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quinta-feira, 25 de julho de 2013

sábado, 20 de julho de 2013

sábado, 13 de julho de 2013

Minha vida se resume a três versos

Ó, vós, na possessão de tão robustos intelectos
Observai os ensinamentos que se escondem
Sob o véu destes estranhos versos.

Dante Alighieri, A Divina Comédia, canto IX, versos 61, 62 e 63.








Eu, Álison

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Louis Agassiz


Que os outros estudantes desperdiçassem o tempo em prazeres. Ele seguiria o seu caminho.
Para Agassiz, a perda de seu grande colega e amigo foi um golpe tremendo. Onde encontraria agora o estímulo para continuar as pesquisas?
Passaram-se varias semanas sem que lhe chegasse uma única palavra de Humboldt ou do editor – semanas de fome, privações, desespero. E então Agassiz recebeu por fim uma resposta – uma carta diferente de tudo o que esperara.
Agassiz não restringia sua intensa atividade ao ensino e aos estudos. Era grande amigo das crianças, e essas o acompanhavam no grande amor à natureza. Não acreditava nas ilustrações das belezas da natureza que encontrava nos livros didáticos. A sua ciência era uma ciência viva, pronta para se desdobrar aos olhos de todos.
“Este homem” exclamou dos espectadores assombrados, “desvendou os próprios planos de Deus, como por milagre!”.
Um corpo de moço tão modesto para uma cabeça de velho sábio!
E o rei dos cientistas escreveu-lhe, com a mão trêmula da idade, uma carta de despedida. “Seja feliz em sua nova empresa, e reserve-me o primeiro lugar em seu coração. Quando voltar, já não estarei aqui”.
No Velho Mundo, um homem de dotes excepcionais passa a vida entregue a estudos solitários enquanto a seu lado milhares de seus semelhantes vegetam na degradação.
Estou certo que há, não apenas uma conexão material, mas também e principalmente uma conexão intelectual nas coisas...
Quando lhe perguntaram qual lhe parecia a maior das suas realizações, respondeu: “A observação. Ensinei os homens a observar”. Olhar, olhar, olhar – essa era sua constante recomendação. Olhar era saber.
“A honra me lisonjeou ainda mais por ser tão inesperada”, escreveu a um amigo.
O espírito desse homem recusava-se a morrer. As areias de sua vida estavam quase esgotadas.
“Quero descansar”, dizia ele. “Estou fadigado; estou pronto para ir-me”.






Eu, Álison

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Charles Darwin

O ano de 1809 foi pródigo na sua chuva meteórica de gênios. Só nesse ano a humanidade recebeu no seu regaço uma abada inteira de grandes vultos – Darwin, Lincoln, Chopin, Mendelssohn, Poe.
Charles Darwin foi um menino dócil, meditativo e observador penetrante de tudo que o rodeava. Desde a primeira infância adquiriu o habito de observar as coisas por si mesmo.
Organizou um laboratório secreto no jardim da casa e deu de fazer experiências químicas e físicas.
E quanto às lições da matéria médica, achava-as “algo medonho de escutar-se”. Ademais o seu temperamento passivo não lhe permitia suportar as demonstrações cirúrgicas. Um dia, quando se realizava uma operação em uma criança, ele abandonou precipitadamente o anfiteatro. Nesse tempo ainda se operava sem anestesia, e os gritos da criança excruciada perseguiram-no por muitos anos.
Para ele o mundo inteiro era um grande ponto de interrogação. E possuía uma coisa preciosa, ainda maior que a paixão pela ciência – o amor aos seus semelhantes. O barbarismo da escravatura repugnava-lhe extremamente. A vida inteira, Charles Darwin conservou o coração aberto aos sofrimentos dos homens. E o seu coração sensível e olhos argutos estavam alojados num corpo débil.
A primeira impressão foi “um verdadeiro furacão de encanto e assombro”. Mas o seu gênio o levara a fazer uma grande descoberta e a honestidade não lhe permitiria descansar enquanto não desse a conhecer essa descoberta ao mundo.
“Que cada homem espere e creia o que puder”.
A vida de Darwin foi talvez e melhor prova da sua teoria da evolução. Sua capacidade para o amor parecia aumentar de ano em ano. Sentia-se atraído pelas pessoas, que por sua vez eram atraídas para ele. Quanto aos amigos íntimos, encontravam em seu caráter meigo uma “benção perpétua”. Pois a amizade, para Darwin, era a maior de todas as bênçãos concedidas à raça humana. “Falem-me de fama, honra, prazer, riqueza”, escreveu em uma de suas cartas; “tudo isso é pó, em comparação com o sentimento da amizade”.
Tocava-lhes as pétalas delicadamente, com o infinito amor de um sábio e a admiração ingênua de uma criança.
O senso de respeito – isto é, o hábito da consideração pelos sentimentos dos outros – era um traço predominante do caráter de Darwin.
“Darwin provou que Deus não existe, é verdade”, disse ela. “Mas Deus é tão bom que há de perdoá-lo”.






