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domingo, 10 de agosto de 2014

Tantas voltas

"Eu digo, tu dizes e, no fim, o diz também ele; depois de dar-lhe tantas voltas, ninguém mais vê aquilo que se disse."






Eu, Álison

domingo, 4 de maio de 2014

In your embrace

Na maioria das vezes são os sonhos que se tornam realidade, mas no meu caso consegui transformar a realidade em sonho. Apesar de ter sido uma realidade da qual não participei, o sentimento provavelmente foi parecido. Ah, sim, o sentimento...






Eu, Álison

sábado, 22 de março de 2014

Por demais íntima

A intenção é uma coisa por demais íntima para que seja percebida de fora, a não ser por aproximações toscas. Quantas vezes nos enganamos sobre as verdadeiras razões que nos fazem agir! É tão comum atribuirmos a sentimentos generosos ou considerações elevadas atos inspirados por sentimentos bem mesquinhos ou pela mera rotina cega!






Eu, Álison

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

À beira do descontrole

Do you ever feel like breaking down
Do you ever feel out of place
Like somehow you just don't belong
And no one understands you

Do you ever wanna runaway
Do you lock yourself in your room
With the radio on turned up so loud
That no one hears you screaming

No you don't know what it's like
When nothing feels all right
You don't know what it's like
To be like me

Do you wanna be somebody else
Are you sick of feeling so left out
Are you desperate to find something more
Before your life is over

Are you stuck inside a world you hate
Are you sick of everyone around
With their big fake smiles and stupid lies
While deep inside you're bleeding

No, one ever lied straight to your face
And no one ever stabbed you in the back
You might think I'm happy
But I'm not gonna be okay

To be hurt, to feel lost
To be left out in the dark
To be kicked when you're down
To feel like you've been pushed around

To be on the edge of breaking down
And no one's there to save you
No, you don't know what it's like


Você já se sentiu como se estivesse desmoronando? Você já se sentiu fora de lugar? Como se de alguma forma você não se encaixa e ninguém te entendesse?
Você já quis fugir? Você se tranca em seu quarto com o rádio ligado e o volume tão alto para ninguém te ouvir gritando.
Não, você não sabe como é. Quando nada parece certo. Você não sabe como é. Ser como eu.
Você já quis ser outra pessoa? Você está cansado de se sentir deixado de fora? Você está desesperado para achar algo a mais antes que sua vida acabe.
Você está preso em um mundo que você odeia. Você está cansado de todos ao seu redor. Com seus grandes sorrisos falsos e mentiras estúpidas enquanto por dentro você está sangrando.
Ninguém nunca mentiu na sua cara. Ninguém nunca lhe apunhalou pelas costas. Você deve pensar que eu sou feliz, mas eu não vou ficar bem.
Ser machucado, sentir-se perdido, ser deixado no escuro. Ser chutado quando está mal, sentir como se você estivesse sido empurrado.
Estar à beira do descontrole e não ter ninguém lá para te salvar. Não, você não sabe como é.






Eu, Álison

sábado, 7 de setembro de 2013

É só um desabafo

Eu venho reparando numa espécie de que está acontecendo com as pessoas que é, tipo, o fenômeno do politicamente correto. As pessoas estão tão obcecadas por serem politicamente corretas que elas estão começando a ficar burras. Tipo, tudo bem você querer ser legal, você querer respeitar o direito das outras pessoas, mas parece que está tendo um tipo de paranoia assim por salvar o mundo e salvar a humanidade, que tudo é errado, tudo é mancada, qualquer coisa que você disser, qualquer coisa que você pensar você está ferindo o direito do outro... E não é bem assim.
Tudo bem, as pessoas não devem ser racistas, as pessoas não devem ser homofóbicas, as pessoas não devem ser intolerantes, também não devem maltratar os animais e também não devem tomar manga com leite. Mas eu também não sei se é falta de ter pelo quê lutar... Parece que tudo agora é uma espécie de luta social ou luta pelo direito das pessoas ou luta pelo direito de tudo. Essa obsessão que as pessoas estão tendo por ser politicamente corretas está deixando todo mundo meio idiota. Meio burro. Eu tenho a impressão de que se as coisa continuarem assim daqui duas gerações as pessoas vão estar completamente acéfalas. Quer dizer, elas já estão ficando, mas vai ficar cada vez pior.
Todo mundo está preocupado com o mundo e com o futuro das coisas e tomando uma atitude proativa a respeito disso, mas também ninguém está reparando quando passa dos limites. Sim, eu acho que tem limite para você salvar o mundo e ser bom com as coisas. Porque às vezes você quer ser tão bom com as coisas que estraga. Todo mundo está querendo ser tão justo e tão defensor do direito de tudo, que está esquecendo que as pessoas também têm direito de ter opiniões diferentes. Mas eu não estou dizendo que as pessoas só têm o direito de ter opiniões diferentes, as pessoas têm direito de ter razão nas opiniões diferentes que elas têm. Não é só porque uma causa é nobre, a pessoa que defende aquele tipo de causa vira uma espécie de santo ou uma pessoa desprovida de defeitos. Às vezes, você pode ter uma intenção muito boa e uma causa muito boa para defender, mas você não é uma pessoa muito boa para defender essa causa e você acaba estragando tudo. E outra também, eu não acho que as pessoas em conjunto têm a capacidade de ser tão boazinhas assim e tão corretas.
No final das contas, a gente é animal tosco, pior do que todos os outros animais que existem e não adianta a gente querer ser mais bonzinho que os outros. Então, sei lá, as pessoas deveriam tentar parar de compensar a maldade que elas têm tentando defender causas boas e melhorar como pessoas mesmo e depois tentar resolver o problema do mundo, porque, como eu já disse, o problema do mundo são as pessoas e não as outras coisas. Não adianta você querer que as pessoas sejam melhores enquanto você não for uma pessoa melhor. Porque eu não tenho capacidade nem para virar uma pessoa melhor então é melhor eu perder o meu tempo tentando reverter esse problema. E para ilustrar bem esse falso bom samaritanismo e essa falsa mania de politicamente correto que todo mundo está tendo que não deixa ninguém ser uma pessoa inteligente e ter ideias diferentes:








