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sábado, 10 de maio de 2014

Só tem um problema

“Loucura?! Mas afinal, o que vem a ser a loucura? Um enigma... Por isso mesmo é que às pessoas enigmáticas, incompreensíveis, se dá o nome de “loucos”. Pelo contrário, um reduzido número de indivíduos vê objetos com outros olhos, chama-lhes outros nomes, pensa de maneira diferente, encara a vida de modo diverso. Como estão em minoria... São doidos. O meu amigo não pensava como toda a gente... Eu não o compreendia: chamava-lhe doido... Eis Tudo".






Eu, Álison

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Que susto!

Quase esqueci dos seus olhos. A última vez em que isso havia acontecido foi dia 19 de dezembro de 2010.


Ainda bem que ontem, em meio a uma multidão incontável, você me deixou vê-los novamente. Muito obrigado. É sempre um prazer vê-la de novo. É sempre um prazer falar contigo e sentir que o que eu via naquela época ainda está aí dentro.
Saudade. Eu estava com saudade.







Eu, Álison

sábado, 12 de abril de 2014

Não necessariamente é daquele jeito

O texto que segue foi retirado da biografia de Johannes Brahms, compositor de música clássica. O autor comenta sobre o desinteresse do músico com sua aparência física. Isso serve claramente para demonstrar como a aparência nada tem a ver com as qualidades de uma pessoa. Nesse caso, por mais desleixado que Brahms pudesse parecer, isso em nada impediu que ele se tornasse o gênio que era.
Porque aquilo que você está enxergando não necessariamente é daquele jeito.


 E como se quisesse acrescentar um novo símbolo ao seu caráter de eremita, deixou crescer uma barba que, com o tempo, se tornou branca e majestosa - e que lhe servia, além disso, para esconder o colarinho aberto, pois raramente usava gravata. À medida que envelhecia, tornava-se maior e mais pronunciado seu desleixo. Era, no íntimo, um camponês, que se agradava dos trajes grosseiros e das grosseiras gargalhadas dos camponeses. Trazia sempre um velho chapéu estragado que se diria ter saído de um cinzeiro. Nas mais rigorosas cerimônias envergava camisas de flanela sem mangas. As calças surradas apenas lhe chegavam aos sapatos. Certa noite, numa festa, como a conversa passasse a versar sobre meias, escandalizou um grupo de velhas senhoras vienenses observando: Vejam como são elegantes as minhas meias". E levantou a calça para mostrar um tornozelo nu. Via-se-lhe, de ordinário, um remendo no assento das calças e nos cotovelos do paletó de alpaca. Raramente trocava de roupa. Atirava-a de qualquer maneira dentro da mala quando tinha de viajar, e deixava-a espalhada pelo chão quando vinha dormir em casa. Nunca ninguém o viu passá-la a ferro. Persuadiram o alfaiate dele a cortar-lhe um par de calças que tivesse o comprimento adequado, mas quando Brahms as recebeu, cortou-lhe até que lhe ficaram acima dos sapatos. Nem sempre, no entanto, era muito acurado em seus cortes, de modo que, muitas vezes, aparecia com uma perna mais comprida do que a outra. Mesmo enquanto jovem, antes de se lhe confirmarem os hábitos de solteirão, demonstrava o mesmo relaxamento no tocante à aparência física.
Toda vez que se lhe rasgava as calças ele reunia os pedaços rasgados com lacre. "O que atrapalhava é que o lacre não durava muito tempo".





Eu, Álison

domingo, 2 de março de 2014

Queira ser mais


Achamos que sabemos quem somos, mas não sabemos. Não até algo ruim acontecer. Então todas as futilidades desaparecem… E fica quem realmente somos.






Eu, Álison

sábado, 25 de janeiro de 2014

sábado, 5 de outubro de 2013

domingo, 15 de setembro de 2013

Conviver consigo mesmo

A pessoa que é diferente tem um obstáculo muito grande a superar em sua vida. Não estou falando do preconceito ou da exclusão proveniente das outras pessoas. Estou falando de um problema pessoal, da pessoa para consigo mesmo. Ela precisa, em meio a tantas pessoas diferentes dela, aceitar sua própria identidade, mesmo que isso a ponha em confronto com todas as outras que a circundam. Ela precisa perceber que é diferente de todas as outras pessoas e ter a capacidade de não se deixar levar pelo que os outros pensam, fazem ou dizem.
Antes de pensar em qualquer atitude a ser tomada com relação aos outros, ela precisa aceitar a si própria para conseguir conviver consigo mesmo e aceitar que quem é diferente não é inferior ou estranho. A pessoa que é diferente só é... Diferente. Nem mais nem menos. Mas isso não deve ser tratado sem a devida importância, pois não são todos que conseguem lidar com isso. Nem todos tem a oportunidade de poder manifestar suas diferenças de forma livre, sem consequências ruins ou retaliações, e muitas vezes isso acaba tragicamente. Por isso percebo uma importância muito grande em se conseguir aceitar o próprio Eu, suas características, que são únicas, seu jeito de pensar, e de uma forma mais ampla, seu jeito de viver a vida. Quem conseguir amar a si mesmo poderá ser feliz e seguir em frente, buscando um sentido e um objetivo para sua diferença, que, por si só, é única, e sendo assim, inestimável e incrivelmente especial.







