Eu, Álison
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domingo, 21 de setembro de 2014
Quem sabe...
"Quem sabe de onde vem a inspiração? Talvez surja do desespero. Talvez venha das casualidades do universo, da bondade das musas". - Amy Tan
terça-feira, 4 de março de 2014
Quem és tu?
Tu és um indivíduo entre 6 bilhões e 400 milhões de indivíduos, compondo uma única espécie entre outras 3 milhões de espécies já classificadas, que vive em um planetinha que gira em torno de uma estrelinha, que é uma entre outras 100 bilhões de estrelas compondo uma única galáxia entre outras 200 bilhões de galáxias num dos universos possíveis e que vai desaparecer.
Eu, Álison
sábado, 9 de novembro de 2013
sábado, 5 de outubro de 2013
Teve sorte?
"Sorte é um conceito ofensivo e detestável. A ideia de que há uma força no universo inclinando os fatos a seu favor ou contra é ridícula. Idiotas dependem da sorte."
Eu, Álison
sábado, 20 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
Um detalhe milenar
Você não sabe se é Deus que está criando Adão para não ficar sozinho no universo ou se é Adão que está criando Deus para não ficar sozinho no universo.
A foto do famoso casal acima tem um detalhe muito peculiar. Espero que as pessoas tenham notado que, apesar de Adão e Eva serem os primeiros habitantes da Terra, tanto um quanto o outro possui a marca de um cordão umbilical como qualquer outra pessoa que nasceu de uma mãe, que, obviamente, os precederam.
A foto do famoso casal acima tem um detalhe muito peculiar. Espero que as pessoas tenham notado que, apesar de Adão e Eva serem os primeiros habitantes da Terra, tanto um quanto o outro possui a marca de um cordão umbilical como qualquer outra pessoa que nasceu de uma mãe, que, obviamente, os precederam.
Eu, Álison
sábado, 30 de março de 2013
Albert Einstein
Um dia, seu pai lhe deu uma bússola. Era um brinquedo para entreter o menino. Albert fremia de entusiasmo ao contemplar a agulha “mágica” que se voltava para o norte. Via diante de si, não um brinquedo, mas um milagre. O mesmo acontecia ao rapazinho quando tocava violino. Seus olhos cintilavam e a mão tremia com uma paixão demasiada intensa para um menino sadio. Era a música que o agitava assim. Era um menino singular.
Diziam-lhe que o garoto tinha pouca agilidade mental, insociável, “sempre mergulhado nos seus sonhos absurdos”.
Sentia-se intensamente vivo num mundo cheio de coisas maravilhosas. E penetrava sozinho nesse mundo. Não precisava de companhia. Era inacreditavelmente feliz.
Estava só, tirante a companhia dos seus livros. Entabulou amizade, através dos séculos, com Euclides, Newton, Spinoza, Descartes. E adorava os poetas e músicos – Goethe, Beethoven, Mozart, Bach. Quando Albert cursava a escola secundária, sentiu, mais do que nunca, a necessidade de “afogar a solidão nos livros”. Suas excentricidades irritavam o pai.
Einstein tinha 26 anos quando solucionou o problema da harmonia celeste. Era uma solução de artista, bem como de cientista.
Os cientistas julgavam que o que parecia verdadeiro a eles quando observavam o universo do seu ponto de vista pessoal, de sua posição relativa em seu cantinho do mundo devia ser necessariamente ser verdadeiro para todos os que observavam o universo de todos os outros pontos de vista.
Einstein era um perfeito discípulo de Spinoza. Mas não de Newton.
Para um observador imparcial do universo, todo o tempo, assim como todo o espaço, se tornaria presente a um único volver de olhos. Se um homem pudesse deslocar-se com uma velocidade superior a da luz, alcançaria seu passado e teria a data do seu nascimento relegada para o futuro. Veria os efeitos antes das causas e presenciaria os acontecimentos antes que eles sucedessem realmente.
“Diante de Deus, todos somos igualmente sábios e igualmente loucos”, disse. Era um artista. Observara que poucos dos chamados eruditos compreendiam a significação do pensamento especulativo. Era um estudioso solitário, “um pesquisador singular, taciturno, arredio”.