Eu, Álison

domingo, 11 de agosto de 2013

Porque os seus dias estão contados

E daqui a pouco você pode começar a implorar pelos seus direitos que você não vai ter mais porque você perdeu, porque ninguém tem direito de ser imbecil nesse mundo e a vida cobra, e quem tem razão, no final das contas, vai acabar vencendo. Então você, que já está ganhando, é melhor ficar feliz do jeito que você está e tentar, de repente, garantir o direito das outras pessoas que estão perdendo, porque as pessoas são pessoas, elas não são diferentes de você. A única diferença é o poder. E por enquanto você até pode estar no poder, mas quando você não estiver mais, que vai acontecer em breve, é bom você fazer amizade com todo mundo.








Eu, Álison

sábado, 10 de agosto de 2013

Jesus voltou!

Esse poderia ser meu último post, porque eu sei que ninguém mais vai ler meu blog depois dessa publicação, mas não desisto e ainda acredito que alguém, nem que seja apenas uma pessoa, vá entender o que está escrito.
Fonte: http://www.alinevalek.com.br/blog/2013/07/se-jesus-existisse-hoje/


Venho ao povo de Deus trazer uma boa notícia (embora ela venha acompanhada de uma não tão boa assim, para alguns). A boa notícia é que o evento por vós tão aguardado aconteceu: Jesus voltou. A má notícia é que ninguém avisou que ele precisava agradar a sociedade patriarcal cristã. Jesus voltou e só anda com gente esquisita. Seu lugar é ao lado dos marginalizados, dos não aceitos, dos diferentes. Foi visto enrolado numa bandeira de arco-íris na Parada Gay e cercado de amigas com os seios de fora na Marcha das Vadias. Ele, ao contrário dos fariseus do nosso tempo, não carrega preconceitos mesquinhos, nojo de gente, ódio de pessoas por elas serem o que são. Vejam só, que surpresa.

Jesus voltou e não é cristão (aliás, coisa que nunca foi). Ele não frequentou nenhuma igreja ainda, não apareceu nos grandes templos, não pagou o dízimo, não está do lado de quem explora a fé dos outros. Aparentemente, ele se recusa a seguir uma religião tão empenhada em condenar pessoas, em impor proibições e pensamentos, em interferir na lei. Inclusive, Jesus foi fotografado em uma manifestação pelo Estado laico, segurando um cartaz que dizia: “dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”

Jesus voltou e não é filho da virgem, é filho da puta. É por isso que ele sabe a barra que essas mulheres enfrentam, o perigo que correm, a humilhação a que são submetidas, a cidadania que lhes é negada. Jesus é amigo das prostitutas, das travestis, das que são empurradas para o submundo ou das que escolhem esse caminho para juntarem uma grana legal e batalharem por uma vida melhor, como qualquer outra pessoa, afinal de contas.

Jesus voltou e talvez seu retorno não tenha sido alardeado, celebrado e divulgado na TV e nos sites de fofoca porque ele nasceu invisível. Jesus voltou negro e, como tantos e tantas outras que não nasceram da cor “certa”, ele foi invisibilizado por uma cultura que celebra apenas a branquitude e que esperava por um Jesus loiro dos olhos claros, como nas imagens espalhadas nas igrejas. Além disso, nenhuma estrela-guia marcou o nascimento de Jesus, porque aparentemente estrelas-guia não chegam na favela onde ele nasceu – lá, onde só chega o descaso do Estado e o preconceito das elites. Sabe-se apenas que sem dúvidas ele é Jesus porque só um milagre explica como uma pessoa negra que cresceu na favela ainda não tenha sido “desaparecida” pela PM em uma de suas truculentas operações no morro.

