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sábado, 8 de março de 2014

Look back in my eyes

Close my eyes
Feel you sigh
A desperate aching wonder
Will you ever, ever let me off my knees?
 
 Wide awake
Like a dream
As simple as a secret
Being told, told to everyone but me

Will I
Bleed out
I gave it all
But you can't stop taking from me
And way down I know
You know where to cut me
With your eyes closed
Bleed out
It won't be long
Til this heart stops beating
So don't let me
Bleed out here alone
Hear my plea
You won't hear my plea

Another day
Come undone
I keep trying to heal your pain
In return, you cut me over and over
One more time and I will

Bleed out
I gave it all
But you can't stop taking from me
And way down I know
You know where to cut me
With your eyes closed
Bleed out
It won't be long
Til my heart stops beating
So don't let me
Don't leave me
Bleeding alone

I finally feel like I'm supposed to be,
Don't you take this moment away from me
But before you kill me won't you
Won't you look back in my eyes and watch me

Bleed out
I gave it all
But you can't stop taking from me
And way down I know
You know where to cut me
With your eyes closed
Bleed out
It won't be long
Til my heart stops beating
So don't leave me don't let me
Bleed out here alone
Hear my plea

Fecho os olhos. Sinto você suspirar. A desesperada maravilha ferida. Será que você nunca, nunca vai deixar que eu fique de pé?
Bem acordado, como um sonho. Tão simples como um segredo sendo dito, dito para todos, menos para mim.
Irei eu sangrar. Eu te dei tudo, mas você não consegue parar de tomar de mim. E de toda forma você sabe onde me cortar com os olhos fechados. Sangrar. Não vai demorar até este coração parar de bater, então não me deixe sangrar aqui sozinho. Ouça minha súplica. Você não vai ouvir o meu apelo.
Outro dia. Venha desfazer. Eu continuo tentando curar sua dor. Em troca, você me cortar mais e mais. Mais uma vez e eu vou.
Sangrar. Eu te dei tudo, mas você não consegue parar de tomar de mim. E de toda forma você sabe onde me cortar com os olhos fechados. Sangrar. Não vai demorar até meu coração parar de bater, então não me deixe, não me deixe sangramento sozinho.
Eu finalmente sinto que sou o que devia ser. Não afaste este momento de mim. Mas antes de você me matar, você não vai, não vai olhar para trás em meus olhos e me ver.
Sangrar. Eu te dei tudo, mas você não consegue parar de tomar de mim. E de toda forma você sabe onde me cortar com os olhos fechados. Sangrar. Não vai demorar até meu coração parar de bater, então não me deixe, não me deixe sangrar aqui sozinho. Ouça minha súplica.






Eu, Álison

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Treasure

That night I felt like I've become something treasured, different.

Bearing the gift of a new heart
Patience ablaze, I'm slowly burning
I am in awe and in shock
I'm in love

Can I tell you a story
As we dance while the sun starts to bleed
Trees rejoice with the wind here

Tonight I've become the most dazzling precious treasure, I am treasured over all the Earth

Aquela noite me senti como se tivesse me transformado em algo precioso, diferente.
Produzindo um novo coração de presente. Paciência em chamas, estou lentamente queimando. Estou com medo e em choque, estou apaixonada.
Posso te contar uma historia enquanto dançamos até que o Sol começe a sangrar. As árvores se alegram com o vento daqui.
Essa noite me tornei o tesouro mais brilhante e precioso. Sou apreciada por toda a Terra.







Eu, Álison

domingo, 29 de dezembro de 2013

Tão jovem

"Já vi crianças que mataram inúmeras vezes, à sangue frio, membros da família, vizinhos... Crianças as mataram, e podem fazê-lo de novo. Faz meu sangue gelar só de pensar. Nove anos de idade! Ninguém pensa que alguém é capaz de matar à sangue frio com nove anos, mas é sim".







