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domingo, 6 de julho de 2014

Você já escutou o silêncio? - III

E me calei


E me calei
Há tanto esperava por aquele momento
Tanto para dizer
Mas mal te olhei
E faltou coragem
Faltou ser homem

Quando te vi, mal acreditei
Teu olhar me reconheceu

E meu nome...
Nunca o ouvi tão doce

Valeu o dia, valeu a vida
O atraso ou o adiantado
Eu nem me lembro
Mas devia estar na hora errada
Ou, finalmente, na certa, não sei
Eu estava lá
Eu, o mundo, ninguém, e você
Tanto tempo!
Tanto a dizer!

E me calei





Eu, Álison

sábado, 12 de abril de 2014

Volta logo

Eu queria ajudá-la, mas ela sempre dizia que não queria que eu me envolvesse com seus problemas porque poderia me afetar... Tanto quanto a afetava. Hoje não consigo parar de pensar que tenho minha parcela de culpa nisso tudo e que se tivesse insistido um pouco mais em tentar salvá-la isso não teria acontecido. Nunca tive coragem de admitir que ela era uma mulher doente. Atualmente possuo essa coragem, só que ela foi despertada por algo muito mais forte. Hoje, tarde demais, eu admito que ela era uma mulher doente. Uma mulher que não conseguiu sobreviver ao próprio problema.
Da última vez que ela me visitou, eu disse a ela: "Volta logo, senão o meu coração vai doer". Ela dizia que estava melhorando.


Essa foi a visão que tive quando ela foi embora. 
Foi a última vez que a vi.






Eu, Álison

domingo, 22 de dezembro de 2013

Não foi suicídio

Céu e inferno estão bem aqui. Atrás de cada parede, cada janela. O mundo por trás do mundo. Nós estamos no meio. Anjos e demônios não podem vir para o nosso plano. Ao invés disso nós temos o que eu chamo de mestiços tentando nos influenciar. Só podem sussurrar em nossos ouvidos, mas uma única palavra pode lhe dar coragem ou transformar o seu prazer em seu pior pesadelo. Aqueles com o toque do demônio e os que são parte anjos vivendo ao nosso lado.

- Minha irmã era católica praticante. Sabe o que significa isso? Significa que ela não se mataria.
- Sua alma iria direto para o inferno, onde ela gritaria ao ser dilacerada em uma agonia brutal por toda a eternidade. É isso. Está certo?


- Detetive, e se eu dissesse que Deus e o Diabo fizeram uma aposta. Uma aposta pelas almas de toda a humanidade.
- Eu diria continue com seus remédios.
- Me escuta, nenhum contato com os humanos. Essa seria a regra. Apenas influência. Para ver quem venceria.
- Está bem, eu estou ouvindo. Por quê?
- Quem sabe? Talvez pela diversão. Você sabe...
- Ah, é divertido? É divertido um homem surrar a esposa até matá-la? É divertido uma mãe afogar seu próprio filho? Você acha que o Diabo é o responsável? As pessoas são más, sr. Constantine. As pessoas.
- Tem razão. Nascemos capazes de coisas terríveis, mas, às vezes, alguma coisa nos dá uma pequena noção do que é certo.
- Olha, foi muito instrutivo, mas não acredito no Diabo.
- Deveria. Ele acredita em você.







