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sábado, 17 de agosto de 2013

Por que diabos você me atormenta assim?

- Para, meu coração, para diante dessa notícia. Se Romeu está morto, que caia sobre mim o peso de toda a terra.


- Oh, santo padre! Me diga onde Romeu está. Que fim ele levou?
- Está ali, jogado no chão, afogado nas próprias lágrimas.
- Meu bom frei, por favor, me dê algo conselho, porque, do jeito que as coisas estão, só vai me restar cravar um punhal o peito e acabar com todo este horror. Eu já não tenho esperança, nem remédio, nem consolo nenhum. 
- Escute, minha cara Julieta. Por forças maiores, tudo deu errado, para nossa tristeza. Agora você está imersa no meio da morte e precisa sair daí. Venha comigo. Seu marido está morto, e Páris também.







Eu, Álison

sábado, 20 de julho de 2013

Romeu disse:

- Você acha mesmo que o amor é uma coisa agradável, Mercúcio? O amor é duro e brutal. Fere como espinho.







Eu, Álison

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Incontrolável

"Então deveis falar de alguém que amou, não sabiamente, mas em demasia". - Otelo, Ato 5, Cena 2, linhas 343 e 344.







Eu, Álison

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Os teus dons



"E, mesmo vendo com olhos de adivinho,
Não tinham talento suficiente para cantar os teus dons..."






Eu, Álison

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Ninguém consegue

‎"Não é que você seja diferente, mas é que ninguém consegue ser igual a você" - William Shakespeare






Eu, Álison

domingo, 29 de julho de 2012

J. Sibelius

Manifestou-se-lhe cedo, embora não precocemente, o talento musical.
Nem bem eram decorridos dois anos quando, sem nenhum treino metódico, começou ele a expressar-se numa linguagem musical própria. Rejeitando a influência dos clássicos, entrou a formar um novo idioma, uma interpretação individual das nórdicas paisagens com a espuma dos mares, as suas florestas e as suas montanhas. De tal arte se absorvia Sibelius na música e nos sonhos que prestava pouquíssima atenção às aulas do colégio.
No refúgio do seu quarto, contudo, compunha a seu belo prazer, utilizando-se do estilo e dos métodos próprios.
“Eu não podia resistir à impressão de ser um escavador desenterrar esqueletos do passado”. Sibelius estava destinado a tornar-se um dos grandes paradoxos da música moderna.
O seu amor à natureza – ou para expressá-lo em seu sentido mais lato, o seu amor à vida – era nele uma religião. A música é apenas um dos espelhos que refletem a vida.
O compositor cometeu toda a sua vida espiritual ao julgamento da própria alma. Não se deixava influenciar pelos valores convencionais alheios, especialmente pelos dos críticos profissionais que se propunham a estimar o infinito da arte através do finito dos seus óculos.
As suas lutas era mentais e não materiais. “Dir-se-ia um pensamento nascido debaixo de um céu enfarruscado forcejando, lentamente, por alcançar regiões mais puras”.
Quando alguém proclamava, aos berros, seu amor a outrem, não faz outra coisa senão por em praça seu amor a si mesmo. Sibelius não acreditava na demonstração vulgar de emoção. A harmonia do controle é tão necessária nos tons da orquestra como nos sentimentos do coração humano.
Existe amiúde um grande abismo – diz Sibelius – entre os temas ideais que atravessam o cérebro do compositor e os sons audíveis que chegam aos ouvidos dos frequentadores de concertos em sua forma final. “Há na música, como na vida, toda a sorte de obstáculos à expressão efetiva das nossas ideias”.
Nunca foi a melancolia da vida mais sincera ou mais graficamente expressada. Ninguém mais, entretanto, teria sido capaz de entendê-la, pois trata-se de uma expressão pessoal profunda e única pertencente a um mundo próprio – um mundo que nenhuma outra composição musical pôde jamais penetrar. É a casta criação de um gênio austero e retrata a força inquieta de um destino esmagador.
Principiara a vacilar a fé que possuíam muitos homens voltados para as coisas do espírito. Sibelius já atingira em sua música as profundezas do pessimismo. Mesmo antes da guerra impressionara-o profundamente o espetáculo da desumanidade do homem em relação ao homem.
Sibelius encerrou sua série de sinfonias no número mágico – sete. E nessas sete sinfonias demonstrou uma versatilidade somente igualada por Beethoven.
Como no caso de Beethoven e Shakespeare, surpreendemo-nos a fazer a seguinte pergunta: “Pode um espírito humano abranger tamanha diversidade de pensamento?”.
“Ninguém suponha que a composição se torna mais fácil com o passar dos anos quando o compositor leva a sério sua arte. Quanto mais velho o artista, maiores as exigências que faz a si mesmo... A gente vive a topar com problemas novos”.




