Mostrando postagens com marcador medo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador medo. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de julho de 2014

We can't die because we're young

Come spend the night inside our soul
It's so beautiful, at all

 

You're afraid of who you are
Crying 'cause your father's gone






Eu, Álison

domingo, 6 de julho de 2014

É o afeto justo

Não quero que você concorde com isso, mas leia com a mente aberta.
Porque se ele [o ódio] não fosse real, a gente não precisaria ter medo dele. É porque ele é real, é porque, às vezes, a gente tem que fazer guerra, é porque, às vezes, a gente tem que matar, é porque, às vezes, tem gente na humanidade que não dá para você amar, não dá para conviver.

Não adianta você dizer que todo filho, toda mãe, todo pai se amam. Senão não precisava de psicólogo. É bom ter melhor salário, mas nem por isso vai deixar de ter razão para odiar. É bom você ter um governo mais justo, mas nem por isso vai deixar de ter razão para odiar. É bom você ter melhor escola, mas nem por isso vai deixar de ter razão para odiar. Por que você não consegue fazer o ser humano ser bom por lei. E se o ser humano virasse bom não seria mais o ser humano. O ser humano é o que ele é. É assim que ele sobreviveu.

O ser humano odeia. Seja lá por que razão for. A gente mata. Alguns acham que você mata por causa de Deus, mas você pode matar porque você é contra Deus. O ser humano é fraco, medroso, precário, mentiroso sobre suas próprias angústias. A hipocrisia é parte da base da moral pública. Organização eficaz da agonia pode ser entendida como o modo como a seleção natural nos levou a conviver com esse monstro que a gente tem ou com essa fragilidade interna.

Quando você diz que todas as pessoas devem ser amadas, é como se você causasse a destruição das diferenças entre as pessoas que merecem realmente ser amadas e as que não merecem, porque mesmo você sendo a pessoa mais sortuda do mundo, deve conhecer no mínimo uma pessoa que você imagina que não merece, ou não deve, ser amada. Algumas pessoas na nossa vida, ou na vida dos outros, conquistam o amor, por uma série de razões. E outras não. Elas conquistam o ódio.
A ideia de que você deve ou consegue amar todas as pessoas é (teoricamente) muito nobre, aliás, uma das mais nobres. Mas na prática, é uma impossibilidade que é evidente por si só. Basta você pensar em todas as pessoas más que existem e que, por motivos lógicos, você não ama, para perceber que só o fato de elas serem o que são já é suficiente para você mantê-las longe. Dizer isso é horrível, mas por mais duro que pareça, você precisa reconhecer que, às vezes, o ódio é o afeto justo.







Eu, Álison

domingo, 4 de maio de 2014

Depende de você

A vida de uma pessoa se resume, basicamente, assim: ela nasce, cresce, envelhece e morre. Durante esse período ela pode incrementar um pouco. Ela trabalha, estuda, cozinha, viaja. Ela também mata, rouba. Se apaixona, faz arte. Ela lê, escreve, toma banho de chuva, dorme tarde. Chora de rir, fica triste, imagina cenas antes de dormir. Se assusta, se surpreende. Perde o fôlego, pula de alegria, anda de bicicleta. Esfola o joelho, dá presentes, tem borboletas no estômago, comemora aniversário, faz amizades. Se rebela, tem pesadelos, acorda assustado. Se emociona, conhece gênios, fala com idiotas, se confunde. E apesar de nossa vida ser apenas uma sequência aleatória de fatos independentes que decorrem por alguns anos, quando estamos fazendo alguma dessas coisas, o tempo parece mais lento e você até se esquece de que devia apenas nascer e morrer.






Eu, Álison

domingo, 20 de abril de 2014

Uma grande paz

Ficamos, pois, de mãos dadas, como duas crianças, e apesar de todas as coisas tenebrosas que nos cercavam, sentíamos uma grande paz no coração.







 Eu, Álison

domingo, 6 de abril de 2014

Will you?

