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sábado, 2 de agosto de 2014

Uma prece sem fim

Sei que é tarde, mas através desta eu venho pedir uma breve oração. Já não conheço mais minha alma. Tenho saudade daqueles dias que o tempo passava e ainda era abril. E eu somente sonhava. Mas é novembro e eu não percebi as flores morrendo. Agora, qual rosa eu darei à Deus?
Simples de coração, nada mais, que ele se torne uma linda e simples decoração porque hoje essa velha morada é uma triste lenda e agora canta seus versos de arrependimento. Ouço sinos querendo soar dentro de mim. Ouço sinos soando em mim.

Hoje peço que junte os dedos e faça por mim uma prece sem fim. E acordada, vele meu sono. O meu silêncio é uma nota preta num imenso papel vazio, mas ainda é uma nota que toca a lágrima, toca o céu. Dura uma noite, mas no amanhecer vem a alegria.

Simples de coração, nada mais, que ele se torne uma linda e simples decoração porque hoje essa velha morada é uma triste lenda e agora canta seus versos de arrependimento. Ouço sinos querendo soar dentro de mim. Ouço sinos soando em mim.







Eu, Álison

sábado, 13 de julho de 2013

Minha vida se resume a três versos

Ó, vós, na possessão de tão robustos intelectos
Observai os ensinamentos que se escondem
Sob o véu destes estranhos versos.

Dante Alighieri, A Divina Comédia, canto IX, versos 61, 62 e 63.








Eu, Álison

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

No vão dos versos que escrevi

Se eu fosse um pássaro,
Tua janela seria minha preferida.
E eu sorriria com teu canto,
A cada manhã florida.

O silêncio sempre foi minha citação favorita.

Eu menti.
A verdade está aqui,
Por trás das coisas que omiti,
No vão dos versos que escrevi
Em cada vez que eu lhe sorri
Em tudo que foi por ti.

O inexplicável me fascina,
Me alucina e me atiça
A desvendar o indecifrável...






Eu, Álison

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Que seja à caneta

Que nossa história seja escrita à caneta.
Para que nenhum espírito mesquinho possa apagá-la.
Para que o Tempo não consuma o brilho dos momentos.
Para que o futuro não reduza a grandeza das pessoas, e para que elas, em um incerto amanhã, possam ler suas frases com um sorriso tranquilo.
Que as letras definam o essencial e destaquem o sublime.
Que ela seja redigida com calma e sensatez, para que não tomemos as decisões equivocadas.
Que ela seja cheia de ironias, metáforas e alegrias.
Que ela contenha frases diretas e claras, mas que nela também haja versos pressupostos.
Que nenhuma das folhas seja escrita pela metade e que todas as páginas possam trazer um detalhe que desperte algo que está adormecido dentro de cada um.
Que ela seja cheia de pontos.
Pontos de interrogação que despertem a curiosidade.
Pontos de exclamação que expressem a surpresa.
Que ela tenha vírgulas e reticências que a torne mais atraente.
Que cada nova linha simbolize um sonho que o destino tornou real; e que haja muitas novas linhas.
Que comecemos nossa história com uma letra maiúscula no momento que nascemos e que por sorte, o ideal se realize, e que coloquemos um ponto final somente quando morrermos, jamais antes, para que possamos viver plenamente tudo o que há.
E para o que não há ao nosso redor, nós possamos fazer haver dentro de nós.
E para o que não há nem mesmo dentro de nós, possamos encontrar alguém que nos conceda o dom de fazer haver o invisível aos olhos.
Porque talvez você mude. Talvez você seja diferente. E talvez seu ponto final não seja, no fim das contas... O fim.





Eu, Álison