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sábado, 16 de agosto de 2014

domingo, 6 de julho de 2014

É o afeto justo

Não quero que você concorde com isso, mas leia com a mente aberta.
Porque se ele [o ódio] não fosse real, a gente não precisaria ter medo dele. É porque ele é real, é porque, às vezes, a gente tem que fazer guerra, é porque, às vezes, a gente tem que matar, é porque, às vezes, tem gente na humanidade que não dá para você amar, não dá para conviver.

Não adianta você dizer que todo filho, toda mãe, todo pai se amam. Senão não precisava de psicólogo. É bom ter melhor salário, mas nem por isso vai deixar de ter razão para odiar. É bom você ter um governo mais justo, mas nem por isso vai deixar de ter razão para odiar. É bom você ter melhor escola, mas nem por isso vai deixar de ter razão para odiar. Por que você não consegue fazer o ser humano ser bom por lei. E se o ser humano virasse bom não seria mais o ser humano. O ser humano é o que ele é. É assim que ele sobreviveu.

O ser humano odeia. Seja lá por que razão for. A gente mata. Alguns acham que você mata por causa de Deus, mas você pode matar porque você é contra Deus. O ser humano é fraco, medroso, precário, mentiroso sobre suas próprias angústias. A hipocrisia é parte da base da moral pública. Organização eficaz da agonia pode ser entendida como o modo como a seleção natural nos levou a conviver com esse monstro que a gente tem ou com essa fragilidade interna.

Quando você diz que todas as pessoas devem ser amadas, é como se você causasse a destruição das diferenças entre as pessoas que merecem realmente ser amadas e as que não merecem, porque mesmo você sendo a pessoa mais sortuda do mundo, deve conhecer no mínimo uma pessoa que você imagina que não merece, ou não deve, ser amada. Algumas pessoas na nossa vida, ou na vida dos outros, conquistam o amor, por uma série de razões. E outras não. Elas conquistam o ódio.
A ideia de que você deve ou consegue amar todas as pessoas é (teoricamente) muito nobre, aliás, uma das mais nobres. Mas na prática, é uma impossibilidade que é evidente por si só. Basta você pensar em todas as pessoas más que existem e que, por motivos lógicos, você não ama, para perceber que só o fato de elas serem o que são já é suficiente para você mantê-las longe. Dizer isso é horrível, mas por mais duro que pareça, você precisa reconhecer que, às vezes, o ódio é o afeto justo.







Eu, Álison

sábado, 28 de setembro de 2013

Mas você não acredita no além?



- "Além?... Eu acho que o além é para dentro. O além é para dentro das nossas mentes. A gente não consegue ir para fora. A gente consegue ir para dentro."





Eu, Álison

domingo, 28 de julho de 2013

Amizade é Estar

Há alguns dias foi o Dia do Amigo e uma amiga minha escreveu um texto sobre amizade que eu gostaria de publicar. Esse texto foi mandado para um grupo de pessoas e não estou postando ele só porque eu estava entre essas pessoas, mas porque concordo com muito do que está escrito. Praticamente tudo, na verdade. Além de que quem escreveu ser um gênio, é uma pessoa a quem conheço há bastante tempo e, canhota como eu, faz valer sua condição de pessoa diferente. Segue:
O que é a amizade? Pra mim amizade é ESTAR, estar presente em todos os momentos ou ao menos fazer deles os melhores possíveis. É estourar plástico bolha pra aliviar as tenções, é vestir uma roupa ridícula pra acompanhar o amigo, é fazer pose pra foto, é rir de coisas sem graça, é provar e fazer experiencias, reunir-se sem propósitos específicos, é passar pelo amigo na rua e cumprimentar com um xingamento, é ser paciente, é ser psicólogo e precisar de um, enfim ser amigo é viver em conjunto fazendo das coisas mais simples as mais inesquecíveis... Amo vocês!!!
Como sempre falo: Os amigos são a família que podemos escolher!