You've been standing on the edge
Lost between the worlds of agony and ecstasy 


What are you afraid to lose when you're left alone?
'Cause loving you was wasting 






Eu, Álison

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Que deuses?

- Não tem medo? Os deuses podem enviá-lo para algum inferno terrível por todo mal que já fez.
- Que mal? - soltou uma gargalhada. - Que deuses?
- Os deuses que fizeram todos nós.
- Todos? - ele zombou. Diga-me, passarinho, que tipo de deus faz um monstro como o Duende, ou uma idiota como a filha da Senhora Tanta? Se os deuses existirem, fizeram as ovelhas para que os lobos possam comer carneiro, e os fracos para os fortes brincarem com eles.


- Se existirem deuses, por que o mundo está tão cheio de dor e injustiça?
- Por causa de homens como você.
- Não há homens como eu.

- Que deus deixaria que isso acontecesse? Rickon era só um bebê. Como poderia merecer uma morte assim? E Bran... Quando abandonei o norte, ele ainda não tinha aberto os olhos desde a queda. Tive de partir antes de ele acordar. Agora não poderei voltar para ele, ou voltar a ouvi-lo rir.






Eu, Álison

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Treasure

That night I felt like I've become something treasured, different.

Bearing the gift of a new heart
Patience ablaze, I'm slowly burning
I am in awe and in shock
I'm in love

Can I tell you a story
As we dance while the sun starts to bleed
Trees rejoice with the wind here

Tonight I've become the most dazzling precious treasure, I am treasured over all the Earth

Aquela noite me senti como se tivesse me transformado em algo precioso, diferente.
Produzindo um novo coração de presente. Paciência em chamas, estou lentamente queimando. Estou com medo e em choque, estou apaixonada.
Posso te contar uma historia enquanto dançamos até que o Sol começe a sangrar. As árvores se alegram com o vento daqui.
Essa noite me tornei o tesouro mais brilhante e precioso. Sou apreciada por toda a Terra.







Eu, Álison

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Depois de um certo momento

Dois sentimentos me invadiram: medo e desejo. Medo da gruta escura e ameaçadora. Desejo de ver se ela não encerrava alguma maravilha extraordinária.








Eu, Álison

domingo, 29 de dezembro de 2013

A little bit of longing

Silence is broken
Empty words are licking the layers of sin from our skin
We realize happy endings are not for everyone, they're not for us
Break of dawn let us lay down our arms
In the end of the day we can savour our loss
But I never stopped trying and I never said I wasn't up for

You were always so much stronger than me
And now your pain has made you beautiful
But inside your armour is your heart still open, for here I stand
Still trapped in my solitary shell
Reaching out to you with my aching thoughts
Hear me now, please don't tell me that you are too proud for

A little bit of pain
A little bit of longing
Little bit of love to come our way
A little bit of fear
A little bit of hate
Little hope for the hopeless

A little bit of rain
A little bit of thunder
Little broken smile at the end of our day
A little stormy cloud
A little bit of wind
To breathe life into lifeless

Just give yourself to me
Together we will be
So elegantly broken


O silêncio é quebrado. Palavras vazias estão tocando as camadas do pecado da nossa pele. Percebemos que finais felizes não são para todos, não são para nós. No amanhecer vamos abandonar nossas armas. No final do dia poderemos apreciar nossa derrota, mas eu nunca parei de tentar e nunca disse que não estava pronto.
Você sempre foi muito mais forte do que eu e agora a sua dor te fez linda, mas dentro de sua armadura seu coração ainda em aberto, pois aqui estou ainda preso em minha concha solitária estendendo minha mão para você com meus pensamentos aflitos. Ouça-me agora, por favor, não me diga que você é orgulhoso demais.

Um pouco de dor
Um pouco de saudade
Um pouco de amor à nossa maneira
Um pouco de medo
Um pouco de ódio
Um pouco de esperança para os desesperados

Um pouco de chuva
Um pouco de trovão
Um pequeno sorriso ferido no final do nosso dia
Uma pequena nuvem de tempestade
Um pouco de vento
Para dar vida ao inanimado

Basta entregar-se a mim. Juntos nós seremos elegantemente feridos...






