Mostrando postagens com marcador doença. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doença. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de abril de 2014

Volta logo

Eu queria ajudá-la, mas ela sempre dizia que não queria que eu me envolvesse com seus problemas porque poderia me afetar... Tanto quanto a afetava. Hoje não consigo parar de pensar que tenho minha parcela de culpa nisso tudo e que se tivesse insistido um pouco mais em tentar salvá-la isso não teria acontecido. Nunca tive coragem de admitir que ela era uma mulher doente. Atualmente possuo essa coragem, só que ela foi despertada por algo muito mais forte. Hoje, tarde demais, eu admito que ela era uma mulher doente. Uma mulher que não conseguiu sobreviver ao próprio problema.
Da última vez que ela me visitou, eu disse a ela: "Volta logo, senão o meu coração vai doer". Ela dizia que estava melhorando.


Essa foi a visão que tive quando ela foi embora. 
Foi a última vez que a vi.






Eu, Álison

É diferente

- Você parece cansado. Talvez esteja doente. Deveria descansar um pouco.
- Mas eu já descansei.
- Mas como? Você esteve esse tempo todo comigo.
- Exatamente. Consegue imaginar melhor descanso do que estar com você?







Eu, Álison

sábado, 8 de junho de 2013

domingo, 13 de janeiro de 2013

Tantos e quantos

Se alguém, do alto de uma torre elevada, se divertisse em observar o gênero humano, como os poetas dizem que Júpiter o faz de vez em quando, que quantidade de males ele não veria atacar de todos os lados a vida dos pobres mortais! Um nascimento imundo e sórdido, uma educação penosa e dolorosa, uma infância exposta ao arbítrio de tudo o que a cerca, uma juventude submetida a tantos estudos s trabalhos, uma velhice sujeita a tantos sofrimentos insuportáveis, e enfim a triste e dura necessidade de morrer. Juntai a isso a quantidade inumerável de doenças que nos assediam constantemente no curso dessa vida infeliz, os acidentes que não cessam de nos ameaçar, a invalidez que de repente nos oprime, o fel amargo que envenena sempre nossos instantes mais doces. Sem falar ainda de todos os males que o homem causa a seu semelhante, como a pobreza, a prisão, a infâmia, a vergonha, os tormentos, as emboscadas, as traições, os processos, os ultrajes, as patifarias... Mas como contá-los? São em tão grande número como os grãos de areia à beira do mar.





Eu, Álison

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Resolver sozinho

A proteção contra doenças neuróticas que a religião concede a seus crentes é facilmente explicável: ela afasta o complexo paternal, do qual depende o sentimento de culpa, quer no indivíduo, quer na totalidade da raça humana, resolvendo-o para ele, enquanto o incrédulo tem de resolver sozinho o seu problema.






Eu, Álison

Nos cura

Embala-nos a mão branca da morte com doce sono sem sonhos. Pois é a Morte, carcereiro amigável, que assina os papéis para a nossa libertação do hospício do mundo. É o médico delicado que nos cura da mais terrível de todas as doenças - a Vida.






Eu, Álison

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Por Virginia Woolf

Querido,
Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a você que eu devo toda minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim, mas o que ficará é a certeza da sua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos. V.

No dia 28 de Março de 1941, após ter um colapso nervoso, Virginia Woolf suicidou-se.





