Eu, Àlison
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sábado, 8 de fevereiro de 2014
Um outro ponto de vista
Todo mundo já se pegou imaginando o quão horrível seria a vida se não tivessem conhecido determinada pessoa, mas certamente nunca pararam para pensar em como a vida poderia ser melhor se não tivessem contato com essa mesma pessoa que você imagina te fazer tão bem.
domingo, 15 de setembro de 2013
Agora é tarde demais
O mesmo ocorreu quando, mais tarde, eles encontraram outros velhos companheiros que haviam penetrado naquela zona de horror. A maioria deles havia perdido ou conquistado algo imponderável e indescritível. Haviam visto, ouvido ou sentido algo que não era para criaturas humanas e jamais poderiam esquecer. Deles jamais partiu um comentário, pois mesmo para o mais comum dos instintos mortais existem limites terríveis.
Aquele espírito misterioso que se insinuou por uma fenda da porta proibida e teve um rápido vislumbre das terríveis visões do vazio além.
Aquele espírito misterioso que se insinuou por uma fenda da porta proibida e teve um rápido vislumbre das terríveis visões do vazio além.
Eu, Álison
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Fachos de luz
Pois só pode merecer o nome de gênio alguém que assume como tema de suas realizações a totalidade, aquilo que é grandioso, as coisas essenciais e gerais, e não alguém que dedica os esforços de sua vida a esclarecer qualquer relação científica de objetos entre si.
Os eruditos são aqueles que leram coisas nos livros, mas os pensadores, os gênios, os fachos de luz e promotores da espécie humana são aqueles que as leram diretamente no livro do mundo.
No reino da realidade, por mais bela, feliz e graciosa que ela possa ser, nós nos movemos sempre sob a influência da gravidade, força que precisamos superar incessantemente. Em compensação, no reino dos pensamentos, somos espíritos incorpóreos, sem gravidade e sem necessidade. Por isso não existe felicidade maior na Terra do que aquela que um espírito belo e produtivo encontra em si mesmo nos momentos felizes.
É sempre um erro querer transferir para a literatura a tolerância que na sociedade é preciso ter com as pessoas estúpidas e descerebradas que se encontram por todo lado.
Também vemos todo pensador autêntico se esforçar para dar a seus pensamentos a expressão mais pura, clara, segura e concisa possível. Consequentemente, a simplicidade sempre foi uma marca não só da verdade, mas também do gênio.
Além de tudo, os pensamentos postos em papel não passam, em geral, de um vestígio deixado na areia por um passante: vê-se bem o caminho que ele tomou, mas para saber o que ele viu durante o caminho é preciso usar os próprios olhos.
Isso explica por que é possível ler livros de pessoas em cuja companhia não encontramos nenhuma satisfação, e também é por esse motivo que a cultura espiritual elevada nos leva gradativamente a encontrar prazer apenas nos livros, não mais nos homens.
É por isso que a primeira geralmente é angustiante, mesmo terrível: medo, necessidade, engano e assassinatos horríveis, em massa. A outra, em contrapartida, é agradável e jovial, assim como o intelecto isolado, mesmo quando descreve erros e descaminhos.
Assim, o autor poria diante dos nossos olhos aquela interminável batalha travada pelo que é bom e autêntico, em todos os tempos e países, contra o domínio do que é deturpado e ruim; descreveria o martírio de quase todos os verdadeiros iluminados da humanidade, de quase todos os grandes mestres em cada disciplina e em cada arte; mostraria como eles, com poucas exceções, sofreram na pobreza e na miséria, sem reconhecimento, sem apreço, sem alunos, enquanto a fama, a honra e a riqueza eram reservadas aos indignos em cada área.
Trechos de "A Arte de Escrever", de Arthur Schopenhauer
Os eruditos são aqueles que leram coisas nos livros, mas os pensadores, os gênios, os fachos de luz e promotores da espécie humana são aqueles que as leram diretamente no livro do mundo.
No reino da realidade, por mais bela, feliz e graciosa que ela possa ser, nós nos movemos sempre sob a influência da gravidade, força que precisamos superar incessantemente. Em compensação, no reino dos pensamentos, somos espíritos incorpóreos, sem gravidade e sem necessidade. Por isso não existe felicidade maior na Terra do que aquela que um espírito belo e produtivo encontra em si mesmo nos momentos felizes.
É sempre um erro querer transferir para a literatura a tolerância que na sociedade é preciso ter com as pessoas estúpidas e descerebradas que se encontram por todo lado.
Também vemos todo pensador autêntico se esforçar para dar a seus pensamentos a expressão mais pura, clara, segura e concisa possível. Consequentemente, a simplicidade sempre foi uma marca não só da verdade, mas também do gênio.
