Eu, Álison
domingo, 10 de agosto de 2014
A perversidade é que é natural
Para Aristóteles, "o homem tem, por natureza, o desejo de conhecer" e é naturalmente inclinado à verdade, só cedendo ao erro por acidente ou privação. Para Schopenhauer, ao contrário, a perversidade é que é natural ao gênero humano, e não só a perversidade moral, mas também a perversidade cognitiva que leva a preferir o erro à verdade.
Tantas voltas
"Eu digo, tu dizes e, no fim, o diz também ele; depois de dar-lhe tantas voltas, ninguém mais vê aquilo que se disse."
Eu, Álison
domingo, 3 de agosto de 2014
sábado, 2 de agosto de 2014
Uma prece sem fim
Sei que é tarde, mas através desta eu venho pedir uma breve oração. Já não conheço mais minha alma. Tenho saudade daqueles dias que o tempo passava e ainda era abril. E eu somente sonhava. Mas é novembro e eu não percebi as flores morrendo. Agora, qual rosa eu darei à Deus?
Simples de coração, nada mais, que ele se torne uma linda e simples decoração porque hoje essa velha morada é uma triste lenda e agora canta seus versos de arrependimento. Ouço sinos querendo soar dentro de mim. Ouço sinos soando em mim.
Hoje peço que junte os dedos e faça por mim uma prece sem fim. E acordada, vele meu sono. O meu silêncio é uma nota preta num imenso papel vazio, mas ainda é uma nota que toca a lágrima, toca o céu. Dura uma noite, mas no amanhecer vem a alegria.
Simples de coração, nada mais, que ele se torne uma linda e simples decoração porque hoje essa velha morada é uma triste lenda e agora canta seus versos de arrependimento. Ouço sinos querendo soar dentro de mim. Ouço sinos soando em mim.
Simples de coração, nada mais, que ele se torne uma linda e simples decoração porque hoje essa velha morada é uma triste lenda e agora canta seus versos de arrependimento. Ouço sinos querendo soar dentro de mim. Ouço sinos soando em mim.
Hoje peço que junte os dedos e faça por mim uma prece sem fim. E acordada, vele meu sono. O meu silêncio é uma nota preta num imenso papel vazio, mas ainda é uma nota que toca a lágrima, toca o céu. Dura uma noite, mas no amanhecer vem a alegria.
Simples de coração, nada mais, que ele se torne uma linda e simples decoração porque hoje essa velha morada é uma triste lenda e agora canta seus versos de arrependimento. Ouço sinos querendo soar dentro de mim. Ouço sinos soando em mim.
Eu, Álison
Você já escutou o silêncio? - VII
Sonho de igualdade
Desculpem, mas tive um sonho
Estava num lugar muito estranho
O que mais chamava a atenção
O que mais tinha de diferente
Era que não havia comemorações
Como as nossas
Não havia os mesmos feriados
Festas apenas para a natureza
Plantio e colheita
Final e início de ciclos
Dançavam com as estações
Solstícios
Sem dia das mulheres
Sem dia das crianças
Nem mesmo das mães, dos pais
Dos negros, da independência
Nenhum dia do renascimento
Simplesmente nada desse tipo
Todos os dias eram iguais
Mesmo assim, especiais
Não havia distinções
Por isso não precisavam comemorar nada
Não havia minorias
Não havia desprezados para serem lembrados
Nem um dia do ano
Sim, havia algumas diferenças
Mínimas, sem muita importância
Apenas o suficiente para tornar cada um único
Apenas para identificar e diferenciar um do outro
Nada que lhes desse valor ou mérito
Para todos os efeitos, todos eram iguais
As diferenças eram só externas
O tamanho, o sexo, a cor, a origem, a idade...
Só detalhes externos
Internamente todos eram iguais
Todos eram humanos
Desculpem, foi só um sonho...
Eu, Álison
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