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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Como eu te vejo

Você, com seu jeito único, me viu, diferentemente das outras vezes, em que eu fazia o papel de quem olha. Você me viu, mas eu não te vi. E o que eu queria saber era se, quando você me mirou, viu-me de que jeito? Viu-me com tudo o que escondo? Viu-me como que num espelho? Ou você conseguiu ir além de mim e ver-me como eu te vejo?








Eu, Álison

sexta-feira, 29 de março de 2013

Ninguém sabe

Ele tinha pouquíssimas relações sociais e baixa empatia. Era desconfiado, paranoico, cruel e sádico, mas tinha uma enorme capacidade de hiperfoco.
Ele se torna mais brilhante, e ainda mais solitário. Newton trabalha obsessivamente. É recluso e escreve grande quantidade de material que ninguém vê. Este é o conhecimento que ele está desenvolvendo para si próprio.
Ele é muito obsessivo sobre seu trabalho e fora dele poucas coisas atraem seu interesse.
Com exceção de duas ou três pessoas durante a vida de Newton, ninguém sabe o que ele pensa e no que ele acredita. 
Ele escrevia palavras sem sessar. Estas não são páginas de uma obra, mas, com frequência, milhares de palavras que ele escrevia do nada. Creio haver muitas provas independentes de que Newton chegou a seu próprio limite continuamente e que tinha um comportamento confuso, sendo capaz de se concentrar profundamente e ficar obcecado por alguma coisa que estivesse fazendo.
Ele é uma figura grandemente contraditória e isso é muito comum em gênios.
Newton é agora uma figura a mais de sua época e entender como ele via o mundo e como sua ciência emergiu é o modo mais interessante de contemplá-lo.





Eu, Álison

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mas não com você

Não sei, acho que é difícil prever o que você vai fazer.
Geralmente sou muito bom com deduções... Mas não com você.

 
Ele disse que você era obcecado por enigmas, mas ela é o maior enigma que você vai encontrar. 





Eu, Álison

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Incontrolável

"Então deveis falar de alguém que amou, não sabiamente, mas em demasia". - Otelo, Ato 5, Cena 2, linhas 343 e 344.







Eu, Álison

sábado, 19 de janeiro de 2013

Mais uma vez... O perfume

O Acaso e a Sorte precisariam ser entidades muito benévolas para que fossem responsabilizadas por todas essas coisas boas que acontecem e que a gente não sabe explicar.







Eu, Álison

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Um grande e permanente sofrimento

Tem pensamentos que incomodam e dos quais gostaria de se livrar, mas não consegue?
Os sintomas envolvem alterações do comportamento, do pensamento e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão).
Obsessões são pensamentos, ideias, imagens, palavras, frases, números ou impulsos que invadem a consciência de forma repetitiva e persistente. Sentidas como estranhas ou impróprias, geralmente são acompanhadas de medo, angústia, culpa ou desprazer.
O indivíduo obsessivo, mesmo esforçando-se, não consegue afastá-las ou suprimi-las do seu pensamento. Apesar de serem consideradas absurdas ou ilógicas, as obsessões causam sofrimento e levam a pessoa a fazer algo ou a evitar fazê-lo para se livrar do medo.
Todos os seres humanos tem uma parte da sua personalidade mais obsessiva, mas a diferença entre isso ser normal e patológico está no fato da patologia ser causadora de sofrimento.





Eu, Álison

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Não sabia nem seu nome

Ele não sabia se era um paranoico obsessivo ou um obsessivo paranoico, mas a obsessão e a paranoia o guiavam o tempo todo.
Ela não sabia nem seu nome, mas isso não importava. Ele não se contentava em passar horas esperando para vê-la, esperando que seu coração disparasse, que sua barriga gelasse, que seu queixo caísse, que suas mãos suassem; ele precisava de mais. A seguia por todos os lados, onde quer que a visse. Descobriu onde era sua casa, quem era sua família, quem eram seus amigos. Descobriu com quem estudava, onde sua mãe trabalhava, que carro seu pai tinha. Descobriu o nome dos seus irmãos, o número da sua casa, a dia do aniversário.
Ele andava à noite esperando encontrá-la, e quando a encontrava, mal podia respirar. Escrevia sobre ela, pensava sobre ela, falava sobre ela. Olhava tudo. Sua roupa, seu cabelo. Ele já reconhecia seu jeito de andar, mesmo de longe, e nesse momento seu coração ganhava vida. Toda a sua atenção recaía sobre ela e sobre o que ela o fazia sentir.
Descobriu seu nome. Ela estava no topo. Seu dia não tinha sentido quando ele não a via. Ela o fazia viver, mesmo sem saber disso, e ele vivia por ela. Sua vida se resumia nos momentos em que aguardava vê-la.
Mas não era culpa dele. Era culpa daqueles olhos... Ele sabia tanta coisa sobre ela e ela não sabia nem seu nome. Nem sabia quantas coisas tinham em comum.
Até hoje não sabe.
E possivelmente nunca vai saber.