Além de tudo, os pensamentos postos em papel não passam, em geral, de um vestígio deixado na areia por um passante: vê-se bem o caminho que ele tomou, mas para saber o que ele viu durante o caminho é preciso usar os próprios olhos.
Isso explica por que é possível ler livros de pessoas em cuja companhia não encontramos nenhuma satisfação, e também é por esse motivo que a cultura espiritual elevada nos leva gradativamente a encontrar prazer apenas nos livros, não mais nos homens.
É por isso que a primeira geralmente é angustiante, mesmo terrível: medo, necessidade, engano e assassinatos horríveis, em massa. A outra, em contrapartida, é agradável e jovial, assim como o intelecto isolado, mesmo quando descreve erros e descaminhos.
Assim, o autor poria diante dos nossos olhos aquela interminável batalha travada pelo que é bom e autêntico, em todos os tempos e países, contra o domínio do que é deturpado e ruim; descreveria o martírio de quase todos os verdadeiros iluminados da humanidade, de quase todos os grandes mestres em cada disciplina e em cada arte; mostraria como eles, com poucas exceções, sofreram na pobreza e na miséria, sem reconhecimento, sem apreço, sem alunos, enquanto a fama, a honra e a riqueza eram reservadas aos indignos em cada área.
Trechos de "A Arte de Escrever", de Arthur Schopenhauer
Eu, Álison
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
São as vozes
Elas me dizem coisas horríveis
Por favor, façam elas pararem
Façam as vozes pararem
Eu não aguento mais!
Eu, Álison
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Como se sentiria sobre a sua vida?
"Nas pistas de asfalto vazias de uma rodovia abandonada".
Perdido no esquecimento; escuro, silencioso e completo. Encontrei liberdade. Perder todas as esperanças era a liberdade.
Eu era um pequeno centro aquecido onde a vida desse mundo circundava. Toda noite eu morria e toda noite eu nascia de novo. Ressuscitado. Não havia outro lugar para se sentir mais vivo. Depois de tudo, todos se sentiam salvos. Eu estava perto de ser completo. Meus parabéns! Está a um passo de chegar onde quer.
Se você acorda em uma hora diferente e num lugar diferente, poderia acordar sendo uma pessoa diferente?
As pessoas que eu conheço em cada voo são amigos descartáveis. Entre a decolagem e o pouso passamos um tempo juntos. É tudo que temos.
Ou quando um estrondo vulcânico de destroços do que costumavam ser seus móveis e pertences pessoais saem voando da sua casa pela janela e acabam em chamas dentro da noite.
Eu diria para nunca ser completo. E para de ser perfeito, nós temos que evoluir, deixe as coisas serem como são. Mas esse sou eu e posso estar errado. De repente é tudo uma tragédia horrível. Nada disso me surpreenderia.
"Você esta atrás de pessoas de quem depende. Fazemos a sua comida, catamos o seu lixo, conectamos as suas ligações, dirigimos suas ambulâncias e te protegemos enquanto você dorme. Isso não pertence a nós. Nós não somos especiais. Dane-se o que você sabe. Precisa esquecer o que você sabe, esse é o seu problema. Esquecer sobre o que você pensa que sabe sobre a vida, sobre amizade".
Se você fosse morrer agora, como se sentiria sobre a sua vida?
Perdido no esquecimento; escuro, silencioso e completo. Encontrei liberdade. Perder todas as esperanças era a liberdade.
Eu era um pequeno centro aquecido onde a vida desse mundo circundava. Toda noite eu morria e toda noite eu nascia de novo. Ressuscitado. Não havia outro lugar para se sentir mais vivo. Depois de tudo, todos se sentiam salvos. Eu estava perto de ser completo. Meus parabéns! Está a um passo de chegar onde quer.
Se você acorda em uma hora diferente e num lugar diferente, poderia acordar sendo uma pessoa diferente?
As pessoas que eu conheço em cada voo são amigos descartáveis. Entre a decolagem e o pouso passamos um tempo juntos. É tudo que temos.
Ou quando um estrondo vulcânico de destroços do que costumavam ser seus móveis e pertences pessoais saem voando da sua casa pela janela e acabam em chamas dentro da noite.
Eu diria para nunca ser completo. E para de ser perfeito, nós temos que evoluir, deixe as coisas serem como são. Mas esse sou eu e posso estar errado. De repente é tudo uma tragédia horrível. Nada disso me surpreenderia.
"Você esta atrás de pessoas de quem depende. Fazemos a sua comida, catamos o seu lixo, conectamos as suas ligações, dirigimos suas ambulâncias e te protegemos enquanto você dorme. Isso não pertence a nós. Nós não somos especiais. Dane-se o que você sabe. Precisa esquecer o que você sabe, esse é o seu problema. Esquecer sobre o que você pensa que sabe sobre a vida, sobre amizade".
Se você fosse morrer agora, como se sentiria sobre a sua vida?
Eu, Álison
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