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domingo, 20 de julho de 2014

Memories of somewhere

Lost in the darkness
Hoping for a sign
Instead there is only silence
Can't you hear my screams?
Never stop hoping
Need to know where you are
But one thing is for sure
You're always in my heart

Lost in the darkness
Try to find your way home
I want to embrace you
And never let you go
Almost hope you're in heaven
So no one can hurt your soul
Living in agony
'Cause I just do not know
Where you are

Wherever you are, I won't stop searching
Whatever it takes, I need to know

I'll find you somewhere
I'll keep on trying
Until my dying day
I just need to know
Whatever has happened
The truth will free my soul


Perdido na escuridão, esperando por um sinal. Ao invés disso só há silêncio. Você não pode ouvir meus gritos? Nunca perca a esperança. Preciso saber onde você está, mas uma coisa é certa. Você está sempre no meu coração.
Perdido na escuridão, tente encontrar seu caminho de casa. Eu quero te abraçar e nunca deixar você ir. Quase espero que você esteja no paraíso, assim ninguém pode ferir sua alma. Vivendo em agonia porque eu não sei onde você está.
Onde quer que você esteja, não vou parar de procurar. Seja o que for necessário, eu preciso saber.
Eu te encontrarei em algum lugar. Eu continuarei tentando até o dia da minha morte. Eu só preciso saber o que quer que tenha acontecido. A verdade libertará minha alma.


In this world you tried
Not leaving me alone behind
There's no other way
I prayed to the gods let him stay
The memories ease the pain inside, now I know why

Made me promise I'd try
To find my way back in this life
I hope there is a way
To give me a sign you're ok
Reminds me again it's worth it all, so I can go home

Together in all these memories
I see your smile
All the memories I hold dear
Darling, you know I will love you 'til the end of time

All of my memories keep you near
In silence moments imagine you be here
All of my memories keep you near
Your silent whispers, silent tears

All of my memories....


Neste mundo você tentou não me deixar para trás sozinha. Não há outro modo. Eu rezei aos deuses para deixarem ele ficar. As lembranças aliviam a dor por dentro, agora eu sei porque.
Me fez prometer que eu tentaria encontrar meu caminho de volta nesta vida. Eu espero que haja um modo de você me dar um sinal que você está bem. Me recordo novamente o valor disso tudo, então posso ir para casa.
Juntos em todas essas lembranças eu vejo seu sorriso. Todas as lembranças eu guardei tão bem. Meu bem, sabes que irei amá-lo até o fim dos tempos.
Todas as minhas lembranças mantém você próximo. Em momentos silenciosos imagino você aqui. Todas as minhas lembranças mantém você próximo. Seus sussurros silenciosos, lágrimas silenciosas.
Todas as minhas lembranças.





Eu, Álison

domingo, 6 de abril de 2014

Will you?

You've been standing on the edge
Lost between the worlds of agony and ecstasy 


What are you afraid to lose when you're left alone?
'Cause loving you was wasting 






Eu, Álison

domingo, 22 de dezembro de 2013

Não foi suicídio

Céu e inferno estão bem aqui. Atrás de cada parede, cada janela. O mundo por trás do mundo. Nós estamos no meio. Anjos e demônios não podem vir para o nosso plano. Ao invés disso nós temos o que eu chamo de mestiços tentando nos influenciar. Só podem sussurrar em nossos ouvidos, mas uma única palavra pode lhe dar coragem ou transformar o seu prazer em seu pior pesadelo. Aqueles com o toque do demônio e os que são parte anjos vivendo ao nosso lado.

- Minha irmã era católica praticante. Sabe o que significa isso? Significa que ela não se mataria.
- Sua alma iria direto para o inferno, onde ela gritaria ao ser dilacerada em uma agonia brutal por toda a eternidade. É isso. Está certo?