Eu, Álison

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Que foi embora

I never meant to get us in this deep
I never meant for this to mean a thing
Oh, I wish you were the one
Wish you were the one that got away

Got away from me
Before anybody has to bleed

Oh, if I could go back in time
When you only held me in my mind
Just a longing gone without a trace
Oh, I wish I'd never ever seen your face
Oh, I wish you were the one
I wish you were the one that got away


Eu nunca quis nos levar para esse abismo. Eu nunca quis que isso significasse alguma coisa. Oh, eu queria que você tivesse sido. Queria que você tivesse sido aquele que foi embora. 
Fique longe de mim. Antes que mais alguém tenha que sangrar.
Oh, se eu pudesse voltar no tempo. Quando você me prendia apenas em minha mente. Apenas um desejo que desaparece sem deixar rastros. Oh, eu queria que jamais tivesse visto o seu rosto. Oh, eu queria que você tivesse sido. Queria que você tivesse sido aquele que foi embora.






Eu, Álison

sábado, 30 de novembro de 2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

À beira do descontrole

Do you ever feel like breaking down
Do you ever feel out of place
Like somehow you just don't belong
And no one understands you

Do you ever wanna runaway
Do you lock yourself in your room
With the radio on turned up so loud
That no one hears you screaming

No you don't know what it's like
When nothing feels all right
You don't know what it's like
To be like me

Do you wanna be somebody else
Are you sick of feeling so left out
Are you desperate to find something more
Before your life is over

Are you stuck inside a world you hate
Are you sick of everyone around
With their big fake smiles and stupid lies
While deep inside you're bleeding

No, one ever lied straight to your face
And no one ever stabbed you in the back
You might think I'm happy
But I'm not gonna be okay

To be hurt, to feel lost
To be left out in the dark
To be kicked when you're down
To feel like you've been pushed around

To be on the edge of breaking down
And no one's there to save you
No, you don't know what it's like


Você já se sentiu como se estivesse desmoronando? Você já se sentiu fora de lugar? Como se de alguma forma você não se encaixa e ninguém te entendesse?
Você já quis fugir? Você se tranca em seu quarto com o rádio ligado e o volume tão alto para ninguém te ouvir gritando.
Não, você não sabe como é. Quando nada parece certo. Você não sabe como é. Ser como eu.
Você já quis ser outra pessoa? Você está cansado de se sentir deixado de fora? Você está desesperado para achar algo a mais antes que sua vida acabe.
Você está preso em um mundo que você odeia. Você está cansado de todos ao seu redor. Com seus grandes sorrisos falsos e mentiras estúpidas enquanto por dentro você está sangrando.
Ninguém nunca mentiu na sua cara. Ninguém nunca lhe apunhalou pelas costas. Você deve pensar que eu sou feliz, mas eu não vou ficar bem.
Ser machucado, sentir-se perdido, ser deixado no escuro. Ser chutado quando está mal, sentir como se você estivesse sido empurrado.
Estar à beira do descontrole e não ter ninguém lá para te salvar. Não, você não sabe como é.






Eu, Álison

sábado, 5 de outubro de 2013

Eu acordei

E senti gosto de sangue e do metal.

- Olá Amanda. Não me conhece, mas eu te conheço. Quero jogar com você. Esse mecanismo está preso às suas mandíbulas. Quando o jogo começar você terá que tirar a armadilha da boca. Só existe uma chave que abre o dispositivo. Está no estômago daquele que era sua alma gêmea. Olhe em volta Amanda, ele está aí. É melhor se apressar. 
Saia ou morra. Faça sua escolha.


- Parabéns. Ainda está viva. Muitas pessoas são tão ingratas por estarem vivas, mas não você. Nunca mais...







