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domingo, 10 de agosto de 2014

Você já escutou o silêncio? - VIII

Fecha os olhos


Sei que não me amas
Sei que tens teu marido
Teu namorado, noivo
Sei que somos apenas amigos
Como dizes, e tentas acreditar
Sempre fomos só amigos
Nada mais do que isso
Se acredito ter algo mais
Fui eu quem criou sozinho
Nunca me deste motivo
Eu é que fantasio demais

Tu me dizes, eu acredito
Realmente não deves me amar
Pareces tão convicta

Mas, como amigo
Preciso te dar um conselho
Um único conselho
Que só mesmo um amigo
A uma hora dessas, daria
Fecha os olhos
Enquanto dizes que não me amas
Fecha-os
Pois eles estão mentindo





Eu, Álison

sábado, 30 de novembro de 2013

Para longe

Listen, I don't really know you
And I don't think I want to
But I think I can fake it if you can
Let's agree there's no need,
Let's just keep pretending to be friends,

I get carried away, carried away, from you
When I'm open and afraid
'Cause I'm sorry, sorry 'bout that
Sorry 'bout things that I've said
Always let it get to my head

Escute, eu realmente não conheço você e não acho que queira, mas eu acho que eu posso fingir se você puder. Vamos concordar que não há necessidade. Vamos apenas continuar fingindo ser amigos.
Eu me deixei levar para longe, levar para longe de você quando estava vulnerável e com medo. Porque eu sinto muito, sinto muito por isso. Sinto muito pelas coisas que eu disse. Sempre deixo isso vir à minha cabeça.






Eu, Álison

domingo, 20 de janeiro de 2013

Era uma vez

- Prólogo

Era uma vez um grupo de amigos
Alguns dos quais já nem se encontram vivos
Desconhecidos do mundo em geral
Em mim desempenharam um papel principal

Capítulo I

Era uma vez um grupo de amigos, dos quais alguns já nem se encontram vivos. Éramos miúdos sonhadores. Insurretos, mas com valores. Alguns formaram-se doutores, advogados e professores. Uns quantos jogadores e alguns independentes, agarrados a esta vida com unhas e dentes.
Amanhã o sol infelizmente não nasce para toda a gente, diz-me a morte sem face com a sua foice imponente.
Tu eras só um adolescente quando nos deixaste. Perguntei-me vezes sem conta por que razão saltaste. Seria a depressão das drogas ou drama da família? O Rui maluco antes do suicídio tinha o vício de ler a bíblia.
Grande Carlitos, o crânio, ninguém preenche o seu vazio, no dia que fez 18 apareceu morto a boiar no rio. O Vilela da viela levou os pais à ruína, primeira droga que experimentou, aos 14, foi a heroína.

Capítulo II

Mano Ibrahim o teu sorriso ficará para sempre. A boa disposição contagiava toda a gente.
Noites belas, aquelas, em que soprávamos velas, às vezes fecho os olhos, consigo imaginar-me nelas.
Vivo no mundo daqueles que partilham uma experiência da dor vivida no interior duma sala de urgência. Mas mesmo assim num desisti ou baixei os braços, chorei e ri, frente a frente, a derrotas e fracassos.
Esvaziei uns quantos maços para matar a ansiedade, mas o fumo ainda era pior porque me matava de verdade.
Manos que cumprem pena, visualizem-se nesta rima, quando saírem: moral, cabeça pra cima.
O mundo dá oportunidades, cá fora à vossa espera, mas nem tudo são rosas, realidade sabe ser severa. Para todos os que estão perdidos, sem rumo ou direção: pensam naquilo que foram, comparem com o são.

Capítulo III

Ontem éramos uns putos e jogávamos à bola. Fumávamos às escondidas nas traseiras da escola. Viajávamos à borla, quantas fugas ao pica? Corríamos a pé todas as ruas da cidade invicta.
Uns cestos nas Camélias, o skate em Matosas, carrinhos de rolamentos, velocidades furiosas. Nada de drogas, só pura adrenalina, por vezes um pouco de álcool misturado com nicotina.
O tempo foi passando e já não nos vemos tanto. Eu recordo-os mesmo estando cada um pra seu canto. Tanto tempo após, pós estandarte da geração em memória de todos aqueles que já partiram.
Nada se perde, manos, e tudo se transforma, e a batalha é infinita para quem não se conforma.
Desejo-te uma vida longa, saúde e sucesso. Tu sê feliz, mano é tudo o que eu te peço.





