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sábado, 18 de outubro de 2014

Afasta-te de mim

Eu preferia ter morrido antes que alguém pudesse ver-me. Se tão somente eu jamais tivesse existido, ou fosse levado direto do ventre para a sepultura!


 Já estariam no fim os meus poucos dias? Afasta-te de mim, para que eu tenha um instante de alegria, antes que eu vá para o lugar do qual não há retorno, para a terra de sombras e densas trevas, para a terra tenebrosa como a noite, terra de trevas e de caos, onde até mesmo a luz é escuridão.






Eu, Álison

domingo, 11 de maio de 2014

Sem alma nem fala

Permanentemente mutável. Pacificamente amigável é o meu estado e como eu ajo. Mesmo que você me agrida, eu sei que erra também quem revida e onde eu vou não existe a razão. Fortes são aqueles que transformam em luz o que é escuridão.

Coloridamente infindável. Estaticamente dançável é a folha verde e a gota linda. Embora o seu conceito não mude, espero que você não me julgue porque eu jamais vou te julgar. Felizes são aqueles que não veem fronteiras para se expressar.


Sigo o som da sua voz que me faz ouvir melhor. A redenção virá para todos porque todos são um só.





Eu, Álison

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Ou uma luz



 Mas eu acho que nossa infância é mais decisiva do que geralmente as pessoas estão dispostas a admitir. E o que acontece conosco depois pode lançar uma sombra ou uma luz sobre o que foi criado (ou arruinado) em nós.





Eu, Álison

sábado, 28 de dezembro de 2013

And you let her go

Staring at the bottom of your glass
Hoping one day you'll make a dream last
But dreams come slow and they go so fast
You see her when you close your eyes
Maybe one day you will understand why
Everything you touch surely dies

Staring at the ceiling in the dark
Same old empty feeling in your heart
Love comes slow and it goes so fast
Well you see her when you fall asleep
But to never to touch and never to keep
Because you loved her to much
And you dive too deep

'Cause you only need the light when it's burning low
Only miss the sun when it starts to snow
Only know you love her when you let her go
Only know you've been high when you're feeling low
Only hate the road when you're missin' home
Only know you love her when you let her go
And you let her go 

Olhando para o fundo do seu copo esperando que um dia você faça um sonho durar, mas sonhos chegam devagar e passam tão rápido. Você a vê quando fecha os olhos. Talvez um dia você entenda o porquê. Tudo o que você toca, certamente, morre.
Olhando para o teto no escuro. O mesmo velho sentimento de vazio em seu coração. O amor chega devagar e passa tão rápido. Bem, você a vê quando dorme, mas para nunca pode tocá-la e nunca pode mantê-la porque você a amava tanto e mergulhou tão fundo.
Pois você só precisa da luz quando está escurecendo. Só sente falta do sol quando começa a nevar. Só sabe que a ama quando a deixa ir. Só sabe que estava bem quando está se sentindo mal. Só odeia a estrada quando está com saudade de casa. Só sabe que a ama quando a deixa ir. E você a deixou ir.






Eu, Álison

sábado, 27 de julho de 2013

Sem luz nem tenda



E minha alma, sem luz nem tenda,
passa errante, na noite má,
à procura de quem me entenda
e de quem me consolará…

Cecília Meireles





Eu, Álison

sábado, 13 de julho de 2013

A última aurora

Pietra acorda, não com o rosto inchado, comum nos sonolentos, mas com um rosto vazio. Mais um dia começa. Mais um tormento tem início. Ninguém, por mais sábio que fosse, saberia responder como ela suportava tudo aquilo.
Depois de levantar, Pietra olhava a claridade do sol passar pelos vidros de sua janela. Aquela era a única luz que existia em sua vida. A única que iluminava seu corpo. Às vezes, tomava uns goles de água. Nas outras, se contentava em somente se levantar. Lavava o rosto, aparentemente cada vez mais abatido, via seus olhos no espelho, mas não via seu reflexo, pois já não havia mais brilho neles, apesar da pouca idade que tinha. Comia algo que a mantinha em pé por algumas horas e saía para caminhar, sem destino certo e sem saber o que iria acontecer após o próximo passo.
Pietra não tinha emprego, mas passava pouco tempo em casa. Um morador de rua, homem que passava dia e noite fazendo o papel de vizinho desconhecido de Pietra e que mantinha sua residência improvisada ao lado da casa da jovem, sempre a via sair, normalmente pela manhã, e somente a avistava de novo quando retornava, já no final da tarde. Pietra voltava para casa somente para comer alguma coisa, mas nunca demorou mais que alguns minutos. Logo após, saía novamente, no início da noite, e voltava somente pouco antes da alvorada. O humilde vizinho, apesar de sua condição e de sua baixa instrução, já havia notado que o rosto da moça não era como os outros. O dela era especialmente tranquilo, como se não houvesse nada por trás dele. Sem emoções, sem desejos, sem sequer um raio de vida. Era só um rosto. Um rosto como nenhum outro.
Pietra andava lentamente durante suas idas e vindas pela cidade. As pessoas pensariam que era devido ao estresse e o cansaço causados por uma rotina de trabalho e estudos, mas ninguém sabia que ela não tinha emprego, muito menos que não estudava. O motivo de Pietra andar a passos lentos era de que não havia um lugar aonde ela quisesse chegar. Não havia um objetivo a alcançar. Nada havia nada que a fizesse correr, que a fizesse querer viver.
Nesse dia, que parecia pior que os outros, que parecia mais insuportável que os outros anos de sua vida, Pietra parecia um corpo vivo, mas que perdera a vida. O morador de rua percebeu tudo isso quando a viu pela manhã. Ele notou que Pietra havia saído mais cedo do que o normal. Com a mesma roupa de sempre, com o mesmo cabelo bagunçado de sempre, com os mesmos passos lentos de sempre, ela partiu. Mas hoje ela sabia o que ia acontecer e isso dava a ela uma tranquilidade nunca antes sentida. Depois de alguns dias sem retornar, ele ouviu alguns vizinhos comentando de que ela devia ter ido para a casa de algum familiar, mas sabia que não era verdade. Pietra encontrou seu caminho. Ela tinha ido acabar com sua dor.
Foi a última vez que o humilde morador viu a moça. Em um papel escrito por Pietra, encontrado no chão de sua casa, lia-se: "Está tudo bem agora".