Eu, Álison

domingo, 29 de setembro de 2013

Bleeding Heart

Now I know that the end comes
You knew since the beginning
Didn't want to believe it's true
You are alone again, my soul will be with you

Why is the clock even running
If my world isn't turning?
Hear your voice in the doorway wind
You are alone again I'm only waiting

I remember the moments
Life was short for the romance
Like a rose it will fade away
I'm leaving everything

No regrets, war is over
The return of a soldier
Put my hands on my bleeding heart
I'm leaving all behind
No longer waiting

You tear into pieces my heart
Before you leave with no repentance
I cried to you, my tears turning into blood
I'm ready to surrender
You say that I take it too hard
And all I ask is comprehension
Bring back to you
A piece of my broken heart
I'm ready to surrender

Agora eu sei que o fim chega. Você sabia desde o começo. Não queria acreditar que era verdade. Você está sozinha outra vez, minha alma estará com você.
Por que o relógio ainda está correndo se meu mundo não está mais girando? Ouço sua voz pelo vento na porta. Você está sozinha de novo, eu estou só esperando.
Eu me lembro dos momentos. A vida foi curta para um romance. Como uma rosa isso irá desaparecer. Eu estou deixando tudo.
Sem arrependimentos, a guerra acabou. O retorno de um soldado. Ponha minhas mãos no meu coração sangrando. Eu estou deixando tudo pra trás. Sem mais esperas.
Você despedaça meu coração antes de ir sem arrependimentos. Eu chorei por você, minhas lágrimas virando sangue, estou pronto para me render. Você diz que eu levo isso muito a sério e tudo que eu peço é compreensão. Trago de volta para você um pedaço do meu coração despedaçado. Estou pronto para me render.





Eu, Álison

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Daquilo que não ficou

pessoas deviam poder evaporar
quando quisessem
não deixar por aí
lembranças, pedaços, carcaças
gostas de sangue, caveira, esqueletos
e esses apertos no coração
que não me deixam dormir

Olinda Wischral






Eu, Álison

sábado, 14 de setembro de 2013

As 10 pragas não são pragas

Todos já ouviram falar sobre as 10 pragas do Egito descritas no Velho Testamento. Vou mostrar-lhes que elas realmente aconteceram, mas não por causa da ira de um deus rancoroso, mas por uma simples sequência de fatos totalmente compreensíveis.

1 - Águas em sangue;
2 - Rãs;
3 - Piolhos;
4 - Moscas;
5 - Doenças nos animais;
6 - Sarna que rebentava em úlceras;
7 - Saraiva com fogo;
8 - Gafanhotos;
9 - Trevas;
10 - Morte dos primogênitos.

Em 1400 a. C., os egípcios viram o Nilo ficar vermelho, mas o que acharam que era sangue eram, na verdade, algas florescendo que mataram os peixes, que antes disso se alimentavam de ovos de rãs. Esses ovos não comidos viraram um número incontável de girinos que consequentemente foram para a terra e morreram. Os girinos mortos atraíram piolhos e moscas. Os piolhos tinham o vírus do mal da língua azul, o que matou 70% do gado do Egito. As moscas carregavam o mormo, uma infecção bacteriana que, em humanos, causa úlceras. Depois o vale do rio Nilo teve três dias de tempestade de areia, também conhecida como a praga da escuridão. Durante uma tempestade, um calor intenso pode esbarrar numa frente fria e então criar, não só granizo, mas também tempestades elétricas, e isso pode ter parecido aos egípcios como fogo vindo de céu. O vento que veio a seguir trouxe a população de gafanhotos da Etiópia direto para o centro da cidade do Cairo. O granizo molha, gafanhotos deixam fezes, e os dois misturados aos grãos causam micotoxinas. Na hora do jantar, no Egito antigo, o primogênito ganhava a porção maior, nesse caso ele comia mais toxinas e morria.






Eu, Álison

sábado, 6 de julho de 2013

Eu sou um livro

Mas um livro trancado, do qual você não tem a chave, escondido em um lugar que você não sabe onde é, que está escrito em um idioma que você não conhece e que tem em sua capa apenas um fundo branco com um ponto de interrogação pintado de vermelho.