- Detetive, e se eu dissesse que Deus e o Diabo fizeram uma aposta. Uma aposta pelas almas de toda a humanidade.
- Eu diria continue com seus remédios.
- Me escuta, nenhum contato com os humanos. Essa seria a regra. Apenas influência. Para ver quem venceria.
- Está bem, eu estou ouvindo. Por quê?
- Quem sabe? Talvez pela diversão. Você sabe...
- Ah, é divertido? É divertido um homem surrar a esposa até matá-la? É divertido uma mãe afogar seu próprio filho? Você acha que o Diabo é o responsável? As pessoas são más, sr. Constantine. As pessoas.
- Tem razão. Nascemos capazes de coisas terríveis, mas, às vezes, alguma coisa nos dá uma pequena noção do que é certo.
- Olha, foi muito instrutivo, mas não acredito no Diabo.
- Deveria. Ele acredita em você.







Eu, Álison

sábado, 8 de junho de 2013

Abandonei-me ao desespero

E esse desejo ardente insondável que tem a alma de se torturar a si mesma - de violentar a sua própria natureza - de praticar o mal por amor do mal - que me impeliu a continuar e finalmente a consumar a injúria que tinha infligido ao inocente bruto. Uma manhã, a sangue frio, passei um laço pelo seu pescoço e enforquei-o no ramo de uma árvore. Enforquei-o com as lágrimas a saltarem-me dos olhos e o mais amargo remorso no coração.
[...]
Pegando num machado e esquecendo na minha fúria o meu medo pueril que até aí havia sustido a minha mão, lancei ao animal um golpe que teria sido mortal se o atingisse, mas a mão da minha mulher interpôs-se. Esta intervenção espicaçou a minha raiva até torná-la demoníaca. Soltei o braço e enterrei-lhe o machado no crânio. A minha mulher caiu morta no chão, sem soltar sequer um gemido.
[...]
Um gemido, a princípio surdo e quebrado como os soluços de uma criança, que rapidamente se transformou num grito longo, alto e contínuo, completamente anormal e inumano - um uivo - um berro crescente, misto de horror e de triunfo, como só poderia ser soltado no Inferno pelas gargantas dos condenados na agonia e dos demônios que exultam a danação.

Retirado de 'O Gato Preto', de Edgar Allan Poe.







Eu, Álison

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

terça-feira, 13 de novembro de 2012

São doidos


Hoje perdi-me no pensamento e na dor daqueles que chegam até mim no desespero e na agonia de serem e de se sentirem diferentes. Não é o ser diferente que lhes dói. O que lhes dói é a sensação de não serem respeitados na sua diferença, serem olhados como diferentes, incompreendidos, sentirem que não existe espaço nesta sociedade para existirem tal como são... São os loucos!
Em agonia, tristes, muitos isolam-se no seu canto... Desistem! Outros, porém, agem a sua dor, continuam a lutar, a tentar existir nesta sociedade, a denunciar ativamente e a proclamar os seus direitos!
Nem sempre é fácil existir!
Foi perdida neles que me lembrei deste pequeno texto de um grande escritor, e que descreve muito bem o que é isto da loucura!
Talvez vos sirva de consolo... Talvez seja apenas uma questão de números!

“Loucura?! Mas afinal, o que vem a ser a loucura? Um enigma... Por isso mesmo é que às pessoas enigmáticas, incompreensíveis, se dá o nome de “loucos”. Que a loucura, no fundo, é como tantas outras, uma questão de maioria. A vida é uma convenção: isto é vermelho, aquilo é branco, unicamente porque se determinou chamar à cor disto vermelho e à cor daquilo branco. É a gente de juízo... Pelo contrário, um reduzido número de indivíduos vê objetos com outros olhos, chama-lhes outros nomes, pensa de maneira diferente, encara a vida de modo diverso. Como estão em minoria... São doidos. Se um dia, porém, a sorte favorecesse os loucos, se o seu número fosse o superior e o gênero da sua loucura idêntico, eles é que passariam a ser ajuizados: Na terra dos cegos, quem tem um olho é rei, diz o adágio: na terra dos doidos, quem tem juízo é doido, concluo eu. O meu amigo não pensava como toda a gente... Eu não o compreendia: chamava-lhe doido... Eis tudo".