Eu, Álison

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

William Thomson

Era um estímulo para os alunos, esse azougado professor. Nunca se sabia o que esperar dele.
Como todos os homens de personalidade vigorosa, tinha os seus preconceitos. “Sempre desconfiei das palavras e obras do espírito humano”.
E assim, “Wullie Tamson” – como o chamavam seus amigos escoceses – tornou-se o primeiro Barão Kelvin. Mas “Wullie Tamson” continuou a ser o mesmo homem honesto, franco, enérgico e brincalhão.
Um dia seus amigos levaram-no a ouvir uma sinfonia de Beethoven. Ficou muito impressionado. “Pense-se que coisa complexa é o resultado de uma orquestra a tocar”.
“Os que vivem devagar criam seus próprios obstáculos”.
E agora ele se aproximava do fim do caminho. De hora em diante se limitaria a aprender. E então o mais sábio dos mestres, a Morte, veio buscar esse aluno em seu octogésimo terceiro ano e conduziu-o ao Grande Laboratório para o Último Experimento.







Eu, Álison

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O acaso os trouxe a mim

E hoje não sei viver sem eles.
Acredito que sempre tive uma vida mais teórica do que prática. Mas como uma das poucas exceções a minha aversão a atividades que exigem muito movimento posso citar um esporte, o vôlei.
Pois bem, a principal consequência de você praticar um esporte é a manutenção da saúde. Em segundo lugar, é uma atividade que faz você sair da rotina e contribui para seu lazer. Mas como de costume, comigo foi diferente. A principal consequência de eu ter começado a jogar vôlei foi eu conhecer pessoas incríveis, e através dessas pessoas conheci outras tão incríveis quanto as primeiras. Não sei se isso acontece com todo mundo, mas minha vida pode ser dividida entre "antes do vôlei" e "depois do vôlei", sendo que a parte depois do vôlei é consideravelmente melhor do que a anterior.
A motivação principal que me levava a sair de casa (algo que não acontece muito) a ir jogar nunca era o vôlei em si, mas as pessoas que estariam jogando comigo, tanto que quando essas pessoas não iam jogar eu também não ia. A graça não estava em jogar vôlei, não que eu não goste, mas o interessante era jogar com 'aquelas pessoas', se, e somente se, com aquelas pessoas, fosse no colégio ou não, com uma bola boa ou não, jogando bem ou não, com bastante gente ou não. Nada disso importava se eu estivesse com aquelas pessoas.
Devido a meus planos futuros, nunca dei muita importância a práticas esportivas, mas essas pessoas mudaram minha vida. Ainda pratico menos exercícios do que deveria, mas se não tivesse conhecido essas pessoas provavelmente não praticaria nenhum.
Junto dessas pessoas que eu conheci estavam também outras que eu já sabia quem eram, pois estudavam ou já tinham estudado comigo, e jogar vôlei acabou se tornando um momento em que eu estava rodeado de pessoas que prezo e que me divertiam o tempo todo. Se nunca tivesse começado a jogar vôlei, não teria conhecido nem a metade das pessoas que hoje tenho perto de mim.
Agradeço sinceramente a cada uma dessas pessoas por todos os momentos que passamos juntos, jogando vôlei ou não, dos mais incríveis aos mais simples, apesar de que, para mim, nenhum desses momentos foi simples, porque eu não estava com pessoas simples. Eu estava... Com vocês.






 Eu, Álison

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

De vez em quando

Refaço o caminho que percorria com meus colegas quando estava voltando para casa na época do colégio. Durante o percurso penso em muitas coisas, mas só chego a uma conclusão:


 Não é a mesma coisa sem eles...





Eu, Álison

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Embora não sem dor

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!".







