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quinta-feira, 2 de maio de 2013

O que importa de verdade

O físico Albert Einstein e sua esposa iriam receber em sua casa um político alemão. A mulher pediu a Einstein para que trocasse de roupa. Einstein disse então: "Se ele quiser me ver, aqui estou eu. Se quiser ver minhas roupas, mostre-lhe meu armário".






Eu, Álison

sábado, 30 de março de 2013

Albert Einstein

Um dia, seu pai lhe deu uma bússola. Era um brinquedo para entreter o menino. Albert fremia de entusiasmo ao contemplar a agulha “mágica” que se voltava para o norte. Via diante de si, não um brinquedo, mas um milagre. O mesmo acontecia ao rapazinho quando tocava violino. Seus olhos cintilavam e a mão tremia com uma paixão demasiada intensa para um menino sadio. Era a música que o agitava assim. Era um menino singular.
Diziam-lhe que o garoto tinha pouca agilidade mental, insociável, “sempre mergulhado nos seus sonhos absurdos”.
Sentia-se intensamente vivo num mundo cheio de coisas maravilhosas. E penetrava sozinho nesse mundo. Não precisava de companhia. Era inacreditavelmente feliz.
Estava só, tirante a companhia dos seus livros. Entabulou amizade, através dos séculos, com Euclides, Newton, Spinoza, Descartes. E adorava os poetas e músicos – Goethe, Beethoven, Mozart, Bach. Quando Albert cursava a escola secundária, sentiu, mais do que nunca, a necessidade de “afogar a solidão nos livros”. Suas excentricidades irritavam o pai.
Einstein tinha 26 anos quando solucionou o problema da harmonia celeste. Era uma solução de artista, bem como de cientista.
Os cientistas julgavam que o que parecia verdadeiro a eles quando observavam o universo do seu ponto de vista pessoal, de sua posição relativa em seu cantinho do mundo devia ser necessariamente ser verdadeiro para todos os que observavam o universo de todos os outros pontos de vista.
Einstein era um perfeito discípulo de Spinoza. Mas não de Newton.
Para um observador imparcial do universo, todo o tempo, assim como todo o espaço, se tornaria presente a um único volver de olhos. Se um homem pudesse deslocar-se com uma velocidade superior a da luz, alcançaria seu passado e teria a data do seu nascimento relegada para o futuro. Veria os efeitos antes das causas e presenciaria os acontecimentos antes que eles sucedessem realmente.
“Diante de Deus, todos somos igualmente sábios e igualmente loucos”, disse. Era um artista. Observara que poucos dos chamados eruditos compreendiam a significação do pensamento especulativo. Era um estudioso solitário, “um pesquisador singular, taciturno, arredio”.
Apoderara-se dele uma “curiosidade demoníaca” de procurar o último esconderijo da verdade – a cadência íntima do movimento das estrelas na sinfonia de tempo e do espaço.
“Esta guerra é um crime selvagem e perverso. Eu preferiria ser cortado em pedaços a tomar parte em tão abominável ação”. Mas poucas pessoas lhe deram ouvidos. Durante o conflito, Einstein viveu num cosmo à parte, um universo de sua própria criação.
Os físicos – declarou – andavam fundamentalmente errados na sua crença de que os objetos caíam, no sentido de serem puxados na direção de um centro de gravitação. Na realidade, não existe “embaixo” – nem “em cima” no universo.
“Todos falam em mim e ninguém me entende”. Na verdade, ninguém desejava entender esse assombroso malabarista de ideias matemáticas.
Einstein continuaria a ser simplesmente ele mesmo. Odiava a riqueza. Não queria saber de dinheiro. O que o mundo mais necessitava – dizia – nunca se poderia comprar com dinheiro.
“Nas crianças reside a esperança do mundo”. “Esperemos”, disse aos seus amiguinhos, “que a vossa geração dê o exemplo à minha”.
Ali esperava continuar, pacífica e silenciosamente, o seu velho curso acadêmico de fraternidade humana e sonhos cósmicos.