Apoderara-se dele uma “curiosidade demoníaca” de procurar o último esconderijo da verdade – a cadência íntima do movimento das estrelas na sinfonia de tempo e do espaço.
“Esta guerra é um crime selvagem e perverso. Eu preferiria ser cortado em pedaços a tomar parte em tão abominável ação”. Mas poucas pessoas lhe deram ouvidos. Durante o conflito, Einstein viveu num cosmo à parte, um universo de sua própria criação.
Os físicos – declarou – andavam fundamentalmente errados na sua crença de que os objetos caíam, no sentido de serem puxados na direção de um centro de gravitação. Na realidade, não existe “embaixo” – nem “em cima” no universo.
“Todos falam em mim e ninguém me entende”. Na verdade, ninguém desejava entender esse assombroso malabarista de ideias matemáticas.
Einstein continuaria a ser simplesmente ele mesmo. Odiava a riqueza. Não queria saber de dinheiro. O que o mundo mais necessitava – dizia – nunca se poderia comprar com dinheiro.
“Nas crianças reside a esperança do mundo”. “Esperemos”, disse aos seus amiguinhos, “que a vossa geração dê o exemplo à minha”.
Ali esperava continuar, pacífica e silenciosamente, o seu velho curso acadêmico de fraternidade humana e sonhos cósmicos.
Diziam-lhe que o garoto tinha pouca agilidade mental, insociável, “sempre mergulhado nos seus sonhos absurdos”.
Sentia-se intensamente vivo num mundo cheio de coisas maravilhosas. E penetrava sozinho nesse mundo. Não precisava de companhia. Era inacreditavelmente feliz.
Estava só, tirante a companhia dos seus livros. Entabulou amizade, através dos séculos, com Euclides, Newton, Spinoza, Descartes. E adorava os poetas e músicos – Goethe, Beethoven, Mozart, Bach. Quando Albert cursava a escola secundária, sentiu, mais do que nunca, a necessidade de “afogar a solidão nos livros”. Suas excentricidades irritavam o pai.
Einstein tinha 26 anos quando solucionou o problema da harmonia celeste. Era uma solução de artista, bem como de cientista.
Os cientistas julgavam que o que parecia verdadeiro a eles quando observavam o universo do seu ponto de vista pessoal, de sua posição relativa em seu cantinho do mundo devia ser necessariamente ser verdadeiro para todos os que observavam o universo de todos os outros pontos de vista.
Einstein era um perfeito discípulo de Spinoza. Mas não de Newton.
Para um observador imparcial do universo, todo o tempo, assim como todo o espaço, se tornaria presente a um único volver de olhos. Se um homem pudesse deslocar-se com uma velocidade superior a da luz, alcançaria seu passado e teria a data do seu nascimento relegada para o futuro. Veria os efeitos antes das causas e presenciaria os acontecimentos antes que eles sucedessem realmente.
“Diante de Deus, todos somos igualmente sábios e igualmente loucos”, disse. Era um artista. Observara que poucos dos chamados eruditos compreendiam a significação do pensamento especulativo. Era um estudioso solitário, “um pesquisador singular, taciturno, arredio”.
Apoderara-se dele uma “curiosidade demoníaca” de procurar o último esconderijo da verdade – a cadência íntima do movimento das estrelas na sinfonia de tempo e do espaço.
“Esta guerra é um crime selvagem e perverso. Eu preferiria ser cortado em pedaços a tomar parte em tão abominável ação”. Mas poucas pessoas lhe deram ouvidos. Durante o conflito, Einstein viveu num cosmo à parte, um universo de sua própria criação.
Os físicos – declarou – andavam fundamentalmente errados na sua crença de que os objetos caíam, no sentido de serem puxados na direção de um centro de gravitação. Na realidade, não existe “embaixo” – nem “em cima” no universo.
“Todos falam em mim e ninguém me entende”. Na verdade, ninguém desejava entender esse assombroso malabarista de ideias matemáticas.
Einstein continuaria a ser simplesmente ele mesmo. Odiava a riqueza. Não queria saber de dinheiro. O que o mundo mais necessitava – dizia – nunca se poderia comprar com dinheiro.