Eu, Álison

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Até mais ver

Saúdo todos os meus amigos. Que lhes seja dado ver a aurora desta longa noite. Eu, demasiadamente impaciente, vou-me antes. - Stefan Zweig







Eu, Álison

sábado, 8 de dezembro de 2012

E eu corro e me escondo no escuro

E eu corro e me escondo no escuro
Ameaçado por cada latido distante
Durma meu amor, pelo amor de Deus
Não é sua culpa, é seu destino cruel e implacável
Não é sua culpa, é seu destino cruel e implacável

Profecia de eras passadas
Ainda a sondar a queda do meu filho
Ele é o único capaz de nos libertar da tirania
Então eu fugi dos cães ansiosos para me matar

E eu canto, durma bem doce criança
Eu estou aqui para velar seus sonhos
Não tenha medo,
A lua brilha no alto apenas para você
Não se preocupe com o lobo, ele não está perto
Ele é amigo da noite, meu querido
Calma, não chore, ele não está perto
Somos amigos da noite, meu querido

Eles não vão levar meu filho amado
Enquanto eu estiver ao seu lado
Eu sou a sombra no corredor do tempo
Aqui e ali, nunca o encontrarão
Aqui e ali, nunca o encontrarão

E eu corro e me escondo no escuro
Ameaçado por cada latido distante
Durma meu amor, pelo amor de Deus
Durma, pois estou aqui para cumprir o seu destino
Durma, pois estou aqui para cumprir o seu destino





Eu, Álison

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ser forte

O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho.
Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se.
A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.





Eu, Álison

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Cheias de veneno

Todos os seus amigos o seguiam com muitas lamentações, como se ele fosse para a morte.
Por toda a parte corria o sangue, rodeando o cadáver, como que derramado às taças cheias.






Eu, Álison

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Não sabia nem seu nome

Ele não sabia se era um paranoico obsessivo ou um obsessivo paranoico, mas a obsessão e a paranoia o guiavam o tempo todo.
Ela não sabia nem seu nome, mas isso não importava. Ele não se contentava em passar horas esperando para vê-la, esperando que seu coração disparasse, que sua barriga gelasse, que seu queixo caísse, que suas mãos suassem; ele precisava de mais. A seguia por todos os lados, onde quer que a visse. Descobriu onde era sua casa, quem era sua família, quem eram seus amigos. Descobriu com quem estudava, onde sua mãe trabalhava, que carro seu pai tinha. Descobriu o nome dos seus irmãos, o número da sua casa, a dia do aniversário.
Ele andava à noite esperando encontrá-la, e quando a encontrava, mal podia respirar. Escrevia sobre ela, pensava sobre ela, falava sobre ela. Olhava tudo. Sua roupa, seu cabelo. Ele já reconhecia seu jeito de andar, mesmo de longe, e nesse momento seu coração ganhava vida. Toda a sua atenção recaía sobre ela e sobre o que ela o fazia sentir.
Descobriu seu nome. Ela estava no topo. Seu dia não tinha sentido quando ele não a via. Ela o fazia viver, mesmo sem saber disso, e ele vivia por ela. Sua vida se resumia nos momentos em que aguardava vê-la.
Mas não era culpa dele. Era culpa daqueles olhos... Ele sabia tanta coisa sobre ela e ela não sabia nem seu nome. Nem sabia quantas coisas tinham em comum.
Até hoje não sabe.
E possivelmente nunca vai saber.


Mas não podemos esquecer daquela outra menina. Aquela que sabia tanta coisa sobre ele e que ele não sabia nem o nome, pois estava preocupado demais com a dona daqueles olhos. Essa outra menina sabia seu nome, mas ele... Não, e possivelmente nunca vai saber.




Eu, Álison

sábado, 13 de outubro de 2012

Is time to disappear

Uma vez um menino escreveu, antes de fugir, as palavras que mostro-lhes a seguir:

"Não há como expressar a dor que me persegue,
Mas suas palavras fazem meu espírito mais forte e mais leve
Minha alma mais segura
Minha mente mais tranquila.
No entanto, minhas palavras não fazem o mesmo.
Não fortificam, não protegem, não acalmam,
Mas quando te olhar de cima
Vou te dar minha auréola
Para prender seu cabelo
Para que o vento de minhas asas
Não atrapalhe nosso abraço."


