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domingo, 4 de maio de 2014

Depende de você

A vida de uma pessoa se resume, basicamente, assim: ela nasce, cresce, envelhece e morre. Durante esse período ela pode incrementar um pouco. Ela trabalha, estuda, cozinha, viaja. Ela também mata, rouba. Se apaixona, faz arte. Ela lê, escreve, toma banho de chuva, dorme tarde. Chora de rir, fica triste, imagina cenas antes de dormir. Se assusta, se surpreende. Perde o fôlego, pula de alegria, anda de bicicleta. Esfola o joelho, dá presentes, tem borboletas no estômago, comemora aniversário, faz amizades. Se rebela, tem pesadelos, acorda assustado. Se emociona, conhece gênios, fala com idiotas, se confunde. E apesar de nossa vida ser apenas uma sequência aleatória de fatos independentes que decorrem por alguns anos, quando estamos fazendo alguma dessas coisas, o tempo parece mais lento e você até se esquece de que devia apenas nascer e morrer.






Eu, Álison

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Queria saber uma coisa

- Depois de ganhar esse presente, se te perguntassem o nome do que você está sentindo, o que diria?
- Diria que ainda não há um nome para o que estou sentido.
- Certo, mas e se, ao invés de dizer o que está sentindo, tivesse de dizer algo sobre a pessoa que te deu o presente, o que diria?
- Eu diria que ainda não há um nome para o que ela é.
- Pelo menos posso ver o presente que essa pessoa te deu?
- Não.
- Mas por quê?
- Não é um presente visível. É um presente sensível.






Eu, Álison

domingo, 30 de março de 2014

Não são coisas



- Mas o presente... Não era algo importante?
- Não, não, a pessoa que me deu é que é importante.





Eu, Álison

sábado, 7 de setembro de 2013

E então me fiz eterno

E tendo olhos que viam
E ouvidos que ouviam
Descobri os detalhes
Que me possibilitaram
Descansar minha saudade 
Em meio ao teu abraço








Eu, Álison

sábado, 13 de julho de 2013

domingo, 7 de julho de 2013

Hoje é aniversário do Cal Lightman

Mas nem vou escrever mais nada, porque tudo o que eu tinha para falar eu já falei. 


Olhos que enxergam
O silêncio que fala
Observe-nos agora
Falar sem dizer nada
Voz nenhuma se faz necessária
Pois foi tudo dito





Eu, Álison

terça-feira, 4 de junho de 2013

Voz nenhuma se faz necessária

Nada há para ser falado, palavra alguma a ser escrita. 
Nada há para ser visto, gesto algum a ser expresso.
Nada há para ser pensado, memória alguma a ser lembrada.


Nada há para se reivindicar, agradecer, mencionar ou responder,
 porque já escrevi o que pretendia escrever e minhas palavras já estão com você.
Pois está decidido. E está tudo dito.






Eu, Álison

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Mais um ano se passou

Hoje é dia 13 de Maio de 2013 e estou comemorando o aniversário de 2 anos do blog. Já publiquei mais de 1.400 posts, dentre eles letras de músicas, descrições do que já aconteceu comigo, textos que encontrei em outros sites e, principalmente, coisas que eu criei e, por diversas razões, decidi mostrar para as outras pessoas.

Talvez esteja começando a desenvolver um estilo próprio de escrita depois desse considerável tempo escrevendo, e apesar de achar que isso leva tempo, imagino que tenha melhorado bastante minha capacidade de escrever desde meu primeiro post, em Maio de 2011. Prova disso é que ano passado consegui fazer uma pessoa chorar lendo uma carta que eu escrevi. Está certo que demorei 5 meses e 2 dias para terminar ela, mas acho que valeu a pena, afinal, acredito que não é todo mundo que consegue uma coisa dessas. Não publiquei esse texto porque não criei ele com a intenção de tornar público e sim de entregar à pessoa de quem falava na carta, e ele também é muito grande para publicar aqui.

Novamente vou agradecer à Decidida, que me motivou a criar um blog. Se não fosse ela, não teria nada disso. Aos meus amigos que, mesmo sem querer, me inspiram sempre. Agradeço também aos que pararam o que estavam fazendo para ler o que eu escrevi. Dois agradecimentos especiais: às pessoas que me apoiaram e às pessoas que me inspiraram. Sem vocês isso não existiria.

Tenho plena noção de que muitas das coisas que escrevo aqui vão contra o senso comum ou ao que a maioria acredita e acha certo, mas acho isso muito produtivo. Lidar com o diferente obriga as pessoas a pensarem, o que não é muito o costume delas, então vejo isso pelo lado bom. Sou mais pessimista do que demonstro e omito certos comentários sobre determinados assuntos, porque se mostrasse todo meu pessimismo e falasse o que realmente penso, ninguém leria, então tento ser diferente, porém tolerável aos olhos dos outros.

