Eu, Álison
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Sábio incompreendido
"O pobre rapaz continuava a enxergar no capitão Nemo apenas um sábio incompreendido, que retribuía à humanidade o desprezo com a indiferença. Para ele, o capitão era um gênio cansado das incompreensões e decepções, que se refugiara naquele meio inacessível, em que sua capacidade se expandia livremente. Na minha opinião, porém, tal hipótese explicava apenas uma das facetas do capitão Nemo."
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
O Capitão
"Não havia entre os homens quem lhe pudesse pedir contas de seus atos! Deus, se acreditasse Nele, e a sua consciência, se tivesse, eram os seus únicos juízes.
Estas reflexões atravessaram-me o espírito, enquanto aquele estranho personagem calava-se, absorto e como entregue a tumulto interior. Eu o contemplava com pavor misto de curiosidade, decerto sentindo emoção análoga à que sofreu Édipo ao fitar a Esfinge."
Estas reflexões atravessaram-me o espírito, enquanto aquele estranho personagem calava-se, absorto e como entregue a tumulto interior. Eu o contemplava com pavor misto de curiosidade, decerto sentindo emoção análoga à que sofreu Édipo ao fitar a Esfinge."
Eu, Álison
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Um mundo de selvagens
- Selvagens? - retrucou o capitão, em tom irônico. E o senhor admira-se que, tendo posto o pé sobre a terra firme, ali tenha encontrado selvagens? Em que lugar do mundo não há selvagens?
[...]
- Pelo menos eu sempre encontrei selvagens em toda parte.
[...]
- Pelo menos eu sempre encontrei selvagens em toda parte.
Eu, Álison
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