Eu, Álison

sexta-feira, 29 de março de 2013

Ninguém sabe

Ele tinha pouquíssimas relações sociais e baixa empatia. Era desconfiado, paranoico, cruel e sádico, mas tinha uma enorme capacidade de hiperfoco.
Ele se torna mais brilhante, e ainda mais solitário. Newton trabalha obsessivamente. É recluso e escreve grande quantidade de material que ninguém vê. Este é o conhecimento que ele está desenvolvendo para si próprio.
Ele é muito obsessivo sobre seu trabalho e fora dele poucas coisas atraem seu interesse.
Com exceção de duas ou três pessoas durante a vida de Newton, ninguém sabe o que ele pensa e no que ele acredita. 
Ele escrevia palavras sem sessar. Estas não são páginas de uma obra, mas, com frequência, milhares de palavras que ele escrevia do nada. Creio haver muitas provas independentes de que Newton chegou a seu próprio limite continuamente e que tinha um comportamento confuso, sendo capaz de se concentrar profundamente e ficar obcecado por alguma coisa que estivesse fazendo.
Ele é uma figura grandemente contraditória e isso é muito comum em gênios.
Newton é agora uma figura a mais de sua época e entender como ele via o mundo e como sua ciência emergiu é o modo mais interessante de contemplá-lo.





Eu, Álison

sábado, 2 de março de 2013

Realmente é um problema



A forma clássica da Teoria do Big Bang não diz nada sobre o que explodiu, a que aconteceu antes de explodir ou o que causou a explosão.






Eu, Álison

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Marie Curie

Em 1903, Madame Curie era a mulher mais famosa do mundo. Madame Curie votava o mais profundo desprezo às honrarias e arrebatamentos da glória.
Referindo-se à mais modesta das mulheres célebres, o mais modesto dos homens célebres, – Albert Einstein – comentou uma vez: “Marie Curie é, entre todas as pessoas de nomeada, a única que a fama não corrompeu”.
“Meu Deus, restaurai a saúde de nossa mãe”. Mas aprouve a Deus arrebatar Madame Sklodovska a seus filhos. Era uma família triste e empobrecida a que se reunia em torna da mesa após o falecimento da Madame Sklodovska.
“A existência”, escreveu a jovem, “tornou-se-me intolerável... Eu não quereria que minha pior inimiga vivesse em semelhante inferno”. Manya acariciou por algum tempo a ideia do suicídio. “Sepultei em total esquecimento os meus planos”, escreveu a uma prima. Tenciono dizer adeus a este mundo desprezível. Pequena será a perda e não me lamentarão por muito tempo...
Mas conseguiu vencer o desalento. Os Sklodovska não pertenciam ao tipo suicida.
Nas aulas, sempre tomava lugar na primeira fila; mas assim que terminavam as aulas, escoava-se para fora como uma sombra. A triste experiência que tivera das convenções vigentes incutira nela uma certa aversão a toda espécie de ligações sociais. “Lindos cabelos, lindos olhos, lindo talhe de moça”, comentavam os rapazes da universidade. “O único inconveniente é que ela não fala com ninguém”.
Vivia no mundo dos livros. E das aulas. Os professores, encantados com a sua imaginação, entusiasmo e habilidade, instigavam-na a empreender novas pesquisas.
Depois do primeiro e infeliz mergulho no vórtice da paixão romântica, ela jurara dedicar o resto da vida à paixão exclusiva pela ciência. Não queria saber de homens. E por esse tempo vivia em Paris um jovem, Pierre Curie, que não queria saber de mulheres, Também ele consagrara a vida exclusivamente às atividades científicas. “Começamos a conversar sobre assuntos científicos... E, antes que disséssemos por tal, estávamos amigos”.
Foi com essa renda exígua que ele timidamente propôs casamento a Mademoiselle Sklodovska; e Mademoiselle Sklodovska – com igual timidez, é preciso confessar – aceitou. Sem embargo, a união de ambos resultou, não apenas em uma colaboração de gênios, mas em uma parceria de amor.
Pierre Curie sempre via coroados de êxito os seus esforços por fugir à notoriedade. O mesmo se dava com Marie. Seu melhor disfarce para evitar que a reconhecessem era não usar nenhum disfarce. À primeira vista, ninguém desconfiaria que a jovem camponesa de modesto vestido preto fosse à festejada cientista que recebera o Prêmio Nobel.
E então, numa chuvosa manhã de Abril de 1906, Pierre saiu de casa para visitar o seu editor. Algumas horas depois trouxeram a Marie o corpo exânime do marido. Escorregara no pavimento molhado e um enorme carro passara por cima. Acabara-se a felicidade de Marie.
E todas as noites, antes de deitar-se, escrevia ao querido morto um relato íntimo dos seus pensamentos. Era como se estivesse escrevendo uma carta a uma pessoa ainda viva. “Meu Pierre, penso em ti constantemente. Tenho a cabeça a rebentar e a razão turbada. Não posso conceber que, de ora avante, terei de viver sem ti”. “Já não amo o sol e as flores. Fazem-me sofrer. Sinto-me melhor nos dias escuros, como o da tua morte”.
Apesar da fadiga, das dores e dos desgostos, sempre estava pronta a dispensar um sorriso animador e uma palavra doce.
Viagens, honrarias, entrevistas, medalhas, conferências, banquetes – e trabalhos e tristeza. “Os sonhadores”, dizia, “não merecem a riqueza porque não a desejam”. Aproximava-se do fim o seu sonho. Madame Marie morrera mártir do seu trabalho.