Eu, Álison

domingo, 19 de maio de 2013

Esperando ser notado

Parte I

Um elogio disfarçado
Ele está lá, esperando ser notado
Um abraço apertado
Passa a quem foi abraçado
A ternura de um abraço dado
Caminho a seu lado
Guardo o retrato marcado
Com a importância do que é sagrado
De um momento que foi gravado
Um instante da sua vida que merece ser lembrado
Por algo que você fez, por um elogio disfarçado


Parte II

A mente é algo inesperado
Surpreende, conquista, te deixa admirado
Constrói um castelo blindado
Cria um poema a alguém um dia amado
A chuva não havia notado
O tempo parecia parado
A vida, um conto encantado





Eu, Álison

sábado, 18 de maio de 2013

É por isso



Que o PC Siqueira é pessimista. Veja o vídeo e entenda.





Eu não quero que quem não gosta do PC comece a gostar, só não quero que fiquem falando merda sem saber das coisas. 
Você não faz ideia do que é ter depressão. Eu não faço ideia. Ninguém, a não ser quem já teve ou tem depressão, faz ideia do que é isso. Ele age assim porque tem uma doença, ele não decidiu ser assim, então antes de sair falando que não gosta ou que ele só reclama da vida, imagine-se em uma vida que é um inferno e depois pense se ainda vai querer falar alguma coisa.








Eu, Álison

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Meio distante

Às vezes, ele parecia meio distante. Até para mim. Mas devo ter sido a pessoa que o conheceu melhor. Que entendeu quem ele era. E que entendeu no que ele me transformou.





Eu, Álison

domingo, 8 de julho de 2012

Não se condicione

Quando estiver passando por um momento triste ou desagradável, não ouça música. Você vai se condicionar a relacionar o momento ruim com a música e sempre que ouvi-la vai lembrar desse momento. Experiência própria.





Eu, Álison

domingo, 24 de junho de 2012

Número 7

Texto gentilmente compartilhado comigo pela Dr.ª Duarte, fã incondicional do número 7.

Pensar sobre os mistérios do universo. Afinal, ele é um perfil Número 7.
Ele precisa de paz e de sossego. Se puder, vai morar numa chácara. Ou numa casa com quintal, com árvores e muito verde em torno. Numa rua tranquila, em que ele ouça apenas o som do canto dos pássaros. Pois ele precisa de silêncio e do contato com a natureza, para recarregar as suas baterias.
Tudo isso para proteger a sua imensa sensibilidade. Que lhe dá a habilidade de sentir as pessoas, e percebê-las em seu interior. O seu senso natural de psicologia é ampliado pela sua capacidade de observação; enquanto as pessoas falam, o 7 muitas vezes fica quietinho, só observando e analisando - para compreender como elas funcionam. E como as coisas são.
Sua alma de pesquisador adora desvendar o desconhecido. Ele não tira conclusões precipitadas: paciente, sabe esperar para chegar às suas verdades. Ele pega um ponto, levanta hipóteses, e vai desfiando a trama, esmiuçando, refletindo, depurando, até chegar ao cerne da questão. Seu pensamento se alia à sensibilidade e à intuição, numa forma toda própria de fazer as suas descobertas.
Por isso mesmo, não consegue funcionar bem sob pressão das pessoas ou do tempo. Prefere fazer as coisas com calma, para conseguir exatamente o que quer. Detalhista, ele precisa de tempo para pensar, pois gosta de planejar as suas estratégias. Sabe esperar a hora certa, e se prepara para a ação. Como o arqueiro, que estica a corda com cuidado, para lançar a flecha no alvo exato.
Tem a capacidade de ouvir o outro com calma e atenção, e da mesma forma, ama a música, que o transporta para outros universos em sua imaginação e sensibilidade. Por outro lado, nada o incomoda mais que o ruído ritmado de uma gota d’água pingando na pia ou o barulho alto dos lugares movimentados.
Introvertido, prefere conversar individualmente ou num pequeno grupo de amigos em um restaurante tranquilo, do que sair para festas e shoppings. Veste-se discretamente e com cores neutras, pois não gosta de chamar a atenção. É delicado no trato, mas reservado sobre a sua vida pessoal, e confia apenas nos mais próximos. Tem necessidade de ajudar as pessoas, e muitas vezes toma as suas dores e sofre com elas. Isto pode lhe desequilibrar, uma vez que a sua sensibilidade pode às vezes funcionar como uma antena para-raios, catalisando para si mesmo as energias negativas dos outros. É importante que ele aprenda a ajudar sem se envolver tanto nos problemas alheios. E utilize a sua antena como um sensor, que lhe informe sobre a energia das pessoas e ambientes, e lhe mostre até onde pode ir, sem perder a harmonia.
Esta mesma sensibilidade psíquica também lhe permite acessar altas sintonias, e muitas vezes o 7 é inundado por um sentimento de paz, que se irradia em torno, como se estivesse imerso num oceano de tranquilidade, silêncio e luz.




