Mostrando postagens com marcador sentimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sentimento. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de setembro de 2014

Se importar não é uma vantagem

- Como sabia que ela estava morta?
- Tinha um objeto que garantia sua vida. Resolveu dá-lo. Olhe para eles. Se importam tanto. Se pergunta se há algo de errado conosco?



- Sentimento é um defeito químico achado nos perdedores.
- Sentimento? Do que está falando?
- Você.
- Olhe este pobre homem. Não achou realmente que eu estava interessada em você? Por quê? Porque você é o grande Sherlock Holmes?
- Não. Porque tomei seu pulso. Elevado. Suas pupilas dilatadas. Imagino que Watson acha que o amor é um mistério para mim, mas a química é incrivelmente simples e destruidora. Isso é muito mais íntimo. Este é seu coração e nunca deveria deixá-lo guiar sua cabeça. Sempre disse que o amor é uma vantagem perigosa. Obrigado pela prova final.
- Tudo que eu disse não foi real. Estava apenas jogando.
- Eu sei. E isso é você perdendo. Aí está, irmão. Espero que o conteúdo repare algum inconveniente que tenha causado hoje.
- Com certeza.
- Se for gentil, prenda-a. Se não, deixe-a ir. Não durará muito sem proteção.
- Espere que eu implore?
- Sim.
- ...Por favor.





Eu, Álison

sábado, 19 de julho de 2014

It's not so bad

My tea's gone cold, I'm wondering why
I got out of bed at all
The morning rain clouds up my window
And I can't see at all
And even if I could, it'd all be gray
But your picture on my wall
It reminds me that it's not so bad
It's not so bad


Meu chá esfriou, me pergunto por quê me levantei da cama. A chuva da manhã embaça minha janela e não consigo ver nada. E mesmo que pudesse, tudo estaria cinza, mas sua foto na minha parede me faz lembrar que não é tão ruim. Não é tão ruim.






Eu, Áilson

domingo, 4 de maio de 2014

In your embrace

Na maioria das vezes são os sonhos que se tornam realidade, mas no meu caso consegui transformar a realidade em sonho. Apesar de ter sido uma realidade da qual não participei, o sentimento provavelmente foi parecido. Ah, sim, o sentimento...






Eu, Álison

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Queria saber uma coisa

- Depois de ganhar esse presente, se te perguntassem o nome do que você está sentindo, o que diria?
- Diria que ainda não há um nome para o que estou sentido.
- Certo, mas e se, ao invés de dizer o que está sentindo, tivesse de dizer algo sobre a pessoa que te deu o presente, o que diria?
- Eu diria que ainda não há um nome para o que ela é.
- Pelo menos posso ver o presente que essa pessoa te deu?
- Não.
- Mas por quê?
- Não é um presente visível. É um presente sensível.






Eu, Álison

sábado, 26 de abril de 2014

Eu não sei se estou certo

Mas é nisso que eu acredito. Eu sou uma pessoa pessimista (não por escolha, claro, apenas por lógica), e a vida de um pessimista não é fácil, mas existem certas pessoas que deixam a nossa busca um pouco mais branda.  Pessoas que diminuem o fardo que temos de levar. É como se, quando eu visse essas pessoas, por mais brevemente que fosse, eu pudesse esquecer que sou pessimista, esquecer da maldade, da pobreza de espírito e de todas as coisas não muito boas que acontecem durante a vida. É como se eu pudesse me livrar de tudo isso e apenas aproveitar a presença daquela pessoa.
Infelizmente esses momentos não acorrem muito, já que não é em qualquer esquina que eu encontro as pessoas que considero especiais, mas, às vezes, quando eu vejo alguma destas pessoas, sinto um frio na barriga. Sem perceber, a respiração muda e o coração sai correndo. Acho que isso é o sentimento mais lindo que existe, porque é um sentimento muito forte, tão forte que não se limita a ser somente algo mental, chega a ser uma sensação física, chega a ter uma resposta corporal àquela pessoa que estou vendo. E me sinto agradecido quando passo por esse tipo de experiência. É uma mistura de nervosismo com surpresa imersos em um oceano de alegria.
 Eu acho que o céu é algum lugar em que você está sempre com frio na barriga. Em que você está sempre vendo alguém que te dá essa sensação. E nessa hora eu posso esquecer que sou pessimista, esquecer da maldade das pessoas, da pobreza de espírito e de tudo aquilo que você já sabe.







Eu, Álison

Muitas mesmo

Gostaria de te desejar muitas coisas, mas como sei que dizer-lhes não seria o suficiente, desejo apenas uma coisa:


E o resto eu deixo que naturalmente aconteça.







