Eu, Álison
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sábado, 26 de abril de 2014
Ou da sua
"A coisa boa de você ter um relógio de pulso é que você pode olhar as horas quando você não tem nada para fazer ou quando você está em um momento socialmente constrangedor com alguém que, aliás, é como qualquer outro momento da minha vida. Ou da sua, provavelmente".
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Apenas de tormentos
É uma verdade incrível como a existência da maior parte dos homens é insignificantes e destituída de interesse, vista exteriormente, e como é surda e obscura sentida interiormente. Consta apenas de tormentos, aspirações impossíveis; é o andar cambaleante de um homem que sonha através das quatro épocas da vida, até a morte, com um cortejo de pensamentos triviais. Os homens assemelham-se a relógios a que se dá corda e trabalham sem saber a razão. E sempre que um vem a este mundo, o relógio da vida humana recebe corda novamente, para repetir, mais uma vez, o velho e gasto estribilho da eterna caixa de música, frase por frase, com variações imperceptíveis.
Quando a ponta do véu de Maia (a ilusão da vida individual) se ergue diante dos olhos de um homem, de tal modo que já não faz diferença egoísta entre si mesmo e o restante dos homens, e interessa-se pelos sofrimentos dos outros como pelos próprios, tornando-se assim caritativo até à dedicação, pronto para sacrificar-se pela salvação de seus semelhantes, esse homem, chegado assim ao ponto de se reconhecer a si mesmo em todos os seres, considera como os seus sofrimentos infinitos de tudo quando vive, e apodera-se, dessa forma, da dor do mundo. Nenhuma miséria lhe é indiferente, todos os tormentos que vê e tão raramente lhe é dado amenizar, todas as angústias de que ouve falar, inclusive aquelas que lhe é possível conceber, perturbam-lhe o espírito como se fosse ele a vítima.
Insensível às alternativas de bens e de males que lhe sucedem em seu destino, livre de todo o egoísmo, penetra os véus da ilusão individual; tudo quanto vive, tudo quanto sofre, está igualmente junto de seu coração. Imagina o conjunto das coisas, a sua essência, a sua eterna passagem, os esforços vãos, as lutas íntimas, e os sofrimentos intermináveis; para qualquer lado que se volte, vê o homem que sofre. o animal que sofre, e um mundo que se desvanece eternamente. E une-se tão estritamente às dores do mundo como o egoísta a si mesmo. Como poderia ele, com tão grande conhecimento do mundo, afirmar com desejos incessantes a sua vontade de vida, e prender-se cada vez mais estritamente à vida?
Quando a ponta do véu de Maia (a ilusão da vida individual) se ergue diante dos olhos de um homem, de tal modo que já não faz diferença egoísta entre si mesmo e o restante dos homens, e interessa-se pelos sofrimentos dos outros como pelos próprios, tornando-se assim caritativo até à dedicação, pronto para sacrificar-se pela salvação de seus semelhantes, esse homem, chegado assim ao ponto de se reconhecer a si mesmo em todos os seres, considera como os seus sofrimentos infinitos de tudo quando vive, e apodera-se, dessa forma, da dor do mundo. Nenhuma miséria lhe é indiferente, todos os tormentos que vê e tão raramente lhe é dado amenizar, todas as angústias de que ouve falar, inclusive aquelas que lhe é possível conceber, perturbam-lhe o espírito como se fosse ele a vítima.
Insensível às alternativas de bens e de males que lhe sucedem em seu destino, livre de todo o egoísmo, penetra os véus da ilusão individual; tudo quanto vive, tudo quanto sofre, está igualmente junto de seu coração. Imagina o conjunto das coisas, a sua essência, a sua eterna passagem, os esforços vãos, as lutas íntimas, e os sofrimentos intermináveis; para qualquer lado que se volte, vê o homem que sofre. o animal que sofre, e um mundo que se desvanece eternamente. E une-se tão estritamente às dores do mundo como o egoísta a si mesmo. Como poderia ele, com tão grande conhecimento do mundo, afirmar com desejos incessantes a sua vontade de vida, e prender-se cada vez mais estritamente à vida?
Eu, Álison
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Ponto de vista
Você pode encarar o dia do seu nascimento como o primeiro dia da sua vida ou como o dia em que você começou a morrer.
Se faltam quinze minutos para um período de tempo acabar, você pode dizer que só faltam quinze minutos ou que ainda faltam quinze minutos.
Você pode encarar um copo pela metade como estando meio cheio ou como estando meio vazio.
Se faltam quinze minutos para um período de tempo acabar, você pode dizer que só faltam quinze minutos ou que ainda faltam quinze minutos.
Você pode encarar um copo pela metade como estando meio cheio ou como estando meio vazio.
Tudo depende de como você percebe as coisas.
Eu, Álison
domingo, 6 de maio de 2012
É um novo dia
Sonhe
Envie-me um sinal
Volte o relógio
Me dê algum tempo
Eu preciso ir embora
E começar tudo de novo
Vamos abrir os nossos olhos
Para o novo dia
É um novo dia
E a partir do momento que a vi
Eu estava num paraíso infernal
Estou jogando pedras na sua janela
Você está amarrando os lençóis
Dizem que nós estamos sonhando alto demais
Eu, Álison
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo...
Eu , Álison
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
O relógio faz seu trabalho
Tic tac, tic tac, o tempo passa, você espera seu amor cair do céu, espera o dinheiro dar em árvores, tic tac, espera que todos estejam a seus pés, tic tac, espera ser o melhor não fazendo nem o que faz o pior, tic tac, tic tac, e passa rápido. Você espera que o sujo se limpe sozinho, tic tac, que o feio fique lindo, que o mau se torne bom, que o burro vire gênio, tic tac, mas você não faz nada. Nada para mudar sua vida cheia de nada. Sua vida vazia.
Eu, Álison
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