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sábado, 16 de agosto de 2014

Que ninguém mais vê



 "Cada um se transforma naquilo que contempla" - Confúcio







Eu, Álison

Alegrias em ser feliz sozinho

"Há, na filosofia, uma histórica relação entre melancolia e inteligência. Você, que é meio melancólico, enxerga coisas que o alegre, que é bobo, não enxerga".






Eu, Álison

sábado, 26 de julho de 2014

sábado, 12 de abril de 2014

Não necessariamente é daquele jeito

O texto que segue foi retirado da biografia de Johannes Brahms, compositor de música clássica. O autor comenta sobre o desinteresse do músico com sua aparência física. Isso serve claramente para demonstrar como a aparência nada tem a ver com as qualidades de uma pessoa. Nesse caso, por mais desleixado que Brahms pudesse parecer, isso em nada impediu que ele se tornasse o gênio que era.
Porque aquilo que você está enxergando não necessariamente é daquele jeito.


 E como se quisesse acrescentar um novo símbolo ao seu caráter de eremita, deixou crescer uma barba que, com o tempo, se tornou branca e majestosa - e que lhe servia, além disso, para esconder o colarinho aberto, pois raramente usava gravata. À medida que envelhecia, tornava-se maior e mais pronunciado seu desleixo. Era, no íntimo, um camponês, que se agradava dos trajes grosseiros e das grosseiras gargalhadas dos camponeses. Trazia sempre um velho chapéu estragado que se diria ter saído de um cinzeiro. Nas mais rigorosas cerimônias envergava camisas de flanela sem mangas. As calças surradas apenas lhe chegavam aos sapatos. Certa noite, numa festa, como a conversa passasse a versar sobre meias, escandalizou um grupo de velhas senhoras vienenses observando: Vejam como são elegantes as minhas meias". E levantou a calça para mostrar um tornozelo nu. Via-se-lhe, de ordinário, um remendo no assento das calças e nos cotovelos do paletó de alpaca. Raramente trocava de roupa. Atirava-a de qualquer maneira dentro da mala quando tinha de viajar, e deixava-a espalhada pelo chão quando vinha dormir em casa. Nunca ninguém o viu passá-la a ferro. Persuadiram o alfaiate dele a cortar-lhe um par de calças que tivesse o comprimento adequado, mas quando Brahms as recebeu, cortou-lhe até que lhe ficaram acima dos sapatos. Nem sempre, no entanto, era muito acurado em seus cortes, de modo que, muitas vezes, aparecia com uma perna mais comprida do que a outra. Mesmo enquanto jovem, antes de se lhe confirmarem os hábitos de solteirão, demonstrava o mesmo relaxamento no tocante à aparência física.
Toda vez que se lhe rasgava as calças ele reunia os pedaços rasgados com lacre. "O que atrapalhava é que o lacre não durava muito tempo".





Eu, Álison

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

As questões centrais permaneceram

Quem sou eu? Para que tudo isso? Por que eu não sou feliz apenas quando eu possuo objetos? Por que o mal existe? Por que que eu não tenho paz em meio a tanta convivência?







Eu, Álison

sábado, 4 de janeiro de 2014

Eu quero fazer falta

"Felicidade é uma vibração intensa. Um momento em que eu sinto a vida em plenitude dentro de mim e quero que aquilo se eternize. Felicidade é a capacidade de você ser inundado por uma alegria imensa por aquele instante, por aquela situação. Aliás, felicidade não é um estado contínuo. Felicidade é uma ocorrência eventual. A felicidade é sempre episódica. Você sentir a vida vibrando, seja num abraço, seja na realização de uma obra, seja porque algo que você fez deu certo, seja porque você ouviu algo que queria ouvir, é claro que aquilo não tem perenidade. Aliás, a felicidade, se marcada pela perenidade, seria impossível, afinal de contas, nós só temos a noção de felicidade pela carência. Se eu tivesse a felicidade como algo contínuo, eu não a perceberia. Nós só sentimos a felicidade porque ela não é contínua. Isto é, ela não é o que acontece o tempo todo, de todos os modos."

"Nós somos o único animal que é mortal. Todos os outros animais são imortais. Embora todos morram, nós somos o único que, além de morrer, sabe que vai morrer. Você e eu sabemos que vamos morrer. Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto minha morte não acontece para que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena. Nesta hora eu preciso ser capaz da fazer falta. No dia que eu me for, e eu me vou, eu quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso. Significa ser importante. Há uma diferença entre ser famoso e ser importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante. Por isso, para ser importante, eu preciso não ter uma vida que não seja pequena, e uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que é apoiada só em si mesmo, fechada em si. Nesta hora, a minha vida, que, sem dúvida, ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena."

Mário Sérgio Cortella sobre a felicidade e ser importante.







