terça-feira, 31 de maio de 2011

O lado que ninguém vê...

Em vários relatos anteriores que fiz mencionei que penso e ajo de uma forma bastante diferente comparado às pessoas normais. Pois é, sorte minha, porque acho que esse jeito diferente é que me dá uma das minhas melhores qualidades: compreensão, e é com ela que eu vejo o lado que ninguém vê das pessoas.

Praticamente todas as pessoas ao meu redor, salvo algumas exceções, demonstram uma incompreensão e um desrespeito em relação a vários assuntos e a opiniões que não são iguais as suas, como se estivessem no posto de "donos da verdade". Qualquer polêmica é tratada como se fosse uma brincadeira. Quanto maior o problema, maior é o descaso demonstrado pelas pessoas.

Quando se fala de religião, cada um só houve sobre a sua e abre mão de aprender sobre as várias outras que existem. Quando se fala de homossexuais, as pessoas só sabem rir, mas se o filho da pessoa que riu for um, eu quero ver se ela vai rir... Quando se fala de gênios, ninguém dá a mínima, mas se não fossem eles, TODA a humanidade estaria perdida. Quando se fala que alguém tem uma mania estranha, acham que a pessoa é louca e não vêem que essa pessoa pode ter um grave transtorno mental ou simplesmente ter um hábito diferente. Esses são alguns exemplos de assuntos em que as pessoas agem de maneira lamentável, tudo porque discordam da opinião alheia ou porque não têm opinião nenhuma. Pessoas assim provavelmente não sabem discutir civilizadamente porque não conhecem o assunto, no entanto se elas ficarem quietas, vão demonstrar que não sabem nada, então falam qualquer coisa ou discordam de quem fala para criar assunto e manter a conversa. É deplorável.

Eu estaria agindo contra meus próprios princípios se eu não respeitasse essas opiniões, por mais sem nexo e erradas que fossem, porque cada um é dono de si mesmo e pensa como quer, mas ainda assim suas atitudes são revoltantes a meu ver.

Não sei se sou eu que sou condescendente demais ou são os outros que não raciocinam, mas pense como seria se todos se respeitassem e entendessem a forma de pensar de cada um.

Sei que parece utopia, mas até que esse dia chegue continuarei seguindo em frente, tentando transmitir esse pensamento peculiar que tenho aos outros, como faço agora, e espero que possam aprender algo que os ajude em suas vidas, o que contribuiria para minha missão, e que não ajam novamente de maneira tão deprimente, ignorando o auxilio que claramente precisam e afundando-se ainda mais em seu poço de ignorância.






Eu, Álison

sábado, 28 de maio de 2011

AMIGOS

Eu fico espantado com duas coisas: ou as pessoas que estão ao meu redor têm muita sorte por terem tantos amigos ou eu sou muito misantropo a ponto de ter só dois.

Acho que ainda vou demorar a descobrir...

De um tempo para cá, quando comecei a encaminhar meus objetivos melhor, percebi que a questão de ter amigos é muito complicada em certo ponto, mas para mim já está resolvida.

Algumas pessoas podem se assustar se eu disser a elas que tenho "só" dois amigos, enquanto quem ouve tem vários.

Apesar de ser um número baixo, hoje estou muito feliz com os amigos que tenho. Por quê? Exatamente por eles serem meus amigos, serem "os" amigos.

Minha maneira de ser e de ver o mundo é muito diferente da dos outros, e esse é um dos meus trunfos.

Primeiro, eu tenho só dois amigos, o Bruno, que eu conheço a mais de sete anos e que também é o meu anjo, e o Lucas que eu conheço a uns sete anos, mas não me considero azarado, pelo contrário, ter somente dois amigos quer dizer que a minha maneira de escolhê-los como amigos é bem rígida, e então sabia que quando começasse a chamá-los de amigos saberia que realmente eram pessoas dignas e de caráter, além de serem muito parecidos comigo e de me darem a honra de me aceitarem como seus amigos.

Para falar a verdade, eu só dou valor aos três componentes da minha família, meus dois amigos e meus colegas, tanto da escola quanto do meu dia a dia. Não que eu despreze os outros, só não me importo tanto quanto os citados acima. E tem pessoas que eu faço questão de não ter relação nenhuma mesmo...

Pode parecer antipatia, mas para mim significa que dando valor a poucas pessoas, posso me dedicar melhor e mais a elas e se eu tivesse dezenas de amigos, não conseguiria manter a relação tão firme que tenho com esses poucos escolhidos.

Não me importo que os outros não me cumprimentem ou algo do tipo, até porque eu também não os cumprimentaria, porque prefiro inimizade do que falsa amizade. Não que eu queira o mal para alguém ou me ache melhor que os outros, só penso que se cada um der valor aos seus como eu dou aos meus e só, seria muito melhor para todos, porque assim você até poderia ter poucas pessoas ao seu redor, mas a essas você poderia confiar sua vida. Garanto que assim todos poderiam viver muito bem.

