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domingo, 23 de março de 2014

Desajustado



 Sua debilidade muscular, sua sensibilidade excessiva, que o tornam desajustado à ação, predestinam-no, em contrapartida, às funções intelectuais que, por sua vez, exigem órgãos adequados.






Eu, Álison

domingo, 8 de dezembro de 2013

Da Morte

Wilhelm Gwiner, outro dos raros amigos do filósofo, deixou uma descrição de Schopenhauer por meio da qual nos foi possível conhecer um pouco do caráter desse grande pensador. Disse Gwiner que "Jamais existiu um homem que tenha se sentido tão só como Schopenhauer. Um anacoreta é um ser sociável comparado a ele, pois o isolamento do primeiro se deve a motivos práticos, ao passo que para Schopenhauer o isolamento era resultado do conhecimento".

Se o que faz a morte nos parecer tão assustadora fosse a ideia do não-ser, então deveríamos experimentar o mesmo temor diante do tempo em que ainda não éramos. Pois é incontestável que o não-ser do depois da morte não pode ser diferente daquele anterior ao nascimento; ele não merece, portanto, ser mais lamentado. Toda uma infinidade de tempo fluiu quando ainda não éramos, mas isso não nos aflige de modo algum. Mas, ao contrário, o fato de que após o intermédio momentâneo de uma existência efêmera uma segunda infinidade de tempo deva se seguir, no qual não seremos mais, para nós parece uma dura e até mesmo intolerável condição. Deveria essa sede de existência, então, ter-se originado do fato de que nós a saboreamos e a achamos preferível a todos os outros bens? Com certeza, não; acima isso já foi explicado brevemente: a experiência feita poderia muito bem ter despertado em nós uma aspiração infinita pelo paraíso perdido do não-ser. Também uma esperança de uma imortalidade da alma vem sempre ligada à de um mundo melhor, prova de que nosso mundo presente não vale muita coisa.

Para todos os que, no curso de sua existência ou de seus esforços, deparam com obstáculos intransponíveis, para todos os que sofrem de doenças incuráveis ou desgostos inconsoláveis, existe um derradeiro refúgio, que muitas vezes se oferece por si mesmo: o retorno ao seio da natureza, de onde eles emergiram por um instante, atraídos pela esperança de condições mais favoráveis de existência do que as lá encontradas; eles tornam a pegar o mesmo caminho, que lhes permanece aberto.

Assim, à concepção puramente empírica, mas objetiva e imparcial, de uma tal ordem das coisas, deve-se seguir o pensamento de que essa disposição é apenas um fenômeno superficial, e que esses incessantes nascimentos e mortes de forma alguma concernem à raiz das coisas; eles não são mais que uma maneira de ser relativa, e que a existência íntima e sempre misteriosa de cada coisa, furtando-se por toda parte do nosso olhar, não é atingida, mas antes se mantém ao abrigo de todo nosso ataque.

Tolos são os que, carecendo de pensamento amplo,
Presumem que possa nascer o que nunca foi,
Ou que possa perecer e tornar-se nada no todo.
Ao sábio tal coisa nunca ocorrerá,
De que enquanto vivemos (isso que se designa vida),
Somente por certo tempo temos o bom e o ruim,
E de que, antes do nascimento e depois da morte, somos um nada.

 "Não pertenço a ninguém, e pertenço a todo mundo: vós lá estivestes antes de entrar, vós lá estareis ainda, quando de lá sairdes".

 Isso se confirma pela fato de que a maioria dos homens - e para falar a verdade, todos os homens mesmo - são feitos de tal modo que ele não podem ser felizes, em qualquer mundo em que sejam transportados. Pois, se nesse outro mundo fossem excluídas as necessidades e a fadiga, eles cairiam sob o peso do tédio, e se o tédio fosse evitado, recairiam na necessidade, tormentos e sofrimentos.

 Ora, após ter uma consciência individual acabado pela morte, seria então desejável que essa luz extinta fosse reacesa, para continuar a brilhar até o infinito? O conteúdo desse consciência não é, na sua maior parte, nada senão uma torrente de pensamentos mesquinhos, terrenos, miseráveis e de preocupações intermináveis: deixai-a em paz!

Daí se explica por que o nosso próprio ser é para nós, isto é, justamente para nosso intelecto, um verdadeiro enigma, e por que o indivíduo se vê como nascido de novo e perecível, embora sua essência verdadeira seja independente do tempo e, por conseguinte, eterna.






 Eu, Álison

sábado, 13 de julho de 2013

Minha vida se resume a três versos

Ó, vós, na possessão de tão robustos intelectos
Observai os ensinamentos que se escondem
Sob o véu destes estranhos versos.

Dante Alighieri, A Divina Comédia, canto IX, versos 61, 62 e 63.








Eu, Álison

domingo, 16 de junho de 2013

Nessa jornada

Porque ele parte nessa jornada solitária para descobrir a solução para o sofrimento e descobrir como se deve viver, o que é uma coisa infinitamente mais importante do que as posses mundanas ou a companhia daqueles que amamos.







Eu, Álison

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ser alguém maior

Se uma mulher quer ser bonita, ela pode usar maquiagem, comprar uma roupa cara ou fazer cirurgia plástica. Problema resolvido.
Se um cara quer ser forte, ele pode ir à academia ou fazer exercícios físicos. Problema resolvido.
Mas e se alguém quiser ser inteligente, quiser ser diferente das outras pessoas, o que ela faz? Ela precisa estudar a vida toda, ser esforçar a cada dia para se aproximar de seu objetivo. Ela não atingirá sua meta se passar estudando o mesmo período de tempo que quem quer ser forte passa na academia, nem pode disfarçar sua inteligência como quem usa maquiagem. Esse é um objetivo muito mais difícil do que ser bonito ou ser forte. Ele está acima dos desejos humanos, pois somente as grandes pessoas conseguem alcançá-lo.
Então você pode pensar: "Se ser inteligente é tão difícil, por que não tento ser outra coisa, por que não sonho algo mais simples?". O que posso dizer a respeito disso é que quanto mais difícil sua meta, mais difícil sua realização, mas se você caminhar em direção a algo grande, mesmo que você não realize seu desejo, o percurso que você trilhou buscando seu objetivo já vai te fazer alguém melhor do que você era, e isso se chama evolução. E a reação das pessoas ao seu redor ao perceber que você evoluiu se chama reconhecimento. E o reconhecimento é a prova de que o que você sonhou todo esse tempo valeu a pena.

"Ele foi um homem que, pelo poder de seu intelecto, pelo grande poder de sua mente, pôde se erguer acima da pobreza, acima da guerra e da discórdia, e se tornar uma das maiores figuras da história da humanidade, e isso é inspirador, porque não é preciso nascer bonito, não é preciso ter muitos músculos, não é preciso ter nascido especial. Podemos ter êxito usando o poder absoluto de nosso intelecto. Para mim, isso sempre foi como um raio de luz". - Michio Kaku sobre Albert Einstein.





Eu, Álison