Se alguém quiser dar sugestões de assuntos, fique a vontade. Mais uma coisa: Não espero que as pessoas pensem como eu, mas espero que elas vejam no que eu escrevo algo interessante. Espero que elas Vejam Como Eu Vejo. Parabéns!





Eu, Álison

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Da tua presença

Quando você vai na festa de aniversário de alguém, você compra alguma coisa para dar para à pessoa, que é o que normalmente se faz. Eu já fiz isso várias vezes, inclusive. Mas quando eu me reúno com alguém, as pessoas que estão comigo me dão algo que está além das coisas. Além do material. Além dos presentes. Elas me dão as suas presenças. Algo que não pode ser comprado ou substituído. A única pessoa que pode me dar sua presença é a própria pessoa. Ela, e somente ela. Nada pode igualá-la, pois como ser único, somente ela carrega a essência da sua presença dentro de si. Além da presença, ela pode te dar algo que ela fez, pois se foi ela quem fez, só ela poderia te dar, porque quem fez foi ela. A lembrança é dela. Dela, e somente dela. Só aquela pessoa poderia te dar aquilo porque só aquela pessoa poderia fazer daquele jeito. Só ela poderia escrever o que te escreveu. Só ela poderia fazer o que te fez. Só ela. Única e exclusivamente ELA.
E no fim da festa, quando eu me despeço da pessoa, não me despeço do que ela trouxe, mas sim do que ela partilhou comigo durante aquele tempo em que passamos juntos. Daquilo que somente ela poderia me dar. Da coisa mais nobre e importante que ela poderia trazer consigo. Me despeço Dela e do tudo que ela significa.


Hoje é meu aniversário, e alguns dias atrás decidi convidar algumas pessoas, umas poucas apenas, para se reunirem comigo ontem à noite para comermos alguma coisa juntos. Em um dia entre a data em que fiz o convite e ontem, eu falei com uma dessas pessoas que havia convidado e ela me perguntou: Álison, o que tu quer ganhar de aniversário? Do que tu está precisando?". Daí eu respondi para ela: "Eu preciso da tua presença". Pois ontem à noite, junto das outras pessoas que haviam convidado, estava ela, com a sua presença, esperando para me dar um abraço.
Sete presenças em uma mesa, fazendo o que nasceram para fazer. Rir
Muito Obrigado.





Eu, Álison

sábado, 20 de abril de 2013

Olhos arregalados [Fatos reais]

A surpresa sempre fascinou Leonardo e por esse motivo decidiu fazer uma a sua amiga Gilian. Comprou-lhe um presente para entregar em seu aniversário. Amante dos segredos, Leonardo não comentou nada sobre o que ia fazer. Nem mesmo a seus próprios amigos. Um deles, John, comentou com Leonardo que iria se reunir com um pequeno grupo de amigos, pois também queria fazer uma surpresa a Gilian, mas nada ficou combinado entre eles com relação a horário e local.
Leonardo não havia mais conversado com John, mas mesmo assim manteve seus planos sobre a surpresa. Esperou até a noite, já que Gilian trabalhava em outra cidade e saiu a caminho da casa de sua amiga, com a intenção de levar sua lembrança a ela, que não suspeitava de nada.
No caminho entre sua casa e o de sua amiga, Leonardo foi surpreendido. A pouco mais de uma quadra da casa de Gilian, ele encontrou John e mais quatro amigos juntos dele. Eles também estavam indo para a casa de sua amiga lhe fazer uma surpresa.
Apesar de não terem combinado nada, eles haviam pensado em fazer a mesma coisa, para a mesma pessoa, no mesmo horário. Leonardo poderia ter ido outro dia, em qualquer outro horário, por qualquer outro motivo, ocorreu o mais improvável. Tudo aconteceu como tinha que acontecer. No fim, deu tudo certo.
O presente de Leonardo foi o último a ser aberto por Gilian, já no fim da reunião. Ela gostou muito do presente que recebeu e ele gostou muito de tê-lo dado. A surpresa estava diante de seus olhos.





Eu, Álison

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Não sabia nem seu nome

Ele não sabia se era um paranoico obsessivo ou um obsessivo paranoico, mas a obsessão e a paranoia o guiavam o tempo todo.
Ela não sabia nem seu nome, mas isso não importava. Ele não se contentava em passar horas esperando para vê-la, esperando que seu coração disparasse, que sua barriga gelasse, que seu queixo caísse, que suas mãos suassem; ele precisava de mais. A seguia por todos os lados, onde quer que a visse. Descobriu onde era sua casa, quem era sua família, quem eram seus amigos. Descobriu com quem estudava, onde sua mãe trabalhava, que carro seu pai tinha. Descobriu o nome dos seus irmãos, o número da sua casa, a dia do aniversário.
Ele andava à noite esperando encontrá-la, e quando a encontrava, mal podia respirar. Escrevia sobre ela, pensava sobre ela, falava sobre ela. Olhava tudo. Sua roupa, seu cabelo. Ele já reconhecia seu jeito de andar, mesmo de longe, e nesse momento seu coração ganhava vida. Toda a sua atenção recaía sobre ela e sobre o que ela o fazia sentir.
Descobriu seu nome. Ela estava no topo. Seu dia não tinha sentido quando ele não a via. Ela o fazia viver, mesmo sem saber disso, e ele vivia por ela. Sua vida se resumia nos momentos em que aguardava vê-la.
Mas não era culpa dele. Era culpa daqueles olhos... Ele sabia tanta coisa sobre ela e ela não sabia nem seu nome. Nem sabia quantas coisas tinham em comum.
Até hoje não sabe.
E possivelmente nunca vai saber.


