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sábado, 21 de setembro de 2013

Banalidades primárias



"E a televisão invade a nossa águia, hipnotiza nosso leão e imobiliza nosso boi diante do seu ralo mingau de banalidades primárias e violências tão a gosto das multidões."






Eu, Álison

domingo, 16 de junho de 2013

Cegos e incapazes

Os sentimentos contraditórios do momento são fruto de uma sequência desequilibradora da própria cultura e dos segmentos direcionais que o indivíduo segue à procura da sua humanização que sente ter perdido...
O sofrimento que acompanha a elaboração é uma gargalhada amarga e distorcida ante um público perplexo e indiferente, narcotizado pela massificação e pela propaganda.






Eu, Álison

sábado, 27 de abril de 2013

Apenas um tijolo no muro

Ninguém pode negar que parte da cultura do século XX é irracional. Completamente irracional e objetal. É uma cultura que valoriza os artefatos, os objetos, as coisas, as promoções, os títulos. Nietzsche, de certa maneira, se encarregou de matar a figura de Deus e, ao matá-lo, os homens trataram de criar uma nova cultura. Esta precisa achar substitutos. Os substitutos achados foram os objetos industrializados. Por isso pensamos praticamente igual ao que pensa o grande grupo. Sentimos igualmente o que sentem as outras pessoas, macro grupos.






Eu, Álison

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Horário nobre

A impressão que eu tenho é de que a maioria do que passa na TV, principalmente os programas do chamado "horário nobre", são feitos por umas pessoas meio bestas, para que quem estiver assistindo possa se identificar com elas. Os responsáveis pela programação colocam no ar programas imbecis, que falam sobre assuntos idiotas, com apresentadores babacas. Se for algum filme, são os personagens que são retardados.
Porque eles devem pensar assim: "Como o público que assiste é muito idiota, temos que apresentar uma programação tão idiota quando, porque se colocássemos programas interessantes, todos iam parar de assistir, já que ninguém iria entender nada".
Pois então, se eu fosse você, me preocuparia, pois o que passa na TV é reflexo do que você pensa. Ou talvez seja o contrário, seja o reflexo de você não pensar.





Eu, Álison

domingo, 9 de setembro de 2012

terça-feira, 12 de junho de 2012

Na contra mão

Desculpa sociedade brasileira, mas eu não ouço Mamonas Assassinas, nem Legião Urbana, nem Capital Inicial.
Também não olho o programa do Pânico que dá na televisão.
Não olho nenhuma novela, não olho Casseta e Planeta nem o Zorra Total, e sinceramente, não me acho pior do que ninguém por causa disso.


Tenho mais o que fazer!




Eu, Álison

domingo, 10 de junho de 2012

Rede Globo de alienação

Caso você ainda não tenha percebido, a maioria do que passa nos canais de TV é uma merda que não serve para nada, a não ser para te deixar mais burro. A rede Globo é uma das maiores contribuintes nesse quesito, mas não obstante, ela quer ser exemplo de alienação em outros pontos. Um deles é colocar o Brasil e os brasileiros em uma posição que não lhe é de respeito.
Um dia desses eu vi um apresentador todo orgulhoso falando da Fabiana Murer, uma atleta brasileira que pratica salto com vara. Ela tinha ganhado uma competição e ele estava falando de como ela representava o Brasil, como era talentosa e esse monte de bobagem que sempre falam. Ela tinha ganho a dita competição pulando 4,77 m. Pois eu acho uma palhaçada se orgulhar disso, porque a Yelena Isinbayeva, a maior saltadora com vara da história, atual campeã olímpica e mundial, detentora de mais de 20 recordes e que pula mais de 5 METROS não recebe nem a metade dos comentários que essa Fabiana recebeu. E se é um programa esportivo, ele deve falar sobre quem se destaca no esporte e não sobre os brasileiros que fazem algo que não é nem de perto digno de alguma admiração.

(Não é culpa do sistema)
Desculpem brasileiros orgulhosos, mas coloquem-se no seu devido lugar.




Eu, Álison



quinta-feira, 10 de maio de 2012

Diferentes X Alienados

Se você é diferente a ponto de impressionar alguém, você está no caminho certo.
Se você é alienado a ponto de se impressionar com alguém diferente, você está perdido.