Eu, Álison

sábado, 30 de novembro de 2013

Para longe

Listen, I don't really know you
And I don't think I want to
But I think I can fake it if you can
Let's agree there's no need,
Let's just keep pretending to be friends,

I get carried away, carried away, from you
When I'm open and afraid
'Cause I'm sorry, sorry 'bout that
Sorry 'bout things that I've said
Always let it get to my head

Escute, eu realmente não conheço você e não acho que queira, mas eu acho que eu posso fingir se você puder. Vamos concordar que não há necessidade. Vamos apenas continuar fingindo ser amigos.
Eu me deixei levar para longe, levar para longe de você quando estava vulnerável e com medo. Porque eu sinto muito, sinto muito por isso. Sinto muito pelas coisas que eu disse. Sempre deixo isso vir à minha cabeça.






Eu, Álison

You dishonor yourself for...



 - Honor? Do you think it's honor that's keeping the peace? It's fear. Fear and blood.








Eu, Álison

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

We can't die because we're young

You're ashamed of what you've done,
Crying 'cause your father's wrong
You're afraid of who you are
Crying 'cause your father's gone
Dreaming 'til you hit the truth 


We'll cry tonight, but in the morning we are new






Eu, Álison

domingo, 14 de julho de 2013

Que eu mostro-te quem eu sou

Eu estive lá com você naquela noite em que estava sozinha.
Naquela noite que passou pensando.
Naquela noite que chorou de medo.
Naquela noite que ficou sonhando.

Eu estive lá com você naquela noite em que ficou escrevendo.
Naquela noite que esteve com raiva.
Naquela noite em que chorou de saudade.
Naquela noite que passou acordada.

Eu estive lá com você naquela noite em que esteve lendo.
Naquela noite que pensou na vida.
Naquela noite em que chegou ao limite.
Naquela noite em que eu te disse:
Mostra-me quem tu és
Que eu mostro-te quem eu sou. De verdade.
E hoje somos um.






Eu, Álison

sábado, 13 de julho de 2013

Não é uma escolha

Sentir medo não é uma escolha, mas resta-me rir do impossível e esperar o dia amanhecer. É difícil encarar essas pessoas nos olhos, mas eu faço o mesmo que eles. Eu os desafio a me decifrarem.








Eu, Álison

sábado, 8 de junho de 2013

Abandonei-me ao desespero

E esse desejo ardente insondável que tem a alma de se torturar a si mesma - de violentar a sua própria natureza - de praticar o mal por amor do mal - que me impeliu a continuar e finalmente a consumar a injúria que tinha infligido ao inocente bruto. Uma manhã, a sangue frio, passei um laço pelo seu pescoço e enforquei-o no ramo de uma árvore. Enforquei-o com as lágrimas a saltarem-me dos olhos e o mais amargo remorso no coração.
[...]
Pegando num machado e esquecendo na minha fúria o meu medo pueril que até aí havia sustido a minha mão, lancei ao animal um golpe que teria sido mortal se o atingisse, mas a mão da minha mulher interpôs-se. Esta intervenção espicaçou a minha raiva até torná-la demoníaca. Soltei o braço e enterrei-lhe o machado no crânio. A minha mulher caiu morta no chão, sem soltar sequer um gemido.
[...]
Um gemido, a princípio surdo e quebrado como os soluços de uma criança, que rapidamente se transformou num grito longo, alto e contínuo, completamente anormal e inumano - um uivo - um berro crescente, misto de horror e de triunfo, como só poderia ser soltado no Inferno pelas gargantas dos condenados na agonia e dos demônios que exultam a danação.

Retirado de 'O Gato Preto', de Edgar Allan Poe.







Eu, Álison

quinta-feira, 30 de maio de 2013