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sábado, 25 de outubro de 2014

Pra quem?



"Dos fracos e oprimidos é o reino do céu. Dos aleijados e dos pobres de espírito é o reino do céu". 





Eu, Álison

sábado, 10 de maio de 2014

For no more farewell

Days had come, winters had gone,
And we gambolled like siblings in Paradise
I was your knight, holding you tight
As a brother when I saw your crying eyes.
Time wents by and we had to say goodbye

Staring up to the clouds above
Children - so little and sad.
Hoping the saints could help one day,
lead us together again.
Holding the key to the alley of dreams
Still in hands.

Stepbrother tell me where have you been
when they brought me to this godforsaken place
Sign of the Cross - they took me away
for healing with herbs by the way of grace
Now I wait for the day to feed the flames

I have been caught in a cage of despair
My heart as a monk's cell so empty and bare
But no holy water can make me
Forget you again

Time telling me to say farewell
but I knew that I would fight hell
and I know: We will
go for another time we can see,
for another time we'll be free
for no more farewell

No farewell could be the last one
If you long to meet again

Dias vieram, invernos se foram e nós nos divertíamos como irmãos no paraíso. Eu era seu cavaleiro, te segurando firme como um irmão, quando vi seus olhos chorando. O tempo passou e nós tivemos que dizer adeus.
Observando as nuvens acima. Crianças - tão pequenas e tristes. Esperando que os santos possam ajudar um dia a nos manter juntos novamente. Segurando a chave para o beco dos sonhos ainda em suas mãos.
Meio-irmão, me diga onde esteve quando eles me trouxeram à este lugar esquecido por Deus. Sinal da cruz - eles me levaram embora para curar com ervas no caminho da graça. Agora eu espero o dia para alimentar as chamas.
Eu fui trancado na prisão do desespero. Meu coração é como um quarto de monge, tão vazio e desprotegido, mas nenhuma água benta pode me fazer esquecer você de novo...
O tempo me falou para dizer adeus, mas eu sabia que iria combater o inferno e eu sei. Nós vamos para outra época onde podemos nos ver, para outra época para sermos livres para nunca mais dizer adeus.
Nenhum adeus pode ser o último, se você anseia por se encontrar novamente.





Eu, Álison

sábado, 22 de março de 2014

Deixai toda esperança, ó vós que entrais!

Essas são algumas das ilustrações feitas por Gustave Doré para "A Divina Comédia", escrita por Dante Alighieri. Você pode procurar por outras. Na versão ilustrada do livro elas estão distribuídas desde o Inferno até o Paraíso. Se você ainda não leu esse livro, leia, é fantástico.


Canto 3: Dante e Virgílio diante dos portões do Inferno.


 Canto 5: Minos julga os pecados e despacha as almas.


Canto 5: As almas dos luxuriosos são arrastadas em um furacão.


Canto 8: Flégias faz a travessia de Dante e Virgílio pelo rio Estige.


Canto 13: Os suicidas são transformados em árvores.


Canto 23: Os hipócritas falando com Dante.


Canto 23: Os traidores são presos no gelo. 


Canto 34: Lúcifer, rei do Inferno, congelado no Cocito.


Canto 34: Dante e Virgílio emergem do Inferno.





Eu, Álison

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Que deuses?

- Não tem medo? Os deuses podem enviá-lo para algum inferno terrível por todo mal que já fez.
- Que mal? - soltou uma gargalhada. - Que deuses?
- Os deuses que fizeram todos nós.
- Todos? - ele zombou. Diga-me, passarinho, que tipo de deus faz um monstro como o Duende, ou uma idiota como a filha da Senhora Tanta? Se os deuses existirem, fizeram as ovelhas para que os lobos possam comer carneiro, e os fracos para os fortes brincarem com eles.


- Se existirem deuses, por que o mundo está tão cheio de dor e injustiça?
- Por causa de homens como você.
- Não há homens como eu.

- Que deus deixaria que isso acontecesse? Rickon era só um bebê. Como poderia merecer uma morte assim? E Bran... Quando abandonei o norte, ele ainda não tinha aberto os olhos desde a queda. Tive de partir antes de ele acordar. Agora não poderei voltar para ele, ou voltar a ouvi-lo rir.






