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domingo, 10 de agosto de 2014

domingo, 13 de julho de 2014

My dear

Por entre as lágrimas da chuva
Lá escrevi teu nome
No vidro embaçado
Contra as luzes da noite







Eu, Álison

sábado, 22 de março de 2014

Só é grande se sofrer

"Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você"
- Vinicius de Moraes







Eu, Álison

sábado, 8 de março de 2014

Look back in my eyes

Close my eyes
Feel you sigh
A desperate aching wonder
Will you ever, ever let me off my knees?
 
 Wide awake
Like a dream
As simple as a secret
Being told, told to everyone but me

Will I
Bleed out
I gave it all
But you can't stop taking from me
And way down I know
You know where to cut me
With your eyes closed
Bleed out
It won't be long
Til this heart stops beating
So don't let me
Bleed out here alone
Hear my plea
You won't hear my plea

Another day
Come undone
I keep trying to heal your pain
In return, you cut me over and over
One more time and I will

Bleed out
I gave it all
But you can't stop taking from me
And way down I know
You know where to cut me
With your eyes closed
Bleed out
It won't be long
Til my heart stops beating
So don't let me
Don't leave me
Bleeding alone

I finally feel like I'm supposed to be,
Don't you take this moment away from me
But before you kill me won't you
Won't you look back in my eyes and watch me

Bleed out
I gave it all
But you can't stop taking from me
And way down I know
You know where to cut me
With your eyes closed
Bleed out
It won't be long
Til my heart stops beating
So don't leave me don't let me
Bleed out here alone
Hear my plea

Fecho os olhos. Sinto você suspirar. A desesperada maravilha ferida. Será que você nunca, nunca vai deixar que eu fique de pé?
Bem acordado, como um sonho. Tão simples como um segredo sendo dito, dito para todos, menos para mim.
Irei eu sangrar. Eu te dei tudo, mas você não consegue parar de tomar de mim. E de toda forma você sabe onde me cortar com os olhos fechados. Sangrar. Não vai demorar até este coração parar de bater, então não me deixe sangrar aqui sozinho. Ouça minha súplica. Você não vai ouvir o meu apelo.
Outro dia. Venha desfazer. Eu continuo tentando curar sua dor. Em troca, você me cortar mais e mais. Mais uma vez e eu vou.
Sangrar. Eu te dei tudo, mas você não consegue parar de tomar de mim. E de toda forma você sabe onde me cortar com os olhos fechados. Sangrar. Não vai demorar até meu coração parar de bater, então não me deixe, não me deixe sangramento sozinho.
Eu finalmente sinto que sou o que devia ser. Não afaste este momento de mim. Mas antes de você me matar, você não vai, não vai olhar para trás em meus olhos e me ver.
Sangrar. Eu te dei tudo, mas você não consegue parar de tomar de mim. E de toda forma você sabe onde me cortar com os olhos fechados. Sangrar. Não vai demorar até meu coração parar de bater, então não me deixe, não me deixe sangrar aqui sozinho. Ouça minha súplica.






Eu, Álison

sábado, 15 de fevereiro de 2014

We had to let it go

No matter how many times that you told me you wanted to leave
No matter how many breaths that you took
You still couldn't breathe
No matter how many nights that you'd lie
Wide awake to the sounds of poison rain

As days go by the night's on fire

No matter how many deaths that I die, I will never forget
No matter how many lives that I live, I will never regret
There's a fire inside of this heart
And a riot, about to explode into flames

The promises we made were not enough
The prayers that we had prayed were like a drug
The secrets that we sold were never known

The love we had,
We had to let it go

Do you really want me?
Do you really want me dead or alive
To torture for my sins

Do you really want me?
Do you really want me dead or alive
To live a lie

Tell me would you kill to save a life
Tell me would you kill to prove your're right
Crash crash, burn, let it all burn
This hurricane chasing us all underground