Eu, Álison

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

John Dalton

Os princípios da visão individual, por exemplo – essas estranhas leis que separam completamente uma personalidade da outra – impuseram-se-lhe de um modo singular.
Passara 27 anos da vida enxergando um mundo de certas cores, para descobrir por mero acaso que a vasta maioria dos homens via um mundo diferente.
À medida que iam correndo os anos e ele permanecia no “delicioso estado de solteiro”, os amigos começaram a perguntar-lhe se nunca pensara em tomar esposa. “Não tenho tempo”, respondia. “Ando com a cabeça muito cheia de triângulos, processos químicos e experiências elétricas para poder pensar nessas frioleiras”. Contudo ele não era inteiramente estranho ao amor. Travara conhecimento com a “mais formosa criatura de Manchester”. Julgara-se imune à influência da simples beleza de uma mulher. Mas agora não se tratava de uma mulher comum.
Os químicos da época pesquisavam em meio a uma noite de incertezas.
E assim, ele empreendia as suas giras de conferências com o coração alegre e um sorriso confiante. E de olhos abertos. Observava tudo com o prazer de uma criança para quem o mundo é novo. Gostava particularmente de observar as damas do auditório – as que “usavam o vestido estirado como um tambor”, e as que “o traziam enrolado no corpo como um lençol”. Mas acrescentava, “quase todas são encantadoras em qualquer vertido”.
Foi com satisfação que voltou a Manchester e a sua vida “relativamente obscura”.  No fim de contas, ele não era homem de sociedade.
No vasto mundo o seu vulto se engrandecia. O mundo, entretanto, não queria deixá-lo em paz.
Por fim se deixou atrair mais uma vez pelo mundo. E a tentadora foi à cidade de Paris. Ali conheceu dois dos mais famosos cientistas do seu tempo. Humboldt e Laplace. Os três cientistas discutiam os segredos dos céus ou as substâncias da terra. Voltando do seu triunfo em Paris, Dalton pôs de lado as recordações e recomeçou “a perpétua luta do espírito contra a poderosa fortaleza da ignorância”.
Todas as vidas passam com demasiada rapidez. Algumas anedotas, um ou dois momentos de jovialidade, uma revoada noturna de pesares e depois o fim. Seguia lentamente o seu caminho batendo com a bengala no chão, até o fim da rua, até a última e sombria esquina onde termina o futuro na metrópole anônima dos mortos.
"Quanto a mim, sou apenas a aparência vã de um homem". Sofreu um ataque de paralisia e restabeleceu-se parcialmente, votando aos fogos do laboratório. Mas o fogo da sua vida se extinguia lentamente.
E passou a noite e veio a manhã. Mas os olhos de Dalton continuavam fechados.




Eu, Álison

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Mas não veem

Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não veem.
Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram.
Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.

Salmos 115 : 5-7






Eu, Álison

Mútuo

O reconhecimento das virtudes de alguém independe da opinião. A pessoa pode pensar exatamente o oposto do que outra pensa, mas mesmo assim existe respeito entre ambas. Para pessoas especiais, o que mais importa não é o que se pensa, mas o fato de se conseguir pensar sobre as coisas do mundo. Se há concordância entre elas ou não, isso é um detalhe. Duas pessoas diferentes se reconhecem como tal e reconhecem também as qualidades que cada uma tem. O importante é ter autonomia mental para raciocinar. O resultado do raciocínio poderá levar a uma conclusão tida como consenso ou a uma conclusão a parte, mas o que vale é que ela chegou a algum lugar. Ela tornou-se uma pessoa diferente da qual era antes de começar a pensar.
Esse reconhecimento existe entre pessoas que pensam por si próprias. Uma admira a outra, pois sabe o quão importante é a capacidade de ver e entender o mundo. Elas podem discordar totalmente, mas isso não impede que uma se identifique com a outra, que uma veja a outra como um semelhante. Não impede que uma se espelhe na outra. Duas grandes pessoas que discordam não deixam de ser grandes pessoas por causa disso e podem admirar-se reciprocamente sem problema nenhum. Pelo contrário, tornar-se-ão mais especiais, pois irão reconhecer virtudes suas na outra pessoa, mesma que o resultado do uso dessas virtudes não seja similar.
Duas pessoas que observam o mundo de maneiras distintas são diferentes, pois suas percepções diferem, mas, ao mesmo tempo, são iguais, pois possuem a rara habilidade que é observar as pessoas e o ambiente onde vivem. Nisso não há contradição, mas similaridade. E esse aspecto em comum dá às duas pessoas a nobre capacidade de uma admirar a outra de maneira honesta e verdadeira, como poucos fazem.