Mário de Sá Carneiro, In "Loucura"



Eu, Álison

sábado, 10 de novembro de 2012

Galileu Galilei

Era, no dizer de seu pai, um astronomozinho distraído que enxergava estranhas visões e ouvia sons misteriosos. Nas horas vagas fazia os mais variados instrumentos, imitações toscas de carros, moinhos, barcos - qualquer coisa que os seus olhos particularmente agudos observassem durante os passeios diários.
Tinha chegado ao apogeu da prosperidade e da fama. Entretanto não era feliz. "As asas da fortuna", escreveu em uma carta, "são velozes. Porém a esperança tem as asas pendentes".
Acreditava, como o Alcorão, que "a tinta do sábio e o sangue do mártir são de igual valor aos olhos do Céu".
- Considero esta a maior das minhas obras - murmurou. - É o fruto da minha agonia extrema.




Eu, Álison

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Desculpem o pessimismo

Com o tempo você descobre o nome do que você sentia.
E o nome do que eu sentia era tristeza.
E com o tempo você descobre que saber o nome do que você sentia
Não acaba com a melancolia.

Com o tempo você descobre o nome do que você sentia.
E o nome do que eu sentia era saudade.
E com o tempo você descobre que saber o nome do que você sentia
Não traz ninguém de volta.

Com o tempo você descobre o nome do que você sentia.
E o nome do que eu sentia era solidão.
E com o tempo você descobre que saber o nome do que você sentia
Não faz seu coração parar de chorar.

Com o tempo você descobre o nome do que você sentia.
E o nome do que eu sentia era medo.
E com o tempo você descobre que saber o nome do que você sentia
Não te faz mais corajoso.

Com o tempo você descobre o nome do que você sentia.
E o nome do que eu sentia era desespero.
E com o tempo você descobre que saber o nome do que você sentia
Não faz a tortura parar.

Com o tempo você descobre o nome do que você sentia.
E o nome do que eu sentia era aflição.
E com o tempo você descobre que saber o nome do que você sentia
Não faz a angústia diminuir.

Com o tempo você descobre o nome do que você sentia.
E o nome do que eu sentia era dor.
E com o tempo você descobre que saber o nome do que você sentia
Não faz a mágoa acabar.

Com o tempo você descobre o nome do que você sentia.
E o nome do que eu sentia era agonia.
E com o tempo você descobre que saber o nome do que você sentia.
Não faz os pulsos pararem de sangrar.

Com o tempo você descobre o nome do que você sentia.
E o nome do que eu sentia era minha própria consciência: o tormento do remorso.
E com o tempo você descobre que saber o nome do que você sentia
Não absolve sua culpa, 
Não te dá uma segunda chance
E não te trás de volta à vida. 





Eu, Álison

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A si próprio

Este bilhete deve ser fácil de entender.
Minha culpa por isso é indescritível em palavras.
Devo ser um daqueles narcisistas que só dão valor às coisas depois que elas se vão. Eu sou sensível demais.
[...] Mas ainda não consigo superar a frustração, a culpa e a empatia que tenho por todos. Existe o bom em todos nós e acho que eu simplesmente amo as pessoas demais, tanto que chego a me sentir mal.
Isto me aterroriza a ponto de eu mal conseguir funcionar.
Eu tive muito, muito mesmo, e sou grato por isso, mas desde os sete anos de idade passei a ter ódio de todos os humanos em geral. Apenas porque parece muito fácil se relacionar e ter empatia. Apenas porque eu amo e sinto demais por todas as pessoas, eu acho.
Obrigado do fundo de meu nauseado estômago queimando por suas cartas e sua preocupação ao longo dos anos. Eu sou mesmo um bebê errático e triste! Não tenho mais paixão, então lembrem, é melhor queimar do que se apagar aos poucos. Paz, Amor, Empatia.
Pela vida dela, que vai ser tão mais feliz sem mim.

