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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Queria saber uma coisa

- Depois de ganhar esse presente, se te perguntassem o nome do que você está sentindo, o que diria?
- Diria que ainda não há um nome para o que estou sentido.
- Certo, mas e se, ao invés de dizer o que está sentindo, tivesse de dizer algo sobre a pessoa que te deu o presente, o que diria?
- Eu diria que ainda não há um nome para o que ela é.
- Pelo menos posso ver o presente que essa pessoa te deu?
- Não.
- Mas por quê?
- Não é um presente visível. É um presente sensível.






Eu, Álison

sábado, 25 de janeiro de 2014

Mas eu não quero o presente

Vive, dizes, no presente;
Vive só no presente.
Mas eu não quero o presente,
quero a realidade;
Quero as coisas que existem,
não o tempo que as mede.

Fernando Pessoa







Eu, Álison

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Da tua presença

Quando você vai na festa de aniversário de alguém, você compra alguma coisa para dar para à pessoa, que é o que normalmente se faz. Eu já fiz isso várias vezes, inclusive. Mas quando eu me reúno com alguém, as pessoas que estão comigo me dão algo que está além das coisas. Além do material. Além dos presentes. Elas me dão as suas presenças. Algo que não pode ser comprado ou substituído. A única pessoa que pode me dar sua presença é a própria pessoa. Ela, e somente ela. Nada pode igualá-la, pois como ser único, somente ela carrega a essência da sua presença dentro de si. Além da presença, ela pode te dar algo que ela fez, pois se foi ela quem fez, só ela poderia te dar, porque quem fez foi ela. A lembrança é dela. Dela, e somente dela. Só aquela pessoa poderia te dar aquilo porque só aquela pessoa poderia fazer daquele jeito. Só ela poderia escrever o que te escreveu. Só ela poderia fazer o que te fez. Só ela. Única e exclusivamente ELA.
E no fim da festa, quando eu me despeço da pessoa, não me despeço do que ela trouxe, mas sim do que ela partilhou comigo durante aquele tempo em que passamos juntos. Daquilo que somente ela poderia me dar. Da coisa mais nobre e importante que ela poderia trazer consigo. Me despeço Dela e do tudo que ela significa.


Hoje é meu aniversário, e alguns dias atrás decidi convidar algumas pessoas, umas poucas apenas, para se reunirem comigo ontem à noite para comermos alguma coisa juntos. Em um dia entre a data em que fiz o convite e ontem, eu falei com uma dessas pessoas que havia convidado e ela me perguntou: Álison, o que tu quer ganhar de aniversário? Do que tu está precisando?". Daí eu respondi para ela: "Eu preciso da tua presença". Pois ontem à noite, junto das outras pessoas que haviam convidado, estava ela, com a sua presença, esperando para me dar um abraço.
Sete presenças em uma mesa, fazendo o que nasceram para fazer. Rir
Muito Obrigado.





Eu, Álison

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Embora não sem dor

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!".







Eu, Álison

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

É mesmo só uma lembrança?

Não despreze o valor de um presente só porque é uma lembrança. A última pessoa que recebeu uma lembrança minha leu o que eu escrevi chorando.






Eu, Álison

sábado, 1 de dezembro de 2012

As coisas mudaram

Antes o que fazia uma roupa importante era o fato de você estar vestindo essa roupa. Ela só adquiria importância quando você a estava usando. Você era o motivo da roupa ser importante. Hoje é o contrário. Você se considera importante por estar usando determinada roupa. Você provavelmente acha que comprar uma roupa vai te fazer melhor porque não consegue ser uma pessoa melhor sozinho, então depende de fatores externos para atingir essa posição.

Hoje também se tem uma variedade de tipos de comidas muito grande, mas o interessante é o que as pessoas comem e a maneira como comem. Você vai a uma lancheria e faz seu pedido. Como resposta, você recebe um saco com comida. Um tempo atrás, quem ganhava comida em um saco era cachorro, e hoje estão todos felizes sendo alimentados como animais, sem dar a mínima importância a isso. E eu nem vou falar que as pessoas só comem porcarias porque é desnecessário. Depois que você recebe seu saco com comida, você abre e come com a mão. Você desde sempre foi ensinado a não comer com as mãos, mas agora parece que isso já não faz mais diferença. As crianças, para passar o tempo, ficam brincando com a comida. Você pensa que isso é “coisa de criança”, mas você também foi ensinado a não desperdiçar comida em um mundo em que a fome está constantemente presente na vida das pessoas. Isso é totalmente contra o bom senso, mas você não faz nada a respeito para que o desperdício diminua. 

Outro ponto interessante são os “vales”. Vale CD, vale sapato ou qualquer outro vale. A desculpa das pessoas é que assim a pessoa pode escolher ela própria seu presente, mas na verdade, você não sabe o que dar de presente, então dá qualquer coisa, porque dar um “vale disso” ou um “vale daquilo” é a mesmo que dar um presente qualquer, já que não foi você que escolheu. Pois para você dar um presente você tem que conhecer a pessoa, e ninguém quer se dar ao trabalho de conhecer alguém, já que elas não ganham nada com isso, e o importante é tirar vantagem.





Eu, Álison

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Um dia de Outubro

Não importa sua idade, você sempre vai querer presente no Dias das Crianças.


Na infância bastava o Sol lá fora e o resto se resolvia.




Eu, Álison

sábado, 21 de julho de 2012

Bela vida a minha


 
Eu tento fazer por merecer, mas acho que recebo mais do que mereço na minha vida.





