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domingo, 23 de fevereiro de 2014

They don't see the angel

“Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente; e não a gente a ele. - Mario Quintana.








Eu, Álison

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Mas acontece...

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que sou triste…

Vinicius de Moraes






Eu, Álison

domingo, 19 de maio de 2013

Esperando ser notado

Parte I

Um elogio disfarçado
Ele está lá, esperando ser notado
Um abraço apertado
Passa a quem foi abraçado
A ternura de um abraço dado
Caminho a seu lado
Guardo o retrato marcado
Com a importância do que é sagrado
De um momento que foi gravado
Um instante da sua vida que merece ser lembrado
Por algo que você fez, por um elogio disfarçado


Parte II

A mente é algo inesperado
Surpreende, conquista, te deixa admirado
Constrói um castelo blindado
Cria um poema a alguém um dia amado
A chuva não havia notado
O tempo parecia parado
A vida, um conto encantado





Eu, Álison

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Te olho e te digo

Com uma das penas de suas asas
Escrevo o que agora vós leem
O simples e o comum
Aos olhos de outrem
Mas o mágico e o belo
Aos olhos dos que veem
A luz é apagada
Mas o brilho perpetua
A presença do meu anjo
Clarifica a luz da Lua
"O que queres comigo
Se minh'alma é toda tua?"






Eu, Álison

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Você não sabe

Mas eu já disse seu nome quando ninguém estava ouvindo
Eu já escrevi algo sobre você
Já pensei em você antes de dormir
Já te vi na rua e você não me viu 
Já rezei agradecendo por te conhecer
Já tive saudade quando fiquei só um dia sem te ver
Já disse para as pessoas como você é importante, mas pedi para elas não te contarem
Já achei que você fosse um anjo
Já te elogiei como se você estivesse na minha frente, apesar de estar sozinho
Já quis estar do seu lado
Já te vi no rosto de outra pessoa depois de pensar em você
Já senti ciúme de você, e inveja também.
Já ri de coisas que você disse muito tempo depois de ter dito
Já sonhei várias vezes com você
Já lembrei dos elogios que você me fez disfarçados de simples brincadeiras
Já pedi a Deus que você sempre estivesse perto de quem é importante, assim como eu estou perto de você.
Já fiz, disse, escrevi, falei, lembrei, imaginei e agradeci muitas coisas que você não sabe e algo que eu queria descobrir é: O que você pensaria se soubesse...?





Eu, Álison

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Tudo pode inspirar

Anjos cantavam. Nos guiavam.
Estávamos nós
Assistindo a um espetáculo,
Eu não mereço tanto!
Em uma sala vazia. Preto sobre preto... Não há cores.
Acordo desse sonho sabendo que tudo é falso, que não é verdade. Mas e se fosse?
Rezo dia e noite, mas a dor acompanha-me como minha sombra no escuro.
Rezo noite e dia para ouvir as palavras que me fazem viver, para ver seu sorriso. Um sorriso que faz meu coração e minha alma voltarem à vida.
Você está sentada aí, esperando por mim.
A vida nos colocou ali, correndo com nossos pensamentos por um labirinto gigante. E foi a mesma que nos separou. Não nos parecia passar nenhum instante.
Sinto seu perfume, ainda ouço a sua voz, mas a Natureza e seu labirinto não permitem que eu a veja, que eu a toque novamente.
Mas isso é previsível, pois a vida não cria laços entre a Bela e a fera. Se não posso, imagino que posso.
Nasci, vivi, morri.
Na lua Nova eu te olhei, na Crescente, te encontrei, na Cheia, te amei, mas na Minguante, te perderei. Eu sei, você tem que voltar para o meio das estrelas, mas é difícil.
Na Nova, eu vivia morto, na Crescente, descobri sua luz, na Cheia me iluminei, na Minguante, entristeci. O que vai acontecer quando a lua Nova voltar? Ela me deixará no escuro novamente e vai trazer a dor de uma saudade que se multiplica a cada segundo.
Não vejo mais as coisas como via antes, pois meus olhos não recebem mais sua luz. Mas com minha própria luz, fecho os olhos e te vejo. Vejo o que há de mais distante, de mais fascinante.
Nunca vou deixar você ir, mas se você pedisse, eu não negaria. Não posso, não consigo...
Você é sua alma, que vai desaparecer como uma rosa no escuro.
Tento imaginar seu rosto na minha frente. Tento imaginar o som da sua doce voz saindo de seus lábios. Da sua boca.
Mas sua memória permanece. Envelhece, mas não esquece de quem quer que ela soubesse. E quisesse.
Meus olhos ainda te procurarão nessa trilha.
Mas o que vai acontecer se, no fim, eu não te encontrar?
Então eu choro... Choro e dou adeus a tudo que importa.
Meus amigos sumiram.
As lágrimas continuam caindo...
Minha luz se apagou, se é que um dia existiu.
Continuam...
Minha vida não existe. Meu caminho não tem a ponte que preciso para atravessar o rio das dificuldades.
A morte já levou meus sonhos todos.
Lamento demais sua falta.
Não estou pronto para dizer o adeus que já disse.
Mas ainda não perdi.
Estamos todos aqui, no escuro, te protegendo.
Noite após noite. Sono após sono. Sonhando com você. Vocês. Estou cansado de sempre dormir para acordar no escuro. Quero a luz, quero o que me seduz.
Pois sou aquele que não conhece o perdão e tenho a flecha que pode atravessar seu coração.
Não quero que você vá. Vá para aquele lugar que eu não posso achar.
Não quero, mas sei que pode, por isso valorizo cada beijo e cada abraço de despedida, porque, infelizmente, não saberei quando vai ser o último...
Um dia nós vamos estar juntos.
Eternamente apaixonado. A vida toda eu me fascino.
Quando todo dia dói, você acha que acabou, mas pense: se dói é porque você está vivo. E se você está vivo, você escreve.