Eu, Álison

terça-feira, 12 de junho de 2012

Autonomia, psicologicamente falando

"Em uma troca espontânea de valores, o indivíduo age (presta um serviço ou faz um favor para o outro) tendo por fim o seu sucesso (ser reconhecido, ser valorizado). Nesse caso, a satisfação do outro é apenas um meio para atingir esse fim. Pelo contrário, a ação moral caracteriza-se pela satisfação indefinida de outrem. Indefinida, porque o esforço do indivíduo para satisfazer o outro não é determinado pelo próprio interesse (sucesso, reconhecimento etc.), mas sim pelas possibilidades de satisfazer o outro, isto é, a satisfação do outro deixa de ser um meio e torna-se um fim. Por outro lado, o indivíduo-alvo dessa ação, aquele que recebe o serviço, o favor etc., não a julga em função de sua satisfação pessoal: o resultado obtido não é valorizado segundo a sua escala de valores, mas segundo a intenção do sujeito que age."


 É o que eu penso, só que escrito da forma correta.




Eu, Álison

sábado, 26 de maio de 2012

O que que é aquilo?

- Ei, ei, o que é aquilo?!
- É seu filho Daniel, lembra dele, não?
- Eu sei quem é cretino, o que que ele está fazendo naquele monitor?!
- Bom, eu não vejo os monitores há algum tempo, por isso é difícil dizer, mas eu imagino que ele esteja... Encolhido num canto totalmente apavorado...

Jogos Mortais II





Eu, Álison

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Catarse

Estou começando a perceber que, às vezes, uso o fato de eu escrever como um tipo de catarse. Catarse, para quem não sabe, é uma maneira de você colocar para fora alguns aspectos que estão dentro da sua cabeça como uma forma de alivio. Se faz muito isso em Psicologia.
Dificilmente eu vou parar na frente de alguém e falar esse monte de coisa que eu escrevo (contando as coisas que eu não coloco no blog). Primeiro porque eu não sei falar, no sentido de me expressar bem, e segundo porque as pessoas não tem obrigação de aturar tudo que eu tenho a dizer, então eu faço minha catarse através da escrita.
Não que tudo que eu escreva seja ruim ou que seja algo que está me perturbando mentalmente, não é isso, só que acho que essa pode ser uma forma de tirar um peso da cabeça, nos momentos não muito agradáveis.
É algo tipo Grafoterapia. É só o que eu acho.






Eu, Álison

sábado, 12 de maio de 2012

Não há empatia

Eu devia ficar feliz pelas pessoas. Feliz mesmo. Elas estão juntas, estão se divertindo e rindo bastante, mas eu não consigo. Não consigo ficar feliz pelas pessoas. Eu procuro qualquer coisa que possa despertar um pouco de alegria em relação às outras pessoas, mas eu não encontro nada. Nem pareço uma pessoa que fala tanto em empatia.
Só sinto inveja, ciúme e um pouco de tristeza.


Alguém pode fazer o favor de me pagar um psiquiatra, um psicólogo, um psicanalista ou qualquer outra pessoa que tenha "psi" no nome e trate de gente louca?




Eu, Álison

quinta-feira, 8 de março de 2012

Motivos

Duas pessoas conhecidas precisam de um motivo para não conversar quando se encontram.
Duas pessoas desconhecidas precisam de um motivo para conversar quando se encontram.