Eu, Álison

segunda-feira, 16 de julho de 2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O resultado da volta

O rádio está ligado.
Não conheço a música que está tocando, mas não vou desligá-lo, pois tenho medo do que vou pensar se ficar em silêncio.

A Lua refletia na água.

As ruas estavam vazias.
Nenhum carro, nenhum ser.
Eu passava pelas casas ou as casas passavam por mim?
Não sei...

Já era madrugada.
O carro andava devagar.
Mas porque, se as ruas estavam vazias?
Eu diria a alguém que perguntasse que estou sendo cuidadoso na estrada para não precisar falar a verdade.
Eu não queria que aquilo acabasse.
Mesmo que minha visita tivesse sido rápida,
Mesmo que já tivesse entregado minhas palavras,
Mesmo que já tivesse eternizado aquele dia,
Mesmo que já tivesse ganhado um belo prêmio,
Mesmo que já tivesse visto, ouvido, andado, viajado, acompanhado,
Mesmo assim, não me agradava a ideia de chegar em casa.
Aquilo seria o ponto final em tudo que havia começado há algumas horas.
Mas o que posso fazer? Preciso ir para casa.
Está chegando a hora, mas só havia uma coisa: só havia silêncio.

A Lua refletia no vermelho.
A mesma Lua.
A mesma Lua que vai te acompanhar e te trazer a salvo para casa.
Acabou.
Estou em casa.

Fiz minha parte.
Acho que disse tudo que tinha para dizer.
Não sei quando vou escrever assim de novo. 
Nada mais precisa ser escrito. Está tudo feito.
Está tudo dito.




Eu, Álison

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Lágrimas ao ler

Consegui algo que a muito buscava e que, para mim, significa bem mais do que simplesmente saber escrever. Mais do que um elogio, mais do que um agradecimento. Foi algo especial.

Suas lágrimas são minha maior recompensa e vou me orgulhar delas por toda a minha vida.

  




Eu, Álison

segunda-feira, 9 de julho de 2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ganho um presente cada vez que te vejo

- Quantos presentes eu já te dei Álison?
- Materialmente falando?
- Isso.
- Alguns. Mas emocionalmente... 


Todos os possíveis.




Eu, Álison


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Futuro incerto



Porque quando eu tiver essa idade, eu vou estar consideravelmente mais louco do que agora.





Eu, Álison

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sei que é de coração

Às vezes, quando alguém te diz que vai te dar um presente, você acha que vai ganhar um baú cheio de ouro.




Mas talvez o ouro não esteja em um baú. Talvez ele esteja dentro da pessoa que te deu o presente.





Eu, Álison

terça-feira, 12 de junho de 2012

Autonomia, psicologicamente falando

"Em uma troca espontânea de valores, o indivíduo age (presta um serviço ou faz um favor para o outro) tendo por fim o seu sucesso (ser reconhecido, ser valorizado). Nesse caso, a satisfação do outro é apenas um meio para atingir esse fim. Pelo contrário, a ação moral caracteriza-se pela satisfação indefinida de outrem. Indefinida, porque o esforço do indivíduo para satisfazer o outro não é determinado pelo próprio interesse (sucesso, reconhecimento etc.), mas sim pelas possibilidades de satisfazer o outro, isto é, a satisfação do outro deixa de ser um meio e torna-se um fim. Por outro lado, o indivíduo-alvo dessa ação, aquele que recebe o serviço, o favor etc., não a julga em função de sua satisfação pessoal: o resultado obtido não é valorizado segundo a sua escala de valores, mas segundo a intenção do sujeito que age."


 É o que eu penso, só que escrito da forma correta.




Eu, Álison

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Cobrar

Definitivamente não posso cobrar meus amigos pelo que dou a eles.

Pode parecer fácil, eu só precisaria cobrar os presentes, a comida e a bebida que eu paguei para eles, todo o dinheiro que, de uma forma ou outra, eu gastei, somar e chegar a um resultado para cobrar. Até aí nada de mais.
Mas e se eles falassem: Então nós também vamos cobrar tudo que nós já te demos.
Como eu iria pagar a dor na barriga de tanto rir, como iria pagar tudo o que eu aprendi com eles, como iria pagar as surpresas, a amizade, a companhia, o carinho, a bondade, os favores, os presentes, a ternura. Como iria pagar as discussões, os esclarecimentos, as conversas, a alegria, as lições de vida, as inspirações, os sonhos que eu tive com eles e todos os momentos bons? Como?

A não ser que algum de vocês saiba o preço disso.
Porque eu não sei.






Eu, Álison

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Paz interior

O conceito que as pessoas construíram de paz interior é algo meio difícil de alcançar, ou de se chegar.

Você pode perceber sua paz interior própria e também a paz interior de quem está ao seu redor. Com relação à paz interior própria, não sei se posso afirmar que já a senti ou já a tive, mas acredito que o mais próximo de paz que eu já cheguei foi fazendo algo de bom a alguém, mesmo sendo algo bem simples.
E no sentido de paz em relação aos outros, não posso dizer ao certo, já que não sei ler as pessoas a ponto de perceber isso, mas posso dizer que em um momento pude ver pessoas bem próximas dessa paz. E esse momento é quando alguém está dormindo, independente de quem for e de onde for, mesmo que seja pela televisão, não importa. Quando você vê alguém dormindo, independente da pessoa, ela está em paz. Todos os problemas dela somem e ela está livre para descansar e dar a sua consciência alguns momentos de descanso. De tranquilidade. E se você puder perceber essa paz, vai ver como ela é e o que ela faz com quem a possui.
Preste atenção.






Eu, Álison