Eu, Álison

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

É de dar medo

Todas as pessoas têm problemas. Uns mais, outros menos. Mas, infelizmente, existe um grupo, por sorte bastante reduzido, que passa por problemas inimagináveis, muito piores do que as pessoas normais passam. Não é a primeira vez que falo desse tipo de problema e considero um assunto seriíssimo.
Talvez muitos não saibam, mas existem pessoas que estão em um estado de sofrimento tão profundo, que acredito que somente quem está sentindo pode ter uma real noção do que é isso. Não é um sofrimento físico, mas um tipo mais complicado: o sofrimento mental. E quando me refiro a sofrimento não falo da tristeza que todos sentem ou da dor que todos passam. Nesses casos o sofrimento é inacreditável, absurdo, incomparável a qualquer coisa que você já sentiu. E uma saída que essas pessoas encontram para aliviar tamanho sofrimento, mesmo que por poucos instantes, é algo que me surpreende, a ponto de quase me assustar. É a chamada autoflagelação: causar dor física propositalmente.
Antes deixe-me apenas fazer uma pequena explicação: Nosso cérebro dá atenção ao mais importante, ou no caso de algum ferimento, ao mais grave. Se você, por exemplo, está com o braço machucado, e de repente começa a sentir uma dor de cabeça muito forte, como a enxaqueca, seu braço aparentemente vai doer menos, pois ser cérebro vai dar atenção à dor na cabeça, que é mais grave do que a dor no braço.
Continuando: Você, considerando-se uma pessoa mentalmente estável, em ocasião alguma gosta de sentir dor em alguma parte do corpo ou de se machucar, seja da forma como for. As pessoas que praticam autoflagelação também não, mas elas são pessoas com problemas mentais tão devastadores e tão traumáticos, que estão sofrendo tanto, mas tanto, MAS TANTO, que elas ferem seus próprios corpos a fim de que seu cérebro dê preferência ao machucado e preste menos atenção à dor que sentem dentro de suas cabeças. Eles preferem sofrer fisicamente a continuar sentindo o que está dentro de suas mentes. Agora pare e pense: imagine as proporções do sofrimento mental dessas pessoas a ponto delas preferirem ferir a si mesmas. Imagine o quão insuportável é conviver com suas próprias consciências. Lembre-se de algum momento de sua vida que você considera ter sofrido alguma dor que nunca mais gostaria de sentir. Agora pense que a angústia dessas pessoas as leva para um beco em que existe uma única saída, e ela é essa dor que você tanto deseja evitar. Elas deixam de raciocinar e pensam exclusivamente em fazer a dor parar, mesmo que para isso tenham que derramar algumas gotas de sangue. O sofrimento pela qual elas passam é atormentador.
O sofrimento dessas pessoas está fora de qualquer escala que você imagine. Você nunca (veja bem) NUNCA vai passar pelo que essas pessoas sentem, a não ser que você seja uma delas, o que eu sinceramente espero que nunca aconteça. É quase de se duvidar que nossa própria mente possa nos torturar tanto a ponto de chegarmos ao cúmulo de desejarmos sofrer, desejarmos sentir dor, para que possamos aliviar o desespero na nossa mente. Não consigo imaginar tortura mais cruel do que a que nós mesmos infligimos ao nosso próprio corpo.
Eu não tenho nenhum problema mental que me obrigue a fazer isso, até porque se tivesse não seria capaz de escrever esse texto, mas acho que tenho uma noção de quão horrível pode ser esse tipo de sofrimento, e como a maioria de nós não pode fazer nada para aliviar essa dor, acho que, no mínimo, devemos repensar nossas atitudes com relação a nossos problemas e a real importância que eles têm, pois nenhum deles pode ser tão grave quanto o das pessoas a quem me referi acima. 




Eu, Álison

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Já pensou?



Imaginem como seria se tudo que foi escrito aqui no blog tenha sido feito por uma pessoa que tem dupla personalidade e que o Álison que responde como autor dos textos nunca tenha existido. Pois, às vezes, é isso que parece... Que eu não existo, mas não me preocupo muito, as pessoas me trazem de volta.




Eu, Álison

sábado, 28 de julho de 2012

Perdido em si

O psicótico, em geral, vem trazido por um familiar; se jovem, é a mãe. Não que ele não se sinta doente, isto tem de ficar bem claro. Ele não se sente é capaz de procurar ajuda sozinho, muitas vezes. Só isto. Sabe que está doente mais do que qualquer pessoa possa imaginar. Na verdade, é porque é a psicose o que leva a pessoa verdadeiramente ao sofrimento. Então o paciente chega ao consultório muito sofrido.

O trabalho é muito difícil, pois está se lidando com pessoas que têm um nível de sofrimento muito alto e a tendência delas e a nossa também é, ao sofrer, querer arrancar de si um pedaço e jogá-lo fora (o sofrimento).