Mas não podemos esquecer daquela outra menina. Aquela que sabia tanta coisa sobre ele e que ele não sabia nem o nome, pois estava preocupado demais com a dona daqueles olhos. Essa outra menina sabia seu nome, mas ele... Não, e possivelmente nunca vai saber.




Eu, Álison

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Esse é Newton

Será possível enxergarmos a importância do legado científico de Newton? Certamente não; pois é consenso geral que, das obras que são parte da história intelectual da humanidade, pouquíssimas deixaram uma marca tão profunda quanto a de Newton.

O gênio de Newton não conhecia fronteiras. Seu apetite pelo saber transcendia o estudo do que hoje chamamos de ciência. Talvez ele tenha devotado mais tempo aos seus estudos em Alquimia e Teologia, investigando detalhadamente questões que incluíam desde a transmutação dos elementos até a cronologia de episódios bíblicos e a natureza da Santíssima Trindade.
A história desse “rapaz pensador, sombrio e silencioso” começa no dia de Natal de 1642, no solar de Woolsthorpe, em Lincolnshire.
O fraco Isaac nasceu sem pai e estava prestes a perder também sua mãe. A partida da mãe deixou um vazio emocional que iria perseguir Newton pelo resto de sua vida. Sua frustração emocional ficaria para sempre trancafiada em seu interior, sua energia sobre-humana dedicada a uma furiosa e obsessiva devoção ao seu trabalho criativo.
Apesar de eu não ter a pretensão de compreender os segredos da mente de Newton, é certo que sua frustração e sua raiva irão influenciá-lo profundamente por toda a vida. Ele tornou-se um homem amargo e torturado, desconfiado de tudo e todos, sempre à beira de uma crise nervosa.
Quando Newton trabalhava num problema, o mundo à sua volta deixava de existir. Sua concentração era tamanha que até se esquecia de comer, beber ou dormir, apenas cedendo aos gritos de desespero de seu corpo com muita relutância. Ele apenas trabalhava. Enquanto a maioria dos cientistas consegue focar sua atenção num problema por apenas alguns instantes, Newton o fazia por horas ou até dias sem interrupção. Dotado de um incrível poder de concentração, uma intuição genial, uma devoção obsessiva e uma enorme habilidade matemática, ele tinha todos os ingredientes necessários para garantir seu sucesso como cientista; porém ele tinha ainda muito mais do que apenas os ingredientes necessários.
Ele era um individuo multidimensional, que tentou entender o mundo ao seu redor através de vários caminhos.
[...] Durante esses dois anos, o gênio de Newton explodiu com uma intensidade quase sobre-humana. Mas a originalidade e a enorme quantidade de ideias que brotaram de sua mente em tão curto período de tempo é realmente incrível. 

Trechos de "A Dança do Universo", de Marcelo Gleiser.




Eu, Álison

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O número tinha ido atrás de mim

Eu estava certo. Ela estava em perigo. Só não tinha percebido que o perigo era eu.
Você não pode... Ninguém pode.
Eu devia ter percebido a verdade.


O tempo é só um sistema de contagem. Números com significados ligados a ele. Não é...?




Eu, Álison

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Os sensíveis que não olhem

Um episódio maníaco, um episódio depressivo, um episódio maníaco, um episódio depressivo, e assim sucessivamente até a pessoa se matar...


E antes que perguntem, não, eu não vou me matar.




Eu, Álison

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Como um espelho



O sonho é o reflexo de uma vida.


E uma vida é o reflexo de uma mente obsessiva e perturbada.





Eu, Álison

terça-feira, 8 de maio de 2012

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Experiência própria



"A paixão pode ser entendida como
um sedativo, que suscita
um prazer admirativo
pelos detalhes
da pessoa
amada".









Eu, Álison