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domingo, 18 de maio de 2014

Quando você era jovem

Can we climb this mountain? I dont know
Higher now than ever before
I know we can make it if we take it slow
Let's take it easy, easy now, watch it go

We're burning down the highway skyline
On the back of a hurricane that started turning
When you were young

And sometimes you close your eyes
And see the place where you used to live
When you were young

They say the Devils water it aint so sweet
You dont have to drink right now
But you can dip your feet
Every once in a little while

You sit there in your heartache
Waiting on some beautiful boy to
To save you from your old ways
You play forgiveness
Watch it now, here he comes

He doesnt look a thing like Jesus
But he talks like a gentleman
Like you imagined when you were young

I said he doesnt look a thing like Jesus
He doesnt look a thing like Jesus
But more than you'll ever know

Podemos escalar essa montanha? Eu não sei. Agora mais alta do que nunca. Eu sei que podemos conseguir se formos devagar. Vamos devagar, devagar, observe.
Estamos queimando o horizonte da estrada atrás do furacão que começou a girar quando você era jovem.
E às vezes, você fecha os seus olhos e vê o lugar onde você costumava viver quando você era jovem.
Eles dizem que a água do demônio não é tão doce. Você não tem que bebê-la agora, mas você pode mergulhar os seus pés de vez em quando.
Você senta lá na sua angústia, esperando algum cara bonito para para te salvar dos seus velhos hábitos. Você brinca com o perdão. Preste atenção agora, aqui ele vem.
Ele não se parece nem um pouco com Jesus, mas ele fala como um cavalheiro como você imaginou quando era jovem.
Eu disse que ele não se parece nem um pouco com Jesus. Ele não se parece nem um pouco com Jesus. Mas mais do que você algum dia vai saber.





Eu, Álison

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O papa faz voto de pobreza

 Mas metade do Vaticano é feito de ouro.


Jesus olhou para ele e o amou. "Falta uma coisa para você", disse ele. "Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me." - Marcos 10: 21






Eu, Álison

sábado, 10 de agosto de 2013

Jesus voltou!

Esse poderia ser meu último post, porque eu sei que ninguém mais vai ler meu blog depois dessa publicação, mas não desisto e ainda acredito que alguém, nem que seja apenas uma pessoa, vá entender o que está escrito.
Fonte: http://www.alinevalek.com.br/blog/2013/07/se-jesus-existisse-hoje/


Venho ao povo de Deus trazer uma boa notícia (embora ela venha acompanhada de uma não tão boa assim, para alguns). A boa notícia é que o evento por vós tão aguardado aconteceu: Jesus voltou. A má notícia é que ninguém avisou que ele precisava agradar a sociedade patriarcal cristã. Jesus voltou e só anda com gente esquisita. Seu lugar é ao lado dos marginalizados, dos não aceitos, dos diferentes. Foi visto enrolado numa bandeira de arco-íris na Parada Gay e cercado de amigas com os seios de fora na Marcha das Vadias. Ele, ao contrário dos fariseus do nosso tempo, não carrega preconceitos mesquinhos, nojo de gente, ódio de pessoas por elas serem o que são. Vejam só, que surpresa.

Jesus voltou e não é cristão (aliás, coisa que nunca foi). Ele não frequentou nenhuma igreja ainda, não apareceu nos grandes templos, não pagou o dízimo, não está do lado de quem explora a fé dos outros. Aparentemente, ele se recusa a seguir uma religião tão empenhada em condenar pessoas, em impor proibições e pensamentos, em interferir na lei. Inclusive, Jesus foi fotografado em uma manifestação pelo Estado laico, segurando um cartaz que dizia: “dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”

Jesus voltou e não é filho da virgem, é filho da puta. É por isso que ele sabe a barra que essas mulheres enfrentam, o perigo que correm, a humilhação a que são submetidas, a cidadania que lhes é negada. Jesus é amigo das prostitutas, das travestis, das que são empurradas para o submundo ou das que escolhem esse caminho para juntarem uma grana legal e batalharem por uma vida melhor, como qualquer outra pessoa, afinal de contas.

