Mostrando postagens com marcador miséria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador miséria. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Torço para o Brasil

 

Torço para que ele tenha a pior classificação da história e que nunca mais possa ser sede das Copas do Mundo. Isso não vai melhorar em nada a condição medíocre em que o Brasil está, mas talvez evite que ela piore.
 






Eu, Álison

sábado, 3 de maio de 2014

sábado, 12 de abril de 2014

Não é verdade?

Isso é o idiota da objetividade e isso é o preponderante na nossa sociedade. Isso, eu acho, que faz o artista sofrer tanto. É muito cruel a natureza humana ser dessa maneira medíocre e objetiva, porque isso é a nossa grande miséria. Se a gente tem guerra, se a gente tem preconceito, se a gente tem injustiça, se a gente tem disparidade, é por causa desse ser. É o espírito de rebanho que o Nietzsche diria. Então, as pessoas tem que entender que a responsabilidade está no ser comum. As pessoas estão assumindo um papel quase troglodita. Sabe por que que a gente fica mais vulnerável a esse trogloditismo? Pelo excesso de informação. Então a gente se acha que está respaldado pela carga de modernidade que a gente tem, internet, telefone celular... A pessoa se acha em relação àquela carapaça tecnológica que ela tem. Agora, o problema é o seguinte: por exemplo, você que ia fazer um dever de casa da escola, e tinha que procurar no "Tesouros da Juventude", na "Biblioteca Barsa". Aí vem um babaca lá, baixa tudo no computador e cola tudo. E acha que é esperto! Depois te manda um e-mail assim, "trouxe" com C. Tem alguma coisa que é pior do que uma pessoa escrever errado? Você acredita, assim, se você receber uma declaração de amor com Ç trocado por SS... Você não vai acreditar que essa pessoa te ama! Não porque ela está mentindo, mas que ela não tem capacidade nem de amar. Não é verdade?







Eu, Álison

sábado, 25 de janeiro de 2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Sobre o Sofrimento

O sentido mais próximo e imediato de nossa vida é o sofrimento, e se não fosse assim, nossa existência seria o maior dos contra sensos, pois é um absurdo imaginar que a dor infinita, que nasce da necessidade essencial à vida, da qual o mundo está pleno, é meramente acidental ou sem sentido. Nossa receptividade para a dor é quase infinita, mas o mesmo não ocorre com nossa receptividade para o prazer, que tem limites estreitos. É a infelicidade em geral que é a regra, embora a infelicidade individual apareça como exceção.

Pois nestes bons tempos não sabemos que infelicidade precisamente agora o destino está nos preparando: doença, perseguição, empobrecimento, mutilação, cegueira, loucura, morte, etc.

Mas, no que concerne aos homens, esse sentimento é um verdadeiro tormento, em especial naquela multidão deplorável daqueles que só pensam em encher o bolso, mas nunca a cabeça, e para os quais precisamente a própria abastança se torna um castigo, por deixá-los à mercê te um tédio mortificante, do qual, para fugir, ora se apressam, ora se arrastam, ora se transferem de um lugar para outro, para, no instante mesmo em que se encontram no novo local, procurar saber a respeito dos recursos deste, do mesmo modo que faria uma pessoa em dificuldades, com relação aos possíveis meios para sair desta má situação.

"Não és meus dono, mas meu demônio, fazendo um inferno a minha curta existência".

Não obstante, ainda sim, todos querem para si uma vida prolongada; por conseguinte aspiram a um estado em que a situação é: "Hoje está mal, amanhã será pior, até que sobrevenha o mal definitivo".

Pois o mundo constitui o inferno, e os homens dividem-se em dois grupos: de um lado ficam os atormentados, e do outro, os demônios.

Porém, não dá para admitir, em absoluto, um tal deus Jeová, que por vontade própria e livremente cria este mundo da necessidade e da miséria, e a seguir congratula-se a si mesmo, dizendo que todas as coisas são belas.

Contudo, opondo-se a uma tal concepção do mundo enquanto a bem sucedida obra de um ser onisciente, clamam demasiadamente forte a miséria (de que o mundo está repleto), e a evidente imperfeição, se não burlesca distorção, daquele que seria o mais perfeito de seus fenômenos, qual seja, o humano, e aqui reside uma dissonância inconciliável. Ao contrário, tanto a miséria quanto a imperfeição confirmam de modo preciso a nossa posição, comprovando-a quando concebemos o mundo como obra de nossa culpa.

O homem tem tantas e tão grandes misérias que, se não fosse incompatível com a religião cristã, ousaria dizer que, se os demônios existem, eles mesmos expiam as penas do crime, transmigrando para os corpos dos homens.

A bela alma, então, da mesma forma que o gênio, por vezes deve se sentir ali como um nobre prisioneiro político, mantido nas galeras, entre criminosos comuns; por essa razão, procurarão, como estes últimos, isolar-se.

Deveríamos ser tolerantes com qualquer tipo de estupidez, falha e vício, pensando que o que está diante de nós é tão somente nossa própria estupidez, falha e vício, já que esses são os erros da humanidade, na qual também nos incluímos, e consequentemente temos também todas as falhas, até mesmo aquelas que nos causam indignação, apenas porque, neste momento, não as manifestamos.