Eu, Álison

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

John Dalton

Os princípios da visão individual, por exemplo – essas estranhas leis que separam completamente uma personalidade da outra – impuseram-se-lhe de um modo singular.
Passara 27 anos da vida enxergando um mundo de certas cores, para descobrir por mero acaso que a vasta maioria dos homens via um mundo diferente.
À medida que iam correndo os anos e ele permanecia no “delicioso estado de solteiro”, os amigos começaram a perguntar-lhe se nunca pensara em tomar esposa. “Não tenho tempo”, respondia. “Ando com a cabeça muito cheia de triângulos, processos químicos e experiências elétricas para poder pensar nessas frioleiras”. Contudo ele não era inteiramente estranho ao amor. Travara conhecimento com a “mais formosa criatura de Manchester”. Julgara-se imune à influência da simples beleza de uma mulher. Mas agora não se tratava de uma mulher comum.
Os químicos da época pesquisavam em meio a uma noite de incertezas.
E assim, ele empreendia as suas giras de conferências com o coração alegre e um sorriso confiante. E de olhos abertos. Observava tudo com o prazer de uma criança para quem o mundo é novo. Gostava particularmente de observar as damas do auditório – as que “usavam o vestido estirado como um tambor”, e as que “o traziam enrolado no corpo como um lençol”. Mas acrescentava, “quase todas são encantadoras em qualquer vertido”.
Foi com satisfação que voltou a Manchester e a sua vida “relativamente obscura”.  No fim de contas, ele não era homem de sociedade.
No vasto mundo o seu vulto se engrandecia. O mundo, entretanto, não queria deixá-lo em paz.
Por fim se deixou atrair mais uma vez pelo mundo. E a tentadora foi à cidade de Paris. Ali conheceu dois dos mais famosos cientistas do seu tempo. Humboldt e Laplace. Os três cientistas discutiam os segredos dos céus ou as substâncias da terra. Voltando do seu triunfo em Paris, Dalton pôs de lado as recordações e recomeçou “a perpétua luta do espírito contra a poderosa fortaleza da ignorância”.
Todas as vidas passam com demasiada rapidez. Algumas anedotas, um ou dois momentos de jovialidade, uma revoada noturna de pesares e depois o fim. Seguia lentamente o seu caminho batendo com a bengala no chão, até o fim da rua, até a última e sombria esquina onde termina o futuro na metrópole anônima dos mortos.
"Quanto a mim, sou apenas a aparência vã de um homem". Sofreu um ataque de paralisia e restabeleceu-se parcialmente, votando aos fogos do laboratório. Mas o fogo da sua vida se extinguia lentamente.
E passou a noite e veio a manhã. Mas os olhos de Dalton continuavam fechados.




