Mostrando postagens com marcador deuses. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador deuses. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de outubro de 2014

Disse a si mesmo

Quando será a última vez?
É o que todos querem saber.
Mas na verdade, feliz
Ou infelizmente
Ninguém sabe ao certo.
Pode ser daqui há um ano,
Ou pode ser daqui um mês,
Pode ser daqui uma semana,
Ou pode ser amanhã.
E sabe o que é pior do que
Que a última vez seja amanhã?
A pior coisa do mundo é que,
Sem que a gente nem saiba,
A última vez tenha sido ontem.
Porque hoje o ontem já passou
E nem que se reze
Pela graça de todos os deuses
O ontem nunca volta.
"Nunca", disse a si mesmo
E começou a chorar...






Eu, Álison

sábado, 1 de março de 2014

Não se preocupe



Os anos passam às centenas e aos milhares, e o que vê qualquer homem vivo, além de alguns Verões e alguns Invernos? Olhamos as montanhas e dizemos que são eternas, e é o que parecem ser... Mas, no correr do tempo, montanhas erguem-se e ruem, rios mudam de curso, estrelas caem do céu e grandes cidades afundam-se no mar. Pensamos que até os deuses morrem.






Eu, Álison


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Que deuses?

- Não tem medo? Os deuses podem enviá-lo para algum inferno terrível por todo mal que já fez.
- Que mal? - soltou uma gargalhada. - Que deuses?
- Os deuses que fizeram todos nós.
- Todos? - ele zombou. Diga-me, passarinho, que tipo de deus faz um monstro como o Duende, ou uma idiota como a filha da Senhora Tanta? Se os deuses existirem, fizeram as ovelhas para que os lobos possam comer carneiro, e os fracos para os fortes brincarem com eles.


- Se existirem deuses, por que o mundo está tão cheio de dor e injustiça?
- Por causa de homens como você.
- Não há homens como eu.

- Que deus deixaria que isso acontecesse? Rickon era só um bebê. Como poderia merecer uma morte assim? E Bran... Quando abandonei o norte, ele ainda não tinha aberto os olhos desde a queda. Tive de partir antes de ele acordar. Agora não poderei voltar para ele, ou voltar a ouvi-lo rir.






Eu, Álison

sábado, 23 de novembro de 2013

E mais tolos



Talvez alguns, os mais novos e mais tolos, que ainda julgavam que os deuses escutavam as preces dos homens desesperados, a tivessem tomado por salvamento.







Eu, Álison

sábado, 5 de outubro de 2013

O Dicionário do Diabo - Letra L, M e N

Ladrão = Um ingênuo homem de negócios. Conta-se que Voltaire certa noite hospedou-se com alguns companheiros de viagem um uma estalagem. Como os ouvintes fossem muitos sugestionáveis, após a ceia reuniram-se todos para contar histórias de ladrões. Quando chegou a vez de Voltaire, ele começou: “Era uma vez um Arrecadador Geral de Impostos”. E se calou. Quando os demais o encorajaram a prosseguir, ele disse: “Esta é a história”.
Liberdade (2) = Um dos bens mais preciosos da imaginação.
Longanimidade = Disposição para suportar uma injúria com meiga indulgência enquanto amadurecemos um plano de vingança.
Longevidade = Prolongação anormal do medo da morte.

Magnetismo = Algo que age em função de um magneto.
Magneto = Algo que age em função do magnetismo.
Mão = Instrumento singular usado na extremidade do braço humano e geralmente metido no bolso alheio.
Matrimônio = Cerimônia na qual duas pessoas tornam-se uma, uma torna-se nada e nada se torna suportável.
Médico = Sujeito a quem lançamos nossas súplicas quando enfermos e nossos cachorros quando curados.
Mendigar = Pedir algo com intensidade proporcional à crença de que este algo não será concedido.
Mendigo = Aquele que confiou no auxílio dos amigos.
Meu = Tudo que me pertence ou do que me aproprio.
Mitologia = Conjunto de crenças de povos primitivos relativas as suas origens, história antiga, heróis e deuses, etc., por oposição à história real que eles inventam mais tarde.

Noivos = Pessoas que se prendem com alianças ao invés de algemas.
Novembro = Décimo primeiro dos doze avos do tédio.