Eu, Álison

domingo, 2 de junho de 2013

Você seria?

Imagine quantos segredos existem nesse mundo. Imagine quantas coisas são feitas no apagar das luzes, em lugares remotos, escondidos ou protegidos. Imagine lugares restritos que, pessoas normais como nós, nunca terão a chance de conhecer e lugares que nem imaginamos que existem. Você seria capaz de dimensionar quanta coisa obscura ou sigilosa acontece ao seu redor?







Eu, Álison

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Depois da meia noite

Nós acendemos as luzes da cidade
Nos abraçamos e ficamos juntos
Até nascer o Sol
Depois da meia anoite






Eu, Álison

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Te olho e te digo

Com uma das penas de suas asas
Escrevo o que agora vós leem
O simples e o comum
Aos olhos de outrem
Mas o mágico e o belo
Aos olhos dos que veem
A luz é apagada
Mas o brilho perpetua
A presença do meu anjo
Clarifica a luz da Lua
"O que queres comigo
Se minh'alma é toda tua?"






Eu, Álison

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Karl Steinmetz

O menino dobrou lentamente o seu traje de cerimônia e dobrou-o. As lágrimas lhe escaldavam as faces. Compreendia a razão da sua dispensa. O corpo deformado do aluno. As mentes deformadas dos mestres. Tinham vergonha de exibi-lo em público. Dando-lhe uma posição de proeminência entre os alunos, não tinham feito mais que acentuar-lhe dolorosamente o senso de solidão. Karl Steinmetz nunca mais tornou a usar traje de rigor.
Pouco depois de entrar na Universidade de Breslau, deu provas de um intelecto prodigioso. Os professores se espantavam dos seus “inconcebíveis malabarismos” com os números. Apelidaram-no Proteu. O corcunda marinho da antiga mitologia. De acordo com a lenda grega, Proteu não era maior que a mão humana. Quando capturado, assumia as mais diferentes formas. Mas se o captor o segurasse bem, Proteu retornava gradualmente à sua forma verdadeira e sussurrava ao ouvido os segredos do mundo.
Tinham certo medo à sua “inteligência sobrenatural”.
Antes de três anos, Karl Steinmetz tinha subido ao trono do reino da luz.
Por que não adotar Proteus como segundo nome?
E então, convencido de que aquilo não era um sonho, tomou da varinha de condão e realizou outro milagre. Sonhe o dia inteiro se tiver vontade.
Quando as luzes começaram a fluir dos dínamos sussurrantes e um milhar de sóis dançaram no ar da meia noite, Steinmetz compreendeu que alcançara a sua meta. Era esse o santuário milagroso que ele procurava desde a infância.
Supunha ser sua personalidade pitoresca o que fascinava as pessoas e não o respeito por suas ideias e sentimentos. E seriam capazes de perceber o quanto se sentia só nesse ambiente luxuoso? E era por isso que tinha edificado uma mansão – um eremitério que lhe satisfizesse as necessidades de experimentador, um espaçoso templo de luz. Um rei sem família, sem amigos. Os jornalistas se entusiasmavam com o esplendor da casa, sem se preocuparem com a solidão do proprietário. Mas ele procurou vencer a solidão.
Mas Steinmetz continuava só – fugindo à companhia do próximo de quem tanto diferia fisicamente.
“Trazei luz às vidas das pessoas – uma luz que não destrói, e apenas cura”.
Mas as sombras ameaçavam tanto a beleza como a fealdade. Steinmetz ia ficando velho e cansado.
Alguns minutos depois o filho adotivo entrou no quarto com a bandeja. Aproximou-se da cama. O homenzinho estava profundamente adormecido.