Eu, Álison

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Isaac Newton

Nasceu pouco depois da morte de seu pai - uma caricatura de criança, franzino, prematuro e doentio. A parteira não esperava que ele vivesse. Foi dessa maneira singular que o destino introduziu no mundo um cérebro prodigioso.
Em seus momentos mais tranquilos, compunha poesias e traçava desenhos a carvão nas paredes do quarto.
[...] Prosseguindo os estudos no Trinity College, de Cambridge, o garoto se viu possuidor de uma grande desvantagem - tinha facilidade excessiva em aprender matemática. O que é facilmente adquirido é facilmente desprezado. Nos estudos de formatura em Cambridge, não somente se antecipara às soluções acadêmicas dos problemas, como frequentemente sugeria novos e mais simples métodos de solução aos professores. Mas o estudo da matemática não apresentava especial interesse para Newton. Considerava-a simplesmente como uma via de acesso um tanto obscura aos mistérios da natureza. Visava conquistas mentais muito mais altas. Pois era, não apenas um pensador, mas um sonhador; não apenas um matemático, mas um poeta. Seu método não era a da observação exaustiva, mas o da imaginação criadora. Pretendia mergulhar ousadamente, e não procurar timidamente o caminho nas florestas inexploradas da especulação humana. Assim falava o poeta que estava disposto a sofrer em cumprimento da sua visão. Todo grande cientista é um poeta capaz de visão.
O próprio Newton, embora escapasse à esterilidade intelectual dos colegas, não pode eximir-se inteiramente às suas excentricidades. Absorvido em sonhos cósmicos, tinha pouco tempo de cuidar da aparência. Mas, com todo o seu desalinho, Newton era um moço de coração romântico.
 "Ah, minha querida, perdoe-me! Vejo que é impossível. Parece que estou condenado a ficar solteiro".
Seus colegas espantavam-se com a facilidade com que ele efetuava os cálculos.
Pois Newton possuía um senso de valores práticos bastante singular. Sempre o desorientava essa questão dos pesos e dos valores que os outros atribuíam às coisas.
Durante as férias, muitas vezes voltava ao lar materno e ficava horas inteiras sentado no jardim. Pois o espírito do homem sentado no jardim se pôs a girar tão vertiginosamente como a terra. Ali estava a base do valor das coisas - algo que os avaliadores de pedras e os mercadores de ouro nunca haviam sonhado! Só os poetas lunáticos, os únicos sãos de espíritos num mundo de dementes, eram capazes de interpretar o enigma do universo.
A princípio Newton não queria publicar os resultados das suas observações. Pois era um filósofo tímido e retraído. "Não hei de imprimir nada", declarava aos amigos. "Isso só me traria novas relações. E é isso que desejo evitar". Suas descobertas eram um passatempo com que se distraía nas horas de estudos solitários. Vivia só, num supermundo imaginário de sua criação. Era um divertimento fascinante.
Contava poucos amigos íntimos. Ninguém sabia nada ao certo sobre Newton. A vida inteira, a sua personalidade foi um problema difícil de explicar.
Um filósofo de primeira plana foi visitar Newton e pediu-lhe a indicação de um curso de estudos que o habilitassem a entender a complexa matemática dos Principia. Newton solicitamente organizou um rol de "livros necessários". "Só a leitura da listra preliminar", declarou, "consumiria a maior parte da minha vida".
Poucos dos seus contemporâneos compreenderam Newton. Mas isso não é muito de surpreender; o complexo e paradoxal matemático mal se entendia a si mesmo. No próprio momento de Triunfo sentia-se extremamente infeliz.
Uma ventosa manhã, ao voltar da capela, descobrira que o gato havia derrubado a vela sobre a mesa, incendiando alguns dos seus mais importantes papéis. E o pesar pela perda daqueles papéis, que continham os resultados de muitos anos de pesquisa, acabara de transtornar-lhe a cabeça. Assomos de cólera, perdas de memória, repentinos acessos de desconfiança e igualmente repentinos acessos de compulsão - não eram esses os sintomas de um espírito desequilibrado?