Eu, Álison

sábado, 8 de junho de 2013

Abandonei-me ao desespero

E esse desejo ardente insondável que tem a alma de se torturar a si mesma - de violentar a sua própria natureza - de praticar o mal por amor do mal - que me impeliu a continuar e finalmente a consumar a injúria que tinha infligido ao inocente bruto. Uma manhã, a sangue frio, passei um laço pelo seu pescoço e enforquei-o no ramo de uma árvore. Enforquei-o com as lágrimas a saltarem-me dos olhos e o mais amargo remorso no coração.
[...]
Pegando num machado e esquecendo na minha fúria o meu medo pueril que até aí havia sustido a minha mão, lancei ao animal um golpe que teria sido mortal se o atingisse, mas a mão da minha mulher interpôs-se. Esta intervenção espicaçou a minha raiva até torná-la demoníaca. Soltei o braço e enterrei-lhe o machado no crânio. A minha mulher caiu morta no chão, sem soltar sequer um gemido.
[...]
Um gemido, a princípio surdo e quebrado como os soluços de uma criança, que rapidamente se transformou num grito longo, alto e contínuo, completamente anormal e inumano - um uivo - um berro crescente, misto de horror e de triunfo, como só poderia ser soltado no Inferno pelas gargantas dos condenados na agonia e dos demônios que exultam a danação.

Retirado de 'O Gato Preto', de Edgar Allan Poe.







Eu, Álison

quinta-feira, 30 de maio de 2013

sábado, 11 de maio de 2013

Deus está morto!

"Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste ato não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu ato mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste ato, de uma história superior a toda a história até hoje!" - Friedrich Nietzsche.






Eu, Álison

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Você não consegue

Simplesmente não consegue.

Como eu posso decidir o que é certo
Quando você está confundindo minha mente?
Eu não posso ganhar sua luta perdida
Mas você não vai tirar meu orgulho
Não, não desta vez

A verdade está escondida em seus olhos
E está na ponta da sua língua
Apenas fervendo no meu sangue
Mas você acha que eu não consigo ver
Sozinho (mas meus pensamentos você não consegue decifrar)

Como nós chegamos aqui?
Bem, eu costumava te conhecer tão bem

Eu acho que sei
Oh, há alguma coisa que eu vejo em você
Isso pode me matar, mas eu quero que seja de verdade





Eu, Álison

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O meu vermelho

As janelas da alma - se é que tinha uma - eram demasiadamente medonhas para pertencerem a uma pessoa comum. Onde normalmente era encontrado um belo par de íris brilhantes, via-se como que duas esferas de vidro. Um olhar frio e macabro, diferente de tudo que já tinha visto.
De susto, o coração batia, descompassado e nervoso. O relógio, marcador ininterrupto do tempo, como se também estivesse com medo da criatura presente, parou, acabando com o único ruído que impedia que o silêncio caísse sobre meus ombros. Consigo trouxe uma sensação terrível. Aquele era o silêncio do medo. Apesar de permanecer imóvel na porta, seu rosto expressava uma parte ínfima de quanto sua mente poderia ser doentia. Nunca a presença de um estranho me perturbou tanto quanto neste momento, que parecia perpétuo devido ao que aqueles olhos me faziam sentir. Eles confrangiam meu íntimo e torciam-me de dores, apesar de não mover-me um centímetro sequer. Não tentei movimentar nem ao menos um dedo, pois minha angústia só aumentaria ao constatar o que já sabia: estava totalmente paralisado.
Dentre todos os seres humanos, o mais corajoso se renderia diante da imagem transtornada que tinha perante mim. Algo que não sei o que era. Um ente que poderia ser considerado ser, mas dificilmente, acreditava eu, um humano. Se soubesse o que ele iria fazer, não teria dúvida quanto a isso.
Desde que havia aberto a porta, observava com meus olhos aquela situação. Ele, parado, devido a sua estranha natureza. Eu, num pânico constante, mal respirava, fôlego frágil. O estranho que me olhava abrira a porta com as mãos limpas. A esquerda, mais gélida, pois tocara o metal da maçaneta. Como que hipnotizando-me, ele, num estante, aproximou-se de mim e eu, sem reação, estarrecido perante tal, não consegui mover-me. Senti sua mão fria no meu pescoço, mas não imaginei o que ele poderia fazer. O medo corria em minhas veias. Infelizmente, para mim, suas mãos não permaneceram limpas por muito tempo. Foram coloridas por um tétrico vermelho. O meu vermelho...






