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sábado, 26 de abril de 2014

domingo, 9 de junho de 2013

Não está doendo

"Vejo pessoas... Não sabem que estão mortas. 
Estão em toda parte. Só veem o que querem ver."


- Anna, eu acho que estou bem. Ela entrou e saiu... Nem está doendo mais...

Acho que posso ir agora. Só precisava fazer umas coisas. Precisava ajudar alguém. E ajudei.
Só precisava dizer uma coisa: sempre foi a primeira. Sempre. Eu te amo. Agora durma. Tudo vai ser diferente amanhã.






Eu, Álison

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Fazia frio

Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
— Velho caixão a carregar destroços —

Levando apenas na tumba carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos






Eu, Álison

terça-feira, 17 de julho de 2012

Ninguém irá se importar

É como um fantasma que acusa com a mão cerrada e faz pouco de tudo aquilo que os outros sentem, anseiam ou defendem. Você me dá pena.
Quando você morrer ninguém vai chorar por você, ninguém vai dizer que teve orgulho de te conhecer, ninguém vai sentir sua falta, ninguém vai reverenciar sua pessoa... Ninguém irá se importar.


Você não precisa de nada, não é mesmo? Pessoas, amor ou uma ideia a defender? Pobre coitado... Está totalmente só. 




Eu, Álison