Eu, Álison

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O inglês solitário

"Isso é um colosso. Homens como Einstein ao verem o trabalho de Newton ficaram impressionados. Impressionados com a sua capacidade de assimilar tamanho conhecimento".
"Ele era um gênio de um calibre extraordinário".
Por ser um estudante introvertido e solitário ele fez poucos amigos e parecia não ter muito interesse nos estudos. Newton encontrou um refúgio para sua vida sem amor e solitária. Ele começou a se sobressair na escola e passou rapidamente a ser o melhor aluno da sala. Enquanto outros alunos desfrutavam de uma emocionante vida social, Newton raramente socializava. Ao invés disso, tratava da sua sede insaciável por conhecimento. O estudo da álgebra de Descartes mudou a vida de Newton para sempre. Ele se apaixonou pela matemática. O que antes parecia um mínimo interesse no seu dia a dia letivo, agora transformara-se num frenesi apaixonado de aprendizado. Em um ano, de 1663 a 1664, ele aprendeu tudo o que havia para ser aprendido sobre matemática moderna.
"Ele sabia a resposta para problemas que apenas os melhores matemáticos da época podiam solucionar. Ele sabia que era melhor do que qualquer um deles e acho que neste momento ele se distanciou dos outros".
Você precisa ter em mente que Newton não julgava fácil relacionamentos sociais e acho que ele encontrou na matemática um ambiente no qual ele poderia viver.
"Vejo que me tornei um escravo da Filosofia. Vou relutantemente me despedir externamente exceto do que faço por satisfação própria".
"É tão intenso e tão sério com seus estudos que se alimenta moderadamente. Muitas vezes esquece de se alimentar".
"E Newton se deu conta, ele disse que este era um problema tão complexo que nem a força matemática de toda a raça humana daria conta de resolvê-lo. O 'Principia', que ele escreveu depois é uma elaboração de como lidar com esse problema". "'Principia' de Newton é geralmente visto como o livro científico mais importante já escrito e publicado. Eu não conheço nenhum outro trabalho que tenha um efeito tão profundo na natureza da própria ciência".
A sua ausência fez com que Newton refletisse sobre a sua dificuldade em assumir um cargo devido à sua deficiência em lidar com as pessoas. No final de 1693, Newton teve uma crise nervosa. "Não há dúvidas de que ele tenha passados por uma crise".
"Quando a notícia se espalhou deu que havia algo errado com ele durante esta crise dos anos 1690, Pepys lhe escreveu: Receio que algo esteja acontecendo com seu cérebro e com sua mente".
Newton se recuperou rapidamente, mas ele nunca mais obteria o brilhantismo de antes. Apesar de sua aceitação e sucesso, Newton ainda era um homem infeliz. Dizem que ele riu apenas uma vez, quando lhe perguntaram para que a geometria poderia servir. Apesar de viver no centro vibrante da vida social de Londres, ele raramente se divertia e nunca se casou.
"Seus livros são seus guias. Ele mora com os livros. Ele não mora com seres humanos".
Sir Isaac Newton era agora o homem mais famoso da Grã-Bretanha.
"Então, Newton não se comportava como pessoas comumente fariam".
Seu maior trabalho, 'Principia', é para a ciência o que a Mona Lisa é para a arte. É uma obra prima, um pináculo da expressão científica.
O professor Chandrasekhar, ganhador do prêmio Nobel pela Astrofísica resumiu o prestígio de Newton para a ciência assim: "Sempre que olho para o que Newton fez me sinto como um aluno sendo advertido pelo seu professor".

"Não sei o que posso parecer ao mundo, mas, para mim, não passo de um garoto brincando na praia e me divertindo de vez em quando, encontrando uma pedra mais lisa ou uma concha mais bonita do que as outras enquanto o grande oceano das verdades se coloca desconhecido à minha frente".