Eu dificilmente vou ter muitos amigos durante a minha vida. Pretendo continuar com meus dois pilares e talvez consiga mais algum, mas sei que posso viver a vida tranquilo, porque tenho a quem recorrer, nos bons e principalmente nos maus momentos, porque é ai que a amizade é demonstrada de maneira mais pura.

Meu jeito, assim, meio diferente, me faz depender só de quem confio (na maioria das vezes), deixando de lado os outros e investindo meu tempo sem a presença dessas importantes pessoas em mim mesmo, lendo ou estudando algo que me interessa, meditando ou até escrevendo, como faço agora.

FATO: Meus dois amigos são as pessoas mais importante que tenho depois de minha família.

Eles me proporcionam acima de tudo alegria, que considero um presente divino, mas também muita confiança, conhecimento, segurança e me ajudam sempre, mas sempre mesmo, em qualquer hora e em qualquer lugar e assim fazem com que minha vida seja mais fácil, divertida, gratificante e valiosa.

Agradeço todos os dias por ter esses amigos e colegas comigo, porque sem eles não conseguiria viver... Literalmente.

Bem, acho que isso é o mais próximo que consigo expressar do que sinto por esses dois, porque o que realmente eles valem para mim nunca descreverei em palavras.


"Sou um elefante branco para os outros; eles para mim, tolos". - Albert Einstein


Obrigado a esses e que Deus os ilumine.





Eu, Álison

Viagem

Ir à casa do Lucas, que é um dos meus pilares, é sempre muito bom, ainda mais quando quem está indo comigo é o meu outro pilar, meu melhor amigo e anjo, o Bruno.

Em si, a ida na casa do Lucas não é o centro desse relato, o que de maneira alguma diminui sua importância, mas o que realmente valeu nessa viagem foi a volta para casa. Ah, esqueci de dizer, nós não fomos de carro, fomos de bicicleta.

Quando estávamos na casa do Lucas, quase na hora de voltar, começou a chover. Esperamos um pouco e voltamos com chuva mesmo. Logo após sairmos da casa do Lucas, encontramos algo que nos chamou atenção: um pé de goiaba!

E nós ali, de bicicleta, chovendo, fizemos o impensável: paramos para pegar as goiabas.

Essa é uma das minhas grandes aventuras e tenho certeza de que não haverá outra igual, principalmente porque teve a participação do Bruno e foi em um lugar impensável.

Depois que pegamos as goiabas, tivemos que sair correndo porque a chuva tinha aumentado. Paramos apenas em um restaurante que havia na beira da estrada, onde esperamos a chuva passar.

Após um tempo, a chuva diminuiu e pudemos enfim ir para casa. Cada um de nós chegou em sua casa molhado por causa da chuva, mas com certeza esse viagem valeu, valeu muito...






Eu, Álison

sexta-feira, 27 de maio de 2011

EGO

Mesmo que eu leia, estude, procure saber tudo, mesmo que a minha curiosidade me leve além do normal e do simples, mesmo que eu investigue tudo o que está ao meu redor, o que eu menos entendo sou eu mesmo. São tantas sensações e emoções que eu tenho (diga-se de passagem, algumas muito boas), que várias delas eu não consigo explicar.

Gosto muito de ler sobre comportamento, Psicologia, cérebro, esse tipo de coisa, mas tem momentos que eu, (não sei se por falta de capacidade ou se porque é uma impossibilidade) não consigo enquadrar em nenhuma definição conhecida. Tudo me parece tão distante da realidade...

Começarei falando sobre os sentimentos ruins (espero que você não ache que isso é conversa de depressivo). Às vezes sinto algo parecido com solidão, por exemplo, quando deixo de estar com certas pessoas, e também um tipo de isolamento, vendo que os outros se divertem sem eu também poder partilhar desse momento.
Você pode pensar que todos têm momentos em que se sentem mal, mas parece que quando eu tenho alguma dessas sensações, que graças a Deus não são frequentes, elas são mais profundas, vêm e me derrubam, diferente de um simples nervosismo ou de uma preocupação.
Não sei se é normal todos terem esses sentimentos ruins e sou eu que não tenho capacidade suficiente de perceber isso, ou talvez eu seja um caso especial que está afundando dentro de si mesmo. Espero descobrir logo...

Agora vou falar das coisas boas, que às vezes eu também não consigo explicar como acontecem. Esses momentos eu tenho prazer em desfrutar. Na maioria das vezes acontecem quando eu estou com o Lucas ou com o Bruno, ou então acontecem de uma hora para outra, ou os dois, sendo igualmente diferentes de um "simples" momento de alegria.
São nesses momentos em que eu realmente me divirto e são eles que me mostram mais um pouco do real valor da vida.
Tenho certeza de duas coisas: ou eu vou ter que estudar muito para entender o que sinto ou vou ter que consultar um psicólogo quando ficar mais velho, para poder me tratar.

O bom é que nas duas situações em vou aprender alguma coisa, pena que a segunda indique que eu estou me tornando um alienado.





Eu, Álison

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Yin Yang

Uma das coisas que mais me intriga quando eu estudo as pessoas que mudaram a história é a incrível capacidade que elas tinham em certas áreas onde atuavam, mas também me chamou a atenção a dificuldade que tinham em lidar com determinados assuntos.

