quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Isso explica muita coisa

"Na verdade, não sou muito bom com as palavras. Sinto-me muito tímido e nervoso. Guardo tudo para pôr no papel. Tenho certeza de que o senhor ficará desapontado comigo, mas sempre fui assim”. — Charles Bukowski, “Pedaços de um caderno manchado de vinho.”







Eu, Álison

Eles fazem parte

- Diga algo que você gosta.
- Gosto de ficar sozinho. 
- Sozinho? Mas por quê?
- Me sinto bem e posso pensar em muitas coisas. 
- Mas já te vi várias vezes com seus amigos. Por que não diz a eles que quer ficar sozinho?
- É que meus amigos fazem parte da minha solidão. 






Eu, Álison

Não tenho uma resposta

- O que é você? O que você quer?! Por que está fazendo tudo isso?
- Por que você pergunta? Os eventos sempre ocorrem sem aviso. É após o fato que a razão se torna clara. Nessa situação, acho que vou explicar para você. Você me perguntou por que estou fazendo isso. Mesmo que eu conte o porquê, não vai mudar nada, mas que tal conversarmos um pouco mais?
- Não tenho nada para conversar com você.
- Meu objetivo é algo que mesmo Jiraiya Sensei não foi capaz de alcançar. Como disse antes, através da justiça eu trarei a paz.
- Paz? Justiça? Não me venha com esse papo! Meu mestre, meu sensei, meus amigos, minha vila. Depois de tudo que você fez, não ouse falar sobre paz e justiça!
- Então diga-me, qual o seu objetivo?
- Eu vou matar você e trazer a paz de volta para o mundo ninja!
- Entendo... Isso é bem nobre. Isso é justiça, de fato. No entanto, minha família, meus amigos, minha vila... Eles sofreram o mesmo destino dessa vila, graças aos ninjas de Konoha. Como seria justo permitir que apenas vocês falem sobre paz e justiça?
- Do que você está falando!?
- O País do Fogo e Konoha cresceram demais. Para proteger seus interesses, forçaram os clãs feudais a lutarem uns contra os outros e fizeram lucro em cima disso. Do contrário, a nação e as pessoas das vilas morreriam de fome. No entanto, nosso pequeno país e suas vilas se tornaram o campo de batalha para a Grande Guerra Ninja. E cada vez mais, nosso país era destruído e as pessoas abandonadas. Após muitas guerras, as grandes nações se estabilizaram e o nosso pequeno país foi deixado para sofrer na dor e na miséria. Você e eu buscamos pela mesma coisa. Estamos tentando estabelecer a paz que Jiraiya Sensei tanto desejou. Nós não somos diferentes. Nós agimos de acordo com nosso senso de justiça. A justiça que apliquei em Konoha não é diferente da que você está tentando aplicar em mim. A dor de perder alguém estimado por você é a mesma e ambos conhecemos essa dor muito bem. Você tem sua justiça e eu tenho a minha. Somos ambos homens comuns procurando por vingança utilizando a justiça como desculpa. No entanto, se existe justiça na vingança, a justiça irá gerar apenas mais vingança e engatilhar o ciclo do ódio. Estamos vivendo no meio desse fenômeno. Sabemos como foi o passado e podemos prever como será o futuro. Isso é a história, atuando da forma que já conhecemos. Então não podemos fazer nada além de aceitar que os seres humanos são incapazes de entender uns aos outros. O mundo dos ninjas é controlado pelo ódio. Como você irá confrontar esse ódio para conseguir a paz? Quero saber sua resposta.


- Eu... Não tenho uma resposta para isso.





Eu, Álison

domingo, 16 de setembro de 2012

Estarão sempre lá

Mesmo que ninguém olhe, mesmo que não haja mais ninguém para apreciar e mesmo que não exista mais ninguém no mundo para fazer qualquer coisa, as estrelas vão continuar lá, brilhantes como são, sozinhas como são, mesmo que toda sua beleza não possa mais ser admirada por seres que vez que outra costumavam olhar para o céu.





Eu, Álison

sábado, 15 de setembro de 2012

À procura da dúvida

Por que é tão difícil me entender? Será que só eu penso assim? Será que só eu consigo ver as coisas do jeito certo? Ou será que só eu vejo do jeito errado?
Deve haver alguém por aí, perdido como eu, que, se me conhecesse, me entenderia. Alguém que, ao ouvir minhas loucuras, não iria rir. Diria "eu também". Que me apoiaria e me diria o que fazer diante de um equívoco ou de um obstáculo do acaso. Deve haver alguém que sabe o que estou sentindo, porque também já sentiu.
Alguém que é capaz  de ver que as coisas importantes não podem ser vistas e alguém capaz de sentir que as coisas importantes só podem ser sentidas. Que pede desculpas para abrandar o peso na consciência e não para mostrar falsa educação. Alguém que estuda não porque quer ser melhor do que os outros, mas porque quer ser melhor do que a pessoa que era ontem e que amanhã irá querer ser melhor do que a pessoa que é hoje.
Alguém que vê a vida de um jeito diferente e que constantemente depara-se diante da Surpresa e com tudo que ela te faz sentir. Alguém que quer ser grande e que não se conforma em apenas ser mais um dentre tantas almas caídas, perdidas e feridas.
Deve haver alguém que vê como as pessoas são. Não como elas aparentam ser. Que vê como elas realmente são, como elas agem quando não há ninguém olhando, que vê a maldade e que vê a alegria. Que vê que certas pessoas merecem sua atenção, merecem seu respeito e merecem seu coração.
Ficaria feliz se conhecesse essa pessoa, mas desconfio que pessoas assim a gente não conhece... A gente decifra.





Eu, Álison

Aquele estranho

Quando aquela pessoa que sentava lá no fundo da sala, que tinha o cabelo bagunçado, que vestia roupas estranhas, que não falava com ninguém e que sempre andava sozinho se tornar um gênio, as pessoas que sentavam na frente porque não gostavam dela vão se arrepender amargamente.






Eu, Álison

A criação de tudo

Mito chinês sobre a criação do mundo:

"A criação do mundo não terminou até que P'an Ku morreu. Somente sua morte pôde aperfeiçoar o Universo: de seu crânio surgiu a abóboda do firmamento, e de sua pele a terra que cobre os campos; de seus ossos vieram as pedras; de seu cabelo veio toda a vegetação. Sua respiração se transformou em vento, sua voz, em trovão; seu olho direito se transformou na Lua, seu olho esquerdo, no Sol. De sua saliva e suor veio a chuva. E dos vermes que cobriam seu corpo surgiu a humanidade".

O ser humano foi colocado em seu devido lugar.





Eu, Álison