Eu, Álison

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ser alguém maior

Se uma mulher quer ser bonita, ela pode usar maquiagem, comprar uma roupa cara ou fazer cirurgia plástica. Problema resolvido.
Se um cara quer ser forte, ele pode ir à academia ou fazer exercícios físicos. Problema resolvido.
Mas e se alguém quiser ser inteligente, quiser ser diferente das outras pessoas, o que ela faz? Ela precisa estudar a vida toda, ser esforçar a cada dia para se aproximar de seu objetivo. Ela não atingirá sua meta se passar estudando o mesmo período de tempo que quem quer ser forte passa na academia, nem pode disfarçar sua inteligência como quem usa maquiagem. Esse é um objetivo muito mais difícil do que ser bonito ou ser forte. Ele está acima dos desejos humanos, pois somente as grandes pessoas conseguem alcançá-lo.
Então você pode pensar: "Se ser inteligente é tão difícil, por que não tento ser outra coisa, por que não sonho algo mais simples?". O que posso dizer a respeito disso é que quanto mais difícil sua meta, mais difícil sua realização, mas se você caminhar em direção a algo grande, mesmo que você não realize seu desejo, o percurso que você trilhou buscando seu objetivo já vai te fazer alguém melhor do que você era, e isso se chama evolução. E a reação das pessoas ao seu redor ao perceber que você evoluiu se chama reconhecimento. E o reconhecimento é a prova de que o que você sonhou todo esse tempo valeu a pena.

"Ele foi um homem que, pelo poder de seu intelecto, pelo grande poder de sua mente, pôde se erguer acima da pobreza, acima da guerra e da discórdia, e se tornar uma das maiores figuras da história da humanidade, e isso é inspirador, porque não é preciso nascer bonito, não é preciso ter muitos músculos, não é preciso ter nascido especial. Podemos ter êxito usando o poder absoluto de nosso intelecto. Para mim, isso sempre foi como um raio de luz". - Michio Kaku sobre Albert Einstein.





Eu, Álison

terça-feira, 28 de agosto de 2012

No início era o Caos



Na aurora dos tempos, o universo surgiu numa explosão e foi de absolutamente nada para tudo, mas esse tudo era, na verdade, um único ponto infinitamente pequeno e incalculavelmente quente. Uma partícula super densa de energia pura, com uma área menor que um único átomo.





Eu, Álison

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O que quer que você quiser

Você deve ter vontade de ser alguma coisa em sua vida. Ter determinado emprego ou fazer determinada faculdade. Talvez você ache que algumas das coisas que você quer fazer são muito difíceis e que você não vai conseguir.
Pois eu garanto a você que, se você quiser, vai conseguir. Cito um exemplo.

"A Física que todos aprendem no colégio chama-se Física Clássica, foi criada pelo Newton e rege as leis que nós conhecemos. É considerada pela maioria uma matéria muito difícil. Mas não existe só esse tipo de Física. Existe uma coisa que se chama Física Quântica, que deve ser umas 10 vezes mais difícil que a Física Clássica. Ela estuda os átomos, níveis de energia, teorias de como o universo funciona e coisas do tipo. É a ciência mais difícil que eu conheço. Você já deve ter ouvido falar em uma máquina chamada LHC, o Grande Colisor de Hádrons, que fica na fronteira de França e da Suíça. Os estudos que esse colisor faz tem a ver com a Física Quântica.
Eu acho bem interessante ler sobre essa Física Quântica, mas eu leio só sobre a parte prática, porque se você ler sobre a parte teórica, você fica louco com tantos números. Nem se compara com a Física normal. Nela, ou os números são muito grandes, tipo quadrilhões, ou muito pequenos, tipo o tamanho de um átomo, ou menos.
Mas mesmo essa ciência sendo tão difícil, mesmo tendo tantas coisas a se aprender, existem pessoas que vivem estudando essa Física, criam teorias e teorias sobre alguma dúvida que ainda não foi esclarecida e que, por incrível que pareça, conseguem compreender números e leis tão complicadas."

Então mesmo que você goste de algo incrivelmente difícil, você sempre vai ter a capacidade de ser o que quer, independente do que for. Porque que se esses cientistas conseguem estudar essa Física Quântica, que é incompreensível para quase todos, você também pode ser o que quiser, independente das dificuldades que isso lhe impor.