"Se eu (autora) não conseguisse por minha conta um terapeuta, um amigo, bastante amigo, deveria me levar a consultar um que não tivesse medo de doenças e nem de doentes, no caso, eu. Gostaria que o terapeuta fosse um ser humano, não um poço de onipotência, que até pudesse me dizer que algumas coisas que lhe conto ele não entende, mas que fará o possível para me ajudar e me compreender. Enfim, gostaria de me tratar com uma pessoa, uma pessoa que sorrisse para mim. Gostaria que se meu terapeuta me visse na rua me cumprimentasse para que eu não achasse que estava louca ao reconhecer uma pessoa e cumprimentá-la e ter como resposta um olhar distante e desconhecedor. Eu gostaria que meu terapeuta gostasse da minha doença, pois dela emergirá minha saúde. O delirante capta algo que não está bem mesmo e mistura com uma porção de impressões emocionais suas, por isso algumas ideias delirantes de pacientes psicóticos nos parecem tão absurdas".





Eu, Álison

sábado, 16 de junho de 2012

Não diga nada


E eles perguntavam: Onde está? Onde está? Diga onde está! Onde está?
Estavam todos vendo. Vendo e ninguém... Ninguém ajudou. Ninguém. ESTAVAM TODOS OLHANDO E NINGUÉM AJUDOU! 
Eu quase consigo tocá-lo.



Trecho de "Refém do Silêncio."




Eu, Álison

sábado, 9 de junho de 2012

O que se passa na cabeça dele?

- Só Deus sabe.


 Ele está sempre confundindo as coisas.


É uma disfunção complexa.


Ele vive em seu próprio mundo.







Eu, Álison

quarta-feira, 14 de março de 2012

O que a mídia não mostra

Você que é fã da Angelina Jolie, sabia que ela sofre de anorexia, de bulimia, que ela tem depressão e que ela pratica autoflagelação. Para quem não sabe, autoflagelação consiste em produzir dor em si mesmo. No caso dela, ela se corta, geralmente nas pernas, só que ela faz isso em lugares que as pessoas não vêem para que possam continuar aceitando-a como um ídolo a se venerar, ao invés de chamá-la de doente.





Eu, Álison

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A importância desses dois

Começo de 2010, ano em que me formei no colégio, eu fiquei meio doente. Eu sempre tive sorte com relação a isso, já que na maioria das vezes somente pegava um resfriado e nada mais grave. Mas dessa vez, foi um pouco pior. Eu tive que faltar a aula e também tive que ir ao médico. Eu estava com dor de garganta, gripado, indisposto, com dor de cabeça, essas coisas. Foi péssimo. Mas o centro da história não é esse.
Eu já disse que eu tenho dois amigos, o Bruno e o Lucas. Pois bem, nesses momentos em que você está doente é que você precisa de apoio dos amigos e isso eu posso dizer que tive de sobra. Em uma quarta-feira, um dos dias em que eu faltei à aula, o Lucas veio na minha casa de tarde para ver como eu estava. Só que era horário de aula, então isso quer dizer quer ele saiu do colégio para ir me ver. Eu duvido. Eu disse que DUVIDO que vocês conheçam alguém que matou aula para visitar um amigo doente. Vocês podem conhecer pessoas que matam aula porque são vagabundos mesmo, ou porque o professor é chato ou por mais mil motivos, mas eu duvido que você saiba de um colega que faltou a aula para visitar alguém. Pois eu conheço. O nome dele é Lucas e é meu amigo.
Algo que diminui muito quando estou doente é meu humor. Eu não rio de nada. Mas quinta-feira, um dia depois do Lucas ter ido me visitar, eu fui ao posto de saúde consultar no médico e enquanto estava esperando, eu encontrei o Bruno. Ele sentou lá comigo e ficamos conversando até eu ser atendido. Depois que eu consultei, nós fomos para minha casa. Lembra do que eu falei sobre perder meu humor? Eu saí do posto, e antes de eu chegar à primeira esquina, eu já estava rindo de uma coisa que o Bruno tinha dito sobre os remédios que eu tinha que tomar.

Não é a toa que na próxima semana eu estava curado.




Eu, Álison

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Você deve ser uma pessoa muito feliz

Enquanto gastam uma fortuna no carnaval fazendo fantasias, montando carros alegóricos e colocando mulheres seminuas em cima deles fingindo que sabem dançar, pessoas que não tem condições financeiras de ter um plano de saúde morrem esperando por ajuda médica.

Você deve estar muito bem consigo mesmo e com sua consciência, não é? Você vai ficar assim... Até uma pessoa que você ama morrer por causa de alguma doença. Aí sim...

Mas não se preocupe, o que é uma vida, se você festeja o carnaval todos os anos, certo?





Eu, Álison

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A maior mentira

Eu prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe.




Eu, Álison