Ninguém sabe para onde ele foi. Seus amigos o procuram até hoje.




Eu, Álison

domingo, 7 de outubro de 2012

Realmente ser humano

Ao decorrer de nossas vidas vamos construindo relacionamentos com as pessoas com que temos contato. A família nesse caso é uma exceção à regra, já que desde que nascemos estamos ligados a ela. Como já disse várias vezes, acho que a Amizade é vital para qualquer um e é desse laço que vou tentar falar um pouco.
Como qualquer amizade, a minha começou quando encontrei meu amigo, que nessa época ainda não era meu amigo, mas somente um desconhecido para mim. Por um motivo ou outro, começamos a conversar. Nós estudávamos juntos, então diariamente nos víamos. Depois de um tempo, passamos de desconhecidos para conhecidos.
Passado um período mais longo, conseguimos continuar estudando na mesmo turma, então com o progressivo aumento de afinidade, tornamo-nos colegas (não colegas por simplesmente estudarmos juntos, colegas mesmo). Essa época foi meio instável. Ocorreram algumas discussões entre nós, mas depois aprendi que essas discussões são normais em qualquer relação que está começando, pois uma pessoa está conhecendo a outra e é comum que hajam desavenças. Isso também aconteceu com as outras pessoas que hoje são próximas a mim, então não acabe sua amizade com alguém por causa de uma briga, isso é normal e para que você estabeleça uma relação firme você precisa passar por isso.
Tive a sorte de estudar desde a 5ª série com meu amigo e isso ajudou que mantivéssemos contato diariamente. Passados alguns anos, depois de já conhecer bem quem eu considerava apenas um colega, finalmente comecei a chamá-lo de amigo. Isso não aconteceu de uma hora para outra, como acontece com a maioria das pessoas hoje em dia. Passaram-se alguns anos para que chegasse a esse ponto. Depois que você estabelece uma autêntica amizade, as coisas só tendem a melhorar. Não há mais brigas, não há mais discussões. A única coisa que haverá será uma pessoa ao seu lado que estará sempre fazendo você se divertir. Mas isso não é o fim. A amizade continua progredindo.
Essa parte pode parecer meio subjetiva porque se baseia na minha experiência e você tem direito de discordar. Depois de muito tempo, e aqui me refiro a anos, chegará um ponto em que sua amizade (não quero parecer muito pretensioso) não dependerá mais de palavras. Você vai conhecer seu amigo tão bem, mas tão bem, que quando alguma coisa acontecer, um simples gesto vai ser suficiente para que um se comunique com o outro. É uma coisa fora do comum.
E no que considero a última etapa, você não dependerá de palavras e nem mesmo de gestos. Você conhecerá seu amigo de uma forma única, como quase ninguém conhece. Sua relação com ele será comparável apenas com a dos integrantes da sua família. Quando alguma coisa acontecer, não haverá a necessidade nem de gestos. Você pode praticamente adivinhar o que seu amigo está pensando, pois o conhece e o compreende de uma maneira que não pode ser explicada. Tudo que você precisará fazer é olhar para seu amigo, e com apenas esse simples movimento você expressará claramente seus pensamentos à seu amigo e ele os compreenderá perfeitamente. Tudo que tiver para ser dito será demonstrado pelo que os olhos expressarem. A harmonia existente entre as duas pessoas será o que vai mantê-los juntos através de um laço que ninguém poderá separar. Você entende seu amigo tão bem que o uso da linguagem, habilidade que diferencia os humanos de qualquer outro ser, será desnecessária. Não serão as palavras que irão uni-los, mas a afinidade mental que irá conectá-los, e essa ponte construída entre as duas mentes será mais forte do que qualquer coisa. Será algo inexplicável, além de todos os hábitos e costumes corriqueiros.
Para mim, essa é a maneira mais elevada do ser humano exercer suas virtudes. Aristóteles disse que a amizade é uma alma perdida entre dois corpos e acho que isso é uma das melhores maneiras de descrever esse estado de espírito consonante. Quando alguém chega a esse ponto, alcança o que considero o ápice da amizade. O ser humano está exercendo sua humanidade. Ele está sendo plenamente humano.