Jesus voltou e não quer saber dos poderosos. Seu rolê é com a galera das quebradas, com os que moram nas ruas, com os grafiteiros, com os skatistas, com as crianças que vendem balinha no sinal. Quando não é confundido com mendigo, é tomado por bandido. Meliante. Perigoso.

Jesus voltou para barbarizar. Ajudou a quebrar vitrines, a tacar pedras na Tropa de Choque e levou muita bomba na cara. Voltou para virar o mundo de cabeça pra baixo – e não dá para fazer isso sem escandalizar a tia Gertrudes que reza o terço no terceiro andar ou o coxinha engomadinho que apresenta o telejornal.

Jesus voltou e é feminista. Porque não dá para ser revolucionário de verdade sem antes lutar para destroçar o patriarcado e picotar os papéis de gênero em centenas de pedacinhos, como na multiplicação dos pães. Jesus voltou e é queer, é “amigx” dos e das transsexuais, dos inadequados, dos indefinidos. Daqueles e daquelas que se recusam a ser definidos, rotulados, padronizados e limitados por essa sociedade doente.

Jesus voltou não para curar os cegos, os leprosos ou ressuscitar os mortos. Jesus voltou para mandar à merda aqueles que dizem amar, mas discriminam. Aqueles que dizem respeitar, mas desumanizam. Aqueles que dizem que somos todos irmãos, enquanto há tanta desigualdade social, racial, de gênero. Aqueles que prometem o “reino dos céus”, mas são incapazes de refletir sobre seus privilégios aqui na Terra. Aqueles que acreditam que existe um diabo, mas não vêm que o demônio é o racismo, o machismo, a transfobia e a homofobia que eles próprios alimentam. Jesus voltou pra dizer que essa galera tá errando feio. Errando rude.

Jesus voltou e é minoria vândala. Talvez por isso, de novo, não tarde a ser crucificado bem jovem.







Eu, Álison

sábado, 20 de julho de 2013

O Dicionário do Diabo - Letra A

As postagens que tiverem o nome de 'O Dicionário do Diabo' foram tiradas de um livro de mesmo nome e resolvi escolher as melhores palavras desse livro para publicar aqui. Sendo um dicionário, evidentemente colocarei as palavras em ordem alfabética. O autor é Ambrose Bierce, conhecido por ser extremamente irônico e nessa obra ele critica a falsidade e a hipocrisia das pessoas. Claro que ele não fala literalmente e é preciso entender o que está nas entrelinhas, o que faz dele um livro muito perspicaz. Espero que gostem.

Absurdo = Declaração de fé manifestamente contrária a nossa própria opinião.
Academia = Escola antiga onde se ensinava moral e Filosofia. Hoje em dia, escola moderna onde se ensina futebol.
Acordo (1) = Ajuste de interesses conflitantes que dá a cada adversário a satisfação de crer que conseguiu uma vantagem indevida e que não foi despojado de nada, exceto do que era devido.
Admiração = Nossa polida homenagem à semelhança de alguém conosco.
Admoestação = Reprovação sutil e amistosa como uma machadada.
Advogado = Perito da ciência de contornar a lei.
Aflição = Processo de aclimatação destinado a preparar a alma para outro ainda pior.
Ajudar = Fabricar um ingrato.
Alá = O Deus único dos muçulmanos, diferente do Deus único do cristão, do Deus único judaico, etc.
Alcorão = Livros que os muçulmanos tolamente creem ter sido escrito por inspiração divina; porém os cristãos sabem que isso é uma sórdida impostura, ao contrário do que acontece com a Sagrada Escritura.
Aliança = Em política internacional, a união de dois ladrões, cujas mãos estão de tal modo metidas nos bolsos um do outro que não conseguem roubar sozinhos um terceiro.
Ambidestro = Capaz de meter a mão com igual destreza tanto no bolso direito, quanto no esquerdo de alguém.
Ano = Período de 365 decepções.
Ar = Substância nutritiva fornecida pela bondosa Providência para engordar os pobres.
Armadura = Tipo de roupa usada por um homem cujo alfaiate é um ferreiro.
Audácia = Uma das qualidades mais destacadas do homem que está a salvo.
Austrália = País situados nos Mares do Sul, cujo desenvolvimento industrial e comercial se manteve incrivelmente atrasado devido à desastrada disputa entre geógrafos para estabelecer se o país era uma ilha ou um continente.
Autoevidente = Evidente para si e para mais ninguém.