Eu, Álison

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mais um dilema

Estou eu uma situação mais ou menos complicada.
Em uma obra, Shakespeare diz: "[...] Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos".

E existe um ditado assim: "Só nos despedimos das pessoas que não vamos ver nunca mais".

Agora, se eu me despeço de alguém que eu gosto, parece que eu estou deixando subentendido que não vou mais ver a pessoa em questão, apesar de ter quase certeza de que vou reencontrá-la em breve (quase sempre).
Agora, se eu não me despeço de alguém que eu gosto e por um motivo ou outro (tenho que considerar todas as possibilidades) eu não veja essa pessoa novamente, não tive a chance de me despedir de maneira formal e definitiva.

Isso é complicado... Muito complicado. E vocês não imaginam como...





Eu, Álison

quarta-feira, 2 de maio de 2012

domingo, 29 de janeiro de 2012

Só um favor

Baseado em uma história real:

A minha mãe me pediu um favor: ir à casa de uma senhora pegar uma coisa que ela tinha esquecido dia anterior. Era um favor de verdade (já que não receberia nada material em troca), e não isso que as pessoas fazem para poder cobrar outro "favor" depois. Pois fui eu, na casa da senhora buscar a tal coisa, achando que não ganharia nada em troca, além somente de paz na consciência. Pois eu digo a vocês: antes de eu chegar em casa de volta da casa dessa senhora, eu já tinha recebido minha recompensa. Prefiro não dizer o que é porque é relativo: o que é uma recompensa para mim pode não ser para você. Mas garanto que foi uma coisa muito boa. A ideia é essa: quando você não espera nada, a vida coloca na sua frente algo imprescindível. Isso que deixa a vida interessante, isso que te faz querer viver mais para ver o que mais a vida pode te dar.
Por isso eu digo: "Existem mais coisas entre o céu e a Terra do que sonha a nossa vã Filosofia". O plágio mais idiota do mundo. Óbvio que não foi eu que disse isso, foi o Shakespeare. Mas é isso mesmo, sempre haverá algo a se descobrir, e sempre haverá algo que precisará ser descoberto.




Eu, Álison

sábado, 28 de janeiro de 2012

Santa Ignorância

Eu percebo que muitas pessoas colocam frases de pessoas famosas em perfis de Orkut, subnick de MSN, Facebook e por aí vai. Mas o que me deixa revoltado é que a grande maioria das pessoas que fazem isso não conhecem o dono da frase nem sabem o que ela significa. Por exemplo, alguém coloca uma frase do Shakespeare, tipo "ser ou não ser, eis a questão". Mas a pessoa não sabe quem foi Shakespeare, o que ele fazia, em que país nasceu, nem que essa frase não foi dita por dele, mas que está escrita num livro seu.

Antes de querer aparecer mostrando essas frases de efeito, faça o favor de conhecer um pouco do que você está escrevendo para não acabar colocando qualquer coisa sem sentido e terminar passando vergonha por querer parecer culto ou esperto.





Eu, Álison

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Soneto 47

Estás, mesmo distante, sempre comigo;
Pois não corres mais que meus pensamentos,
E estou sempre com eles, e eles, contigo;
Ou, se adormecem, a tua imagem à minha frente
Desperta meu amor para a alegria dos olhos e do coração.

Fragmento do soneto 47, de um cara... Um tal de Shakespeare...




Eu, Álison

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Você diz...

"Você diz que ama a chuva, mas abre seu guarda-chuva quando chove;
Você diz que ama o Sol, mas você procura um ponto de sombra quando o Sol brilha;
Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra;
É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama."

William Shakespeare



Hoje em dia tem tanta idiotice por aí que, para citar uma pessoa que pensa, eu tenho que falar de alguém que viveu a séculos atrás. É foda.







Eu, Álison