Mostrando postagens com marcador perfume. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador perfume. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de agosto de 2014

Você já escutou o silêncio? - IX

Silêncio


I

Você já escutou o silêncio?
Já olhou para o vazio?
Sentiu gosto de nada?
Sem cheiro?

Um som no meio de todo silêncio
Precisa ter respeito
O único detalhe no meio do vazio
O gosto sutil, um perfume...

Quando tudo fala, tudo se mostra
Gosto e cheiro não identificáveis
Que valor há nisso?

O detalhe, único perfume
Som sutil, um só gosto
Este tem valor

Se por si, ou se pelo nada
Que o cerca, não sei
Mas tem valor, o pouco no muito
Ou só o nada
Só o vazio
A expectativa do que virá

A concentração em si
Do nada que nos forma
Do detalhe que somos

II

O único beijo, o toque de leve
O olhar que só os dois viram
A dúvida do nada real
O que virá?

O ponto criado
O quase sem som emitido
O perfume, o sabor

É só o que quero, o que tenho
Um pouco do todo de todos
O silêncio





Eu, Álison

domingo, 20 de julho de 2014

Você já escutou o silêncio? - VI

Explicar o amor


Querem que lhes explique o que é o amor?
Quem poderá fazê-lo?
Quem terá palavras para descrevê-lo?
Traços para desenhá-los?
Música que nos faça senti-lo completamente?

Não há um perfume que o identifique
Embora existam tantos
Um livro, uma obra de arte ou de engenharia
Que se assemelhe a ele

Se me pedirem para cantar o silêncio
Dançar com o que há de mais imóvel
Tudo seria mais fácil, imaginável
Mas, explicar o amor...

Posso querer dizer como ele age
Mas ele age de tantas formas...
Posso ousar falar sobre como ele chega
Mas sei que não há regras
E que para cada ser pode acontecer
De maneiras tão inesperadas
Ou até mesmo programadas
O que é ainda mais inesperado

Explicar o azul para quem nunca o viu
Fazer entender o gosto do mel
Para quem nunca o provou
Por mais eloquente que seja
Por mais técnicas que utilize
Só entenderá quem o viu, quem o provou

Quanto ao amor
O que posso dizer é o mesmo

Provem!





Eu, Álison

sábado, 28 de junho de 2014

Você já escutou o silêncio? - II

Parabéns


Hoje é uma data especial
Faz dois anos que não te vejo
Um anos que não ouço tua voz
Um mês que não te procuro
Um dia que não falo teu nome

E, finalmente, completei
Depois de muita tentativa fracassada
Depois de muito esforço e suor
Agora há pouco consegui
E digo isso com muito orgulho
Fiquei um minuto sem pensar em ti






Eu, Álison

sábado, 10 de maio de 2014

E então pude

Descansar minha saudade



Em meio ao teu abraço.

O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dela e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço, voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.
E no silêncio de um abraço, o tempo para e os pensamentos se cruzam. Nenhuma palavra dita.






Eu, Álison

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Depois da meia noite

Nós acendemos as luzes da cidade
Nos abraçamos e ficamos juntos
Até nascer o Sol
Depois da meia anoite






Eu, Álison

sábado, 19 de janeiro de 2013

Mais uma vez... O perfume

O Acaso e a Sorte precisariam ser entidades muito benévolas para que fossem responsabilizadas por todas essas coisas boas que acontecem e que a gente não sabe explicar.







Eu, Álison

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Seu destino era partir-se em pedaços

Ele achou que evitar a amarga despedida pouparia seu coração de quebrar-se em pedaços e de fazê-lo sentir o peso da distância.
 Mas o que ele não contava era que não vê-la teria um efeito tão devastador em seu peito quanto estar ao seu lado para dar o último adeus.
Sem conseguir fugir de sua sina, seu coração partiu-se mesmo sem tê-la visto partir. Ele partiu-se, pois não pôde vê-la pela última vez.
E hoje contam sua história. O homem que, desde então, dedica sua vida a colher pelo mundo afora os cacos perdidos do seu coração confrangido e anseia uni-los com o perfume de quem os partiu.
Mas mal sabia ele que não mais veria quem os partiu e ele teria que uni-los com o que sobrou dentro do seu peito. A dor que vivia e a dor que sabia que não acabaria...
Cacos espetam. Cacos machucam.
Cacos se partem e levam consigo o dono de um coração alquebrado e doído.






Eu, Álison

sábado, 8 de dezembro de 2012

Ele não sabia o que fazer

No escuro, a beleza de quem você admira já não existe mais
No escuro, a risada que você dava já não tem mais graça
No escuro, o perfume que você sentia já não te envolve com as lembranças de quem o usava
No escuro, o casaco que você gentilmente me ofereceu não pode me esquentar, a felicidade que você demonstrou não pode mais me alegrar e a presença de sua companhia não pode mais me proteger
Mas no escuro, o sangue continua vermelho e a sofrimento que te fez sangrar continua a doer
Cada gota de sangue a mais é uma gota de vida a menos. Mesmo no escuro...






Eu, Álison

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Vendetta!