Eu, Álison

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sou um cientista, sou o Álison

Eu não sou filósofo só porque eu falo sobre o que acontece na vida das pessoas. Também não sou um artista só porque eu faço alguns desenhos (que eu não coloco no blog porque são muito feios). Não sou Psicólogo só porque gosto de ouvir certas pessoas falarem e leio sobre o cérebro.
Não sou geólogo apenas porque coleciono pedras. Não sou astrônomo só porque olho as estrelas e sei o nome de algumas constelações. Não sou químico só porque sei o que é uma cadeia de carbono.
Não sou físico só porque faço experiências em casa. Não sou geógrafo só porque sei o conceito de ilha. Não sou Teólogo só porque sei quem foi Buda.
Não sou anatomista só porque sei que o osso da perna (fêmur) é o maior do corpo. Não sou psiquiatra só porque sei o que é Esquizofrenia. Não sou médico só porque sei que gripe é pior que resfriado.
Não sou zoólogo só porque sei a diferença entre camelo e dromedário. Não sou cosmólogo porque sei o que é a Teoria do Big Bang. Não sou historiador só porque sei o que foi o Renascimento.
Não sou farmacêutico só porque sei o que é um remédio ansiolítico. Não sou matemático só porque sei o que é fractal. Não sou neurocientista apenas porque sei o que é um neurônio. Também não sou um mago só porque sei o que é Alquimia.

Diferentemente do que muitos pensam, eu não sou um escritor (eu não suporto português e uso a licença poética como desculpa para os meus erros de escrita), apenas admiro as pessoas que escrevem e tento, de alguma forma, ser parecido com elas. Sempre tive dificuldade de me expressar falando, o contato humano não é o meu forte, com exceção de algumas pessoas mais íntimas, então acho que escrever é uma maneira de me expressar sem ter que olhar dentro dos olhos de cada um que lê. Isso pode ser ruim... Ou não, não sei, minha cabeça pensa muitas coisas, mas ainda vou descobrir.

Nem tudo o que eu escrevo eu coloco no blog. Textos em que cito nomes, situações fora do comum ou algo mais estranho eu prefiro não mostrar, pelo menos não agora. As pessoas podem não ter uma visão muito boa do que está escrito, então o anonimato é a melhor opção.
O que mais me surpreende, e falo por experiência própria, são as pessoas, no bom e no mau sentido, e muito do que eu escrevo é exatamente sobre elas. O que me frustra, às vezes, é que o que eu sinto (e aí entra a Filosofia) eu não tenho a capacidade de passar pro papel. Acredito que por um lado, a culpa é minha, por falta de habilidade e capacidade (apesar de, modéstia à parte, já terem dito que eu escrevo muito bem). Mas acredito que as pessoas são complicadas demais (e aqui eu me incluo) e isso dificulta que eu escreva exatamente o que sinto.
Ainda posso melhorar muito, vou melhorar, mas acredito que sempre vai ser difícil escrever sobre as pessoas. Quer fazer um teste? Tente você escrever algo sobre alguém que você conhece ou até sobre você mesmo, você vai ver como é complicado.
Acho que escrever é um passatempo, quase uma terapia.

Bem, vou parar de escrever sobre mim senão daqui a pouco eu falo demais. E eu preciso manter alguns segredos... Secretos. 




Eu, Álison

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Yin Yang

Uma das coisas que mais me intriga quando eu estudo as pessoas que mudaram a história é a incrível capacidade que elas tinham em certas áreas onde atuavam, mas também me chamou a atenção a dificuldade que tinham em lidar com determinados assuntos.

Um bom exemplo é o gênio inglês Sir Isaac Newton, que nasceu em 1642 e morreu em 1727. Considerado o criador da Física Clássica e o maior físico que já existiu, criou o mais importante de todos os livros sobre Física, que tem como centro a Lei da Gravidade e as famosas três Leis de Newton. Além disso, também estudou Astronomia, Teologia, Filosofia e Alquimia.

Apesar de toda a genialidade e maestria que tinha com as ciências que estudava, Newton não era uma pessoa agradável. A primeira vez que ouvi isso não entendi. Como uma pessoa tão inteligente poderia ser desagradável. Mas é verdade, Newton era orgulhoso, solitário, vingativo e não gostava de receber críticas, principalmente de outros cientistas.