“Nas crianças reside a esperança do mundo”. “Esperemos”, disse aos seus amiguinhos, “que a vossa geração dê o exemplo à minha”.
Ali esperava continuar, pacífica e silenciosamente, o seu velho curso acadêmico de fraternidade humana e sonhos cósmicos.
Eu, Álison
sábado, 2 de março de 2013
Realmente é um problema
A forma clássica da Teoria do Big Bang não diz nada sobre o que explodiu, a que aconteceu antes de explodir ou o que causou a explosão.
Eu, Álison
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Leonardo e Freud III
De um homem que consegue chegar até o conhecimento não se poderá dizer que ama ou odeia; situa-se além do amor e do ódio. Terá pesquisado em vez de amar. As tormentosas paixões de uma natureza, que inspiram e que esgotam, paixões que foram, para outros, fonte de experiências mais plenas, parecem não o haver atingido.
Um homem que começou a vislumbrar a grandeza do universo com todas as suas complexidades e suas leis, esquece facilmente sua própria insignificância. Perdido de admiração e cheio de verdadeira humildade, facilmente esquece ser, ele próprio, uma parte dessas forças ativas e que, de acordo com a medida de sua própria força, terá um caminho aberto diante de si para tentar alterar uma pequena parcela do curso preestabelecido para o mundo – um mundo em que as menores coisas são tão importantes e extraordinárias quanto o são as coisas grandiosas.
Suas investigações estenderam-se praticamente a quase todos os ramos da ciência natural e em cada um deles foi um descobridor ou, pelo menos, um profeta pioneiro. No entanto, sua ânsia de conhecimento foi sempre dirigida ao mundo exterior; qualquer coisa o afastava da investigação da alma humana. Na “Academia Vinciana”, para a qual desenhou alguns emblemas habilmente entrelaçados, pouco lugar havia para a Psicologia.
Depois da pesquisa, quando tentou voltar ao seu ponto de partida, o exercício da sua arte, sentiu-se perturbado pelo novo rumo de seus interesses e pela mudança na natureza de sua atividade mental.
Depois de esforços exaustivos para exprimir numa obra de arte tudo o que tinha em seu pensamento com relação a ela, era forçado a desistir, deixando-a inacabada ou declarando-a incompleta. O artista usara o pesquisador para servir à sua arte; agora o servo tornou-se mais forte que o seu senhor e o dominou.
Ele lia muito e o seu interesse estendia-se a todos os ramos da literatura e do saber.
Um homem que começou a vislumbrar a grandeza do universo com todas as suas complexidades e suas leis, esquece facilmente sua própria insignificância. Perdido de admiração e cheio de verdadeira humildade, facilmente esquece ser, ele próprio, uma parte dessas forças ativas e que, de acordo com a medida de sua própria força, terá um caminho aberto diante de si para tentar alterar uma pequena parcela do curso preestabelecido para o mundo – um mundo em que as menores coisas são tão importantes e extraordinárias quanto o são as coisas grandiosas.
Suas investigações estenderam-se praticamente a quase todos os ramos da ciência natural e em cada um deles foi um descobridor ou, pelo menos, um profeta pioneiro. No entanto, sua ânsia de conhecimento foi sempre dirigida ao mundo exterior; qualquer coisa o afastava da investigação da alma humana. Na “Academia Vinciana”, para a qual desenhou alguns emblemas habilmente entrelaçados, pouco lugar havia para a Psicologia.
Depois da pesquisa, quando tentou voltar ao seu ponto de partida, o exercício da sua arte, sentiu-se perturbado pelo novo rumo de seus interesses e pela mudança na natureza de sua atividade mental.
Depois de esforços exaustivos para exprimir numa obra de arte tudo o que tinha em seu pensamento com relação a ela, era forçado a desistir, deixando-a inacabada ou declarando-a incompleta. O artista usara o pesquisador para servir à sua arte; agora o servo tornou-se mais forte que o seu senhor e o dominou.
Ele lia muito e o seu interesse estendia-se a todos os ramos da literatura e do saber.