Mais uma vez fui surpreendido pelo que algumas pessoas conseguem fazer. Dessa vez a surpresa veio do Lucas, um amigo de quem espero qualquer coisa, mas isso não impede que eu me impressione com o que ele faz. O texto abaixo foi escrito por ele e eu estou até agora tentando entender como ele conseguiu escrever uma coisa dessas. Eu vejo como se fosse a descrição de uma pessoa que está a ponto de desabar. E se ela desabar... 
"E o meu interior ri, mas não com uma risada normal. Uma risada enferrujada de orgulho, arrogância e fúria. Risada de satisfação por causar anarquia e aflorar o conflito de mentes que jaziam em anseios de revolta. Em minha face, um leve sorriso com o canto da boca e olhos fixos em devaneios, como de um frígido algoz a cumprir sua sina. Um dos punhos serrados com tamanha força que chegavam à tremura, enquanto o outro mexia-se freneticamente percebendo os anseios por atrocidades de seu gêmeo. A respiração brusca condena mais uma vez o meu temperamento, o corpo enrijecido se torna imóvel, o único movimento é o sangue correndo pulsado por um coração amargurado. A mente envenenada tece histórias, planeja para que não haja fugas... Não é assim que me sinto...?!
Sangue? ...não! A porta arranhada que separa a sanidade da loucura fora poupada. Por milhares de vezes, dias a fio ainda podia ouvir a mente, parecendo ter vida própria, gritando como por uma busca desesperada: Vingança! Vingança!"

Mas para tentar chegar perto do que o Lucas escreveu, vou postar um texto que eu criei um tempo atrás e que gostei muito. Depois de ter publicado, eu reli e nem acreditei que havia conseguido criar algo assim. Eu escrevi de uma forma diferente e sobre um assunto diferente, mas acho que por trás do que ele demonstra também há escondida muita inspiração. O nome é "
Diga-me".
Me diga
Diga como que, entre três pessoas,
Pode haver seis estrelas;
Um mar de neve,
Talvez dois, três.
Escondidas por trás
De longos fios de ouro negro:
Flores, incontáveis flores.
A maior delas com um perfume...
Com algo que as flores
Normalmente não têm.
E ela sorria,
Se divertia,
Apesar de viver em um mundo
Que não a via, não a entendia.
Mas ela via,
E se via...




Eu, Álison

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Um pouco como você

Eu via você brincando sozinho
Eu via você fugindo do vento
E escutando o silêncio
Eu sabia que você me entendia
Eu via você andando à noite olhando as pessoas
Procurando nelas um pouco de você mesmo
E eu via que você não conseguia encontrar nada
Eu via que você me via
E me sentia estranho
Era como se você me dissesse
Dissesse que me conhecia
Dissesse talvez outro dia
Dissesse que eu era a pessoa que era 
Um pouco como você
Mas a gente não se falava
Às vezes, nem se olhava
Mas você via,
E se via...
Por isso eu sabia
Sabia que você me entendia





Eu, Álison

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Se você tiver que ir embora



 Peço-te uma coisa: deixe comigo seus elogios, 
uma foto dos seus olhos
 e um pouco do seu perfume.


Pois assim eu poderei ir-me sem medo e lembrar-te sem dor.
 



Eu, Álison

segunda-feira, 2 de julho de 2012

G. F. Handel

Já não são as notas cascata rumorejante, mas constelação de sons a dançar!
Era-lhe, contudo, possível compor tão depressa e tão bem porque fora dotado de um poço inexaurível de gênio musical, que exsurgiu fervilhante, à superfície numa idade pasmosamente tenra.
Apaixonou-se com ardor pela pintura italiana, pois era um poeta da vista como o era do ouvido.
O gênio traçou-lhe um caminho próprio. Parou, com efeito, alguma vez, à beira da estrada para colher uma flor familiar e aspirar-lhe o perfume.
Flor estranha, nova, bela e exótica da música.
Tornou-se o público de Handel "extremamente escasso" e o compositor deixou-se possuir de "estranhada melancolia".
Não é, pois, de admirar, que se lhe debilitasse a saúde e tenha chegado seu espírito quase a ponto de extraviar-se.
Foi, porém, como um fuzilar de um relâmpago nas trevas da noite.
No meio do espetáculo, perdeu os sentidos. Levado para casa e posto na cama, nunca mais se levantou.






Eu, Álison

domingo, 24 de junho de 2012

Queridos colegas

A única coisa que me interessa com relação aos meus colegas da faculdade é o perfume que eles usam.


E o único motivo pelo qual sei o nome de alguns é para o caso de eu precisar mandar um mercenário atrás deles.




Eu, Álison

terça-feira, 8 de maio de 2012

domingo, 25 de março de 2012

Diga-me

Deixei que levasse um pedaço de mim e em troca recebi um pedaço de você. E esse pedaço seu que carrego comigo resultou nisso:

Me diga
Diga como que, entre três pessoas,
Pode haver seis estrelas;
Um mar de neve,
Talvez dois, três.
Escondidas por trás
De longos fios de ouro negro:
Flores, incontáveis flores.
A maior delas com um perfume...
Com algo que as flores
Normalmente não têm.
E ela sorria,
Se divertia,
Apesar de viver em um mundo
Que não a via, não a entendia.
Mas ela via,
E se via...




Eu, Álison

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fundo do mar

"Portanto, não encolha os ombros tão levianamente e não negue crédito a uma coisa sob pretexto de que nunca ouviu falar nela."



"O perfume é a alma da flor, e as flores do mar, essas esplêndidas hidrófitas, não têm alma!"



Lembranças ao meu amigo Lucas, autor de À Menina dos Olhos





Eu, Álison