Jesus voltou e talvez seu retorno não tenha sido alardeado, celebrado e divulgado na TV e nos sites de fofoca porque ele nasceu invisível. Jesus voltou negro e, como tantos e tantas outras que não nasceram da cor “certa”, ele foi invisibilizado por uma cultura que celebra apenas a branquitude e que esperava por um Jesus loiro dos olhos claros, como nas imagens espalhadas nas igrejas. Além disso, nenhuma estrela-guia marcou o nascimento de Jesus, porque aparentemente estrelas-guia não chegam na favela onde ele nasceu – lá, onde só chega o descaso do Estado e o preconceito das elites. Sabe-se apenas que sem dúvidas ele é Jesus porque só um milagre explica como uma pessoa negra que cresceu na favela ainda não tenha sido “desaparecida” pela PM em uma de suas truculentas operações no morro.

Jesus voltou e não quer saber dos poderosos. Seu rolê é com a galera das quebradas, com os que moram nas ruas, com os grafiteiros, com os skatistas, com as crianças que vendem balinha no sinal. Quando não é confundido com mendigo, é tomado por bandido. Meliante. Perigoso.

Jesus voltou para barbarizar. Ajudou a quebrar vitrines, a tacar pedras na Tropa de Choque e levou muita bomba na cara. Voltou para virar o mundo de cabeça pra baixo – e não dá para fazer isso sem escandalizar a tia Gertrudes que reza o terço no terceiro andar ou o coxinha engomadinho que apresenta o telejornal.

Jesus voltou e é feminista. Porque não dá para ser revolucionário de verdade sem antes lutar para destroçar o patriarcado e picotar os papéis de gênero em centenas de pedacinhos, como na multiplicação dos pães. Jesus voltou e é queer, é “amigx” dos e das transsexuais, dos inadequados, dos indefinidos. Daqueles e daquelas que se recusam a ser definidos, rotulados, padronizados e limitados por essa sociedade doente.

Jesus voltou não para curar os cegos, os leprosos ou ressuscitar os mortos. Jesus voltou para mandar à merda aqueles que dizem amar, mas discriminam. Aqueles que dizem respeitar, mas desumanizam. Aqueles que dizem que somos todos irmãos, enquanto há tanta desigualdade social, racial, de gênero. Aqueles que prometem o “reino dos céus”, mas são incapazes de refletir sobre seus privilégios aqui na Terra. Aqueles que acreditam que existe um diabo, mas não vêm que o demônio é o racismo, o machismo, a transfobia e a homofobia que eles próprios alimentam. Jesus voltou pra dizer que essa galera tá errando feio. Errando rude.

Jesus voltou e é minoria vândala. Talvez por isso, de novo, não tarde a ser crucificado bem jovem.







Eu, Álison

domingo, 21 de outubro de 2012

Rezar cantando

Eu não tenho nada contra quem escreve músicas com significado religioso, ou que se inspirem na religião para compor, pelo contrário, conheço várias bandas desse tipo que têm qualidade. Só que existe uma diferença entre você tocar uma música com um fundo religioso e você rezar cantando.
Você pode escrever uma música com uma letra que, ao ser interpretada, mostra seu caráter religioso. Outra coisa é você fazer uma música em que a letra é uma oração. A única coisa que você fez foi colocar a parte instrumental. Isso de ficar falando "Aleluia", "Senhor meu Deus", para mim não é música. É uma oração cantada em forma de música, o que é diferente de uma música composta com significado religioso, que não precisa citar o nome de Jesus a cada dez segundos para demonstrar sua conotação sacra.
Sei que estou ofendendo muita gente, mas não estou pedindo para ninguém concordar comigo, só estou expressando minha reprovação com relação a esse tipo de atitude.





Eu, Álison