Mas não podemos esquecer daquela outra menina. Aquela que sabia tanta coisa sobre ele e que ele não sabia nem o nome, pois estava preocupado demais com a dona daqueles olhos. Essa outra menina sabia seu nome, mas ele... Não, e possivelmente nunca vai saber.




Eu, Álison

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Você aprende

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. 
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la… E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. 
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam… Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa... Por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. 
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa aonde já chegou, mas para onde está indo… Mas se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… E que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. 
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens… Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. 

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém… Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… Que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.





Eu, Álison

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Me torne um deles

Dizem que os anjos podem ter qualquer forma que imaginarmos.
Eles nos protegem de possíveis perigos
Nos ajudam a termos ideias criativas
E nos fazem pensar melhor.
Eles são sua companhia quando você viaja sozinho
Ou sai à noite para caminhar
Eles nos dão forças para que possamos seguir em frente.

Os anjos podem interagir na sua vida de muitas formas
Eles podem até te escrever uma carta
E te mandar de presente em seu aniversário
Como o meu fez.
E talvez um dia essa carta faça com que eu me torne um deles
Me torne um mensageiro.






Eu, Álison

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

sábado, 1 de setembro de 2012

Que te surpreendem todos os dias

Bom saber que não estou sozinho. Bom saber que não existem somente seres humanos, mas que ainda existem seres que são humanos, que dão valor ao que realmente merece valor. Bom saber que alguém preza por certas pessoas e preza pelas pessoas certas. Esse texto foi escrito por uma colega minha que, como vocês vão perceber, está cursando Direito e já foi citada aqui várias vezes com o nome de Decidida. Ela o escreveu para suas amigas da faculdade e não pude deixar de perceber todo o significado que havia por trás desse texto.
Eu não vou comentar sobre o texto porque ele dispensa comentários e também não vou comentar sobre quem escreveu porque a autora é uma pessoa que não cabe em comentários. Nada a se dizer faz jus ao que ela é.
         "Uma amizade jamais se baseará somente no tempo, é imprescindível que haja a combinação de intensidade com maturidade (não esquecendo dos velhos e bons amigos). Dessa forma, tu (com certeza) vai encontrar pessoas maravilhosas, que te surpreendem todos os dias pelo esforço, preocupação, companheirismo, palavras de conforto ou pelo absurdo dos surtos. Elas estarão sempre ali, do teu lado, pra dar aquele UP, pra não deixar tu se sentir sozinha, pra te xingar, pra te cuidar, curtir uma noite, um bar, um cinema, o bday da tua tia ou simplesmente pra te mandar uma mensagem, a qualquer hora do dia com um simples "te amo, amiga! to com saudade". VOCÊS SÃO DEMAIS! Vocês fazem parte da família que eu escolhi. Obrigada. AMO VOCÊS, MINHAS JURISTAS! Talvez eu tenha me perdido em alguns clichês nesse texto, mas saibam que a nossa amizade tá acima de muita coisa. (Reclamem da foto e a bala vai comer.)"





Eu, Álison

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Um tal de Michael Jackson

O dia 29 de agosto não poderia deixar de ser lembrado. Se estivesse vivo, hoje Michael Jackson estaria completando 54 anos de idade. Meus parabéns a ele pelo aniversário, onde quer que esteja.
Falar sobre Michael Jackson é falar sobre um conjunto inumerável de talentos reunidos em uma única pessoa. Você pode falar da voz dele e de como ele cantava, pode falar de como ninguém conseguia dançar como ele dançava, você pode falar que ele compôs músicas em vários estilos, pode falar que ele vendeu milhões e milhões de álbuns e de todos os recordes de vendas que ele tem. Você pode falar das dúzias de coisas que ele fez e que só ele, e ninguém mais, poderia fazer. Michael Jackson não era um músico, não era um humano. Ele era uma daquelas pessoas de quem se poderia esperar qualquer coisa. E mesmo sabendo disso, o mundo ficava perplexo diante do que ele fazia. Fosse onde fosse, Michael Jackson era sempre o melhor. Sempre o maior.


 Não é a toa que era chamado de Rei e que foi eleito O Maior Artista de Todos os Tempos. Michael Jackson não morreu, apenas foi fascinar as pessoas em outro lugar.





Eu, Álison