Eu, Álison

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O meu vermelho

As janelas da alma - se é que tinha uma - eram demasiadamente medonhas para pertencerem a uma pessoa comum. Onde normalmente era encontrado um belo par de íris brilhantes, via-se como que duas esferas de vidro. Um olhar frio e macabro, diferente de tudo que já tinha visto.
De susto, o coração batia, descompassado e nervoso. O relógio, marcador ininterrupto do tempo, como se também estivesse com medo da criatura presente, parou, acabando com o único ruído que impedia que o silêncio caísse sobre meus ombros. Consigo trouxe uma sensação terrível. Aquele era o silêncio do medo. Apesar de permanecer imóvel na porta, seu rosto expressava uma parte ínfima de quanto sua mente poderia ser doentia. Nunca a presença de um estranho me perturbou tanto quanto neste momento, que parecia perpétuo devido ao que aqueles olhos me faziam sentir. Eles confrangiam meu íntimo e torciam-me de dores, apesar de não mover-me um centímetro sequer. Não tentei movimentar nem ao menos um dedo, pois minha angústia só aumentaria ao constatar o que já sabia: estava totalmente paralisado.
Dentre todos os seres humanos, o mais corajoso se renderia diante da imagem transtornada que tinha perante mim. Algo que não sei o que era. Um ente que poderia ser considerado ser, mas dificilmente, acreditava eu, um humano. Se soubesse o que ele iria fazer, não teria dúvida quanto a isso.
Desde que havia aberto a porta, observava com meus olhos aquela situação. Ele, parado, devido a sua estranha natureza. Eu, num pânico constante, mal respirava, fôlego frágil. O estranho que me olhava abrira a porta com as mãos limpas. A esquerda, mais gélida, pois tocara o metal da maçaneta. Como que hipnotizando-me, ele, num estante, aproximou-se de mim e eu, sem reação, estarrecido perante tal, não consegui mover-me. Senti sua mão fria no meu pescoço, mas não imaginei o que ele poderia fazer. O medo corria em minhas veias. Infelizmente, para mim, suas mãos não permaneceram limpas por muito tempo. Foram coloridas por um tétrico vermelho. O meu vermelho...






Eu, Álison

sábado, 29 de dezembro de 2012

Só resta lamentar

Ai de ti quando em pé diante do seu leito, como um condenado, sentires que nada podes fazer com todo o teu poder, e estiveres lacerado de angústias por dentro, de sorte que de bom grado darias tudo para infundir àquela moribunda uma gota de conforto, um raio de coragem!





 Eu, Álison

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Hora de se manifestar

Uma professora havia proposto um trabalho para uma turma do 3º ano do Ensino Médio. Era fim de ano, último trimestre. Como de costume, foi exposto o assunto do trabalho, o que cada um devia fazer  e marcado um dia para discussão em aula. Na data marcada, todos apresentaram seus respectivos trabalhos, mas a professora notou que uma menina não havia falado. Uma daquelas que senta no fundo da sala e que não conversa com ninguém. Quer dizer, com quase ninguém.
A professora quis saber por que a menina não havia feito o trabalho. Ela deu sua justificativa para a professora, que não ficou nada contente com a menina. Todos na sala estavam calados. Estava claro que a professora estava falando sério, muito sério. Ela então sugeriu a possibilidade de dar um outro trabalho à menina, mas insinuou que ela também não iria fazê-lo, assim como aconteceu com o primeiro. Nesse momento, um rapaz que também sentava no fundo da sala manifestou-se e dirigiu a palavra à professora, apesar de todos os outros colegas estarem quietos, ouvindo o diálogo entre ela e a menina. O rapaz, movido por um senso de justiça, ou talvez por um outro motivo não revelado por ele, disse à professora: "Professora, eu não acho que ela [a menina] não irá fazer o outro trabalho que você quer dar só porque não pôde fazer o primeiro, que eu e o resto da turma apresentamos hoje". Com um tom sério, a professora pergunta ao rapaz: "Tu achas mesmo?" e ele, demonstrando uma segurança incomum em seu tom de voz, disse: "Eu acho", que soou como "tenho certeza absoluta".

Hoje, a menina e o rapaz estão formados e tornaram-se grandes pessoas.
Ou talvez nessa época eles já fossem grandes pessoas, mas ainda não soubessem disso...





Eu, Álison

domingo, 2 de setembro de 2012

Por que as pessoas pensam que eu sou você?

