Eu, Álison
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domingo, 23 de fevereiro de 2014
Nenhum desastre vai acontecer
"Se minhas dores brotassem como flores, e atraíssem para si dançantes borboletas, eu teria em mim o mais belo e trágico de todos os jardins".
sábado, 8 de dezembro de 2012
Thomas Huxley
A obstinação era-lhe necessária. Thomas Huxley foi um homem que se fez por si mesmo. Diariamente acendia a vela de madrugada, envolvia os membros num cobertor e ficava sentado na cama, devorando livros sobre todos os assuntos imagináveis.
Encontrou “uma donzela de grande beleza, doces olhos azuis e louros cabelos”. Tom era um jovem sensitivo, mas o amor o avassalara completamente.
Tocava com a varinha de condão da sua inteligência os esqueletos da antiguidade – e os esqueletos se cobriam de carne e animavam-se. Huxley não era apenas um popularizador de conhecimentos científicos, mas também um paladino de causas cientificas. Nesse momento se travava uma luta particularmente acirrada em torno da nova teoria darwiniana da evolução.
Numa reunião da Associação Britânica (1860) o bispo de Oxford voltara-se para Thomas Huxley com um sorriso sarcástico. “Faça o favor de dizer-me, é por parte de seu avô ou de sua avó que o senhor pretende descender de um macaco?”. A assistência ficou estarrecida. Cintilavam os olhos de Huxley quando este se pôs de pé. Não se envergonhava por ter um símio por avô – declarou. “Se houvesse um antepassado de que eu poderia ter vergonha seria... Um homem como o bispo de Oxford”.
O Amor me revelou a santidade da natureza humana.
Sua religião era um ceticismo sincero – uma dúvida construtiva, não destrutiva. Sua atitude diante da vida era a de um poeta-cientista. A verdade é sabedoria mais beleza. “Quanto a mim, sou apenas um agnóstico. Não sei”.
Para preservar uma democracia – declarava – é preciso ter, não uma minoria de sangue nobre, mas uma maioria de cérebro ativo.
Toda a sua vida ele foi um flagelo para as mentes acanhadas. No entanto, a sua ironia era mais brilhante que ferina. Pois no fundo Huxley era uma boa alma.
A sair da meia idade, começou a padecer agudos acessos de depressão e hipocondria.
Por que tão constantes ataques à ciência como contrária à religião? A ciência não combatia a religião.
Observa a ordem que penetra a aparente desordem do mundo. Vê desenrolar-se em toda a sua beleza e terror o grande drama da evolução. E procurava transformar o terror em beleza.
“Estive a sós com os meus mortos diante do abismo do eterno...”.
Ali vai o professor Huxley, envelhecido, mas ainda fascinante. À medida que ia envelhecendo retirava-se cada vez mais da sociedade para a solidão do seu jardim.
Encontrou “uma donzela de grande beleza, doces olhos azuis e louros cabelos”. Tom era um jovem sensitivo, mas o amor o avassalara completamente.
Tocava com a varinha de condão da sua inteligência os esqueletos da antiguidade – e os esqueletos se cobriam de carne e animavam-se. Huxley não era apenas um popularizador de conhecimentos científicos, mas também um paladino de causas cientificas. Nesse momento se travava uma luta particularmente acirrada em torno da nova teoria darwiniana da evolução.
Numa reunião da Associação Britânica (1860) o bispo de Oxford voltara-se para Thomas Huxley com um sorriso sarcástico. “Faça o favor de dizer-me, é por parte de seu avô ou de sua avó que o senhor pretende descender de um macaco?”. A assistência ficou estarrecida. Cintilavam os olhos de Huxley quando este se pôs de pé. Não se envergonhava por ter um símio por avô – declarou. “Se houvesse um antepassado de que eu poderia ter vergonha seria... Um homem como o bispo de Oxford”.
O Amor me revelou a santidade da natureza humana.
Sua religião era um ceticismo sincero – uma dúvida construtiva, não destrutiva. Sua atitude diante da vida era a de um poeta-cientista. A verdade é sabedoria mais beleza. “Quanto a mim, sou apenas um agnóstico. Não sei”.