Um bom exemplo é o gênio inglês Sir Isaac Newton, que nasceu em 1642 e morreu em 1727. Considerado o criador da Física Clássica e o maior físico que já existiu, criou o mais importante de todos os livros sobre Física, que tem como centro a Lei da Gravidade e as famosas três Leis de Newton. Além disso, também estudou Astronomia, Teologia, Filosofia e Alquimia.

Apesar de toda a genialidade e maestria que tinha com as ciências que estudava, Newton não era uma pessoa agradável. A primeira vez que ouvi isso não entendi. Como uma pessoa tão inteligente poderia ser desagradável. Mas é verdade, Newton era orgulhoso, solitário, vingativo e não gostava de receber críticas, principalmente de outros cientistas.

Comecei a perceber que esse desequilíbrio entre o lado bom e ruim dessas pessoas diferentes era comum e fiquei curioso em saber por quê.

Comecei a pesquisar e procurar algum motivo que pudesse explicar como grandes pessoas não conseguiam viver uma vida normal, até que descobri as Inteligências Múltiplas. Existem nove tipos de inteligências que compõe o método com que os humanos pensam e vivem.

Agora vou apresentar minha explicação de como a mente dessas pessoas tão diferentes funciona, mas antes vou listar os nove tipos de inteligências e um exemplo de cada uma, para facilitar seu entendimento.

1 - Lógico-matemática (Carl Friedrich Gauss)
2 - Linguística (Dante Alighieri)
3 - Musical (Mozart)
4 - Espacial (Michelangelo)
5 - Corpo-cinestésica (Zinedine Zidane)
6 - Intrapessoal (Sigmund Freud)
7 - Interpessoal (Mahatma Gandhi)
8 - Naturalista (Charles Darwin)
9 - Existencial (Budha)

As pessoas normais têm essas nove inteligências equilibradas e por isso vivem normalmente sem dificuldades ou facilidades, tendo uma vida cognitivamente neutra. Nas pessoas muito diferentes, há um desequilibrio entre essas inteligências. Usando o mesmo exemplo, Isaac Newton poderia ter suas inteligências Lógico-matemática e Existencial muito mais desenvolvidas, então as outras precisariam diminuir para compensar e manter o equilíbrio certo. Isso explicaria porque ele tinha um comportamento "errado". Ele teria, por exemplo, a inteligência Interpessoal "baixa", causando assim desavenças por causa de seu comportamento.

Sendo assim, não se preocupe se você tiver um defeito, por pior que ele possa parecer, porque você com certeza terá facilidade em alguma coisa que você costuma fazer, seja o que for, e assim poderá exercer um papel incrível para a humanidade, ensinando algo de bom para quem está ao seu redor.



Afinal, todo gênio que é gênio, tem que ser meio louco.





Eu, Álison

Valeu

Sempre me despedi dos meus amigos, que aliás são só dois, e dos meus colegas com um simples "valeu", que na maioria das vezes não tinha sentido nenhum (salvo em situações especiais, que na maioria das vezes tinham alguma ligação com o Bruno ou com o Lucas), simbolizando apenas uma despedida comum.

Com o tempo passei a dar mais valor aos momentos que tinha com as pessoas que estavam ao meu redor (apesar de temer ter dado essa importância tarde demais), então comecei a dizer esse mesmo "valeu" com um sentido de gratidão mais verdadeiro do que antes. A primeira pessoa com que eu comecei a  ter esse costume de falar "valeu" com um sentido sério foi o Bruno, porque achei que quando me despedia dele, não deveria significar um afastamento, mas um momento em que eu agradecia de verdade por ter estado com ele.

Como estou em constante evolução, mudando meu jeito de ser em determinados sentidos, de certo tempo para cá, comecei a me despedir dizendo "Obrigado". Mas tenho que ser sincero, eu falo "Obrigado" para muitas pessoas, mas na grande maioria das vezes eu falo só por costume, porque são muito poucas as pessoas que eu realmente me preocupo o bastante ou dependo o suficiente para agradecer a sério por um momento que pude compartilhar, por algum favor ou coisa do tipo.

Não pense que eu quero ser mal educado, ou pense, eu não ligo, ou que eu não dou valor ao que os outros fazem em minha vida, só penso que determinadas pessoas merecem mais gratidão pelo que fazem do que outras.

E eu faço questão de deixar essa diferença entre os tipos de pessoas bem clara, já que hoje em dia, todo mundo é amigo de todo mundo, mas eu garanto que esses não sabem, nem nunca saberão o valor de um real amigo.


Ah, e se você não conhece o Bruno e o Lucas, os dois que eu citei acima, aconselho a conhecê-los, você vai se surpreender...



Eu, Álison

Frase

A incapacidade
Que o ser humano
Demonstra
Quando tenta

Compreender
A si mesmo
É maior
Do que

Qualquer
Universo paralelo
Que a

Física Quântica
Ainda vai
Descobrir...




Eu, Álison