Eu, Álison

domingo, 31 de março de 2013

O preço a pagar

"Não há nenhum grande gênio sem algum traço de loucura" - Sêneca

"Todo o homem de gênio vê o mundo de um ângulo diferente do de seus contemporâneos, e aí está sua tragédia" - Havelock Ellis

"Não conheci homem de gênio que não tivesse de pagar em aflição ou defeito, físico ou espiritual, o que os deuses lhe concederam" - Max Beerbohn






Eu, Álison

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Triste e desagradável

Quanto aos sábios que se julgam pequenos deuses, a amizade quase nunca os une, ou, se isso às vezes acontece, é uma amizade sempre triste e desagradável, e restrita a um número muito pequeno de pessoas. Quanto a dizer que eles não gostam absolutamente de ninguém, eu teria apenas um escrúpulo: a maioria dos homens são loucos, pode-se mesmo dizer que não há nenhum que não tenha várias espécies de loucuras; ora, é na semelhança que estão fundadas todas as amizades.






Eu, Álison

sábado, 28 de julho de 2012

G. Puccini

Lá se reuniam moços de talento de todas as partes da Itália. Os músicos devotavam-se às técnicas da composição e à arte do amor. E toda a gente cantava – alegre e melodioso coral em honra da deusa da alegria.
Puccini assistira à estreia e lágrimas de comoção tinham-lhe assaltado os olhos diante dos aplausos tumultuosos – lágrimas de felicidade pela boa fortuna do amigo, mas também lágrimas de dor e de inveja, pois ele ainda não obtivera distinção.
Derivava-lhe rápida, mas não profunda, a corrente do gênio. O narcótico de sua música destinava-se, todavia, a encantar o mundo.
“No dia em que eu não mais me apaixonar, poderão me encomendar o enterro”.
Puccini vivia perseguido por essa espécie, aliás, desejável, de lunatismo. O seu principal prazer, no entanto, era a solidão. A conversa dos amigos, a fumaça densa a subir para o teto e a música a sair-lhe borbulhante da ponta dos dedos – tal era a ideia que fazia da solidão, do céu na terra.
Para além do avarandado, estendia-se em lago de prata, contrastando com o firmamento noturno. E lá, ao piano, enquanto tecia os seus sonhos, a observar o lago e a floresta, sentia-se, ao mesmo tempo, criador e parte íntima de toda a criação.
“Mas é imortal, porque ama com o coração que sabe sofrer. Tocarei agora a cena da morte, que acabei de completar”. Ouvindo a música, sentiram os amigos que a comoção os subjulgava.  – Você também será imortal – observou um deles.
Puccini sorriu. – talvez.
Em sua música não havia força cósmica. Não falava a linguagem dos deuses senão a das criaturas humanas.
O destino – mestre da surpresa pondo termo ao drama da vida humana.




Eu, Álison

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

É impossível e inimaginável

"Que os cronistas do Mahabharata, da Bíblia, do poema de Gilgamesh, dos escritos dos esquimós, dos índios, dos povos nórdicos, dos tibetanos e muitas e muitas outras fontes, relatem, por acaso e sem qualquer fundamento, todos eles, as mesmas estórias de "deuses" voadores, de estranhos veículos celestes e horríveis catástrofes ligadas a esses fenômenos. Não é possível que todos tenham tido as mesmas ideias, ao redor do mundo, como fruto de pura imaginação."

[...]

"Uma vez, porém, que de fato quase todos os textos dos povos primitivos em toda a volta do globo terrestre contam a mesma coisa, então é preciso que tentemos explicar as verdades objetivas ali ocultas."


Trecho: Eram os Deuses Astronautas?




Eu, Álison

terça-feira, 12 de julho de 2011

A única coisa que você não pode fazer...

Você pode pensar muitas coisas.

Pode achar que nada supera o capitalismo;
Ou ter certeza de que o comunismo é a única saída.
Você pode pensar que existem vários deuses;
Um, nenhum ou que eles eram astronautas.
Você pode ter várias teorias da conspiração;
Pode saber quem matou Kennedy.
Acreditar que a viagem a lua foi uma grande farsa;
Ou que Elvis está vivo.
Você pode pensar que a televisão é mais um eletrodoméstico na sua vida;
Ou que é uma das maiores invenções da humanidade.

Você pode pensar muitas coisas. A única coisa que você não pode fazer é não pensar.








Eu, Álison