Eu, Álison

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Sobre o Sofrimento

O sentido mais próximo e imediato de nossa vida é o sofrimento, e se não fosse assim, nossa existência seria o maior dos contra sensos, pois é um absurdo imaginar que a dor infinita, que nasce da necessidade essencial à vida, da qual o mundo está pleno, é meramente acidental ou sem sentido. Nossa receptividade para a dor é quase infinita, mas o mesmo não ocorre com nossa receptividade para o prazer, que tem limites estreitos. É a infelicidade em geral que é a regra, embora a infelicidade individual apareça como exceção.

Pois nestes bons tempos não sabemos que infelicidade precisamente agora o destino está nos preparando: doença, perseguição, empobrecimento, mutilação, cegueira, loucura, morte, etc.

Mas, no que concerne aos homens, esse sentimento é um verdadeiro tormento, em especial naquela multidão deplorável daqueles que só pensam em encher o bolso, mas nunca a cabeça, e para os quais precisamente a própria abastança se torna um castigo, por deixá-los à mercê te um tédio mortificante, do qual, para fugir, ora se apressam, ora se arrastam, ora se transferem de um lugar para outro, para, no instante mesmo em que se encontram no novo local, procurar saber a respeito dos recursos deste, do mesmo modo que faria uma pessoa em dificuldades, com relação aos possíveis meios para sair desta má situação.

"Não és meus dono, mas meu demônio, fazendo um inferno a minha curta existência".

Não obstante, ainda sim, todos querem para si uma vida prolongada; por conseguinte aspiram a um estado em que a situação é: "Hoje está mal, amanhã será pior, até que sobrevenha o mal definitivo".

Pois o mundo constitui o inferno, e os homens dividem-se em dois grupos: de um lado ficam os atormentados, e do outro, os demônios.

Porém, não dá para admitir, em absoluto, um tal deus Jeová, que por vontade própria e livremente cria este mundo da necessidade e da miséria, e a seguir congratula-se a si mesmo, dizendo que todas as coisas são belas.

Contudo, opondo-se a uma tal concepção do mundo enquanto a bem sucedida obra de um ser onisciente, clamam demasiadamente forte a miséria (de que o mundo está repleto), e a evidente imperfeição, se não burlesca distorção, daquele que seria o mais perfeito de seus fenômenos, qual seja, o humano, e aqui reside uma dissonância inconciliável. Ao contrário, tanto a miséria quanto a imperfeição confirmam de modo preciso a nossa posição, comprovando-a quando concebemos o mundo como obra de nossa culpa.

O homem tem tantas e tão grandes misérias que, se não fosse incompatível com a religião cristã, ousaria dizer que, se os demônios existem, eles mesmos expiam as penas do crime, transmigrando para os corpos dos homens.

A bela alma, então, da mesma forma que o gênio, por vezes deve se sentir ali como um nobre prisioneiro político, mantido nas galeras, entre criminosos comuns; por essa razão, procurarão, como estes últimos, isolar-se.

Deveríamos ser tolerantes com qualquer tipo de estupidez, falha e vício, pensando que o que está diante de nós é tão somente nossa própria estupidez, falha e vício, já que esses são os erros da humanidade, na qual também nos incluímos, e consequentemente temos também todas as falhas, até mesmo aquelas que nos causam indignação, apenas porque, neste momento, não as manifestamos.







Eu, Álison

É melhor ser pessimista do que otimista

 O pessimista fica feliz quando acerta e quando erra. - Millôr Fernandes







Eu, Álison

domingo, 22 de dezembro de 2013

Muito cuidado



 O importante é 'ter' sem que o 'ter' te tenha, ou seja, não seja possuído por aquilo que você possui.






Eu, Álison

Mais seguro

"Ninguém tem uma religião para se sentir mais sábio. Ele tem uma religião para se sentir mais seguro para existir". - M. S. Cortella







Eu, Álison

sábado, 9 de novembro de 2013

domingo, 1 de setembro de 2013

Não se explica

- Como que a gente pode, em pleno século da razão, onde tudo é razão, alguém dizer que a gente também pode ter a verdade pelo coração? Como que se explica isso?


- Na verdade, não se explica. Se sente...






Eu, Álison

A própria miséria

O homem se desvia de inúmeras misérias, porque o próprio homem é um vazio. E esse vazio é insuportável. Um vazio de sentido, a ignorância, a ideia de ser insuportável, a vida insuportável diante da morte.


Por isso que a solidão é uma coisa incompreensível. A prisão, a solitária, é um suplício. É justamente a incapacidade de ficar se olhando e perceber a própria miséria.