Eu, Álison
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Isaac Newton
Nasceu pouco depois da morte de seu pai - uma caricatura de criança, franzino, prematuro e doentio. A parteira não esperava que ele vivesse. Foi dessa maneira singular que o destino introduziu no mundo um cérebro prodigioso.
Em seus momentos mais tranquilos, compunha poesias e traçava desenhos a carvão nas paredes do quarto.
[...] Prosseguindo os estudos no Trinity College, de Cambridge, o garoto se viu possuidor de uma grande desvantagem - tinha facilidade excessiva em aprender matemática. O que é facilmente adquirido é facilmente desprezado. Nos estudos de formatura em Cambridge, não somente se antecipara às soluções acadêmicas dos problemas, como frequentemente sugeria novos e mais simples métodos de solução aos professores. Mas o estudo da matemática não apresentava especial interesse para Newton. Considerava-a simplesmente como uma via de acesso um tanto obscura aos mistérios da natureza. Visava conquistas mentais muito mais altas. Pois era, não apenas um pensador, mas um sonhador; não apenas um matemático, mas um poeta. Seu método não era a da observação exaustiva, mas o da imaginação criadora. Pretendia mergulhar ousadamente, e não procurar timidamente o caminho nas florestas inexploradas da especulação humana. Assim falava o poeta que estava disposto a sofrer em cumprimento da sua visão. Todo grande cientista é um poeta capaz de visão.
O próprio Newton, embora escapasse à esterilidade intelectual dos colegas, não pode eximir-se inteiramente às suas excentricidades. Absorvido em sonhos cósmicos, tinha pouco tempo de cuidar da aparência. Mas, com todo o seu desalinho, Newton era um moço de coração romântico.
"Ah, minha querida, perdoe-me! Vejo que é impossível. Parece que estou condenado a ficar solteiro".
Seus colegas espantavam-se com a facilidade com que ele efetuava os cálculos.
Pois Newton possuía um senso de valores práticos bastante singular. Sempre o desorientava essa questão dos pesos e dos valores que os outros atribuíam às coisas.
Durante as férias, muitas vezes voltava ao lar materno e ficava horas inteiras sentado no jardim. Pois o espírito do homem sentado no jardim se pôs a girar tão vertiginosamente como a terra. Ali estava a base do valor das coisas - algo que os avaliadores de pedras e os mercadores de ouro nunca haviam sonhado! Só os poetas lunáticos, os únicos sãos de espíritos num mundo de dementes, eram capazes de interpretar o enigma do universo.
A princípio Newton não queria publicar os resultados das suas observações. Pois era um filósofo tímido e retraído. "Não hei de imprimir nada", declarava aos amigos. "Isso só me traria novas relações. E é isso que desejo evitar". Suas descobertas eram um passatempo com que se distraía nas horas de estudos solitários. Vivia só, num supermundo imaginário de sua criação. Era um divertimento fascinante.
Contava poucos amigos íntimos. Ninguém sabia nada ao certo sobre Newton. A vida inteira, a sua personalidade foi um problema difícil de explicar.
Um filósofo de primeira plana foi visitar Newton e pediu-lhe a indicação de um curso de estudos que o habilitassem a entender a complexa matemática dos Principia. Newton solicitamente organizou um rol de "livros necessários". "Só a leitura da listra preliminar", declarou, "consumiria a maior parte da minha vida".
Poucos dos seus contemporâneos compreenderam Newton. Mas isso não é muito de surpreender; o complexo e paradoxal matemático mal se entendia a si mesmo. No próprio momento de Triunfo sentia-se extremamente infeliz.
Uma ventosa manhã, ao voltar da capela, descobrira que o gato havia derrubado a vela sobre a mesa, incendiando alguns dos seus mais importantes papéis. E o pesar pela perda daqueles papéis, que continham os resultados de muitos anos de pesquisa, acabara de transtornar-lhe a cabeça. Assomos de cólera, perdas de memória, repentinos acessos de desconfiança e igualmente repentinos acessos de compulsão - não eram esses os sintomas de um espírito desequilibrado?
Em seus momentos mais tranquilos, compunha poesias e traçava desenhos a carvão nas paredes do quarto.