Aliás, as pessoas são muito interessantes... No mau sentido




Eu, Álison

sábado, 7 de abril de 2012

Estou cansado

Estou cansado. Exausto.
Estou cansado das pessoas serem más, estou cansado das mulheres serem vulgares e dos homens serem machistas. Estou cansado da amizade ser desvalorizada e dos colegas serem infiéis. Cansado dos artistas que só querem fama e dos políticos que só querem dinheiro.
Eu estou cansado do mundo não cultivar o amor, das pessoas não terem fé, educação, cultura, sonhos, nada disso. Eu estou cansado de ver mortos que vivem vidas vazias. Estou cansado dos adolescentes não terem mais um amor platônico. Cansado dos que vivem em função do tédio.
Estou cansado de ver amigos que não se abraçam, crianças que não brincam, jovens que não pensam, adultos que não agem. Cansado de menininhos que preferem vídeo game ao invés de jogar bola, cansado de menininhas que preferem pintar as unhas ao invés de brincar de boneca. Cansado dos que preferem a internet a ler um livro.
Estou cansado dos desenhos serem a desculpa para mau comportamento, cansado de filhos que não respeitam os pais, cansado de pais que batem nos filhos. Estou cansado do fanatismo religioso, cansado de humanos com a mente fechada, cansado do preconceito, da alienação mental, cansado da mídia, cansado da televisão que impõe tendências e cansado da ignorância.

Sinceramente, estou muito cansado. A cada dia vejo menos motivos pelo que lutar, menos motivos pelo que acreditar e menos motivos pelo que viver.




Eu, Álison

domingo, 1 de abril de 2012

Eu estou só

Sou só
Espero permanecer assim
Espero também permanecer são.
Ciente
Pois a alienação beira a iluminação,
Mas também beira a demência
Eu tenho cuidado,
Mas no pior dos casos
Não tenho controle sobre meu inconsciente
Infelizmente, ou felizmente. Quem sabe?
Mas voltando a ser só
Ser só não é ser só mais um
É ser só por vontade própria
Ser você quando ninguém olha
E ser você quando te obrigam a não ser
Ser só é preferir o abrigo de estar assim
A se arriscar a enfrentar as pessoas
Perigosas pessoas
Não quero que as pessoas me entendam
Nem quero que as pessoas me imitem
Isso faz mal. Muito mal
Mas voltando a ser só
Quem me faz sou eu
Quem sonha sou eu
Então nada melhor do que ser só
E do que ser eu
Do que ser só e eu, ao mesmo tempo
É bom. É agradável. É tranquilo...
Pena que poucos sabem
Poucos agem
A maioria só espera
E espera... E espera
Mas volte a ser só
Volte a ser você.





Eu, Álison

sexta-feira, 27 de maio de 2011

EGO

Mesmo que eu leia, estude, procure saber tudo, mesmo que a minha curiosidade me leve além do normal e do simples, mesmo que eu investigue tudo o que está ao meu redor, o que eu menos entendo sou eu mesmo. São tantas sensações e emoções que eu tenho (diga-se de passagem, algumas muito boas), que várias delas eu não consigo explicar.

Gosto muito de ler sobre comportamento, Psicologia, cérebro, esse tipo de coisa, mas tem momentos que eu, (não sei se por falta de capacidade ou se porque é uma impossibilidade) não consigo enquadrar em nenhuma definição conhecida. Tudo me parece tão distante da realidade...

Começarei falando sobre os sentimentos ruins (espero que você não ache que isso é conversa de depressivo). Às vezes sinto algo parecido com solidão, por exemplo, quando deixo de estar com certas pessoas, e também um tipo de isolamento, vendo que os outros se divertem sem eu também poder partilhar desse momento.
Você pode pensar que todos têm momentos em que se sentem mal, mas parece que quando eu tenho alguma dessas sensações, que graças a Deus não são frequentes, elas são mais profundas, vêm e me derrubam, diferente de um simples nervosismo ou de uma preocupação.
Não sei se é normal todos terem esses sentimentos ruins e sou eu que não tenho capacidade suficiente de perceber isso, ou talvez eu seja um caso especial que está afundando dentro de si mesmo. Espero descobrir logo...

Agora vou falar das coisas boas, que às vezes eu também não consigo explicar como acontecem. Esses momentos eu tenho prazer em desfrutar. Na maioria das vezes acontecem quando eu estou com o Lucas ou com o Bruno, ou então acontecem de uma hora para outra, ou os dois, sendo igualmente diferentes de um "simples" momento de alegria.
São nesses momentos em que eu realmente me divirto e são eles que me mostram mais um pouco do real valor da vida.
Tenho certeza de duas coisas: ou eu vou ter que estudar muito para entender o que sinto ou vou ter que consultar um psicólogo quando ficar mais velho, para poder me tratar.

O bom é que nas duas situações em vou aprender alguma coisa, pena que a segunda indique que eu estou me tornando um alienado.





Eu, Álison