now I know why

Made me promise I'd try
To find my way back in this life
I hope there is a way
To give me a sign you're ok
Reminds me again it's worth it all, so I can go home

Together in all these memories
I see your smile
All the memories I hold dear
Darling, you know I will love you 'til the end of time

All of my memories keep you near
In silence moments imagine you be here
All of my memories keep you near
Your silent whispers, silent tears

All of my memories....


Neste mundo você tentou não me deixar para trás sozinha. Não há outro modo. Eu rezei aos deuses para deixarem ele ficar. As lembranças aliviam a dor por dentro, agora eu sei porque.
Me fez prometer que eu tentaria encontrar meu caminho de volta nesta vida. Eu espero que haja um modo de você me dar um sinal que você está bem. Me recordo novamente o valor disso tudo, então posso ir para casa.
Juntos em todas essas lembranças eu vejo seu sorriso. Todas as lembranças eu guardei tão bem. Meu bem, sabes que irei amá-lo até o fim dos tempos.
Todas as minhas lembranças mantém você próximo. Em momentos silenciosos imagino você aqui. Todas as minhas lembranças mantém você próximo. Seus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.
Todas as minhas lembranças.





Eu, Álison

domingo, 13 de julho de 2014

Você já escutou o silêncio? - V

Pôr do sol


Meu primeiro amor...
Você não é o meu primeiro amor
Você não é o último também
Você é mais do que isso

O primeiro tem um segundo, um terceiro
O último teve outros antes
Como você não há nada
Nunca houve, nem haverá nada parecido
Nada comparável

Se o que vivemos antes de nos encontrarmos
Foi amor
O que estamos vivendo juntos não o é
Falta outra palavra
O que vivemos é muito mais do que tudo isso
Que se chama de amor

Não sei que palavra usar
Como expressar?

Pôr do sol





Eu, Álison

sábado, 10 de maio de 2014

E então pude

Descansar minha saudade



Em meio ao teu abraço.

O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dela e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço, voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.
E no silêncio de um abraço, o tempo para e os pensamentos se cruzam. Nenhuma palavra dita.






Eu, Álison

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Só tem saudade

Let there be silence in your mind
Let there be warmth in your heart
Let there be peace in your soul






Eu, Álison

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Pra você guardei

Pra você guardei o amor que nunca soube dar. O amor que tive e vi sem me deixar sentir sem conseguir provar. Sem entregar e repartir.
Pra você guardei o amor que sempre quis mostrar. O amor que vive em mim vem visitar. Sorrir, vem colorir solar. Vem esquentar e permitir.
Quem acolher o que ele tem e traz, quem entender o que ele diz no giz do gesto o jeito pronto do piscar dos cílios. Que o convite do silêncio exibe em cada olhar.

Guardei... Sem ter porquê. Nem por razão ou coisa outra qualquer. Além de não saber como fazer pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei... Vendo em você e explicação nenhuma isso requer. Se o coração bater forte e arder no fogo o gelo vai queimar.

Pra você guardei o amor que aprendi vendo os meus pais. O amor que tive e recebi e hoje posso dar livre e feliz. Céu cheiro e ar na cor que arco-íris. Risca ao levitar.
Vou nascer de novo. Lápis, edifício, tevere, ponte. Desenhar no seu quadril meus lábios beijam signos feito sinos. Trilho a infância, terço o berço do seu lar.

Guardei... Sem ter porquê. Nem por razão ou coisa outra qualquer. Além de não saber como fazer pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei... Vendo em você e explicação nenhuma isso requer. Se o coração bater forte e arder no fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor que nunca soube dar. O amor que tive e vi sem me deixar sentir sem conseguir provar. Sem entregar e repartir.
Quem acolher o que ele tem e traz, quem entender o que ele diz no giz do gesto o jeito pronto do piscar dos cílios. Que o convite do silêncio exibe em cada olhar.

Guardei... Sem ter porquê. Nem por razão ou coisa outra qualquer. Além de não saber como fazer pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei... Vendo em você e explicação nenhuma isso requer. Se o coração bater forte e arder no fogo o gelo vai queimar.






Eu, Álison

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

All of my life

I've been waiting for someone,
To share all my secrets with me
 

The silence unbroken, words left unspoken.






Eu, Álison

sábado, 14 de dezembro de 2013

All that great heart lying still

In silent suffering
Smiling like a clown until the show has come to an end
What is left for encore
Is the same old dead boy's song
Sung in silence



The deep breath I took still poisons my lungs
Of a pure-heart singing me to peace
All that great heart lying still on an angelwing
I'd still give my everything to love you more
Trying to smile but hurting infinitely. Nobody notices
I do, but walk by
She's going to dinner alone
That makes her even more beautiful
In early air of the dawn of life
A sight to silence the heavens
Paper is dead without words
Ink idle without a poem







Eu, Álison

sábado, 26 de outubro de 2013

E tu

Que lê-me com teus olhos, o que viu primeiro?


Os escombros da minha alma ou que eu estava sob eles?
Os pedaços da eternidade ou os flocos do meu gênio?
Talvez os labirintos de vento.
Talvez os murmúrios do silêncio.