Eu, Álison

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Sobre o Sofrimento

O sentido mais próximo e imediato de nossa vida é o sofrimento, e se não fosse assim, nossa existência seria o maior dos contra sensos, pois é um absurdo imaginar que a dor infinita, que nasce da necessidade essencial à vida, da qual o mundo está pleno, é meramente acidental ou sem sentido. Nossa receptividade para a dor é quase infinita, mas o mesmo não ocorre com nossa receptividade para o prazer, que tem limites estreitos. É a infelicidade em geral que é a regra, embora a infelicidade individual apareça como exceção.

Pois nestes bons tempos não sabemos que infelicidade precisamente agora o destino está nos preparando: doença, perseguição, empobrecimento, mutilação, cegueira, loucura, morte, etc.

Mas, no que concerne aos homens, esse sentimento é um verdadeiro tormento, em especial naquela multidão deplorável daqueles que só pensam em encher o bolso, mas nunca a cabeça, e para os quais precisamente a própria abastança se torna um castigo, por deixá-los à mercê te um tédio mortificante, do qual, para fugir, ora se apressam, ora se arrastam, ora se transferem de um lugar para outro, para, no instante mesmo em que se encontram no novo local, procurar saber a respeito dos recursos deste, do mesmo modo que faria uma pessoa em dificuldades, com relação aos possíveis meios para sair desta má situação.

"Não és meus dono, mas meu demônio, fazendo um inferno a minha curta existência".

Não obstante, ainda sim, todos querem para si uma vida prolongada; por conseguinte aspiram a um estado em que a situação é: "Hoje está mal, amanhã será pior, até que sobrevenha o mal definitivo".

Pois o mundo constitui o inferno, e os homens dividem-se em dois grupos: de um lado ficam os atormentados, e do outro, os demônios.

Porém, não dá para admitir, em absoluto, um tal deus Jeová, que por vontade própria e livremente cria este mundo da necessidade e da miséria, e a seguir congratula-se a si mesmo, dizendo que todas as coisas são belas.

Contudo, opondo-se a uma tal concepção do mundo enquanto a bem sucedida obra de um ser onisciente, clamam demasiadamente forte a miséria (de que o mundo está repleto), e a evidente imperfeição, se não burlesca distorção, daquele que seria o mais perfeito de seus fenômenos, qual seja, o humano, e aqui reside uma dissonância inconciliável. Ao contrário, tanto a miséria quanto a imperfeição confirmam de modo preciso a nossa posição, comprovando-a quando concebemos o mundo como obra de nossa culpa.

O homem tem tantas e tão grandes misérias que, se não fosse incompatível com a religião cristã, ousaria dizer que, se os demônios existem, eles mesmos expiam as penas do crime, transmigrando para os corpos dos homens.

A bela alma, então, da mesma forma que o gênio, por vezes deve se sentir ali como um nobre prisioneiro político, mantido nas galeras, entre criminosos comuns; por essa razão, procurarão, como estes últimos, isolar-se.

Deveríamos ser tolerantes com qualquer tipo de estupidez, falha e vício, pensando que o que está diante de nós é tão somente nossa própria estupidez, falha e vício, já que esses são os erros da humanidade, na qual também nos incluímos, e consequentemente temos também todas as falhas, até mesmo aquelas que nos causam indignação, apenas porque, neste momento, não as manifestamos.







Eu, Álison

domingo, 22 de dezembro de 2013

Não foi suicídio

Céu e inferno estão bem aqui. Atrás de cada parede, cada janela. O mundo por trás do mundo. Nós estamos no meio. Anjos e demônios não podem vir para o nosso plano. Ao invés disso nós temos o que eu chamo de mestiços tentando nos influenciar. Só podem sussurrar em nossos ouvidos, mas uma única palavra pode lhe dar coragem ou transformar o seu prazer em seu pior pesadelo. Aqueles com o toque do demônio e os que são parte anjos vivendo ao nosso lado.

- Minha irmã era católica praticante. Sabe o que significa isso? Significa que ela não se mataria.
- Sua alma iria direto para o inferno, onde ela gritaria ao ser dilacerada em uma agonia brutal por toda a eternidade. É isso. Está certo?


- Detetive, e se eu dissesse que Deus e o Diabo fizeram uma aposta. Uma aposta pelas almas de toda a humanidade.
- Eu diria continue com seus remédios.
- Me escuta, nenhum contato com os humanos. Essa seria a regra. Apenas influência. Para ver quem venceria.
- Está bem, eu estou ouvindo. Por quê?
- Quem sabe? Talvez pela diversão. Você sabe...
- Ah, é divertido? É divertido um homem surrar a esposa até matá-la? É divertido uma mãe afogar seu próprio filho? Você acha que o Diabo é o responsável? As pessoas são más, sr. Constantine. As pessoas.
- Tem razão. Nascemos capazes de coisas terríveis, mas, às vezes, alguma coisa nos dá uma pequena noção do que é certo.
- Olha, foi muito instrutivo, mas não acredito no Diabo.
- Deveria. Ele acredita em você.