Não importa quantas vezes você me disse que queria partir. Não importa quantas vezes você respirou. Você ainda não conseguia respirar. Não importava quantas noites você se deitava, acordada ao som da chuva venenosa.
Enquanto os dias passam a noite está em chamas.
Não importa quantas mortes eu morra, eu nunca esquecerei. Não importa quantas vidas eu viva, eu nunca irei me arrepender. Tem um fogo dentro deste coração e uma revolta prestes a explodir em chamas.
As promessas que fizemos não foram suficientes. As orações que rezamos eram como drogas. Os segredos que nós vendemos nunca foram conhecidos.
O amor que tínhamos, nós temos que deixá-lo ir.
Você realmente me quer? Você realmente me quer morto ou vivo para me torturar por meus pecados?
Você realmente me quer? Você realmente me quer morto ou vivo para viver uma mentira?
Diga, você mataria para salvar uma vida? Diga, você mataria para provar que você está certo? Quebre, quebre, queime, deixe tudo queimar. Este furacão está nos perseguindo debaixo da terra.





Eu, Álison

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Não somos?

Mas se eu deitar no chão,
Enquanto chove lá fora.
Talvez eu consiga me afogar
Em outra coisa além
De meus pensamentos.









Eu, Álison

domingo, 29 de dezembro de 2013

A little bit of longing

Silence is broken
Empty words are licking the layers of sin from our skin
We realize happy endings are not for everyone, they're not for us
Break of dawn let us lay down our arms
In the end of the day we can savour our loss
But I never stopped trying and I never said I wasn't up for

You were always so much stronger than me
And now your pain has made you beautiful
But inside your armour is your heart still open, for here I stand
Still trapped in my solitary shell
Reaching out to you with my aching thoughts
Hear me now, please don't tell me that you are too proud for

A little bit of pain
A little bit of longing
Little bit of love to come our way
A little bit of fear
A little bit of hate
Little hope for the hopeless

A little bit of rain
A little bit of thunder
Little broken smile at the end of our day
A little stormy cloud
A little bit of wind
To breathe life into lifeless

Just give yourself to me
Together we will be
So elegantly broken


O silêncio é quebrado. Palavras vazias estão tocando as camadas do pecado da nossa pele. Percebemos que finais felizes não são para todos, não são para nós. No amanhecer vamos abandonar nossas armas. No final do dia poderemos apreciar nossa derrota, mas eu nunca parei de tentar e nunca disse que não estava pronto.
Você sempre foi muito mais forte do que eu e agora a sua dor te fez linda, mas dentro de sua armadura seu coração ainda em aberto, pois aqui estou ainda preso em minha concha solitária estendendo minha mão para você com meus pensamentos aflitos. Ouça-me agora, por favor, não me diga que você é orgulhoso demais.

Um pouco de dor
Um pouco de saudade
Um pouco de amor à nossa maneira
Um pouco de medo
Um pouco de ódio
Um pouco de esperança para os desesperados

Um pouco de chuva
Um pouco de trovão
Um pequeno sorriso ferido no final do nosso dia
Uma pequena nuvem de tempestade
Um pouco de vento
Para dar vida ao inanimado

Basta entregar-se a mim. Juntos nós seremos elegantemente feridos...






Eu, Álison

domingo, 1 de dezembro de 2013

Running in the rain


 
Vocês nunca, mas nunca vão descobrir o que nós estávamos fazendo.






 Eu, Álison

But your picture on my wall

My tea's gone cold, I'm wondering why
I got out of bed at all
The morning rain clouds up my window
And I can't see at all
And even if I could, it'd all be gray
But your picture on my wall
It reminds me that it's not so bad
It's not so bad

I drank too much last night, got bills to pay
My head just feels in pain
I missed the bus, and there'll be hell today
I'm late for work again
And even if I'm there, they'll all imply
That I might not last the day
And then you call me and it's not so bad
It's not so bad

Push the door, I'm home at last
And I'm soaking through and through
Then you handed me a towel and all I see is you
And even if my house falls down now
I wouldn't have a clue
Because you're near me

And I want to thank you
For giving me the best day of my life
Oh, just to be with you
Is having the best day of my life