Esses são trechos da carta que Kurt Cobain deixou antes de cometer suicídio em 1994. Não sou sádico
nem me orgulho por postar isso, como você pode pensar. Apenas acho que lendo textos assim você pode perceber o real tamanho dos seus problemas, que não são nada comparados aos das pessoas que se matam. Você aprende que deve dar mais valor a sua vida e agradecer por não ter o mesmo fim.
Então na próxima vez que pensar em reclamar da sua vida, pense que existem pessoas que não estão mais vivas para poder reclamar.

"... às vezes você apenas não pode salvar alguém de si".





Eu, Álison

terça-feira, 11 de setembro de 2012

As pessoas acham que têm problemas

Dia após dia as pessoas reclamam por terem problemas que julgam ser graves e sem solução e que eles impedem-nas de que vivam uma vida normal. Pois digo a essas pessoas que elas não têm problema algum. Nenhuma das dificuldades que elas passam são realmente preocupantes, pois praticamente todas tem solução. As pessoas que podem dizer que têm sérios problemas são as com algum tipo de transtorno mental, em especial a esquizofrenia, que é o pior de todos.
Elas sim têm problemas e eles podem durar anos sem que se encontre uma saída ou uma solução. Essas pessoas estão desesperadas, porque é um sofrimento absurdo. Está fora de qualquer padrão de dor que você já tenha sentido antes. Elas têm medo. É uma sensação de estranheza no mundo. Não há lugar para elas. Essas pessoas entram numa realidade que não é real. Você sabe que a pessoa sente, mas ela não sabe expressar, ela quer se comunicar, mas ela não consegue. Você conta uma coisa para ela e ela fica olhando para você, como se ele te penetrasse, ela entra por dentro da tua alma, é uma coisa impressionante. A dor é extraordinária, ninguém pode livrá-la disso, nem ela mesma.
Alguns relacionam transtornos mentais com pessoas inspiradas ou inclinadas à arte, mas a gente não pode esquecer que antes da arte, antes da pintura, tem uma pessoa lá sofrendo horrores. Horrores.
Ela está morrendo de medo. Ela tem uma incapacidade de demonstrar pensamento lógico, porque é tanta emoção, ela está mergulhada em tanta emoção, que o pensamento fica desconectado. Ele chegou num ponto... Que era uma agonia. Ele cruzou a fronteira da loucura. Imagina a angústia que isso provoca na pessoa.
O índice de esquizofrenia na população é de 1%. Desses 1%, 6% se matam por desespero, por absoluto medo elas cometem suicídio. É horrível, é um desespero puro.
Essas pessoas precisam de alguém que as entenda e não que as deixe de lado e as esqueça. O que eu sei sobre a mente dessas pessoas me assusta, mas não importa o quão instável ela aparente ser, ela pode ser alcançada. Quem tem esquizofrenia sabe que isso vem de dentro, mas ela nega porque é muito assustador.  São sensações incontroláveis que se passam dentro do mundo que elas vivem e eu quero poder descobrir que mundo é esse.






Eu, Álison

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Talvez outro dia

O que me tira da agonia?
Somente sua companhia

Porque melhora meu dia
Me enche de alegria

Por que sofro de agonia?
Porque não tenho sua companhia

Assim perco meu dia
E desconheço a alegria






Eu, Álison

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Minha consciência está pesada

Muito pesada. Não devia pensar coisas assim de uma pessoa que já fez tanto por mim. 


Estou a ponto de ter uma crise de existência. Meus pensamentos estão vivos, eles quase agem por vontade própria. Eles aparecem na minha mente de uma hora para outra e me confundem cada vez mais. Deve ser um dos piores tipos de sensação que eu já tive.




Eu, Álison