Eu, Álison

sábado, 14 de setembro de 2013

Você está bem?

- Pareço diferente?
- Está um pouco diferente, mas sempre foi um pouco diferente. Estratégia brilhante. Assim ninguém sabe se há algo com você.
- Como eu saberia se houvesse algo com você?
- Não saberia. Mas diria a você se me perguntasse.







Eu, Álison

sábado, 7 de setembro de 2013

É só um desabafo

Eu venho reparando numa espécie de que está acontecendo com as pessoas que é, tipo, o fenômeno do politicamente correto. As pessoas estão tão obcecadas por serem politicamente corretas que elas estão começando a ficar burras. Tipo, tudo bem você querer ser legal, você querer respeitar o direito das outras pessoas, mas parece que está tendo um tipo de paranoia assim por salvar o mundo e salvar a humanidade, que tudo é errado, tudo é mancada, qualquer coisa que você disser, qualquer coisa que você pensar você está ferindo o direito do outro... E não é bem assim.
Tudo bem, as pessoas não devem ser racistas, as pessoas não devem ser homofóbicas, as pessoas não devem ser intolerantes, também não devem maltratar os animais e também não devem tomar manga com leite. Mas eu também não sei se é falta de ter pelo quê lutar... Parece que tudo agora é uma espécie de luta social ou luta pelo direito das pessoas ou luta pelo direito de tudo. Essa obsessão que as pessoas estão tendo por ser politicamente corretas está deixando todo mundo meio idiota. Meio burro. Eu tenho a impressão de que se as coisa continuarem assim daqui duas gerações as pessoas vão estar completamente acéfalas. Quer dizer, elas já estão ficando, mas vai ficar cada vez pior.
Todo mundo está preocupado com o mundo e com o futuro das coisas e tomando uma atitude proativa a respeito disso, mas também ninguém está reparando quando passa dos limites. Sim, eu acho que tem limite para você salvar o mundo e ser bom com as coisas. Porque às vezes você quer ser tão bom com as coisas que estraga. Todo mundo está querendo ser tão justo e tão defensor do direito de tudo, que está esquecendo que as pessoas também têm direito de ter opiniões diferentes. Mas eu não estou dizendo que as pessoas só têm o direito de ter opiniões diferentes, as pessoas têm direito de ter razão nas opiniões diferentes que elas têm. Não é só porque uma causa é nobre, a pessoa que defende aquele tipo de causa vira uma espécie de santo ou uma pessoa desprovida de defeitos. Às vezes, você pode ter uma intenção muito boa e uma causa muito boa para defender, mas você não é uma pessoa muito boa para defender essa causa e você acaba estragando tudo. E outra também, eu não acho que as pessoas em conjunto têm a capacidade de ser tão boazinhas assim e tão corretas.
No final das contas, a gente é animal tosco, pior do que todos os outros animais que existem e não adianta a gente querer ser mais bonzinho que os outros. Então, sei lá, as pessoas deveriam tentar parar de compensar a maldade que elas têm tentando defender causas boas e melhorar como pessoas mesmo e depois tentar resolver o problema do mundo, porque, como eu já disse, o problema do mundo são as pessoas e não as outras coisas. Não adianta você querer que as pessoas sejam melhores enquanto você não for uma pessoa melhor. Porque eu não tenho capacidade nem para virar uma pessoa melhor então é melhor eu perder o meu tempo tentando reverter esse problema. E para ilustrar bem esse falso bom samaritanismo e essa falsa mania de politicamente correto que todo mundo está tendo que não deixa ninguém ser uma pessoa inteligente e ter ideias diferentes:








Eu, Álison

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Não passa de insanidade

A loucura já está na mente,
Apenas desperta a incompetente,
de forma indecente!
Talvez em mim, em muita gente…
Passa por mim ou por outrem,
como se não passa-se por ninguém.
Com razão se tolera, é uma fera
que nasce de muita espera
por algo que não se tem
e um dia já se teve…
E o que se têm na realidade,
Não passa de Insanidade…






Eu, Álison

sábado, 17 de agosto de 2013

Empty inside

O conceito de que alguma coisa, mesmo a dor, é melhor do que nada, é muito importante para que se compreenda o quanto as pessoas vazias, como os delinquentes juvenis, lutam para evitar a sensação de vazio.


Devido à sua falta de identidade, ela pode às vezes achar que é duas ou três pessoas diferentes, embora geralmente sinta que não é absolutamente ninguém. Ela nunca sente intensamente quem é, ainda que sinta uma identidade fraca ou transitória. Na sua confusão, ela muda de uma identidade para outra numa tentativa de encontrar uma que possa aliviá-la por algum tempo da dolorosa sensação de vazio.







Eu, Álison

sábado, 3 de agosto de 2013