Meu chá esfriou, me pergunto por quê me levantei da cama. A chuva da manhã embaça minha janela e não consigo ver nada. E mesmo que pudesse, estaria tudo cinza, mas seu retrato na minha parede me faz lembrar que não é tão ruim assim. Não é tão ruim.
Bebi demais ontem à noite, tenho contas a pagar. Minha cabeça dói tanto. Perdi o ônibus e o dia será um inferno. Estou atrasada para o trabalho de novo, e ainda que estivesse lá todos insinuariam que eu não vou ficar nem mais um dia, mas daí você me liga, e não é tão ruim assim. Não é tão ruim.
Empurro a porta, finalmente chego em casa e estou completamente encharcada. Então você traz a toalha e tudo o que vejo é você. E mesmo se minha casa desabasse agora eu não perceberia porque você está perto de mim.
E eu quero agradecer você por me dar o melhor dia da minha vida. Oh, simplesmente estar com você é ter o melhor dia da minha vida.






Eu, Álison

domingo, 30 de junho de 2013

Por si mesmo

O que está abaixo foi retirado de um livro que li. Espero que todos consigam entender o que há por trás das palavras que seguem.

Leonardo sempre teve uma filosofia de vida aquém das pessoas. Sempre achou que tudo o que fosse fazer deveria ser feito por si mesmo. Não que ele fizesse as coisas em proveito próprio, mas tudo o que fazia partia de uma vontade sua de querer fazê-lo e não porque lhe mandavam ou porque todos estavam fazendo.

Numa noite, Leonardo voltava para casa e no mesmo ônibus em que vinha estava também uma colega sua. Ela iria descer antes de Leonardo. Caía uma leve chuva e ele havia percebido que sua colega não tinha guarda-chuva, diferentemente dele, que levava um em sua mochila. Leonardo perguntou à sua colega se ela se importaria que ele descesse junto dela e que a acompanhasse até sua casa. Ela consentiu. Logo depois que desceu do ônibus, Leonardo abriu seu guarda-chuva e o posicionou acima dela. A casa de sua colega ficava a uma curta distância de onde o ônibus havia parado, por isso logo chegaram. Ele se despediu de sua colega e ela o agradeceu por tê-la acompanhado. Leonardo seguiu e depois de um tempo caminhando chegou a sua casa.

Vocês que estão lendo este livro devem se perguntar "O que Leonardo ganhou acompanhando sua colega até em casa?". Racionalmente falando, Leonardo não ganhou nada, pelo contrário, se tivesse continuado no ônibus teria descido bem mais perto de casa. Ele sabia que não ganharia nada, mas isso não o impediu de fazer o que ele fez.

Pois agora o leitor irá me perguntar "Se a casa da colega de Leonardo era tão perto de onde o ônibus parou, porque Leonardo se deu ao trabalho de acompanhá-la em um trajeto tão curto?" Bom, todos sabem que independente do tempo que se fique na chuva, você vai se molhar, então Leonardo fez questão de acompanhá-la, por mais próximo que fosse sua casa. Por mais simples que pudesse parecer, isso não o impediu de fazer o que ele fez.

Por fim, você deve estar se perguntando "Se o que Leonardo fez foi tão nobre, porque ele não fez isso numa ocasião durante o dia, ao invés de um horário tão tarde em uma noite fria e chuvosa, para que as outras pessoas pudessem ver o que ele fez?" Pois fiquem sabendo que eu, que lhes escrevi este livro, também fiz essa pergunta a Leonardo e tentarei respondê-la da forma que mais se aproxime do que ele me disse. Leonardo fez o que fez, não para que as pessoas vissem o que ele fez e achassem que ele era uma boa pessoa. Ele fez porque queria fazer. Porque era o que ele achava certo. Ele estava seguindo sua filosofia, como descrevi no começo. Tudo o que fazia partia de uma vontade sua de querer fazê-lo. Então, mesmo sendo algo simples, mesmo que ele não ganhasse nada com isso e mesmo que ninguém o tenha visto, isso não o impediu de fazer o que ele fez.
Só ele sabe o motivo que o levou a agir dessa forma. O que fez a sua colega foi o reflexo de sua bondade. E aí está a nobreza e a grandeza de uma pessoa.