Para preservar uma democracia – declarava – é preciso ter, não uma minoria de sangue nobre, mas uma maioria de cérebro ativo.
Toda a sua vida ele foi um flagelo para as mentes acanhadas. No entanto, a sua ironia era mais brilhante que ferina. Pois no fundo Huxley era uma boa alma.
A sair da meia idade, começou a padecer agudos acessos de depressão e hipocondria.
Por que tão constantes ataques à ciência como contrária à religião? A ciência não combatia a religião.
Observa a ordem que penetra a aparente desordem do mundo. Vê desenrolar-se em toda a sua beleza e terror o grande drama da evolução. E procurava transformar o terror em beleza.
“Estive a sós com os meus mortos diante do abismo do eterno...”.
Ali vai o professor Huxley, envelhecido, mas ainda fascinante. À medida que ia envelhecendo retirava-se cada vez mais da sociedade para a solidão do seu jardim.
Eu, Álison
sábado, 31 de dezembro de 2011
Sem solução
Sou um Observador e sabe o que eu vejo? Eu vejo isso:
Vejo que no Verão, as pessoas reclamam que sempre há Sol, que elas suam muito, que está sempre quente, que em todo lugar tem mosquito, que tudo é mais difícil de fazer por causa do calor, que precisam tomar vários banhos por dia, que não dá pra dormir sem ventilador.
Vejo que no Outono as pessoas reclamam que as plantas estão feias e sem vida, que suas folhas caíram, que o clima não é estável, que nenhum jardim é bonito.
Vejo que no Inverno as pessoas reclamam que está sempre frio, que não dá pra fazer nada porque está sempre chovendo, que é preciso usar muita roupa para se esquentar, que facilmente se fica doente, que anoitece muito cedo.
Vejo que na Primavera as pessoas reclamam que não está nem quente nem frio, que o tempo muda de uma hora para outra, que tudo dá alergia, principalmente o pólen das flores.
Mas as pessoas não falam que o Verão é a melhor época para viajar.
Não falam que no Outono o clima é agradável.
Que no Inverno se dorme melhor
E que na Primavera as flores deixam os jardins lindos.
Isso as pessoas não vêem e por isso tenho pena delas.
Vejo que no Verão, as pessoas reclamam que sempre há Sol, que elas suam muito, que está sempre quente, que em todo lugar tem mosquito, que tudo é mais difícil de fazer por causa do calor, que precisam tomar vários banhos por dia, que não dá pra dormir sem ventilador.
Vejo que no Outono as pessoas reclamam que as plantas estão feias e sem vida, que suas folhas caíram, que o clima não é estável, que nenhum jardim é bonito.
Vejo que no Inverno as pessoas reclamam que está sempre frio, que não dá pra fazer nada porque está sempre chovendo, que é preciso usar muita roupa para se esquentar, que facilmente se fica doente, que anoitece muito cedo.
Vejo que na Primavera as pessoas reclamam que não está nem quente nem frio, que o tempo muda de uma hora para outra, que tudo dá alergia, principalmente o pólen das flores.
Mas as pessoas não falam que o Verão é a melhor época para viajar.
Não falam que no Outono o clima é agradável.
Que no Inverno se dorme melhor
E que na Primavera as flores deixam os jardins lindos.
Isso as pessoas não vêem e por isso tenho pena delas.
Eu, Álison
quarta-feira, 20 de julho de 2011
O que há no seu jardim?
"Certa vez encontrei uma flor em um jardim.
Senti o seu cheiro; vi suas folhas; toquei suas pétalas.
Mas tive que resistir.
Resistir à tentação de não colhê-la do jardim onde estava,
E tê-la só para mim.
Afinal, seria muito egoísmo privar a todos de ver tal beleza."
Senti o seu cheiro; vi suas folhas; toquei suas pétalas.
Mas tive que resistir.
Resistir à tentação de não colhê-la do jardim onde estava,
E tê-la só para mim.
Afinal, seria muito egoísmo privar a todos de ver tal beleza."
Eu, Álison
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