Eu, Álison

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

É melhor não esperar

Vimos que um indivíduo pode ser frustrado por outros e pela natureza. Acrescentamos que pode ser frustrado ainda por si mesmo.
O sentido de dever, a formação moral e os princípios de uma pessoa podem frustrar seu impulso de comer, amar, fugir, fazer o que deseja fazer, satisfazer sua curiosidade.
Estas frustrações também produzem cólera. Se uma pessoa é frustrada por outra, se encoleriza com essa mesma; se é frustrada por si mesma, se encoleriza consigo mesma.
Uma pessoa se encoleriza ainda, se a ferem fisicamente, se seus sentimentos, se seu orgulho é ferido, se a sua tranquilidade é perturbada, se sua reputação é atingida, se sua segurança é ameaçada, se sua propriedade é destruída, se seu amor próprio é ferido, se suas possibilidades de êxito ou de felicidade são obstruídas, se sua vida amorosa é ameaçada, se seus ideais são despedaçados, se sua fé é destruída, se lhe impedem a liberdade.

[...]

Muitas vezes uma pessoa decide não mencionar seu ressentimento contra alguém, porque não deseja ferir os sentimentos dessa pessoa e provocar-lhe desgostos.
Ainda que à primeira vista esse raciocínio pareça recomendável, na realidade é pouco prático e errado. A irritação que não se desafoga, não se esquece. A pessoa pode ignorá-la e pretender que já não existe, porém, mais cedo ou mais tarde, a irritação virá à tona sob outra forma, geralmente de intensidade tão extraordinária que o resultado final é ferir os sentimentos da outra pessoa em um grau consideravelmente maior da que se houvesse expressado no princípio.




Eu, Álison

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Isso é a Beleza

Às vezes as pessoas são bonitas.
Não pela aparência física.
Nem pelo que dizem;
Só pelo que são.





Eu, Álison

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Só entre Amigos

Entre pessoas muito conhecidas, muito mesmo, entre amigos de verdade (tipo, um mata e o outro esconde o corpo), existe algo que eu não sei se tem nome, mas seria alguma coisa como sincronia mental. Se você tem um amigo, pode já ter passado por isso:

1) Você decidi mandar uma mensagem para seu amigo, ou ligar para ele, e pouco antes de fazer isso, ele te manda uma mensagem, ou te liga. Ele faz exatamente o que você ia fazer, instantes antes.
2) Você está pensando em um determinado assunto, algo qualquer, e fala para seu amigo. Ele responde dizendo: estava pensando a mesma coisa. Também pode acontecer de os dois falarem ao mesmo tempo.
3) Alguém pergunta a opinião sobre algo para seu amigo e depois para você. Quem perguntou pode dizer: vocês responderam a mesma coisa.
4) Quando seu amigo fala alguma coisa e só você ri. Isso acontece porque seus conceitos de humor são parecidos (e isso pode ser uma das causas de vocês dois terem se tornado amigos).

Você pode achar essas situações simples e dizer que a explicação para essas ocasiões foi o acaso, mas se você conhecer a Teoria do Caos, não vai mais acreditar em acaso. E se fosse culpa do acaso, isso aconteceria com todas as pessoas, inclusive com estranhos, mas acontece o contrário. Ter pensamentos correlacionados ocorre somente entre pessoas íntimas, com raras exceções de estranhos. Outro exemplo dessa sincronia mental é o fato de você sentir muito mais empatia por seus amigos do que por estranhos, apesar da situação ser a mesma para ambos. Preste atenção e você vai ver o que uma relação forte pode fazer.



Eu, Álison

domingo, 15 de janeiro de 2012

Eu não sabia nem seu nome

Você não sabia quem eu era
Mas você me tinha na palma das mãos.

Eu queria saber se você sente por mim o mesmo que eu sinto por você, se o que você pensa sobre mim é o mesmo que eu penso sobre você. Queria, mesmo correndo o risco de a resposta ser não...

Por mais que a paixão seja, de certo modo, um sentimento falso, ainda sim é algo que me fascina.





Eu, Álison