- Me responde! Por que as pessoas pensam que eu sou você?
- Eu acho que sabe.
- Não, eu não sei...
- Sabe sim. Porque alguém iria te confundir comigo?
- Eu não sei.
- Já entendeu...
- Não...!
- Fala.
- Porque...
- Fala!
- Porque somos a mesma pessoa...
- É isso mesmo.
- Eu não entendo isso.
- Você estava procurando um jeito de mudar a sua vida. Não podia fazer isso sozinho. Tudo que você gostaria de ser... Sou eu. Pareço com quem você quer parecer. Sou inteligente, capaz e o mais importante: eu sou livre de todas as formas que você não é.
- Isso é impossível.
- Não...
- Isso é loucura.
- Pessoas fazem isso todo dia. Falam com elas mesmas. Elas se veem como gostariam de ser, mas não tem a mesma coragem que você tem. Naturalmente você ainda está lutando com ela, então, às vezes, você ainda é você. Outras vezes você se imagina olhando para mim. Pouco a pouco vai dizendo para si mesmo se tornar Tyler Durden.
- Você tem uma casa!
- Alugada no seu nome.
- Você tem empregos, tem uma vida inteira!
- Você tem empregos noturnos porque não consegue dormir.
- Isso é babaquice. Isso é babaquice! Eu não vou escutar isso. Você é louco!
- Não, você é louco! E nós não temos tempo para essa babaquice!





Eu, Álison

sábado, 11 de agosto de 2012

Não sei se estou certo, mas é nisso que acredito

É preciso que você faça o que se sentir mais confortável em fazer, porque é exatamente assim que você dará o seu melhor. Se você trabalha no que gosta, não há trabalho algum. Há somente prazer no que você faz. Você sabe que está alcançando sua meta.
Eu, por exemplo, tenho forças e fraquezas. Eu não considero as fraquezas, eu as ignoro, e cultivo minhas forças, minhas qualidades. Passei e vou passar por muitos momentos. Momentos ruins. Mas sei que estou fazendo isso por um propósito maior, pelo propósito da minha vida.
O nível de sucesso que se tem em qualquer coisa se reflete no quanto fomos capazes de acreditar naquilo, porque a única coisa que pode te manter firme é aquilo que você acredita.
Desligue a televisão, pare de mexer no celular e concentre-se e dedique-se ao seu objetivo, seja qual for, seja da importância que for e seja do tamanho que for. O objetivo é seu, então você tem que seguir na busca pela sua realização. 
E se você perder a coragem, como eu já perdi, pense porque está fazendo isso, e por quem, que tudo vai melhorar. Ressurgirá dentro de si o interesse e a motivação que você precisa para realizar-se. Se você não consegue, precisa tentar de novo, pois por experiência própria posso dizer que as pessoas são capazes de muito mais do que pensam e se você pensar maior tornar-se-á maior também. Você não vai realizar seu sonho, mas vai se transformar nele. Você será no futuro quem queria ser no passado. Tudo que você deixou de fazer, todas as horas que dedicou a si mesmo vão trazer frutos. Posso afirmar isso porque já recebi alguns desses frutos e você também pode, basta acreditar.
Tire um tempo que seja só seu e deixe que sua mente fale com você. Ela tem muito a dizer.



Você sobe, degrau por degrau, sua própria escada, e só você sabe até onde ela vai te levar.
Boa sorte.



 
Eu, Álison

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A volta

Amanhã (sábado) vou ir em um aniversário. Vai ser o aniversário de uma pessoa que gosto muito e acredito que vou me divertir bastante lá. Mas o que me preocupa é depois, quando eu estiver voltando para casa. Eu prevejo que minha consciência masoquista vai passar um bom tempo me torturando até tudo voltar ao normal. Enquanto uns vivem, eu preciso ser eu mesmo e aguentar de cabeça erguida.


Espero que eu esteja errado...





Eu, Álison

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um mero crucifixo ou...

Sem querer ofender, mas já ofendendo, será realmente saudável carregar no pescoço uma pessoa pregada em uma cruz, que foi espancada e que está se esvaindo em sangue?

É, eu não tenho medo de dizer.


Eu, Álison