Eu, Álison

A loucura me salvou

Tal é a força da escrita: abolir o tempo, suprimir as distâncias, reunir os opostos.

Para Virginia, "escrever é um inferno", e ela não esconde de sua amiga Violet que "às vezes fica horas e horas diante de uma lareira sem fogo, com a cabeça entre as mãos".
De agora em diante, Virginia conhecerá apenas estados paroxísticos, oscilando continuamente entre a exaltação e o desespero. Quando afirma estar feliz, será sempre com "aquela impressão de um meio fio estreito na borda de uma calçada que dá em um precipício". Cada novo livro será um mergulho em águas profundas na qual a romancista não hesitará em colocar sua vida em perigo.
Aquela que escreve em seu Diário "quando escrevo não passo de uma sensibilidade" teme mais do que qualquer pessoa o período que segue a criação propriamente dita.

Entretanto, em 16 de janeiro de 1936, enquanto corrige as provas de Os Anos, encontra-se novamente à beira do precipício aniquilada por um sentimento de fracasso irremediável.

Nunca me senti tão infeliz quanto ontem à noite [...]

Essa mulher tão perfeitamente feliz num dia e tão desesperadamente deprimida no outro conservou um talismã de sua infância que guardará preciosamente durante toda sua vida. Esse, apesar de não a salvar, irá ajudá-la nos momentos mais difíceis.
Os Stephen têm comum o vício impune da leitura. Têm também, como se fosse um gene transmissível, um certo gosto pela escrita.

Durante seus trinta anos de escrita, Virginia conhecerá somente condições estremas, indo da euforia mais comunicativa ao abatimento mais preocupante. Com A Viagem, entra para a literatura e assina um pacto consigo mesmo que lhe parece proibir qualquer forma de acesso à felicidade.

Em maio de 1895, Julia Princep se retira na ponta dos pés do quadro de cores vibrantes da infância. Para a família Stephen, é um verdadeiro terremoto. Para Virginia, menininha de sensibilidade exacerbada, o fim de toda possibilidade de felicidade.

Virginia, por sua vez, observa. Espectadora de um mundo na qual não consegue tomar parte, vive o início de um sentimento de ausência que não a deixará mais.

A jovem Virginia grava tudo sem conseguir se deixar levar por uma emoção cuja violência a aniquilará.

O que a morte de Julia Stephen revela é uma propensão à instabilidade psíquica com a qual Virginia deverá lidar toda sua vida.

Estar louca, Ou, pior ainda, que os outros a achem louca: esse é o pavor dessa mulher que lutará corajosamente toda sua vida contra sintomas que cada um vai querer ligar a um nome. Histeria. Psicose. Depressão.

A morte da qual sou perpetuamente consciente [...] se aproxima tão rápido!

Alguns meses depois de seu casamento, Virginia Woolf fica gravemente doente. Sua recusa em alimentar-se e suas dificuldades de conseguir dormir inquietam os próximos. Chamaram o médico que, entre outras recomendações de praxe, prescreve-lhe  barbitúrico, um sedativo potente. Alguns dias mais tarde, ela força voluntariamente a dose e quase morre.

Virginia sente-se "acorrentada a um rochedo, coagida à inação, condenada a deixar cada preocupação, cada rancor, irritação ou obsessão atacá-la persistentemente com unhas e dentes".
Seu desespero, contido nos primeiros anos, acaba pouco a pouco por explodir.

Em 1922, anota a contragosto em seu Diário:

O único interesse que as pessoas têm por mim como escritora vem, estou começando a me dar conta, de minha personalidade estranha. 

É o preço da glória. O início da lenda. Lenda que não quer ver em Virginia outra coisa além de uma mulher melancólica e suicida. Frágil e cortada do mundo. Fantasiosa e instável.

Longe da agitação da capital, a romancista experimenta com sensualidade as delícias do campo e pode se entregar com toda a tranquilidade à sua ocupação preferida. Ali, tudo é ordem, calma e volúpia.

