sexta-feira, 29 de março de 2013

Frederick Banting

Cadáveres jaziam em promiscuidade uns com os outros no último abraço da morte, esmagados, contorcidos, irreconhecíveis... Delgado fio de sangue escorria dos lábios de Fred Banting. O moço resfolegava, presa dum delírio intermitente. Um louco obstinado e pugnaz. Essas as palavras que melhor o caracterizam.
Entrou no Hospital Infantil de Toronto como cirurgião residente. Achava interessante remendar corpos enfermos, dar aos seres humanos mais uma oportunidade na vida. “Parece que não vou conseguir êxito”, disse, com um sorriso contrafeito. “Mas de qualquer modo, sou bastante louco para teimar”.
De súbito, uma ideia lhe brotou no cérebro. Por alguns momentos Banting procurou “iluminar o abismo” interposto entre a ideia e a deliciosa vaga de sonolência que o invadia. Depois adormeceu. Os maiores fisiologistas do mundo têm passado anos fazendo experiências com o pâncreas. E qual foi o resultado de tudo isso? Elaboraram uma dieta de fome para torturar e matar lentamente as vítimas.
Mas os soldados não tinham medo. Esperando a morte em qualquer caso, estavam dispostos a submeter-se às experiências de Banting.
Agora mostrou-se igualmente imperturbável sob outra espécie de fogo – uma saraivada de honrarias e distinções. Aceitava todas as honras com um sorriso e prosseguia modestamente o seu labor. “A satisfação é coisa que não está ao alcance do espírito humano bem constituído”. O que importa ao progresso humano não é o pensador, mas o pensamento. “O pensador morre, mas o pensamento sobrevive”.
Terminadas as horas de paciente investigação, Banting pegava um pincel e telas e saía a percorrer o campo, fixando as cenas que encontrava. Pois a pintura era seu modo de descansar o espírito.
Chegara aos 49 anos. Na escuridão do outono do mundo, teve início uma nova e obstinada pesquisa para combater uma enfermidade maligna – o assalto à liberdade humana.
Mais de uma vez fixara na tela as sombras dos seus belos traços e a luz do sol em seus olhos.
O piloto compreendeu que devia ir imediatamente em busca de socorro ou Dr. Banting não viveria até a noite. Saiu a caminhar a passos trôpegos por aquela solidão de rochas, arbustos e gelo. Voltou arrastando-se para o avião. O Dr. Banting conseguira desembaraçar-se dos escombros e sair para o ar livre, onde jazia a cinco pés do aparelho.
Fora o último dos seus atos obstinados. Estava silencioso agora.






Eu, Álison

Ninguém sabe

Ele tinha pouquíssimas relações sociais e baixa empatia. Era desconfiado, paranoico, cruel e sádico, mas tinha uma enorme capacidade de hiperfoco.
Ele se torna mais brilhante, e ainda mais solitário. Newton trabalha obsessivamente. É recluso e escreve grande quantidade de material que ninguém vê. Este é o conhecimento que ele está desenvolvendo para si próprio.
Ele é muito obsessivo sobre seu trabalho e fora dele poucas coisas atraem seu interesse.
Com exceção de duas ou três pessoas durante a vida de Newton, ninguém sabe o que ele pensa e no que ele acredita. 
Ele escrevia palavras sem sessar. Estas não são páginas de uma obra, mas, com frequência, milhares de palavras que ele escrevia do nada. Creio haver muitas provas independentes de que Newton chegou a seu próprio limite continuamente e que tinha um comportamento confuso, sendo capaz de se concentrar profundamente e ficar obcecado por alguma coisa que estivesse fazendo.
Ele é uma figura grandemente contraditória e isso é muito comum em gênios.
Newton é agora uma figura a mais de sua época e entender como ele via o mundo e como sua ciência emergiu é o modo mais interessante de contemplá-lo.





Eu, Álison

sábado, 23 de março de 2013

Mas os idiotas são eles



Eles emanam idiotice. Eu reverbero a idiotice dos idiotas para eles. Para o bem deles, inclusive, se eles tivessem menos idiotice em escutar o que eu estou falando. - Lobão






Eu, Álison

Vou esquecer de mim

Eles não conseguem perceber como é real
Que a gente se encante com alguém


Conheço bem a solidão
Mas vou ficar aqui
Até que o dia amanheça.
Vou esquecer de mim
E você se puder
Não me esqueça...




Eu, Álison

domingo, 17 de março de 2013

All my tears

My heart is aching, my love is fading
So tired of living in fear
Smiling through the tears
All my tears turn into rage


Into rain...




Eu, Álison

Porque estamos aqui?

De onde vem o mal?
Existe um deus?
Qual é a fonte da vida?
Há sentido no que fazemos?
A minha realidade é o que eu penso ou isso é um fruto da minha imaginação doentia?


Quem sou eu?
Fui criado no momento do meu nascimento ou existia anteriormente?
De onde vim?
E após a morte, tudo termina ou vou para outro lugar?
E a vida, para que serve?
Tem algum propósito maior?





Eu, Álison

Tem em seu coração

O que ele queria era abrir os olhos e o coração de todos que vissem seus quadros. Bem, ele conseguiu o que queria.


"O que eu sou aos olhos das outras pessoas? Um nada? Um excêntrico? Uma pessoa desagradável? Alguém que não tem lugar na sociedade e jamais terá. Em resumo, o mais baixo de todos. Tudo bem então, mesmo que isso fosse totalmente verdade, um dia, eu gostaria de mostrar, com meu trabalho, o que um nada, o que um ninguém, tem em seu coração. Com um aperto de mão, sempre seu, Vincent".





Eu, Álison