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domingo, 5 de agosto de 2012

Reclamar de barriga cheia

Muitas pessoas, inclusive eu, já pararam diante de uma mesa, olharam o que tinha para comer e reclamaram por não ter nada diferente, por não ter nenhum doce ou pela comida ser de outro dia. Pois acho que devemos pensar melhor sobre reclamar de comida ou de qualquer outra coisa que seja de necessidade básica.

Com relação à comida, eu penso assim: eu reclamo porque não gosto do que tem pra comer, mas não penso que certas pessoas não podem se dar ao luxo de reclamar porque não têm o que comer. Elas passam fome e dariam graças a Deus se tivessem o que eu tenho diante de si. Elas não podem escolher o que comer como eu faço, não porque não gostam, mas porque não há o que escolher. Você pode passar uma semana sem comer seu prato favorito, mas existem pessoas que passam a vida toda sem comer seu prato favorito.

As pessoas também reclamam que não têm um cobertor bonito com a estampa que desejavam ou uma cama cara, mas as pessoas que moram debaixo da ponte e passam frio todas as noites ficariam muito felizes se tivessem esse cobertor e essa cama, mesmo que fossem simples, os quais você reclama sempre antes de dormir. Você pode não ter o cobertor mais bonito do mundo, mas existem pessoas que não têm cobertor nenhum e que se tapam com jornais e pedaços de papelão.

Eu reclamo que tenho dor de cabeça várias vezes, mas não penso que existem pessoas que têm dor de cabeça porque estão com câncer no cérebro e vão morrer em pouco tempo. Eu reclamo porque estou resfriado, mas não penso nas pessoas que estão internadas em hospitais porque estão com pneumonia. Eu reclamo porque tenho a letra feia e ando de um jeito esquisito, mas não penso nas pessoas que são tetraplégicas e que não podem nem escrever nem andar. Eu reclamo que machuquei o braço e caíram algumas gotas de sangue, mas não penso nas pessoas que morrem por hemorragia em acidentes graves. Existem vários outros exemplos, mas acho que consegui passar a mensagem.

Não estou querendo dar lição de moral em ninguém e nem estou dizendo que sigo valores éticos ao pé da letra, só acho que se deve dar mais valor ao que se tem, pois existem pessoas em situações extremamente piores e que dariam tudo para ter o que cada um de nós possui.




Eu, Álison

sexta-feira, 27 de julho de 2012

C. A. Debussy

Era aos sete anos em sujeitinho reservado, quieto, meditativo, que nunca brincava com as outras crianças.
Rico material para a construção de novos edifícios de música. Torres enfeitadas de arabescos de desenho delicado. Palácios encantados de sons sem precedentes.
“Quem são, afinal, esses juízes? Que sabem a respeito de arte? Terão, acaso, a certeza de serem eles próprios artistas? De onde deriva, então, o seu direito de conduzir a barca misteriosa do gênio?”.
Debussy exultou. “Graças a Deus”, disse ele, “consegui, finalmente, escrever alguma coisa original!”. Irrequieto, andava de um lado para o outro no quarto enquanto compunha, um toco de cigarro na boca, música rebelde no coração. Ele revolucionaria o mundo dos sons.
Pouco se lhe dava a opinião pública. “Umas poucas pessoas apreciarão as minhas obras. E quanto ao resto, não me importa o que possam pensar”.
Porfiava sempre em arrancar-lhe cadência nova, a estranha sequência de cores, a combinação sutil de sons, os ecos de vozes encantadas vindas de mundos desconhecidos.
Aborrecia a necessidade de roubar tantas horas às realidades dos seus sonhos para dedicar às inanidades da existência. Os seus pensamentos, como seus hábitos, eram irregulares.
Os seus verdadeiros prazeres, no entanto, tinha-os nos sábados à noite, quando os velhos e queridos amigos se reuniam em sua casa.
Tornara-se perito no sutil matizar das palavras, assim como era perito na matização sutil dos sons.
O seu desprezo aos outros, entretanto, era contrabalanceado pela sua modéstia em relação a si mesmo. Raramente falava da própria música. Nunca se considerou um grande homem.
Não tenho feito outra coisa senão realizar experimentos a fim de satisfazer o meu gosto pelo inexpressível. Em lugar disso, uma encantadora corrente de música que transporta os corações de alguns poucos iniciados para aquelas “mágicas janelas encantadas, que se abrem na espuma de mares perigosos, em perdidos recantos de fadas”.
Crianças refugiadas, perdidas no inferno do campo de batalha. Nada veem à volta de si senão o frio, a fome, o medo e a incerteza do futuro.
“O artista na civilização moderna”, dizia, “será sempre uma criatura cuja utilidade só há de ser reconhecida após a sua morte”. Desdenhava o materialismo do mundo. Evitava a companhia dos homens de negócios, da maioria dos homens.
Mas o seu tempo de amar, e de viver também, chegara quase ao fim. Atacado de câncer, os últimos anos de sua vida foram anos de tortura. De princípio, buscou esconder dos amigos a enfermidade. Por que aborrecê-los com as suas preocupações? Não tinham eles, acaso, preocupações próprias?
Proféticas palavras!




Eu, Álison

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Onze minutos

Acredito que você que fuma vai gostar de saber disso: A cada cigarro que você fuma você diminui 11 minutos de sua vida. Isso significa que, se você fuma um maço com 20 cigarros por dia, reduz sua vida em 220 minutos, ou pouco mais de 3 horas e meia.
Desse modo, em um mês, você reduzirá em 6600 minutos, ou 110 horas, ou ainda, 4 dias e meio da sua vida.
Em um ano, 79200 minutos, que equivalem a 1320 horas ou 55 dias.

Em um caso extremo, se você fumar durante 20 anos, serão 1584000 minutos, 26400 horas, ou ainda 1100 dias. Isso significa que dessa forma, você reduzirá em mais de três anos seu período de vida só porque fuma. 

3 ANOS!!!

E olha que eu nem falei que o cigarro tem mais de 4000 substâncias tóxicas, que ele pode causar câncer, etc, etc...



 




Eu, Álison