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sábado, 11 de outubro de 2014

Vou esperar um pouco mais



Ontem relembrei, depois de muito tempo, o que costumava sentir anos atrás, na época em que ainda acreditava na paixão e a paixão ainda acreditava em mim. Achei que não fosse mais capaz de sentir isso. Ah, eram bons tempos...





Eu, Álison

domingo, 18 de maio de 2014

A Última Alvorada

Pietra acorda, não com o rosto inchado, comum nos sonolentos, mas com um rosto vazio. Mais um dia começa. Mais um tormento tem início. Ninguém, por mais sábio que fosse, saberia responder como ela suportava tudo aquilo.
Depois de levantar, Pietra olhava a claridade do sol passar pelos vidros de sua janela. Aquela era a única luz que existia em sua vida. A única que iluminava seu corpo. Às vezes, tomava uns goles de água. Nas outras, se contentava em somente se levantar. Lavava o rosto, aparentemente cada vez mais abatido, via seus olhos no espelho, mas não via seu reflexo, pois já não havia mais brilho neles, apesar da pouca idade que tinha. Comia algo que a mantinha em pé por algumas horas e saía para caminhar, sem destino certo e sem saber o que iria acontecer após o próximo passo.
Pietra não tinha emprego, mas passava pouco tempo em casa. Um morador de rua, homem que passava dia e noite fazendo o papel de vizinho desconhecido de Pietra e que mantinha sua residência improvisada ao lado da casa da jovem, sempre a via sair, normalmente pela manhã, e somente a avistava de novo quando retornava, já no final da tarde. Pietra voltava para casa somente para comer alguma coisa, mas nunca demorou mais que alguns minutos. Logo após, saía novamente, no início da noite, e voltava somente pouco antes da alvorada. O humilde vizinho, apesar de sua condição e de sua baixa instrução, já havia notado que o rosto da moça não era como os outros. O dela era especialmente tranquilo, como se não houvesse nada por trás dele. Sem emoções, sem desejos, sem sequer um raio de vida. Era só um rosto. Um rosto como nenhum outro.
Pietra andava lentamente durante suas idas e vindas pela cidade. As pessoas pensariam que era devido ao estresse e o cansaço causados por uma rotina de trabalho e estudos, mas ninguém sabia que ela não tinha emprego, muito menos que não estudava. O motivo de Pietra andar a passos lentos era de que não havia um lugar aonde ela quisesse chegar. Não havia um objetivo a alcançar. Nada havia nada que a fizesse correr, que a fizesse querer viver.
Nesse dia, que parecia pior que os outros, que parecia mais insuportável que os outros anos de sua vida, Pietra parecia um corpo vivo, mas que perdera a vida. O morador de rua percebeu tudo isso quando a viu pela manhã. Ele notou que Pietra havia saído mais cedo do que o normal. Com a mesma roupa de sempre, com o mesmo cabelo bagunçado de sempre, com os mesmos passos lentos de sempre, ela partiu. Mas hoje ela sabia o que ia acontecer e isso dava a ela uma tranquilidade nunca antes sentida. Depois de alguns dias sem retornar, ele ouviu alguns vizinhos comentando de que ela devia ter ido para a casa de algum familiar, mas sabia que não era verdade. Pietra encontrou seu caminho. Ela tinha ido acabar com sua dor.
Foi a última vez que o humilde morador viu a moça. Em um papel escrito por Pietra, encontrado no chão de sua casa, lia-se: "Está tudo bem agora".





Eu, Álison

domingo, 11 de maio de 2014

Sem alma nem fala

Permanentemente mutável. Pacificamente amigável é o meu estado e como eu ajo. Mesmo que você me agrida, eu sei que erra também quem revida e onde eu vou não existe a razão. Fortes são aqueles que transformam em luz o que é escuridão.

Coloridamente infindável. Estaticamente dançável é a folha verde e a gota linda. Embora o seu conceito não mude, espero que você não me julgue porque eu jamais vou te julgar. Felizes são aqueles que não veem fronteiras para se expressar.


Sigo o som da sua voz que me faz ouvir melhor. A redenção virá para todos porque todos são um só.





Eu, Álison

domingo, 4 de maio de 2014

In your embrace

Na maioria das vezes são os sonhos que se tornam realidade, mas no meu caso consegui transformar a realidade em sonho. Apesar de ter sido uma realidade da qual não participei, o sentimento provavelmente foi parecido. Ah, sim, o sentimento...






Eu, Álison

domingo, 20 de abril de 2014

Uma grande paz

Ficamos, pois, de mãos dadas, como duas crianças, e apesar de todas as coisas tenebrosas que nos cercavam, sentíamos uma grande paz no coração.







 Eu, Álison

domingo, 6 de abril de 2014

O que acontece quando morremos?

- O que acontece? Nós retornamos ao lugar de onde viemos.
- Eu não me lembro do lugar de onde vim...
- Eu também não.
- Ela é tão pequena.
- Sim, é uma das coisas que acontecem. Parecemos menores.
- Ela parece estar em paz.

Trecho de "As Horas"







Eu, Álison

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Só tem saudade

Let there be silence in your mind
Let there be warmth in your heart
Let there be peace in your soul






Eu, Álison

sábado, 4 de janeiro de 2014

Eu quero fazer falta

"Felicidade é uma vibração intensa. Um momento em que eu sinto a vida em plenitude dentro de mim e quero que aquilo se eternize. Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não é um estado contínuo. Felicidade é uma ocorrência eventual. A felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num abraço, seja na realização de uma obra, seja porque algo que você fez deu certo, seja porque você ouviu algo que queria ouvir, é claro que aquilo não tem perenidade. Aliás, a felicidade, se marcada pela perenidade, seria impossível, afinal de contas, nós só temos a noção de felicidade pela carência. Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos."

"Nós somos o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. Embora todos morram, nós somos o único que, além de morrer, sabe que vai morrer. Você e eu sabemos que vamos morrer. Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece para que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena. Nesta hora eu preciso ser capaz da fazer falta. No dia que eu me for, e eu me vou, eu quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso. Significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e ser importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. Por isso, para ser importante, eu preciso não ter uma vida que não seja pequena, e uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si mesmo, fechada em si. Nesta hora, a minha vida, que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena."

Mário Sérgio Cortella sobre a felicidade e ser importante.







Eu, Álison

sábado, 14 de dezembro de 2013

All that great heart lying still

In silent suffering
Smiling like a clown until the show has come to an end
What is left for encore
Is the same old dead boy's song
Sung in silence



The deep breath I took still poisons my lungs
Of a pure-heart singing me to peace
All that great heart lying still on an angelwing
I'd still give my everything to love you more
Trying to smile but hurting infinitely. Nobody notices
I do, but walk by
She's going to dinner alone
That makes her even more beautiful
In early air of the dawn of life
A sight to silence the heavens
Paper is dead without words
Ink idle without a poem







Eu, Álison

sábado, 16 de novembro de 2013

domingo, 11 de agosto de 2013

As coisas improváveis

Só são improváveis e não impossíveis.


Ver a pessoa que eu vi era improvável, mas não impediu que eu visse.







Eu, Álison

sábado, 27 de julho de 2013

Sem luz nem tenda



E minha alma, sem luz nem tenda,
passa errante, na noite má,
à procura de quem me entenda
e de quem me consolará…

Cecília Meireles





Eu, Álison

domingo, 14 de abril de 2013