Eu, Álison

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Agora é sua vez

Já se sentiu tão fraco, sozinho flutuando pelo ar?
Sem nenhum lugar em vista pra pousar
Já se sentiu vazio, perdido e procurando um cais seguro?
Um mundo em que pudesse se encaixar
Pra acalmar sua alma, seus sonhos libertar
Mude as vozes que soam em você
Há mais caminhos para percorrer
Conquiste tudo que é seu sem medo de sofrer

Acenda a luz e deixe brilhar
Agora é sua vez de se encontrar
Acenda a luz e deixe brilhar
Se ame pra que eu possa te amar

Já se sentiu estranho, gritando sem ninguém pra escutar?
Como se o mundo inteiro fosse te julgar?
Já se sentiu pequeno, sem forças pra lutar, fingir?
Abra a porta se ela não se abrir

Não deixe ninguém insistir que você não sabe e pode conseguir
Não desista de nunca desistir




Eu, Álison

domingo, 14 de outubro de 2012

Luzes acesas

Há alguma coisa nas cidades à noite que me faz pensar. Não que eu não goste do dia, mas é que à noite tudo é diferente. As coisas são mais reais, mais vivas, os carros andando, as luzes acesas, a temperatura agradável, a Lua brilhando. Tudo isso me fascina, assim como quem vejo à noite. Não sei por que, mas fascina.










Eu, Álison

Aquela noite

Algumas noites queria passar com você, conversando sobre algo que te faz sorrir.
Algumas noites queria andar sozinho e descobrir o que minha consciência tem a me mostrar.
Algumas noites queria passar em claro escrevendo frases sobre as coisas que sucedem.
Algumas noites queria dormir e sonhar como uma criança.
Algumas noites queria viajar e ver as luzes refletirem.
Algumas noites queria ficar acordado, rindo com meus amigos.
Algumas noites queria voltar ao passado e reviver as noites em que não fiz nada disso.





Eu, Álison

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Pela noite

Não deixe que eu adormeça, pois quero viver esse sonho acordado. Mas se eu dormir, não me acorde, porque essa noite é minha.





Eu, Álison

terça-feira, 9 de outubro de 2012

É a distância

Olhe Álison, a pessoa mais importante que você já conheceu está saindo pela sua porta e você está aí, preso à sua vida. Mas ela precisa ir. Ela precisa fazer o que tem que ser feito, apesar dos pesares. Aliás, profundos pesares...


Mas quando me ver novamente
Vou estar diferente
Vou ter uma tatuagem
Vou ter um livro novo
Vou ter um par de asas
Vou ter um cabelo bagunçado
Mas se não me ver novamente
Ainda sim serei diferente
Vou ter um copo vazio
Vou ter uma fresta de luz
Vou ter um caderno fechado
Vou ter um mapa da vida
E outro de como te achar
Porque quero mostrar a você
Que posso ser diferente
Que posso ser como você 
Antes de ir embora
E antes de ir em frente




Eu, Álison

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Eon simplesmente é

Parmênides escreveu que o Ser Absoluto "nem jamais era nem será, pois é agora todo junto, uno, contínuo". Portanto. Eon não pôde ser criado por algo porque isso implica a existência de outro Ser. Do mesmo modo, Eon não pôde ser criado a partir do nada, pois isso implica a existência do Não-Ser. Eon simplesmente é.






Eu, Álison

É por isso que eu estudo

Esse é o motivo pelo qual estou sempre lendo. Você pode descobrir coisas incríveis que nem imaginava serem possíveis. Esses são três trechos de um livro que estou lendo sobre Física.

"Existem duas outras consequências do segundo postulado de Einstein que contradizem o nosso bom senso. Elas são conhecidas, respectivamente, como dilatação temporal e contração espacial. Basicamente, afirmam que um relógio em movimento bate mais lentamente do que um relógio em repouso, e que um bastão encolhe na direção de seu movimento. No limite em que o relógio e o bastão se movem com a velocidade da luz, o tempo para (o intervalo entre um "tique" e um "taque" se torna infinitamente longo) e o bastão desaparece."

"Essa é a famosa dualidade onda-partícula da luz; a luz pode se comportar como onda ou como partícula, dependendo da natureza do experimento. Se o experimento testar suas propriedades ondulatórias, como padrões de interferências, a luz se manifestará como onda; e se o experimento testar suas propriedades de partícula, como colisões com outras partículas, a luz se comportará como partícula. Portanto, a luz não é partícula ou onda, mas, de certa forma, ambas! Tudo depende de como nós decidimos investigar suas propriedades."

"Onda e partícula são duas formas complementares de existência, que se manifestam apenas após o objeto quântico ter entrado em contato com o observador. Antes desse contato, o objeto quântico não é nem partícula nem onda. De fato, antes do contato, não podemos nem mesmo dizer se o objeto existe ou não."





Eu, Álison

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

É um mistério

 É muito difícil para nós reconhecermos os Iluminados. 
Na maioria das vezes, nossa capacidade de vê-los é ofuscada pela luz que eles emitem.


E nossa capacidade de compreendê-los é limitada por nossa natureza humana.
Natureza essa consideravelmente inferior à deles.





Eu, Álison