Eu, Álison

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Eu sei

Às vezes fico com saudade de momentos que eu ainda não vivi. Às vezes peco na vontade de sentimentos que eu ainda não senti.
Te vejo nas paredes dos hotéis, eu vivo interpretando papeis. Às vezes não sei mais quem sou. Me deu vontade de voltar.
É só mais um dia de chuva e eu vou pra Redenção, pois amanhã já vou estar em outro lugar, muito longe daqui, muito longe de ti.
Enquanto houver ar pra respirar.


Pois eu sei, que você quer viver comigo outra vez. Que você quer viver ao lado meu, até a luz do sol se apagar.






Eu, Álison

domingo, 26 de maio de 2013

Entre as junturas dos ossos

Por Vera Lúcia de Oliveira.

E, como a poesia concentra significados, cada palavra no texto tem seu peso específico, é feita de concretude e pesa como a coisa que ela representa. Tem cheiro, sabor, range, geme, uiva, fala, às vezes rasteja na página como um bicho, esbraveja como uma pessoa ferida, ilumina como uma lâmpada, chora como num luto ou rasga a casca da semente, que é de som e ao mesmo tempo não é.

Meninas

As meninas que da alma pulam
Brincam de esticar
O tempo

Com suas saias rodadas
Dançam a canção mais pura
Que aprenderam
Correndo
Entre as junturas dos ossos.


Os Pássaros

Os pássaros de pedra dilatam as oferendas
Os pássaros de carne batem-se contra as grades
Os pássaros de lata arrulham nas ferrovias dos nervos
Os pássaros de madeira mascam o macio dos músculos
Os pássaros de papel voam para dentro das crases
Os pássaros de carvão rabiscam suas asas no ventre
Os pássaros de fogo puxam os pássaros de chuva
Os pássaros de pano acalentam os pássaros de pranto


Sempre

Fui sempre
De percorrer na carne
O puído dos vãos
Sempre de pôr o pé
Na intimidade
Das veias
Sempre de lavrar
Os dias mais
Ferozes
Para que doendo
Amansem a morte






Eu, Álison

domingo, 17 de março de 2013

All my tears

My heart is aching, my love is fading
So tired of living in fear
Smiling through the tears
All my tears turn into rage


Into rain...




Eu, Álison

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A Morte devagar

Morre lentamente quem não troca de ideias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja quem não lê quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.




Eu, Álison

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

As filhas da Arte

O silêncio cai como chuva, mas pesa como montanha
Soa como vazio, mas marca como cicatriz
Salva como poucos, condena como ninguém





Eu, Álison

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

But we've been living as friends

I'm coming home
Tell the world I'm coming home
Let the rain wash away all the pain of yesterday
I know my kingdom awaits and they've forgiven my mistakes
I'm coming home, I'm coming home
Tell the World that I'm coming

Estou voltando para casa. Diga ao mundo que estou voltando para casa. Deixe a chuva levar embora toda a dor que se passou. Eu sei que meu reino me espera e eles perdoarão meus pecados. Estou voltando para casa. Estou voltando para casa. Diga ao mundo que estou...





Eu, Álison

sábado, 15 de setembro de 2012

A criação de tudo

Mito chinês sobre a criação do mundo:

"A criação do mundo não terminou até que P'an Ku morreu. Somente sua morte pôde aperfeiçoar o Universo: de seu crânio surgiu a abóboda do firmamento, e de sua pele a terra que cobre os campos; de seus ossos vieram as pedras; de seu cabelo veio toda a vegetação. Sua respiração se transformou em vento, sua voz, em trovão; seu olho direito se transformou na Lua, seu olho esquerdo, no Sol. De sua saliva e suor veio a chuva. E dos vermes que cobriam seu corpo surgiu a humanidade".

O ser humano foi colocado em seu devido lugar.





Eu, Álison