Leonard, por sua vez, que sempre tem uma inclinação ao pessimismo, torna-se simplesmente lúgubre. "As pessoas continuarão a morrer, e assim até a nossa própria morte", confia à sua mulher.

Por que as depressões crônicas dessa mulher, suas repetidas tentativas de suicídio e seus acessos de demência foram retidos em vez da extraordinária coragem que ela demonstrou para conseguir realizar sua obra, tão rica e complexa, apesar de sua "doença sinistra"? Por que ter destacado sua fragilidade, ao passo que é precisamente sua força que é impressionante? Depois de cada crise, que a deixa num estado extremo de deterioração física e psicológica, Virginia Woolf encontra ainda e sempre a força para comprometer-se novamente com uma nova tarefa.Seja em 1913, quando termina seu primeiro romance, apesar de seu estado de saúde que pede internação. Seja em 1918, quando começa Noite e Dia com o único objetivo de manter a cabeça fora d'água entre dois períodos de imersão na demência. Seja em 1930, quando escreve As Ondas e vê novamente surgir os signos indicadores da depressão. Seja em 1936, quando termina Os Anos e que atravessa uma crise de desespero cuja violência lhe lembra o fim esgotante de A Viagem. De cama, emagrecida, pálida, vítima de alucinações, de dores de cabeças assustadoras, Virginia Woolf persiste.

A escrita é a única saída que essa mulher, que se define como "uma melancólica de nascimento", encontrou para salvar-se. Cada livro é uma vitória sobre a doença. Um combate contra as trevas das quais sai sempre vitoriosa, mas raramente aliviada.
Com Os Anos, os sintomas da depressão vêm à tona novamente. "Escrever é um esforço, escrever é o próprio desespero", anota em seu diário sobre "esse livro interminável".

O mesmo medo de não ser capaz de expressar uma emoção que parece ocultar propositalmente a extensão de sua dor.

Como se o desaparecimento de seu amigo tivesse definitivamente quebrado algo dentro dela.
"Como se nos chocássemos contra um muro. Um tal silêncio. Um tal empobrecimento. Quantas coisas ele irradiava".
"Lutamos todos com os nossos cérebros, nossas paixões e todo o resto, e tudo isso para sermos vencidos", anota em seu Diário em um dia de desespero.

O que resta? Em que se agarrar? Tudo não passa de desolação. Mesmo a escrita do Diário não parece mais oferecer consolo. Em 29 de dezembro de 1940, essa constatação lapidar: "Todo desejo de continuar esse Diário me abandona".
Lytton Strachey, Katherine Mansfield, Roger Fry, todos seus melhores amigos se foram. Apenas Virginia, soldadinho valente, continua lutando com as palavras. Um embate que a cada dia lhe parece mais inútil.

Enquanto tem consciência de estar tomada pela doença, tenta, mais uma vez, para mantê-la longe, examinar a loucura sob o ângulo do estudo. Mas, pela primeira vez, essa vontade que tanto pôs à prova e que lhe permitiu que se mantivesse à beira do abismo, não responde mais. Alguma coisa se rompeu. Definitivamente.

Para Virginia, o pesadelo recomeça. As visões. As alucinações. As eternas recomendações que nunca serviram para nada além de isolá-la um pouco mais nesse mundo opaco e frio no qual ela sente que está sendo inexoravelmente enterrada.
"Lutei tanto quanto pude, mas não consigo mais". Ninguém poderá salvar Virginia Woolf. Pela primeira vez, Leonard chegará tarde demais.

No dia 28 de Março de 1941, após ter um colapso nervoso, Virginia Woolf suicidou-se.




Eu, Álison

domingo, 1 de dezembro de 2013

But your picture on my wall

My tea's gone cold, I'm wondering why
I got out of bed at all
The morning rain clouds up my window
And I can't see at all
And even if I could, it'd all be gray
But your picture on my wall
It reminds me that it's not so bad
It's not so bad

I drank too much last night, got bills to pay
My head just feels in pain
I missed the bus, and there'll be hell today
I'm late for work again
And even if I'm there, they'll all imply
That I might not last the day
And then you call me and it's not so bad
It's not so bad

Push the door, I'm home at last
And I'm soaking through and through
Then you handed me a towel and all I see is you
And even if my house falls down now
I wouldn't have a clue
Because you're near me

And I want to thank you
For giving me the best day of my life
Oh, just to be with you
Is having the best day of my life

