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sábado, 15 de março de 2014

Um excêntrico?

- Theo, o que sou eu aos olhos das outras pessoas?


- "O que sou eu aos olhos das outras pessoas? Um nada? Um excêntrico? Uma pessoa desagradável? Alguém que não tem lugar na sociedade e jamais terá. Em resumo, o mais baixo de todos. Muito bem então. Mesmo que isso fosse totalmente verdade, um dia eu gostaria de mostrar, com meu trabalho, o que um nada, o que um ninguém, tem em seu coração. Com um aperto de mão, sempre seu. Vincent".





Eu, Álison

sábado, 15 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Eu sei

Às vezes fico com saudade de momentos que eu ainda não vivi. Às vezes peco na vontade de sentimentos que eu ainda não senti.
Te vejo nas paredes dos hotéis, eu vivo interpretando papeis. Às vezes não sei mais quem sou. Me deu vontade de voltar.
É só mais um dia de chuva e eu vou pra Redenção, pois amanhã já vou estar em outro lugar, muito longe daqui, muito longe de ti.
Enquanto houver ar pra respirar.


Pois eu sei, que você quer viver comigo outra vez. Que você quer viver ao lado meu, até a luz do sol se apagar.






Eu, Álison

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Não sabia nem seu nome

Ele não sabia se era um paranoico obsessivo ou um obsessivo paranoico, mas a obsessão e a paranoia o guiavam o tempo todo.
Ela não sabia nem seu nome, mas isso não importava. Ele não se contentava em passar horas esperando para vê-la, esperando que seu coração disparasse, que sua barriga gelasse, que seu queixo caísse, que suas mãos suassem; ele precisava de mais. A seguia por todos os lados, onde quer que a visse. Descobriu onde era sua casa, quem era sua família, quem eram seus amigos. Descobriu com quem estudava, onde sua mãe trabalhava, que carro seu pai tinha. Descobriu o nome dos seus irmãos, o número da sua casa, a dia do aniversário.
Ele andava à noite esperando encontrá-la, e quando a encontrava, mal podia respirar. Escrevia sobre ela, pensava sobre ela, falava sobre ela. Olhava tudo. Sua roupa, seu cabelo. Ele já reconhecia seu jeito de andar, mesmo de longe, e nesse momento seu coração ganhava vida. Toda a sua atenção recaía sobre ela e sobre o que ela o fazia sentir.
Descobriu seu nome. Ela estava no topo. Seu dia não tinha sentido quando ele não a via. Ela o fazia viver, mesmo sem saber disso, e ele vivia por ela. Sua vida se resumia nos momentos em que aguardava vê-la.
Mas não era culpa dele. Era culpa daqueles olhos... Ele sabia tanta coisa sobre ela e ela não sabia nem seu nome. Nem sabia quantas coisas tinham em comum.
Até hoje não sabe.
E possivelmente nunca vai saber.


Mas não podemos esquecer daquela outra menina. Aquela que sabia tanta coisa sobre ele e que ele não sabia nem o nome, pois estava preocupado demais com a dona daqueles olhos. Essa outra menina sabia seu nome, mas ele... Não, e possivelmente nunca vai saber.




Eu, Álison

sábado, 15 de setembro de 2012

E eu só assisto

Não sei o que fazer,
Ele não está respirando.
Meu anjo não está respirado.
Estamos trancados,
Não sei como fugir...
Não posso pensar em uma saída,
Pois não há saída alguma.
Está piorando...
Ele não acorda.

Não há o que fazer
Ninguém quer me ajudar
Começou com receio,
Depois medo,
Depois veio o pavor,
E finalmente, o pânico,
E depois dele... Só o fim irá me salvar
Meu anjo não se meche,
Mas porque ele não se meche?
Não posso salvá-lo.
Ninguém pode.

Ainda estamos presos.
Acho que não adianta mais
Nada há mais a ser feito
Acabou.
Meu anjo não respira,
Meu anjo está no chão. Parado. Imóvel. Inerte.
No quarto onde estamos
Existem duas almas:
Uma que não respira
E outra que não quer mais respirar.





Eu, Álison