Eu, Álison

sábado, 5 de abril de 2014

Then love might pass you by

 

Então nossa diferença poderia ser minha casa.
O que senti lendo suas cartas poderia ser meu alimento
Mas eu acho que você já foi embora. E eu nem te disse que...






Eu, Álison

sábado, 29 de março de 2014

Janela da Alma - Parte 2

Você nunca se descobre, por exemplo, pensando fora de foco. Você acha que você pensa direito, de algum jeito. Às vezes você pensa melhor ou, às vezes, você tem dúvida, ou tem problemas, ou tem incertezas, mas a ideia do fora de foco, num mundo nosso, visual, é muito grave, entendeu? Eu não me penso fora de foco, mas, então, o mundo está fora de foco ou eu estaria, entendeu? - Carmela Gross

A grande experiência que eu tive assim que eu usei óculos, a primeira vez que eu pus os óculos, foi notar a quantidade de detalhes que se veem normalmente e que eu não via antes de usar os óculos. Então, por exemplo, uma coisa que eu achei maravilhosa, foi ver que as árvores eram múltiplas. Quer dizer, eu sempre soube, intelectualmente, que as árvores, as copas das árvores, eram compostas de folhas, mas eu só via aquela massa. Quando eu pus os óculos e notei, embora você não visse perfeitamente as folhas individuais, você via a multiplicidade de que é composta uma árvore... Aquilo, para mim, foi uma descoberta maravilhosa. - Antônio Cícero

Acho que você fica mais consciente do enquadramento. Quando tinha trinta anos, tentei usar lentes de contato, mas mesmo quando as usava, procurava meus óculos, porque, apesar de enxergar bem sem os óculos, sentia falta desse enquadramento. Acho que a visão é mais seletiva. Temos mais consciência do que vemos de fato. Sem os óculos, tenho a impressão de ver demais, e não quero ver tanto. Quero ver de forma mais... Contida. - Wim Wenders

Foi uma experiência que, naquele momento, parecia dolorosa, mas que foi uma coisa enriquecedora, que leva muito para a subjetividade, faz a gente pensar muitas coisas que normalmente não iríamos pensar. Então, hoje eu acho boa essa experiência, apesar de naquele momento eu ter achado ruim. Na gente, nas relações. Abre a subjetividade da gente. Quando a gente está só no exterior, está tudo bem, a gente está tranquilo. Na verdade, o conhecimento nasce muito disso, do incômodo. O incômodo nos faz pensar, procurar coisas... - Paulo Cezar Lopes

O ato de ver e de olhar não se limita a olhar para fora, não se limita a olhar o visível, mas também o invisível. De certa forma, é o que chamamos de imaginação. - Oliver Sacks

O que mais me agradava nos livros era o fato de que aquilo que eles nos davam não se achava somente dentro deles, mas o que nós, crianças, adicionávamos a eles, é que fazia a história acontecer. Quando éramos crianças podíamos realmente ler nas entrelinhas e acrescentar-lhe toda nossa imaginação. Nossa imaginação realmente completava as palavras. - Wim Wenders

Se dizemos que os olhos são a janela da alma, sugerimos, de certa forma, que os olhos são passivos e que as coisas apenas entram, mas a alma e a imaginação também saem. O que vemos é constantemente modificado pelo nosso conhecimento, nossos anseios, nossos desejos, nossas emoções, pela cultura, pelas teorias científicas mais recentes. Se alguma vez vimos raspas de ferro sobre um ímã e qual o comportamento de um campo magnético. Acredito que isso entra no imaginário, e de certa maneira posso ver o campo invisível do ímã. Não posso vê-lo, mas o vejo. Posso vê-lo com os olhos da mente. - Oliver Sacks

Lembro-me de minha mãe olhando para mim sempre com aquele olhar triste e deprimido. Olhando para mim, mas sem se comunicar comigo. Olhando através de mim, como que dizendo: "Coitada da minha filha, que horrível", e isso me afetou, como se eu fosse um fracasso, porque minha mãe me olhava dessa forma. Mas eu estava decidida a não ser um fracasso, a lutar, a fazer tudo o que pudesse, a escolher uma profissão na qual, possuindo algo de único, pudesse transformar essas cinzas em joias.
"Many Happy Returns" trata do trauma da deformidade, mas, na verdade, foi outra a razão que me inspirou a fazer o filme. Nesse filme, o mal causado à menina é, sobretudo, mental, pelo fato de ter que ver e ser testemunha de fatos difíceis e traumatizantes. Sua visão é machucada, de certa maneira. O filme diz respeito a isso, mais do que a deformidade.
O paradoxo em tudo isso é que logo depois da última operação, que foi bem sucedida e que os olhos foram corrigidos, ninguém notou. Ninguém me disse: "O que houve com seu olho? Que maravilha!". Ninguém notou. Então, de que adiantou todo esse trauma? Foi uma lesão interna. Acho que é isso que tento abordar nesse filme. A verdadeira lesão foi a perda de um olho. A deformidade que transformava meu rosto em uma espécie de ameixa enrugada. Era o fato de eu ser vesga, algo que ninguém reparou. Trágico, não? - Marjut Rimminen