Meu chá esfriou, me pergunto por quê me levantei da cama. A chuva da manhã embaça minha janela e não consigo ver nada. E mesmo que pudesse, estaria tudo cinza, mas seu retrato na minha parede me faz lembrar que não é tão ruim assim. Não é tão ruim.
Bebi demais ontem à noite, tenho contas a pagar. Minha cabeça dói tanto. Perdi o ônibus e o dia será um inferno. Estou atrasada para o trabalho de novo, e ainda que estivesse lá todos insinuariam que eu não vou ficar nem mais um dia, mas daí você me liga, e não é tão ruim assim. Não é tão ruim.
Empurro a porta, finalmente chego em casa e estou completamente encharcada. Então você traz a toalha e tudo o que vejo é você. E mesmo se minha casa desabasse agora eu não perceberia porque você está perto de mim.
E eu quero agradecer você por me dar o melhor dia da minha vida. Oh, simplesmente estar com você é ter o melhor dia da minha vida.






Eu, Álison

sábado, 22 de junho de 2013

Não tem propósito algum

Quando você tem uma guerra, e acaba, não adianta você chegar e falar assim: "Bom, teve algum propósito". Não tem propósito algum! Isso foi um mal em si. Foi uma manifestação caótica que só trouxe prejuízo e se eu conseguir arrancar alguma moral boa disso eu sou um bobo, porque não teve coisa boa nenhuma nisso. Pergunta para aqueles que sofreram se eles estão vendo alguma coisa boa nisso.







Eu, Álison

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

As filhas do fogo

No meu nascimento fui estigmatizado pelo fogo do inferno
O vazio interior continua crescendo
Debaixo do céu vermelho-sangue nasceu a canção
O céu estava sangrando quando eu cantei a canção da morte para ela

Ela dormiu debaixo de minhas asas, um abraço frio,
O fiel servo da morte agora se encheu de dor
Para sempre assombrado por sua face angelical
Neste mundo
Onde a morte caminha sobre a terra
O sinal de ceifeiro
Determinado no nascimento

No meu berço ardente a melodia da morte
Foi cantada por anjos da escuridão
As filhas do fogo




Eu, Álison

quinta-feira, 5 de abril de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Certo ou errado

"Que nem pensam os ateus: Eu não vou roubar isso porque não é meu e não porque Deus vai me mandar para o inferno."






Eu, Álison

sábado, 21 de janeiro de 2012

Por que será?

Se todos os cristãos se baseiam na bíblia e agem de acordo com ela, eu pergunto: onde está escrito que as pessoas têm que ir de terno na igreja??? Porque eu já vi pessoas que trabalham de dia para comer de noite, que trabalham de pedreiro (nada contra, só que é um serviço que não garante renda fixa), mas que têm um terno garantido para ir à igreja.

Que tipo de Deus pediria a seus fieis que deixassem de comprar o que precisam para ter um terno? Que tipo de Deus apelaria para a estética em detrimento dos bons costumes?
Eu queria ir um dia de chinelo de dedo e bermuda em uma igreja dessas só para ver o que que as pessoas iriam dizer. Seria algo como: "você vai para o Inferno porque não está de sapato!!!"

PELO AMOR DE DEUS, que diferença faz a roupa que tu vai à igreja?! Você acha que Deus vai levar para o céu os mais bonitos? Os mais arrumados? Se você acha que a roupa que você vai à igreja vai te salvar, o seu Deus é diferente do meu.





Eu, Álison

sábado, 3 de dezembro de 2011

A Faísca Velha

Ligar a 1.

Assim já dói. Espero que doa. Espero que doa como o inferno.

John Coffey, você foi condenado a morrer na cadeira elétrica por um júri de seus pares, sentença imposta por um juiz devidamente constituído nesse estado. Tem alguma coisa a dizer antes que a sentença seja executada?

Desculpe pelo que sou...

[...]

Por favor chefe, não bota esse negócio no meu rosto. Não me deixa no escuro. Eu tenho medo do escuro.

Tudo bem John.

Heaven, I'm in Heaven... Heaven. Heaven, I'm in heaven... Heaven...

John Coffey, a eletricidade passará pelo seu corpo até você morrer de acordo com a lei estadual.
Que Deus tenha piedade da sua alma.

[...]

Paul... Você tem que dizer. Você tem que dar a ordem.

"Ele matou elas com o amor. É assim que é todo dia e no mundo todo."

Ligar a 2.



Eu, Álison