Eu, Álison

domingo, 14 de abril de 2013

O Brasil é um país

Violento, trambiqueiro, corrupto, salafrário, ignorante, brega, mas se você olhar a imagem que é passada de como é o país, você vai notar que as pessoas tentam fazer parecer que tudo é lindo, tudo é certo, tudo está isento de problemas, tudo está em progresso constante. Que as religiões respeitam a todos, que o esporte progride, que a educação é um exemplo, que os políticos não roubam. O que, diga-se de passagem, é uma tentativa patética de omitir a verdade. E a verdade é que o Brasil... O Brasil é uma merda. O Brasil está na merda. E pelo que eu noto, está tão confortavelmente na merda que não faz porra nenhuma para melhorar.





Eu, Álison

sexta-feira, 29 de março de 2013

Se você acha

Que o tempo cura, resolve os problemas, diminui a dor, acalma a alma e apaga todos os sentimentos que atormentam sua mente, vou te dar um conselho:


Troque de relógio.




Eu, Álison

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Se o senhor quer falar de genética

Pois então vamos falar de genética.



Esse Silas Malafaia daria um ótimo comediante. E eu não estou copiando essa frase de ninguém, sou eu que estou dizendo mesmo.



O sarcasmo é gigante.
"Se você falar mal de um evangélico, você tem preconceito com ele, e se ele fala mal de você, é porque é Filosofia. [...] Então, na verdade, eu não gosto dos evangélicos, não por ódio, não por preconceito, mas puramente por Filosofia".





Eu, Álison

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Apenas me deixem

A verdade é que vocês são todos vermes, aves de rapina, alimentando-se da morte, da dor, das lágrimas. Veem esta que dorme na caixa de madeira? É a minha garota, meu pote de sonhos e ela não vai mais acordar. Ela não vai mais dançar sob o véu púrpura, não vai mais brilhar nos palcos da vida, não vai mais sorrir, não vai mais respirar… Minha garota me deixou para sempre. Algum de vocês sabe o que significa para sempre? Não, mas é claro que não. Recolham as lágrimas, não ousem as derramar sobre minha pequena, deixem-na dormir, deixem-na em paz e deixem a mim também. Estou dispensando os pêsames e toda a falsa solidariedade que a tragédia inspira. Estou dispensando todos vocês. Eu não preciso. Meu coração acaba de morrer e se eu for capaz de continuar a existir sem ele, não será difícil ficar sem todo o resto. Não escarneçam de mim! Recolham também os murmúrios, os olhares desconfiados a expressões penosas. Vamos! Saiam todos! Arrastem seus corpos de volta à suas vidas medíocres, me deixem a sós com ela, com a minha dor… Apenas me deixem.







Eu, Álison

domingo, 18 de novembro de 2012

E todo mundo fica feliz

Nesse monte de mentira. É tudo muito fingido, é tudo muito falso, e de falsidade o mundo já está cheio.

Você pai, você mãe, você tem esse filho idiota e imbecil por sua causa. A culpa é sua, que cria seus filhos para ter sucesso financeiro, sucesso social e esquecem que seu filho tem que ser feliz de verdade. Muito provavelmente vocês pais já foram vítimas desse mesmo problema com seus próprios pais, porque agora a gente vive em uma sociedade de filhos superprotegidos que vão virar adultos totalmente incapazes de viver no mundo porque tiveram pais que só se importam com a porra do status, com o sucesso social e financeiro dos seus filhos.
Ninguém quer falar que tem um filho que não é diretor de alguma coisa ou formado em alguma coisa. Ninguém quer que sua filha tenha um namorado tatuado. As pessoas preferem empurrar seus filhos para um abismo, para um monte de gente idiota, a troco de status. E você quer que seus amigos tenham orgulho do que seus filhos têm passado. E daí você tem que dar Prosac para o seu filho, você tem que levar sua filha no psicólogo porque ela está ficando com fobia social, tudo por culpa sua. Você tem uma filha anoréxica, você tem um filho louco, psicótico, porque você simplesmente não deixa as coisas acontecerem e não deixa as pessoas serem felizes.
Eduque-os, mas eduque-os de uma forma interessante. Não crie seu filho para ser um soldadinho da classe média e ser mais um idiota que não vai fazer a menor diferença na vida de ninguém e nem da sua própria. Contribuam para um mundo melhor e não deixe seus filhos serem iguais a vocês, não levem eles para o mesmo buraco que vocês estão e que nós todos estamos.





Eu, Álison

domingo, 30 de setembro de 2012

Nessa época de política

Não sei se sinto raiva, pena ou se começo a rir dessas pessoas. 


Provavelmente um pouco de cada.






Eu, Álison

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Não uso branco



Não tenho o costume de usar roupa branca. 
Ela representa paz e não quero demonstrar algo que não tenho.




Eu, Álison