Eu, Álison

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Soneto 47

Estás, mesmo distante, sempre comigo;
Pois não corres mais que meus pensamentos,
E estou sempre com eles, e eles, contigo;
Ou, se adormecem, a tua imagem à minha frente
Desperta meu amor para a alegria dos olhos e do coração.

Fragmento do soneto 47, de um cara... Um tal de Shakespeare...




Eu, Álison

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Acreditem, isso é uma Música

Impressiono-me. Assim como certas bandas criam músicas com letras sem pé nem cabeça, outras se esforçam para torná-las verdadeiras obras. 

Essa é uma música que eu descobri a pouco tempo, mas apesar disso, pude perceber quanta coisa ela expressa, apesar de ser "apenas" uma música. Quem me possibilitou conhecer, não só essa música, mas várias outras da mesma banda foi a mesma pessoa que escreveu À Menina dos Olhos. 

Segue a letra:


Vai ficar ou vai correr?
Vai Salvar ou esquecer?
Eu só quero que me ame até o pôr do sol...

Os dias passam, passam as horas
Tocando temas com um piano desafinado
Mais ou menos errado, mais ou menos parado
Sem sentido, um pouco ignorado.
Gritos ecoam, selam memórias, marcam
Deus ainda chora, sempre rimos e o mundo esquece
O tempo da última prece
E ninguém aquece, ninguém acontece
Você sente na pele
Os dias estão frios, as noites estão quentes
Caminham num labirinto de vento
Vestindo pouco a pouco o esquecimento
Somos o que fazemos para mudar o que fomos
Mas se nada somos, virão apenas velhos outonos...

Vai ficar ou vai correr?
Vai Salvar ou esquecer?
Eu só quero que me ame até o pôr do sol...

Uma lágrima no chão reagiu minha lentidão
Tocou meu coração, fiz o que precisava
Ele chorava e eu perguntava:
"É comida? É uma casa?"
Mal a noite caía, e ele dizia:
"Se quiser fazer algo por mim
Faça um verso sereno
E que ele me leve
Não somente até o céu, mas perto das estrelas"
Somos o que fazemos para mudar o que fomos

Vai ficar ou vai correr?
Vai Salvar ou esquecer?
Eu só quero que me ame até o pôr do sol...

Take care about tomorrow
You need someone to follow
Yeah, there's a happy end
Even at the end

I can trust you, I can see
I can try, I can feel it
Cause tomorrow will be better
We must believe it

Essa música é da banda Rosa de Saron e se chama Velhos Outonos. É fora de série. Tem partes em português e outras em inglês, tem um coral e o melhor de tudo, metade da letra é um poema. Um POEMA!!!
Tenho noção de como é difícil escrever um poema. Aí tu colocar ele dentro de uma música... Tem que ser de outro mundo!


Quando eu ouvi "Caminham num labirinto de vento"...




Eu, Álison
 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

À Menina dos Olhos

Hoje vou apresentar a vocês um texto que não fui eu quem escrevi. Quem escreveu ele foi um gigante que eu conheço, um cara chamado Lucas e é uma honra para mim poder mostrar esse texto aqui no meu blog.

Acredito que por trás desse texto haja uma inspiração, alguém que serviu de motivo para que esse texto fosse escrito. Também acredito que eu saiba quem seja essa inspiração. Mas é claro, eu não vou dizer...