Eu, Álison

sábado, 31 de agosto de 2013

O Dicionário do Diabo - Letra F e G

Falar = Cometer uma indiscrição desnecessária por um impulso despropositado.
Famoso = Celebremente miserável.
Fanático = Alguém que sustenta de maneira diligente e intransigente uma opinião diferente da nossa.
Favor = um breve prólogo para dez volumes de cobrança.
Fé = Crença sem evidências na qual alguém nos afirma sem conhecimento coisas sem paralelo.
Felicidade = Sensação agradável proveniente da contemplação da miséria alheia.
Fidelidade = Virtude peculiar daqueles que estão prestes a serem traídos.
Filisteu = Ser cuja mente é produto do meio, e cujos pensamentos, sentimentos e emoções são ditados pela moda. Às vezes é culto, amiúde próspero, geralmente limpo e sempre solene.
Filosofia = Rota de muitas estradas, levando do nada a lugar algum.
Fisiognomonia = Arte de determinar o caráter de alguém pelas semelhanças e diferenças entre a sua face e a nossa, que é o modelo da perfeição.
Fronteira = Na geografia política, linha imaginária entre duas nações, separando os direitos imaginários de uma dos direitos imaginários de outra.
Funeral = Cerimônia mediante a qual demonstramos nosso respeito pelos mortos, enriquecendo agentes funerários e reafirmando nosso pesar mediante despesas que aprofundam nossos gemidos e duplicam nossas lágrimas.
Futuro = Aquele período de tempo em que nossos negócios prosperam, nossos amigos são leais e nossa felicidade está garantida.

Gárgula = Calha para chuva protuberante nos telhados de edifícios medievais, geralmente no formato de uma grotesca caricatura de algum inimigo pessoal do arquiteto ou do proprietário. Isso ocorria especialmente nas igrejas e construções eclesiásticas, cujas gárgulas ofereciam uma perfeita galeria de párias, formadas por hereges e dissidentes locais. Às vezes, quando um novo deão ou um novo capitulo assumiam seu posto, as velhas gárgulas eram trocadas por outras, mais afinadas com os ressentimentos particulares dos novos titulares.
Genealogia = Levantamentos dos antepassados de alguém a partir de um descendente que não se interessou em verificar a sua.
Geologia = Ciência que estuda a crosta terrestre e que, um dia, sem dúvida, incluirá a do interior do globo quando um homem surgir tagarelando do fundo de um poço. As formações geológicas do planeta observadas são catalogadas como: o Primário, ou mais inferior, consiste em rochas, ossos de mulas atoladas, tubos de gás, ferramentas de mineiros, velhas estátuas sem nariz, dobrões espanhóis e antepassados; o Secundário consiste principalmente de vermes de coloração vermelha e toupeiras; o Terciário compreende trilhos de ferrovias, pedaços de calçamentos, mato, cobras, botinas estragadas, garrafas de cerveja, latas, cidadãos intoxicados, lixos, anarquistas e imbecis.
Gota = Nome que o médico dá para o reumatismo de um paciente rico.






Eu, Álison

sábado, 10 de agosto de 2013

E asas de anjo terei

“Vê, fui pedra e morri. E planta sendo, floresci.
Morri planta e animal renasci.
Tendo morrido animal, tornei-me homem. Que tenho, pois, a temer?
A morte não pode me extinguir,
Pois, novamente, homem morrerei
E asas de anjo terei.
Porém, também anjo serei sacrificado,
Para ser, algo que não posso compreender, um sopro do Divino.”


Rûmi (1207-1273)







Eu, Álison

sábado, 20 de julho de 2013

O Dicionário do Diabo - Letra A

As postagens que tiverem o nome de 'O Dicionário do Diabo' foram tiradas de um livro de mesmo nome e resolvi escolher as melhores palavras desse livro para publicar aqui. Sendo um dicionário, evidentemente colocarei as palavras em ordem alfabética. O autor é Ambrose Bierce, conhecido por ser extremamente irônico e nessa obra ele critica a falsidade e a hipocrisia das pessoas. Claro que ele não fala literalmente e é preciso entender o que está nas entrelinhas, o que faz dele um livro muito perspicaz. Espero que gostem.