Eu, Álison

domingo, 23 de setembro de 2012

Um pouco de Filosofia

Você já sentiu a solidão da incompreensão? Parece que você é a única pessoa do mundo a ver as coisas de uma determinada maneira; parece que só você pensa assim, só você é assim. É possível observar que, embora pareça que só você pense diferente, muitos de nós pensamos, sentimos, compreendemos, agimos e somos de maneiras radicalmente distintas do que é considerado “normal”, “comum”.
Se conseguíssemos ouvir mais os outros, observar sem julgar e sem querer convencer o outro de que estamos certos, e se conseguíssemos interlocutores com a mesma postura de escuta atenta, de disposição para pensar junto conosco, talvez percebêssemos que esse “ver, pensar e sentir diferente de todo mundo” é muito mais comum do que imaginamos. Consequentemente, a solidão de ser o único ser no universo a não partilhar um mundo ou um sistema pré-estabelecido seria minimizada.
Você já observou como as pessoas enxergam o mundo de modo tão singular? Já teve curiosidade em saber como as pessoas constroem suas visões de mundo? Por que pensam como pensam? São como são? Já observou isso em você mesmo?
A solidão de constatar nossa “inadequação” ao padrão instituído, ao “ser como todo mundo é”, pode, de um lado, nos entristecer, nos deprimir. Pode excluir, calar, isolar; pode provocar sofrimento e estagnação na tentativa de uma pseudo-adequação a um sistema ou opinião vigentes. De outro lado, pode ser exatamente essa solidão a nos levar a dizer algo em nosso próprio nome, a suscitar o surgimento de uma novidade radical, a propiciar um olhar para nosso modo de ser, nossas forças, fragilidades e medos, e, consequentemente, nos permitir a construção de formas de vida adequadas a nossas necessidades.
A solidão em questão é a solidão de quem pensa, sente, fala e vive por si mesmo, ainda que suas ideias contrariem a ordem estabelecida, a opinião vigente, o padrão instituído.
É comum encontrar pessoas que reivindiquem e ao mesmo tempo temam a liberdade, que busquem e não suportem conviver com a solidão. O estar só não é uma constatação fácil, mas também não é uma opção. Ainda que estejamos cercados por outras pessoas ou por uma verdadeira multidão; ainda que muitos pensem como nós sobre diversos aspectos; ainda que muitos jurem presença, companhia e partilha eternas; ainda assim estamos sós. Partilhamos alguns momentos, temos companhia às vezes, mas somos os únicos responsáveis por aquilo que fizemos de nós mesmos, pelas formas de vida que escolhemos construir e viver.
Você já se sentiu só diante de sua própria voz? Já se percebeu rejeitado, excluído, porque falava por si mesmo? O pensar diferente provoca, em muitas pessoas, a sensação de inadequação, o medo de enlouquecer, a vergonha por não ser como todo mundo é: a solidão.
Há certa confusão entre solidão e rejeição. Estar só é falar por si mesmo, é não ter diante de si, nem atrás de si, algo que lhe ampare, que lhe sustente; é não representar ou ser representado por algo. Rejeição é repulsa, desaprovação. Estar só não implica em rejeição e esta não leva necessariamente à solidão.
O que muitas vezes ocorre é o medo de ser rejeitado por dizer algo por si mesmo e desagradar o outro. Quando se diz algo por si, quando se compreende que a solidão implica em falar em próprio nome, em não se esconder atrás de uma instituição ou de uma coletividade, novos rumos se abrem. Expõe-se aquilo que se é, mostra-se em suas forças e fragilidades. E se o outro não gostar do que vê? E se não pensar como eu? E se eu não encontrar respaldo na opinião vigente? O medo que paira sobre a aceitação ou a rejeição de nossas ideias, muitas vezes nos cala.
Contudo, calar é também uma postura, uma postura que pode nos manter sós. Não um calar para nada dizer, um aquietar-se para ouvir o outro, mas um calar por medo de pensar diferente, por medo de um julgamento.
Seria a solidão um sentimento diante da ausência de outro, da ausência de vínculos? Seria ela uma ausência de si mesmo? Ou seria ela o assumir-se só diante da vida, o ato de falar por si mesmo, ainda que junto-com-o-outro, em postura atenta e radical? Se você é ou se sente só, como significa sua solidão? O que ela provoca em você?