Comecei a perceber que esse desequilíbrio entre o lado bom e ruim dessas pessoas diferentes era comum e fiquei curioso em saber por quê.

Comecei a pesquisar e procurar algum motivo que pudesse explicar como grandes pessoas não conseguiam viver uma vida normal, até que descobri as Inteligências Múltiplas. Existem nove tipos de inteligências que compõe o método com que os humanos pensam e vivem.

Agora vou apresentar minha explicação de como a mente dessas pessoas tão diferentes funciona, mas antes vou listar os nove tipos de inteligências e um exemplo de cada uma, para facilitar seu entendimento.

1 - Lógico-matemática (Carl Friedrich Gauss)
2 - Linguística (Dante Alighieri)
3 - Musical (Mozart)
4 - Espacial (Michelangelo)
5 - Corpo-cinestésica (Zinedine Zidane)
6 - Intrapessoal (Sigmund Freud)
7 - Interpessoal (Mahatma Gandhi)
8 - Naturalista (Charles Darwin)
9 - Existencial (Budha)

As pessoas normais têm essas nove inteligências equilibradas e por isso vivem normalmente sem dificuldades ou facilidades, tendo uma vida cognitivamente neutra. Nas pessoas muito diferentes, há um desequilibrio entre essas inteligências. Usando o mesmo exemplo, Isaac Newton poderia ter suas inteligências Lógico-matemática e Existencial muito mais desenvolvidas, então as outras precisariam diminuir para compensar e manter o equilíbrio certo. Isso explicaria porque ele tinha um comportamento "errado". Ele teria, por exemplo, a inteligência Interpessoal "baixa", causando assim desavenças por causa de seu comportamento.

Sendo assim, não se preocupe se você tiver um defeito, por pior que ele possa parecer, porque você com certeza terá facilidade em alguma coisa que você costuma fazer, seja o que for, e assim poderá exercer um papel incrível para a humanidade, ensinando algo de bom para quem está ao seu redor.



Afinal, todo gênio que é gênio, tem que ser meio louco.





Eu, Álison

Frase

A incapacidade
Que o ser humano
Demonstra
Quando tenta

Compreender
A si mesmo
É maior
Do que

Qualquer
Universo paralelo
Que a

Física Quântica
Ainda vai
Descobrir...




Eu, Álison

domingo, 15 de maio de 2011

AlphaBeta Grego

Acho esse alfabeto muito interessante, apesar de ninguém usar mais, com exceção de algumas ciências; por exemplo, na Matemática, denomina-se Pi o valor que corresponde a 3,14. Na Astronomia usam-se as letras desse alfabeto para nomear as estrelas de uma constelação, como por exemplo, Alpha Centauro, a principal estrela da constelação de Centauro. Usa-se o Alpha para essa estrela porque ele é a primeira letra desse alfabeto. Beta Centauro é a segunda principal estrela dessa constelação, por isso recebe o nome da segunda letra do alfabeto e assim por diante. O símbolo da Psicologia é a letra Psi. Também a Física costuma usar essas letras, assim como outras ciências não citadas.
Na verdade, a maioria das pessoas não sabe nem que esse alfabeto existe, por isso que faço questão de mostrar.

1ª - Alpha
2ª - Beta
3ª - Gamma
4ª - Delta
5ª - Epsilo
6ª - Dzeta
7ª - Eta
8ª - Teta
9ª - Iota
10ª - Kappa
11ª - Lambda
12ª - Mi
13ª - Ni
14ª - Xi
15ª - Ômicron
16ª - Pi
17ª - Rô
18ª - Sigma
19ª - Tau
20ª - Ípsilon
21ª - Phi
22ª - Chi
23ª - Psi
24ª - Ômega


A seguir, vou mostrar como são essas letras. Elas estão na mesma ordem escrita acima.
Na primeira imagem estão as letras minúsculas.





Nessa, estão as letras maiúsculas



Cada letra tem seu som respectivo, como as letras do nosso alfabeto, mas aprende-las é bem complicado. Eu pessoalmente não sei "escrever" em grego, muito menos falar, mas é algo bem curioso de se aprender.




Eu, Álison