Absurdo = Declaração de fé manifestamente contrária a nossa própria opinião.
Academia = Escola antiga onde se ensinava moral e Filosofia. Hoje em dia, escola moderna onde se ensina futebol.
Acordo (1) = Ajuste de interesses conflitantes que dá a cada adversário a satisfação de crer que conseguiu uma vantagem indevida e que não foi despojado de nada, exceto do que era devido.
Admiração = Nossa polida homenagem à semelhança de alguém conosco.
Admoestação = Reprovação sutil e amistosa como uma machadada.
Advogado = Perito da ciência de contornar a lei.
Aflição = Processo de aclimatação destinado a preparar a alma para outro ainda pior.
Ajudar = Fabricar um ingrato.
Alá = O Deus único dos muçulmanos, diferente do Deus único do cristão, do Deus único judaico, etc.
Alcorão = Livros que os muçulmanos tolamente creem ter sido escrito por inspiração divina; porém os cristãos sabem que isso é uma sórdida impostura, ao contrário do que acontece com a Sagrada Escritura.
Aliança = Em política internacional, a união de dois ladrões, cujas mãos estão de tal modo metidas nos bolsos um do outro que não conseguem roubar sozinhos um terceiro.
Ambidestro = Capaz de meter a mão com igual destreza tanto no bolso direito, quanto no esquerdo de alguém.
Ano = Período de 365 decepções.
Ar = Substância nutritiva fornecida pela bondosa Providência para engordar os pobres.
Armadura = Tipo de roupa usada por um homem cujo alfaiate é um ferreiro.
Audácia = Uma das qualidades mais destacadas do homem que está a salvo.
Austrália = País situados nos Mares do Sul, cujo desenvolvimento industrial e comercial se manteve incrivelmente atrasado devido à desastrada disputa entre geógrafos para estabelecer se o país era uma ilha ou um continente.
Autoevidente = Evidente para si e para mais ninguém.





Eu, Álison

domingo, 30 de junho de 2013

Por si mesmo

O que está abaixo foi retirado de um livro que li. Espero que todos consigam entender o que há por trás das palavras que seguem.

Leonardo sempre teve uma filosofia de vida aquém das pessoas. Sempre achou que tudo o que fosse fazer deveria ser feito por si mesmo. Não que ele fizesse as coisas em proveito próprio, mas tudo o que fazia partia de uma vontade sua de querer fazê-lo e não porque lhe mandavam ou porque todos estavam fazendo.

Numa noite, Leonardo voltava para casa e no mesmo ônibus em que vinha estava também uma colega sua. Ela iria descer antes de Leonardo. Caía uma leve chuva e ele havia percebido que sua colega não tinha guarda-chuva, diferentemente dele, que levava um em sua mochila. Leonardo perguntou à sua colega se ela se importaria que ele descesse junto dela e que a acompanhasse até sua casa. Ela consentiu. Logo depois que desceu do ônibus, Leonardo abriu seu guarda-chuva e o posicionou acima dela. A casa de sua colega ficava a uma curta distância de onde o ônibus havia parado, por isso logo chegaram. Ele se despediu de sua colega e ela o agradeceu por tê-la acompanhado. Leonardo seguiu e depois de um tempo caminhando chegou a sua casa.

Vocês que estão lendo este livro devem se perguntar "O que Leonardo ganhou acompanhando sua colega até em casa?". Racionalmente falando, Leonardo não ganhou nada, pelo contrário, se tivesse continuado no ônibus teria descido bem mais perto de casa. Ele sabia que não ganharia nada, mas isso não o impediu de fazer o que ele fez.

Pois agora o leitor irá me perguntar "Se a casa da colega de Leonardo era tão perto de onde o ônibus parou, porque Leonardo se deu ao trabalho de acompanhá-la em um trajeto tão curto?" Bom, todos sabem que independente do tempo que se fique na chuva, você vai se molhar, então Leonardo fez questão de acompanhá-la, por mais próximo que fosse sua casa. Por mais simples que pudesse parecer, isso não o impediu de fazer o que ele fez.

Por fim, você deve estar se perguntando "Se o que Leonardo fez foi tão nobre, porque ele não fez isso numa ocasião durante o dia, ao invés de um horário tão tarde em uma noite fria e chuvosa, para que as outras pessoas pudessem ver o que ele fez?" Pois fiquem sabendo que eu, que lhes escrevi este livro, também fiz essa pergunta a Leonardo e tentarei respondê-la da forma que mais se aproxime do que ele me disse. Leonardo fez o que fez, não para que as pessoas vissem o que ele fez e achassem que ele era uma boa pessoa. Ele fez porque queria fazer. Porque era o que ele achava certo. Ele estava seguindo sua filosofia, como descrevi no começo. Tudo o que fazia partia de uma vontade sua de querer fazê-lo. Então, mesmo sendo algo simples, mesmo que ele não ganhasse nada com isso e mesmo que ninguém o tenha visto, isso não o impediu de fazer o que ele fez.
Só ele sabe o motivo que o levou a agir dessa forma. O que fez a sua colega foi o reflexo de sua bondade. E aí está a nobreza e a grandeza de uma pessoa.







Eu, Álison

sábado, 11 de maio de 2013

Difícil conviver



Cético, ateu e pessimista.






Eu, Álison

Deus está morto!

"Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste ato não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu ato mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste ato, de uma história superior a toda a história até hoje!" - Friedrich Nietzsche.






Eu, Álison