Lembro-me de ter pensado: "Estou fazendo toda essa ficção sobre Jacques e ele está aí, vivo, e talvez por pouco tempo", porque ele estava doente. E pensei, como quando queremos fazer algo por alguém, e dizemos: "Fiquei próxima, tanto quanto possível, de quem sofria". E para um cineasta, estar próximo quer dizer estar realmente próximo. Então, eu filmava o que todos viam. Seu rosto, seus braços, suas mãos, nada de especialmente íntimo, como, por exemplo, tomar um banho em casa. Mas a maneira como filmei seus braços, suas mãos e seu rosto, de perto, de muito perto, chegando à textura desse homem, a pele, pode-se ver cada pelo, como se entrássemos dentro de sua pele. Muito perto. Acho que só tive essa visão devido ao medo de perdê-lo... E o perdi. Ele morreu seis meses depois da filmagem. Acho que ninguém teria sido capaz de realizar esse filme exatamente da maneira como eu fiz. Como já disse, a visão é alterada por sentimentos, por fortes sentimentos. - Agnès Varda





Eu, Álison

sábado, 22 de março de 2014

Por demais íntima

A intenção é uma coisa por demais íntima para que seja percebida de fora, a não ser por aproximações toscas. Quantas vezes nos enganamos sobre as verdadeiras razões que nos fazem agir! É tão comum atribuirmos a sentimentos generosos ou considerações elevadas atos inspirados por sentimentos bem mesquinhos ou pela mera rotina cega!






Eu, Álison

terça-feira, 4 de março de 2014

Já vi coisas...

Acho que você crê no que vê. E naquilo que viram as pessoas nas quais você confia. Provavelmente não confia totalmente em mim, mas já vi coisas... Soube de coisas... Coisas que você não sabe. Coisas das quais não queria saber.







Eu, Álison

domingo, 23 de fevereiro de 2014

To feel these feelings

And no one nows what it's like
To be hated
To be fated
To telling only lies

No one knows what it's like
To feel these feelings
Like I do
And I blame you

No one bites back as hard
On their anger
None of my pain an' woes
Can show through

No one knows what its like
To be mistreated
To be defeated
Behind blue eyes

No one knows how to say
That they're sorry
And don't worry
I am not telling lies

But my dreams, they aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance
That's never free

No one knows what it's like
To be the bad man
To be the sad man
Behind blue eyes

Ninguém sabe como é ser odiado, ser destinado a contar apenas mentiras.
Ninguém sabe como é ter esses sentimentos como eu sinto e eu culpo você.
Ninguém repreende-se tanto na sua raiva. Nada da minha dor e angústia pode ser demonstrada.
Ninguém sabe como é ser maltratado, ser derrotado por trás de olhos azuis.
Ninguém sabe como falar que está arrependido. E não se preocupe, não estou contando mentiras.
Mas meus sonhos não são tão vazios como minha consciência parece ser. Eu tenho horas de pura solidão. Meu amor é a vingança que nunca está livre.
Ninguém sabe como é ser o homem mau, ser o homem triste, por trás de olhos azuis.







Eu, Álison

A tristeza chega a todas as pessoas



 Até mesmo àquelas que não sabem que estão tristes. 






Eu, Álison

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Realmente espero

Espero que isso me faça parar de respirar. 


 Ou então faça você.





Eu, Álison

De me olhar devagar



Eu gostaria de lhe agradecer pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou. Pela sua capacidade de me olhar devagar, já que nessa vida muita gente já me olhou depressa demais.







Eu, Álison

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Boa noite amor

Acho que posso ir agora. Só precisava fazer algumas coisas. Precisava ajudar alguém, e ajudei. Só precisava dizer uma coisa. Sempre foi a primeira... Sempre. Agora durma. Tudo vai ser diferente amanhã.


Nunca vai conhecer alguém como eu, assim como nunca conheci alguém como você... Nunca.







Eu, Álison

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Não somos?

Mas se eu deitar no chão,
Enquanto chove lá fora.
Talvez eu consiga me afogar
Em outra coisa além
De meus pensamentos.









Eu, Álison