Eu, Álison

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Em pedaços

Sua vida evanescia por entre as lágrimas que umedeciam seu rosto pálido. Sua alma, em silêncio, gritava de desespero para que findassem sua existência, mas a vida insistia em torturar-lhe sem cessar, até que um dia, ela mesma não suportando sua presença insana em um mundo desprezível, extinguiu a si própria, atirando-se do alto de sua dor para cair eternamente nas trevas sem fim de seu tormento.
E o que sobrou foi o vermelho sangue de um espírito encarnado em um corpo cuja mente que o controla perpetua o desprezo pela razão de se manter vivo.
Se não há saída cabível, resta fazer o pior: Dar fim ao infindável. Alma dilacerada. A morte.






Eu, Álison

sexta-feira, 29 de março de 2013

Frederick Banting

Cadáveres jaziam em promiscuidade uns com os outros no último abraço da morte, esmagados, contorcidos, irreconhecíveis... Delgado fio de sangue escorria dos lábios de Fred Banting. O moço resfolegava, presa dum delírio intermitente. Um louco obstinado e pugnaz. Essas as palavras que melhor o caracterizam.
Entrou no Hospital Infantil de Toronto como cirurgião residente. Achava interessante remendar corpos enfermos, dar aos seres humanos mais uma oportunidade na vida. “Parece que não vou conseguir êxito”, disse, com um sorriso contrafeito. “Mas de qualquer modo, sou bastante louco para teimar”.
De súbito, uma ideia lhe brotou no cérebro. Por alguns momentos Banting procurou “iluminar o abismo” interposto entre a ideia e a deliciosa vaga de sonolência que o invadia. Depois adormeceu. Os maiores fisiologistas do mundo têm passado anos fazendo experiências com o pâncreas. E qual foi o resultado de tudo isso? Elaboraram uma dieta de fome para torturar e matar lentamente as vítimas.
Mas os soldados não tinham medo. Esperando a morte em qualquer caso, estavam dispostos a submeter-se às experiências de Banting.
Agora mostrou-se igualmente imperturbável sob outra espécie de fogo – uma saraivada de honrarias e distinções. Aceitava todas as honras com um sorriso e prosseguia modestamente o seu labor. “A satisfação é coisa que não está ao alcance do espírito humano bem constituído”. O que importa ao progresso humano não é o pensador, mas o pensamento. “O pensador morre, mas o pensamento sobrevive”.
Terminadas as horas de paciente investigação, Banting pegava um pincel e telas e saía a percorrer o campo, fixando as cenas que encontrava. Pois a pintura era seu modo de descansar o espírito.
Chegara aos 49 anos. Na escuridão do outono do mundo, teve início uma nova e obstinada pesquisa para combater uma enfermidade maligna – o assalto à liberdade humana.
Mais de uma vez fixara na tela as sombras dos seus belos traços e a luz do sol em seus olhos.
O piloto compreendeu que devia ir imediatamente em busca de socorro ou Dr. Banting não viveria até a noite. Saiu a caminhar a passos trôpegos por aquela solidão de rochas, arbustos e gelo. Voltou arrastando-se para o avião. O Dr. Banting conseguira desembaraçar-se dos escombros e sair para o ar livre, onde jazia a cinco pés do aparelho.
Fora o último dos seus atos obstinados. Estava silencioso agora.






Eu, Álison