[...] Prosseguindo os estudos no Trinity College, de Cambridge, o garoto se viu possuidor de uma grande desvantagem - tinha facilidade excessiva em aprender matemática. O que é facilmente adquirido é facilmente desprezado. Nos estudos de formatura em Cambridge, não somente se antecipara às soluções acadêmicas dos problemas, como frequentemente sugeria novos e mais simples métodos de solução aos professores. Mas o estudo da matemática não apresentava especial interesse para Newton. Considerava-a simplesmente como uma via de acesso um tanto obscura aos mistérios da natureza. Visava conquistas mentais muito mais altas. Pois era, não apenas um pensador, mas um sonhador; não apenas um matemático, mas um poeta. Seu método não era a da observação exaustiva, mas o da imaginação criadora. Pretendia mergulhar ousadamente, e não procurar timidamente o caminho nas florestas inexploradas da especulação humana. Assim falava o poeta que estava disposto a sofrer em cumprimento da sua visão. Todo grande cientista é um poeta capaz de visão.
O próprio Newton, embora escapasse à esterilidade intelectual dos colegas, não pode eximir-se inteiramente às suas excentricidades. Absorvido em sonhos cósmicos, tinha pouco tempo de cuidar da aparência. Mas, com todo o seu desalinho, Newton era um moço de coração romântico.
"Ah, minha querida, perdoe-me! Vejo que é impossível. Parece que estou condenado a ficar solteiro".
Seus colegas espantavam-se com a facilidade com que ele efetuava os cálculos.
Pois Newton possuía um senso de valores práticos bastante singular. Sempre o desorientava essa questão dos pesos e dos valores que os outros atribuíam às coisas.
Durante as férias, muitas vezes voltava ao lar materno e ficava horas inteiras sentado no jardim. Pois o espírito do homem sentado no jardim se pôs a girar tão vertiginosamente como a terra. Ali estava a base do valor das coisas - algo que os avaliadores de pedras e os mercadores de ouro nunca haviam sonhado! Só os poetas lunáticos, os únicos sãos de espíritos num mundo de dementes, eram capazes de interpretar o enigma do universo.
A princípio Newton não queria publicar os resultados das suas observações. Pois era um filósofo tímido e retraído. "Não hei de imprimir nada", declarava aos amigos. "Isso só me traria novas relações. E é isso que desejo evitar". Suas descobertas eram um passatempo com que se distraía nas horas de estudos solitários. Vivia só, num supermundo imaginário de sua criação. Era um divertimento fascinante.
Contava poucos amigos íntimos. Ninguém sabia nada ao certo sobre Newton. A vida inteira, a sua personalidade foi um problema difícil de explicar.
Um filósofo de primeira plana foi visitar Newton e pediu-lhe a indicação de um curso de estudos que o habilitassem a entender a complexa matemática dos Principia. Newton solicitamente organizou um rol de "livros necessários". "Só a leitura da listra preliminar", declarou, "consumiria a maior parte da minha vida".
Poucos dos seus contemporâneos compreenderam Newton. Mas isso não é muito de surpreender; o complexo e paradoxal matemático mal se entendia a si mesmo. No próprio momento de Triunfo sentia-se extremamente infeliz.
Uma ventosa manhã, ao voltar da capela, descobrira que o gato havia derrubado a vela sobre a mesa, incendiando alguns dos seus mais importantes papéis. E o pesar pela perda daqueles papéis, que continham os resultados de muitos anos de pesquisa, acabara de transtornar-lhe a cabeça. Assomos de cólera, perdas de memória, repentinos acessos de desconfiança e igualmente repentinos acessos de compulsão - não eram esses os sintomas de um espírito desequilibrado?
Eu, Álison
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Eon simplesmente é
Parmênides escreveu que o Ser Absoluto "nem jamais era nem será, pois é agora todo junto, uno, contínuo". Portanto. Eon não pôde ser criado por algo porque isso implica a existência de outro Ser. Do mesmo modo, Eon não pôde ser criado a partir do nada, pois isso implica a existência do Não-Ser. Eon simplesmente é.