Eu, Álison

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Empatia

Bom, o conceito de empatia é complicado, seria algo como conseguir se colocar no lugar do outro, sentindo o que ele sente e assim entendendo pelo que ele está passando. Isso não é uma tarefa das mais fáceis, já que você precisa ser sensível a algo externo a você.
Cada pessoa tem sua parcela de empatia, uns mais, outros menos, mas quanto maior for a parcela, melhor. O que diferencia os humanos dos animais é a capacidade de ter consciência de si. Se entender como indivíduo no mundo. E uma das coisas mais nobres que o ser humano pode sentir graças a essa consciência é o que chamamos de empatia. E isso faz toda a diferença. Você olha para uma pessoa e consegue internalizar a emoção que ela está sentindo. 
Nos momentos ruins, isso pode ser algo desagradável. Na verdade, desagradável demais. Sei por experiência própria. Você vê o sofrimento nas pessoas e não consegue impedir que ele entre dentro de você e te faça sofrer também. É automático. Te faz sentir na pele uma dor que não é sua. Isso pode parecer ruim... E realmente é, mas você pode tirar algo bom disso tudo. Você pode tomar consciência do sofrimento alheio e tentar fazer algo para reduzi-lo da forma que estiver ao seu alcance. 
Mas há algo muito bom na empatia: quando você vê alguém feliz. Você olha o sorriso no rosto da pessoa e isso te faz igualmente feliz, mesmo que não tenha nada a ver com você. Mesmo que seja um estranho ou um desconhecido. O sentimento é real com todas as pessoas. Se for com uma pessoa próxima, como um amigo, a sensação é melhor ainda. Você atinge um nível mais alto na escada da vida: consegue obter felicidade através da felicidade dos outros. Mesmo que você não ganhe nada com isso, sua mente registra esse momento como algo que te faz bem. Algo que alivia sua consciência e a deixa mais leve. A sensação é como... Paz ou plenitude. É fantástico. Você não diz uma palavra sequer, não move um músculo. Apenas observa a bondade se manifestando em você por meio do sorriso de seu par. 


Felicidade. Você só precisa de felicidade.





Eu, Álison

sábado, 1 de setembro de 2012

Com seus olhos que salvam

Quem tiver olhos para ver que veja. Ele está aqui, vendo todos nós com seus olhos que observam, com seus olhos que salvam, com seus olhos que amedrontam.



E faz parte dos seus planos fazer com que nem todos o vejam.





Eu, Álison

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

How they see



Meus olhos são a parte favorita de mim, não por como eles aparentam, mas por como ele veem.





Eu, Álison

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Há muito tempo

Você perguntou se eu sabia o que havia no seu coração. O que você sentia e como se sentia. Mas agora eu também lhe pergunto: 


 E você, vê o que há dentro do meu coração?


 

Eu, Álison

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Someone's watching us

Deep in the shadows of the moonlight
 
I am higher than the sky
I want to fly
Never felt so alive
So, show me how to play
and I'll surrender to you now
I don't know why
I wanna cry
I'm so happy that I could die
Show me how to play
and I'll stay right here with you
 
You are higher than the sky
You want to fly
Never felt so alive
He'll show you how to play
Make you surrender to him now
You don't know why
You wanna cry
You're so happy that you could die
He'll show you how to play
Make you stay right there with him
 
Alguém está nos observando, escondido nas sombras do luar. Estou mais alto do que o céu, eu quero voar, nunca me senti tão vivo. Então, mostre-me como jogar e vou me entregar a você agora. Não sei porque eu quero chorar, estou tão feliz que poderia morrer. Mostre-me como jogar e eu ficarei aqui com você.
Você está mais alto do que o céu, você quer voar, nunca se sentiu tão vivo. Ele vai te mostrar como jogar, faz você se render a ele agora. Você não sabe porque quer chorar, você está tão feliz que poderia morrer. Ele vai te mostrar como jogar, faz você ficar ali com ele.





Eu, Álison

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Você precisa saber o que olhar



 Porque se você ver as coisas como elas não são, você vai viver em um mundo que não existe.





Eu, Álison