Eu, Álison

sábado, 10 de agosto de 2013

Se sente mal sozinho?



Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é. — Arthur Schopenhauer







Eu, Álison

domingo, 7 de julho de 2013

Hoje é aniversário do Cal Lightman

Mas nem vou escrever mais nada, porque tudo o que eu tinha para falar eu já falei. 


Olhos que enxergam
O silêncio que fala
Observe-nos agora
Falar sem dizer nada
Voz nenhuma se faz necessária
Pois foi tudo dito





Eu, Álison

sábado, 22 de junho de 2013

Um pouco de misoginia

Se Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, pode ser misógino, então eu, um mero expectador dessa piada que é a política, vou colaborar um pouco mais para a disseminação do preconceito. Porque se as pessoas não acham errado o que ele faz, logicamente não vão protestar contra mim.

"Permaneçam as mulheres em silêncio nas igrejas; pois não lhes é permitido falar; antes permaneçam em submissão, como diz a lei. E, se quiserem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso uma mulher falar na igreja.

1 Coríntios 14: 34-35


Como isso é triste...






Eu, Álison

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O meu vermelho

As janelas da alma - se é que tinha uma - eram demasiadamente medonhas para pertencerem a uma pessoa comum. Onde normalmente era encontrado um belo par de íris brilhantes, via-se como que duas esferas de vidro. Um olhar frio e macabro, diferente de tudo que já tinha visto.
De susto, o coração batia, descompassado e nervoso. O relógio, marcador ininterrupto do tempo, como se também estivesse com medo da criatura presente, parou, acabando com o único ruído que impedia que o silêncio caísse sobre meus ombros. Consigo trouxe uma sensação terrível. Aquele era o silêncio do medo. Apesar de permanecer imóvel na porta, seu rosto expressava uma parte ínfima de quanto sua mente poderia ser doentia. Nunca a presença de um estranho me perturbou tanto quanto neste momento, que parecia perpétuo devido ao que aqueles olhos me faziam sentir. Eles confrangiam meu íntimo e torciam-me de dores, apesar de não mover-me um centímetro sequer. Não tentei movimentar nem ao menos um dedo, pois minha angústia só aumentaria ao constatar o que já sabia: estava totalmente paralisado.
Dentre todos os seres humanos, o mais corajoso se renderia diante da imagem transtornada que tinha perante mim. Algo que não sei o que era. Um ente que poderia ser considerado ser, mas dificilmente, acreditava eu, um humano. Se soubesse o que ele iria fazer, não teria dúvida quanto a isso.
Desde que havia aberto a porta, observava com meus olhos aquela situação. Ele, parado, devido a sua estranha natureza. Eu, num pânico constante, mal respirava, fôlego frágil. O estranho que me olhava abrira a porta com as mãos limpas. A esquerda, mais gélida, pois tocara o metal da maçaneta. Como que hipnotizando-me, ele, num estante, aproximou-se de mim e eu, sem reação, estarrecido perante tal, não consegui mover-me. Senti sua mão fria no meu pescoço, mas não imaginei o que ele poderia fazer. O medo corria em minhas veias. Infelizmente, para mim, suas mãos não permaneceram limpas por muito tempo. Foram coloridas por um tétrico vermelho. O meu vermelho...






Eu, Álison

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Em pedaços

Sua vida evanescia por entre as lágrimas que umedeciam seu rosto pálido. Sua alma, em silêncio, gritava de desespero para que findassem sua existência, mas a vida insistia em torturar-lhe sem cessar, até que um dia, ela mesma não suportando sua presença insana em um mundo desprezível, extinguiu a si própria, atirando-se do alto de sua dor para cair eternamente nas trevas sem fim de seu tormento.
E o que sobrou foi o vermelho sangue de um espírito encarnado em um corpo cuja mente que o controla perpetua o desprezo pela razão de se manter vivo.
Se não há saída cabível, resta fazer o pior: Dar fim ao infindável. Alma dilacerada. A morte.






Eu, Álison

domingo, 7 de abril de 2013

Não tem por onde

Obrigado por esse carinho que tens pelas pessoas. 


Isso vale mais que qualquer palavra.





Eu, Álison

Caminho sozinho pelas ruas da cidade

Olho em volta e observo que assim posso ver o que normalmente não vejo. Acho que esse é o melhor lugar para pensar no que vou te escrever. Faz tempo que não nos vemos e achei que já era hora de te mandar essa carta.
Apesar de viver sozinho, não me sinto solitário. Gosto do silêncio. Saí à noite porque sabia que a cidade estaria tranquila. Mesmo gostando desse silêncio, adoraria uma visita sua. Sei que está ocupado e que vive uma vida agitada, mas queria repetir, dentro do tempo disponível, os momentos em que nos reuníamos e conversávamos sobre tudo que vinha à nossas cabeças. As pessoas achariam estranho, não entenderiam nossa conversa, mas nós conhecíamos um ao outro e sabíamos o quão importante era a presença de cada um.
Você continua meu amigo, apesar a distância e do silêncio. Espero te ver em breve e espero que você acabe, mesmo que temporariamente, com esse silêncio que me acompanha sempre eu caminho sozinho pelas ruas da cidade, olho em volta e observo que...





Eu, Álison