Eu, Álison
domingo, 16 de setembro de 2012
Estarão sempre lá
Mesmo que ninguém olhe, mesmo que não haja mais ninguém para apreciar e mesmo que não exista mais ninguém no mundo para fazer qualquer coisa, as estrelas vão continuar lá, brilhantes como são, sozinhas como são, mesmo que toda sua beleza não possa mais ser admirada por seres que vez que outra costumavam olhar para o céu.
Eu, Álison
sábado, 15 de setembro de 2012
A criação de tudo
Mito chinês sobre a criação do mundo:
O ser humano foi colocado em seu devido lugar.
"A criação do mundo não terminou até que P'an Ku morreu. Somente sua morte pôde aperfeiçoar o Universo: de seu crânio surgiu a abóboda do firmamento, e de sua pele a terra que cobre os campos; de seus ossos vieram as pedras; de seu cabelo veio toda a vegetação. Sua respiração se transformou em vento, sua voz, em trovão; seu olho direito se transformou na Lua, seu olho esquerdo, no Sol. De sua saliva e suor veio a chuva. E dos vermes que cobriam seu corpo surgiu a humanidade".
O ser humano foi colocado em seu devido lugar.
Eu, Álison
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
No início era o Caos
Na aurora dos tempos, o universo surgiu numa explosão e foi de
absolutamente nada para tudo, mas esse tudo era, na verdade, um único
ponto infinitamente pequeno e incalculavelmente quente. Uma partícula
super densa de energia pura, com uma área menor que um único átomo.
Eu, Álison
terça-feira, 3 de julho de 2012
Quase ninguém dá importância para as palavras
"Inclusive, encontrei várias pessoas parecidas comigo e seguido conversamos sobre o universo, da onde viemos, o que significa tudo isso".
Acho que tu ia gostar.
Eu, Álison
segunda-feira, 18 de junho de 2012
O Sol não é nada
Sabia que existe uma estrela que tem 2100 vezes o tamanho do Sol? Sabia que essa mesma estrela tem um diâmetro de 3 bilhões de quilômetros?
Sabia que existe uma estrela que pesa 150 vezes o que pesa o Sol?
E sabia que existe uma estrela que é 38 milhões de vezes mais luminosa que o Sol?
Sabia que existe uma estrela que pesa 150 vezes o que pesa o Sol?
E sabia que existe uma estrela que é 38 milhões de vezes mais luminosa que o Sol?
Mas não se preocupe, fique aí com sua estrela, se achando o importante...
Eu, Álison
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Existem mais estrelas no universo
Do que grãos de areia em toda Terra. Cerca de 10 vezes mais.
O número estimado de estrelas é de, no mínino, 70 septilhões (7 seguido de 25 zeros), representado assim: 70.000.000.000.000.000.000.000.000
Aí você me dizer que não existe mais nenhum planeta que possua vida nesse número gigantesco de estrelas... Só pode estar brincando comigo!
O número estimado de estrelas é de, no mínino, 70 septilhões (7 seguido de 25 zeros), representado assim: 70.000.000.000.000.000.000.000.000
Aí você me dizer que não existe mais nenhum planeta que possua vida nesse número gigantesco de estrelas... Só pode estar brincando comigo!
Eu, Álison
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Não é o que parece
"Quebrar um galho" tem um oceano de diferença de "Faz um favor"
"E dae" não é a mesma coisa que "Tudo bem?"
"Valeu" é bem diferente de "Obrigado"
E existe um universo de distância entre "Paixão" e "Amor". Entendeu Álison?
"E dae" não é a mesma coisa que "Tudo bem?"
"Valeu" é bem diferente de "Obrigado"
E existe um universo de distância entre "Paixão" e "Amor". Entendeu Álison?
Eu, Álison
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Se não existia
Absolutamente nada até Deus criar o universo, eu questiono: então onde estava Deus?
Eu, Álison
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Não tenha pena
Do humilde pintor...
Ele pode ser
O senhor de todas as coisas,
Independente do que existe no universo
Ele tem primeiro na sua mente, e logo na sua mão.
Pela sua arte podem chamá-lo de neto de Deus.
Ele pode ser
O senhor de todas as coisas,
Independente do que existe no universo
Ele tem primeiro na sua mente, e logo na sua mão.
Pela sua arte podem chamá-lo de neto de Deus.
Eu, Álison
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