Esse texto é muito diferente dos que eu costumo escrever. Tecnicamente falando, ele é muito, mas muito mais difícil do que os meus. É muito mais técnico e exige muito mais conhecimento. Sinceramente, acho muito complicado escrever desse modo, até porque se eu achasse fácil, eu sempre escreveria assim. Mas eu estou só começando, talvez daqui mais um tempo eu consiga escrever melhor. Segue:


"E pergunto: de que forma não sentir-me-ia eu atraído, extasiado, por tal? Cujos olhos tão claros quanto as virgens fontes de águas, tantas vezes escondido em meio a longos e lisos fios de seda que se assemelham as majestosas cores da mítica cidade de El Dourado, admiro. Alva como a neve que o sol de seu olhar ilumina. Seria ilusão, mentira, ou tornou-se o sonho real? Temo pois, que tamanha deusa de marfim, com toda sua perfeição, não venha a aceitar minha total devoção."


Não sei você, mas eu achei esse texto incrível. Além do tecnicismo, há também um sentido muito grande por trás dele. Fascinante.






...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Corvo - Edgar Allan Poe (Versão de Os Simpsons)

Era uma vez eu refletia, à meia-noite erma e sombria, a ler doutrinas de outro tempo em curiosos manuais, e exausto quase adormecido, ouvi de súbito, tal qual se houvesse alguém batido em meus umbrais. – É um visitante que vem bater em meus umbrais, é só isso e nada mais.
Ah! Claramente eu relembro! Era no gélido dezembro e o fogo agônico pintava o chão de sombras espectrais. Ansiando ver a noite finda, em vão a ler buscava ainda algum remédio a amarga infinda, atroz saudade de Lenora. Essa mais bela que a aurora, a quem
os céus chamam Lenora e nome aqui já não tem mais.
A seda rubra da cortina arfava em lúgubre sur
dina, arrepiando-me e evocando medos sepulcrais. Que de susto o coração batia e a sossegá-lo eu repetia: – É um visitante que pede abrigo e bate em meus umbrais, apenas isso e nada mais.
No momento em que me senti forte, sem hesitar lancei a sorte. – Senhor – disse eu – ou então senhora, perdoai-me se muito me esperais, mais é qu
e eu estava adormecido e foi tão débil o batido que mal podia ter ouvido alguém bater em meus portais assim de leve a horas tais. Escancarei então a porta. Escuridão e nada mais.
Alma febril, eu novamente entrei no quarto e de repente o ruído recomeça e ressoa em meus vitrais. – Com certeza – disse eu – com certeza é na janela, vamos ver o que esta nela e ao mistério dar finais. Abro a janela e eis que, em tumulto, a esvoaçar, penetra um vulto. É um c
orvo hierático e soberbo, egresso entre eras ancestrais. Como fidalgo passa augusto, e sem notar sequer meu susto, adeja e pousa sobre o busto que se encontra em meus umbrais, bem sobre o pórtico e lá se instala sobre a cabeça de Palas que se encontra em meus umbrais, empoleirado e nada mais.
– Sem crista embora digo – ao corvo – não tens pavor antigo e singular amigo que na noite me pede abrigo, diga-me qual é teu nome ó nobre corvo, o nome teu no inferno torvo.
E o corvo disse: – Nunca mais.
O ar pereceu-me então mais denso e perfumado qual s
e incenso, ali descessem a espargir turibulários celestiais. – Mísero! – exclamo – enfim teu Deus me dá, mandando anjos seus a esquecimento para a saudades de Lenora. Sorve o nepentes. Sorve-o, a glória, esquece olvida essa Lenora!
E o corvo disse: – Nunca Mais.
– Sejam palavras da nossa despedida ave de agouro – ergo-me e grito – volta de novo à tempestade, aos negros antros infernais! Nem leve pluma de ti reste, que tal mentira ateste, deixa-me só neste ermo agreste, sai do busto em meus portais, retira o bico que me fere o peito
, alça voo e deixa meus umbrais.
E o corvo disse: – Nunca mais.
Retira o bico que me fere o peito, alça voo e deixa meus u
mbrais.
E o corvo disse: – Nunca mais.
E lá ficou, hirto e sombrio, ainda hoje o vejo, horas a fio. Sobre o busto pálido de Palas, inerte, sempre em meus umbrais. No seu olhar medonho e enorme, um anjo do mal, e
m sonhos dorme e a luz da lâmpada disforme atira ao chão suas sombras imortais, nelas que ondulam sobre a alfombra, está minha alma e presa á sombra não há de erguer-se nunca mais!


 Edgar Allan Poe






Eu, Álison