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quinta-feira, 12 de julho de 2012

O resultado da volta

O rádio está ligado.
Não conheço a música que está tocando, mas não vou desligá-lo, pois tenho medo do que vou pensar se ficar em silêncio.

A Lua refletia na água.

As ruas estavam vazias.
Nenhum carro, nenhum ser.
Eu passava pelas casas ou as casas passavam por mim?
Não sei...

Já era madrugada.
O carro andava devagar.
Mas porque, se as ruas estavam vazias?
Eu diria a alguém que perguntasse que estou sendo cuidadoso na estrada para não precisar falar a verdade.
Eu não queria que aquilo acabasse.
Mesmo que minha visita tivesse sido rápida,
Mesmo que já tivesse entregado minhas palavras,
Mesmo que já tivesse eternizado aquele dia,
Mesmo que já tivesse ganhado um belo prêmio,
Mesmo que já tivesse visto, ouvido, andado, viajado, acompanhado,
Mesmo assim, não me agradava a ideia de chegar em casa.
Aquilo seria o ponto final em tudo que havia começado há algumas horas.
Mas o que posso fazer? Preciso ir para casa.
Está chegando a hora, mas só havia uma coisa: só havia silêncio.

A Lua refletia no vermelho.
A mesma Lua.
A mesma Lua que vai te acompanhar e te trazer a salvo para casa.
Acabou.
Estou em casa.

Fiz minha parte.
Acho que disse tudo que tinha para dizer.
Não sei quando vou escrever assim de novo. 
Nada mais precisa ser escrito. Está tudo feito.
Está tudo dito.




Eu, Álison

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A última maravilha

É sempre a mais espantosa e, se esta progressão continuar, não sei como isto irá acabar. Sou da opinião que nunca mais teremos ocasião semelhante.
- É evidente que não.




Eu, Álison

sábado, 28 de janeiro de 2012

Sensação estranha

A pouco tempo fui à praia, e como eu tenho sempre que fazer alguma coisa diferente (como se juntar pedras não fosse o bastante), eu resolvi ir ver o mar de noite (sozinho, porque assim é melhor), coisa que eu nunca tinha feito. Era tudo mais tranquilo, longe do movimento e da confusão que é durante o dia. Havia pessoas caminhando, calmas, sossegadas.
Logo antes de começar a areia tinhas uns bancos e eu resolvi sentar em um deles. Eu fiquei olhando o mar, as ondas. Havia poucas pessoas à beira mar. Nesse momento tive uma sensação que eu nunca tinha tido. Não me pergunte qual é que nem mesmo eu sei, mas foi bem interessante.
De dia, você olha a praia como um todo, mas como à noite não há movimento, você pode ver melhor os detalhes. Eu estava olhando as ondas e senti como se a intenção delas fosse atrair a atenção das pessoas. Durante o dia funciona, mas de noite as pessoas vão embora e abandonam as ondas. Não que eu esteja dando vida às ondas, mas é que parecia desnecessário que houvesse ondas à noite, se não tem ninguém para ver, mas elas continuavam lá, umas após a outra, indo sempre em direção à praia e depois voltando ao seu lugar de origem.
Se esse realmente fosse o motivo da existência das ondas, atrair as pessoas, acho que aliviei um pouco da solidão delas indo lá à noite. Para quem entrou na água para se despedir do mar antes de ir embora, até que essa ideia não é tão maluca.





Eu, Álison

sábado, 28 de maio de 2011

Viagem

Ir à casa do Lucas, que é um dos meus pilares, é sempre muito bom, ainda mais quando quem está indo comigo é o meu outro pilar, meu melhor amigo e anjo, o Bruno.

Em si, a ida na casa do Lucas não é o centro desse relato, o que de maneira alguma diminui sua importância, mas o que realmente valeu nessa viagem foi a volta para casa. Ah, esqueci de dizer, nós não fomos de carro, fomos de bicicleta.

Quando estávamos na casa do Lucas, quase na hora de voltar, começou a chover. Esperamos um pouco e voltamos com chuva mesmo. Logo após sairmos da casa do Lucas, encontramos algo que nos chamou atenção: um pé de goiaba!

E nós ali, de bicicleta, chovendo, fizemos o impensável: paramos para pegar as goiabas.

Essa é uma das minhas grandes aventuras e tenho certeza de que não haverá outra igual, principalmente porque teve a participação do Bruno e foi em um lugar impensável.

Depois que pegamos as goiabas, tivemos que sair correndo porque a chuva tinha aumentado. Paramos apenas em um restaurante que havia na beira da estrada, onde esperamos a chuva passar.

Após um tempo, a chuva diminuiu e pudemos enfim ir para casa. Cada um de nós chegou em sua casa molhado por causa da chuva, mas com certeza esse viagem valeu, valeu muito...






Eu, Álison