Eu, Álison

domingo, 1 de setembro de 2013

A própria miséria

O homem se desvia de inúmeras misérias, porque o próprio homem é um vazio. E esse vazio é insuportável. Um vazio de sentido, a ignorância, a ideia de ser insuportável, a vida insuportável diante da morte.


Por isso que a solidão é uma coisa incompreensível. A prisão, a solitária, é um suplício. É justamente a incapacidade de ficar se olhando e perceber a própria miséria.






Eu, Álison

sábado, 31 de agosto de 2013

O Dicionário do Diabo - Letra F e G

Falar = Cometer uma indiscrição desnecessária por um impulso despropositado.
Famoso = Celebremente miserável.
Fanático = Alguém que sustenta de maneira diligente e intransigente uma opinião diferente da nossa.
Favor = um breve prólogo para dez volumes de cobrança.
Fé = Crença sem evidências na qual alguém nos afirma sem conhecimento coisas sem paralelo.
Felicidade = Sensação agradável proveniente da contemplação da miséria alheia.
Fidelidade = Virtude peculiar daqueles que estão prestes a serem traídos.
Filisteu = Ser cuja mente é produto do meio, e cujos pensamentos, sentimentos e emoções são ditados pela moda. Às vezes é culto, amiúde próspero, geralmente limpo e sempre solene.
Filosofia = Rota de muitas estradas, levando do nada a lugar algum.
Fisiognomonia = Arte de determinar o caráter de alguém pelas semelhanças e diferenças entre a sua face e a nossa, que é o modelo da perfeição.
Fronteira = Na geografia política, linha imaginária entre duas nações, separando os direitos imaginários de uma dos direitos imaginários de outra.
Funeral = Cerimônia mediante a qual demonstramos nosso respeito pelos mortos, enriquecendo agentes funerários e reafirmando nosso pesar mediante despesas que aprofundam nossos gemidos e duplicam nossas lágrimas.
Futuro = Aquele período de tempo em que nossos negócios prosperam, nossos amigos são leais e nossa felicidade está garantida.

Gárgula = Calha para chuva protuberante nos telhados de edifícios medievais, geralmente no formato de uma grotesca caricatura de algum inimigo pessoal do arquiteto ou do proprietário. Isso ocorria especialmente nas igrejas e construções eclesiásticas, cujas gárgulas ofereciam uma perfeita galeria de párias, formadas por hereges e dissidentes locais. Às vezes, quando um novo deão ou um novo capitulo assumiam seu posto, as velhas gárgulas eram trocadas por outras, mais afinadas com os ressentimentos particulares dos novos titulares.
Genealogia = Levantamentos dos antepassados de alguém a partir de um descendente que não se interessou em verificar a sua.
Geologia = Ciência que estuda a crosta terrestre e que, um dia, sem dúvida, incluirá a do interior do globo quando um homem surgir tagarelando do fundo de um poço. As formações geológicas do planeta observadas são catalogadas como: o Primário, ou mais inferior, consiste em rochas, ossos de mulas atoladas, tubos de gás, ferramentas de mineiros, velhas estátuas sem nariz, dobrões espanhóis e antepassados; o Secundário consiste principalmente de vermes de coloração vermelha e toupeiras; o Terciário compreende trilhos de ferrovias, pedaços de calçamentos, mato, cobras, botinas estragadas, garrafas de cerveja, latas, cidadãos intoxicados, lixos, anarquistas e imbecis.
Gota = Nome que o médico dá para o reumatismo de um paciente rico.






Eu, Álison

sábado, 13 de julho de 2013

E sua mente enche-se de dúvida

[...] Esse estado pode durar dias ou semanas e durante esse tempo o indivíduo está em miséria mental e espiritual, e sua mente enche-se de dúvida, ceticismo, suspeitas, e mesmo inveja e ódio.








Eu, Álison

domingo, 23 de junho de 2013

Por que sou contra dar dízimo?

Pelo pouco que eu conheço sobre religião, posso dizer que a maioria das coisas é desnecessária (veja bem, estou dizendo que a religião é desnecessária, não a religiosidade. São duas coisas diferentes). Por exemplo, o dízimo é recolhido para possíveis despesas da igreja, mas se não houvesse igreja, não haveria despesa alguma. Todas as vezes em que Jesus falou à seus apóstolos ou discursou para alguém, ele não estava em templos enormes cobertos de ouro. Ele estava debaixo das árvores ou sentado no chão em meio as pessoas.
Outra coisa, se o Vaticano realmente quisesse ajudar as pessoas pobres ou doentes, eles venderiam as toneladas de ouro que há lá e dariam o dinheiro, que garanto a vocês, não seria pouco, para as pessoas da África ou de qualquer lugar onde elas estão morrendo de fome, afinal, todos do Vaticano tem mais condições de viver uma vida digna do que quem vive debaixo da ponte. Eu não tenho nada contra o papa em si, mas tenho contra ele achar que é melhor que os outros e deixar milhares de pessoas morrerem de fome por sua causa.
Esse materialismo poderia ser adotado por qualquer pessoa, menos pelos responsáveis por nos guiarem até o céu.


"E Jesus disse: O reino de Deus está dentro de você e não em prédios de madeira e pedra".







Eu, Álison