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domingo, 4 de maio de 2014

Você precisa me dizer

- Quando ele vai voltar? Ele falou que queria me contar seu segredo!
- Quando? Bem, quando o sol nascer a oeste e se puser a leste - disse tristemente. Quando os mares secarem e as montanhas forem sopradas pelo vento como folhas. Então regressará, meu sol-e-estrelas, e não antes.
- Nunca, gritou a escuridão, nunca, nunca, nunca.








Eu, Álison

sábado, 7 de dezembro de 2013

Sem alma

Dany lembrava-se da palavra de uma história aterrorizadora que Jhiqui lhe contara uma noite junto à fogueira. Uma maegi era uma mulher que dormia com demônios e praticava a mais negra das feitiçarias, uma coisa vil, maldosa e sem alma, que vinha até os homens no escuro da noite e sugava a vida e a força de seus corpos.







 Eu, Álison

domingo, 1 de dezembro de 2013

Mãe, herdeira, rainha

E eu sou Daenerys, Filha da Tormenta, Daenerys da Casa Targaryen, do sangue de Aemon, o Conquistador, e Maegor, o Cruel, e da velha Valíria antes deles. Sou a filha do dragão, e, juro-lhes, esses homens morrerão aos gritos.


Quando Daenerys Targaryen se levantou, seu dragão negro silvou, com fumaça clara saindo da boca e das narinas. Os outros dois afastaram-se dos seios e somaram suas vozes ao chamamento, com asas translúcidas abrindo-se e agitando o ar, e pela primeira vez em centenas de anos a noite ganhou vida com a música dos dragões.






 Eu, Álison

There's only one god

 

And his name is Death.







Eu, Álison

sábado, 30 de novembro de 2013

sábado, 23 de novembro de 2013

E mais tolos



Talvez alguns, os mais novos e mais tolos, que ainda julgavam que os deuses escutavam as preces dos homens desesperados, a tivessem tomado por salvamento.







Eu, Álison

Jon também notara

Um bastardo tinha de aprender a reparar nas coisas, a ler a verdade que as pessoas escondiam por trás dos olhos.









Eu, Álison

sábado, 16 de novembro de 2013

Conheço o seu segredo



 Você sonhou o mesmo tipo de sonho.






Eu, Álison

Não posso deixá-lo

Nem por um momento, quando qualquer momento pode ser o último. Tenho de estar com ele, se... se...


- Não posso - ela chorou. - Que os deuses me perdoem, Robb, mas não posso, e se ele morrer enquanto durmo, e se ele morrer, e se ele morrer...







Eu, Álison

Eu sei dessas coisas

Uma visita à casa só irá agitar sentimentos que é melhor deixar em paz. 









Eu, Álison

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Tem olhos, mas não vê

Syrio deu um passo para trás.
- Agora está morta.
Arya fez uma careta.
- Você me enganou - disse com veemência. - Disse esquerda e foi pela direita.
- Precisamente. E agora é uma garota morta.
- Mas você mentiu!
- Minhas palavras mentiram. Os olhos e o braço gritaram a verdade, mas você não estava vendo.
- Estava sim - Arya rebateu. - Observei-o segundo a segundo!
- Observar não é ver, garota morta. O dançarino da água vê. Anda, deixe a espada, agora é hora de escutar.
Arya o seguiu até junto da parede, onde ele se instalou num banco.
- Syrio Forel foi a primeira espada do Senhor do Mar de Bravos, mas saberá você como isso aconteceu?
- Você era o melhor espadachim da cidade.
- Precisamente. Mas por quê? Outros homens eram mais fortes, mais rápidos, mais jovens. Por que Syrio Forel era o melhor? Vou lhe dizer - tocou ligeiramente a pálpebra com a ponta do mindinho. Ver, ver realmente, é o coração de tudo. Escute-me. Os navios de Bravos navegam até tão longe quanto os ventos sopram, até terras estranhas e maravilhosas, e, quando regressam, seus capitães trazem animais bizarros para a coleção do Senhor do Mar. Animais como você nunca viu, cavalos listrados, grandes coisas malhadas com pescoços longos como pernas-de-pau, ratos-porcos peludos do tamanho de vacas, manticoras com espinhos, tigres que transportam as criam numa bolsa, terríveis lagartos que caminham com foices no lugar das garras. Syrio Forel viu essas coisas. No dia do qual falo, a primeira espada tinha morrido havia pouco tempo e o Senhor do Mar mandou me chamar. Muitos espadachins tinham sido levados à sua presença e a todos mandara embora, sem que nenhum soubesse por quê. Quando foi a minha vez, encontrei-o sentado com um gordo gato amarelo ao colo. Disse-me que um dos capitães lhe tinha trazido o animal de uma ilha para lá do sol nascente. "Já viu algum animal como ela?", ele perguntou. E eu lhe respondi: "Todas as noites, nas vielas de Bravos, vejo mil como ele", e o Senhor do Mar riu e nesse mesmo dia fui nomeado primeira espada.
Arya contraiu o rosto.
- Não entendi.
Syrio rangeu os dentes.
- O gato era um gato comum, nada mais. Os outros esperavam um animal fabuloso, e era isso que viam. Era tão grande, diziam. Não era maior que qualquer outro gato, tinha apenas engordado devido à indolência, pois o Senhor do Mar o alimentava de sua própria mesa. Que curiosas pequenas orelhas possuía, diziam. Suas orelhas tinham sido roídas em lutas entre crias. E era claramente um macho, mas o Senhor do Mar dizia "ela", e era isso que os outros viam.
Arya refletiu sobre aquilo.







Eu, Álison

Lembre-se disso




"Aquilo que amamos nos destrói sempre". - Lorde Mormont, o Velho Urso.







Eu, Álison