Eu, Álison

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Eles também são

- Já vi várias pessoas falando que você é louco.
- Bom, talvez eu seja mesmo...
- Mas você não acha isso ruim?
- Não, de forma alguma. Só que se eu for realmente louco, então meus amigos também são.
- Como você sabe?
- É óbvio. Se eu fosse louco, mas eles não fossem não seriam meus amigos. Da mesma forma que chamar um amigo meu de louco implica me chamar de louco também. Pois se meu amigo fosse louco, mas eu não fosse, não poderia ser seu amigo.
- Desculpe, mas acho que se você disser isso às pessoas elas não vão te entender...
- Ah, não se preocupe, isso é normal.
- O que é normal?
- Isso que você disse.
- Seus amigos serem loucos?
- Não, ninguém me entender...






Eu, Álison

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Não tenho uma resposta

- O que é você? O que você quer?! Por que está fazendo tudo isso?
- Por que você pergunta? Os eventos sempre ocorrem sem aviso. É após o fato que a razão se torna clara. Nessa situação, acho que vou explicar para você. Você me perguntou por que estou fazendo isso. Mesmo que eu conte o porquê, não vai mudar nada, mas que tal conversarmos um pouco mais?
- Não tenho nada para conversar com você.
- Meu objetivo é algo que mesmo Jiraiya Sensei não foi capaz de alcançar. Como disse antes, através da justiça eu trarei a paz.
- Paz? Justiça? Não me venha com esse papo! Meu mestre, meu sensei, meus amigos, minha vila. Depois de tudo que você fez, não ouse falar sobre paz e justiça!
- Então diga-me, qual o seu objetivo?
- Eu vou matar você e trazer a paz de volta para o mundo ninja!
- Entendo... Isso é bem nobre. Isso é justiça, de fato. No entanto, minha família, meus amigos, minha vila... Eles sofreram o mesmo destino dessa vila, graças aos ninjas de Konoha. Como seria justo permitir que apenas vocês falem sobre paz e justiça?
- Do que você está falando!?
- O País do Fogo e Konoha cresceram demais. Para proteger seus interesses, forçaram os clãs feudais a lutarem uns contra os outros e fizeram lucro em cima disso. Do contrário, a nação e as pessoas das vilas morreriam de fome. No entanto, nosso pequeno país e suas vilas se tornaram o campo de batalha para a Grande Guerra Ninja. E cada vez mais, nosso país era destruído e as pessoas abandonadas. Após muitas guerras, as grandes nações se estabilizaram e o nosso pequeno país foi deixado para sofrer na dor e na miséria. Você e eu buscamos pela mesma coisa. Estamos tentando estabelecer a paz que Jiraiya Sensei tanto desejou. Nós não somos diferentes. Nós agimos de acordo com nosso senso de justiça. A justiça que apliquei em Konoha não é diferente da que você está tentando aplicar em mim. A dor de perder alguém estimado por você é a mesma e ambos conhecemos essa dor muito bem. Você tem sua justiça e eu tenho a minha. Somos ambos homens comuns procurando por vingança utilizando a justiça como desculpa. No entanto, se existe justiça na vingança, a justiça irá gerar apenas mais vingança e engatilhar o ciclo do ódio. Estamos vivendo no meio desse fenômeno. Sabemos como foi o passado e podemos prever como será o futuro. Isso é a história, atuando da forma que já conhecemos. Então não podemos fazer nada além de aceitar que os seres humanos são incapazes de entender uns aos outros. O mundo dos ninjas é controlado pelo ódio. Como você irá confrontar esse ódio para conseguir a paz? Quero saber sua resposta.


- Eu... Não tenho uma resposta para isso.





Eu, Álison

sábado, 8 de setembro de 2012

Torná-los reais

Se os desejos que eu tenho não podem ser realizados nesse mundo, vou ter que encontrar outro onde possa viver e torná-los verdade. Torná-los reais.







Eu, Álison